Ambientação
Por cerca de 10 anos o Mundo Bruxo Britânico esteve sob a regenência de um governo ditador que, chantageado pelo intitulado Lorde K., o Lorde das Trevas, tomou algumas medidas drásticas para tirar o poder das mãos de famílias que já estavam há muito tempo na chefia das instituições bruxas. Bruxos foram perseguidos, presos, punidos.. Outros simplesmente desapareceram.

O Ministério da Magia, que a cada dia possuia novas regras para a população, sequer explicava para a sociedade o motivo daquilo. Parte da população bruxa apoiava tais medidas, querendo assim ver as famílias bruxas mais influentes finalmente fora do poder. Outra parte, formada principalmente pelas famílias atacadas, tentava resistir às ordens do Ministério. Hogwarts parecia treinar um exército. Famílias estavam fugindo. Os comércios estavam falindo. A sociedade bruxa britânica estava sucumbindo.

Anos se passaram, até que um grupo intitulado Lavender, formado inicialmente por mulheres das famílias perseguidas, surgiu com o apoio de muitos outros bruxos e ajudou a revelar toda a verdade da história. O Lorde K. não mais comandava a Irmandade e estava desaparecido. Seus próprios seguidores o haviam destituído de seu posto e assumido seu nome como um codinome para esconder o novo grupo, que almejava acabar com as famílias poderosas do mundo bruxo. Como se não bastasse, descobre-se ainda que uma Superior do Ministério e a Diretora de Hogwarts estavam por trás dos planos desse novo grupo, uma, por ter sido chantageada, a outra, por pura sede de vingança contra aqueles que um dia arruinaram sua própria família. Os grupos entraram em guerra.

Bruxos foram mortos de ambos os lados, mas por fim, o lado das trevas foi derrotado, capturado e mandado à Azkaban, que agora tem sua segurança mais que reforçada. As instituições estão sob novas direções. Famílias refugiadas retornam à seus lares. Os comércios tornam a ganhar freguesia com os bruxos finalmente andando sem grandes preocupações nas ruas. O que resta aos bruxos é recomeçar e crer que os tempos de paz e segurança irão durar.
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Ano: 2030
Mês: Dezembro
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A Montanha Russa

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A Montanha Russa

Mensagem por Tétis em Seg 23 Mar 2015 - 22:39

A Montanha Russa







A montanha Russa da Cool Zone é bastante diferente, depois de duas voltas pelos trilhos enferrujados que se encontra no próprio parque. O carro desliza por um trilho diferente e os passageiros adentram numa tenda no fim do trilho, mas essa tenda o leva para uma floresta e o carro para de trilhar o caminho.

Nessa floresta há diversas criaturas, cada criatura derrotada lhe arrecadará ticket's. Os passageiros podem sair na hora que lhes for conveniente, basta gritar "Eu quero sair", mas todos os Ticket's que tiver arrecadado serão perdidos, para voltar com o Ticket terá de voltar para o carro e percorrer o resto do trilho.


Ps: Quando o título do tópico tiver verde estará livre, quando tiver vermelho estará ocupado. O número máximo de jogadores por vez é 5

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Re: A Montanha Russa

Mensagem por Gabriel Stark Wulfgard em Dom 26 Abr 2015 - 5:58

Passeio: Um Presente de Grego




O início das aulas naquele ano estava sendo especialmente exaustivo, e a cada encontro com os professores, não tínhamos ideia do que poderia acontecer. Só que, no último dia antes do fim de semana, a diretora nos agraciou com um passeio até o misterioso parque que passava por Londres. Fomos avisados logo no início do dia sobre a surpresa, e durante o café da manhã não havia espaço para outras conversas nas quatro mesas dispostas no Salão Principal.

Faltava pouco menos de uma hora para o anoitecer, e o clima estava abafado, um prelúdio do que seria a noite para os britânicos, que já haviam sentido a força do astro-rei durante toda a manhã e tarde. Apenas com a varinha nos bolsos, fui até o Pátio de Entrada, onde alguns se encontravam perto de um tubo de pasta de dente, já bem usado, que deveria ser a chave de portal. Aquela seria a primeira vez que eu viajaria daquela maneira, sendo transportado por meio de um objeto banal. A diretora estava presente e, após sua ordem, todos tocamos no tubo, que após a magia ser ativada, começou a flutuar, e instantaneamente senti como se algo perfurasse minha barriga, mas foi algo momentâneo, pois a sensação que se sucedeu foi a de que eu estava sendo sugado por um buraco negro, o que não era exatamente agradável. Em uma fração de segundo vi o cenário mudar, e em seguida caí de joelhos sobre um solo coberto de grama.

O enjoo passara com a chegada, então me ergui, olhando ao redor. Estávamos no parque, pouco adiante da entrada do mesmo, que estava trancada, e o sol já se escondia no horizonte. Comecei a caminhar, observando aquele local um tanto fúnebre e ausente de seres humanos, tirando os alunos, é claro. Aquilo me parecia estranho, pois naquele horário, perto do início da noite, era de se esperar que estivesse presente um bom número de bruxos; em vez disso, o lugar estava vazio e fechado. Será que teria sido reservado apenas para nós?

Independente daquilo, estávamos ali para nos divertir, então procurei por algo que chamasse a minha atenção. Destacando-se entre as atrações, havia uma montanha-russa, praticamente abandonada, pois não havia ninguém ali para cuidá-la, e o pequeno portão que dava acesso a ela estava aberto. Fiz uma careta mas, mesmo assim, subi no carro parado sobre o início dos trilhos, até porque, como a diretora Clifford avisara, a chave de portal para a volta só se ativaria dali a quatro horas, então teríamos que passar o tempo de alguma maneira. Suspirei, mas fui pego de surpresa quando, magicamente, o carrinho começou a mover-se sobre os trilhos, fazendo com que um sorriso brotasse no meu rosto. Animei-me e fiquei de cabeça erguida, olhando para a frente, enquanto seguia o caminho do brinquedo.

Algo que eu não havia percebido é que não era possível ver toda a extensão da atração; ou melhor, havia um trilho extra acoplado ao caminho principal, porém ele não tinha sido utilizado durante as duas primeiras voltas na montanha-russa, o que mudou na terceira vez que o carrinho passou por aquele trecho do brinquedo. Um certo desespero tomou conta de mim, pois em vez seguir o caminho normal, o carro desviou-se para o trilho contrastante, e como acabara de anoitecer, não tive certeza quando enxerguei uma espécie de tenda ao final do percurso.

Não sabia até onde aquilo me levaria, então tentei me livrar da trava de segurança para sair dali, mas obviamente isto não deu certo. A tenda se aproximava, mas tratei de me acalmar, pois na verdade não tinha ideia se aquilo realmente deveria ocorrer ou não, mas não havia saída. Ao adentrar a barraca, houve um segundo de total escuridão, e no momento seguinte me vi em uma floresta, com árvores altas e em grande número. Como se não bastasse, o carrinho parou abruptamente e o cinto de segurança soltou-se. "Essa não é a melhor hora pra isso acontecer!" Engoli em seco e olhei ao redor, absorvendo o acontecido. Virei-me para trás e, para meu espanto, não havia mais sinal da tenda pela qual eu atravessara para chegar ali.

O que estaria ocorrendo? Não sabia se teria algo a ver com o esvaziamento do parque ou era apenas mais uma etapa da atração, mas meu nervosismo era incontrolável. Pela primeira vez, pus a mão dentro das vestes e puxei minha varinha, deixando o carrinho em seguida. Como eu sairia dali? A única alternativa seria seguir em frente, então eu o fiz, caminhando em passos demorados e firmes, junto aos trilhos, sem deixar de olhar ao redor em nenhum instante.

Passados vários minutos, tais quais eu perdi a conta, havia ouvido incontáveis barulhos em meio às folhagens durante o trajeto, porém nada que tornasse necessário o uso da varinha. Quando o som das asas dos pássaros, fartos naquele lugar, deu uma trégua, ouvi um choro baixo, seguido por sussurros que pareciam ser feitos por uma mulher, como se a mesma tentasse acalmar alguém. Aproximei-me, seguindo a direção do som, que me levou até uma árvore. Afastei as grossas folhas e dei de cara com uma garotinha, que aparentava ter cerca de seis anos de idade; junto a ela, agachada a seu lado, uma mulher que não passava da casa dos trinta. A adulta ergueu os olhos arregalados para mim, e disse:

- Quem é você? Também está perdido?

- Pode-se dizer que sim - tentei falar em um tom mais calmo, para tranquilizá-la. - O que houve com vocês? Sabem dizer o que está acontecendo?

- Eu trouxe a minha menininha até o parque, só queria que nos divertíssemos, não sei o que está acontecendo ou por que estamos presas aqui. O funcionário do brinquedo disse que poderíamos pedir para sair a qualquer momento depois que chegássemos, mas não adianta; eu já falei as palavras dezenas de vezes e nada acontece. Logo que ouvimos ruídos mais fortes eu mudei de ideia sobre continuar aqui, mas como não conseguimos sair, tive que nos esconder para não sermos atacadas. - ela estava desesperada.

- Funcionário? Quando eu subi no brinquedo, não havia ninguém por lá; aliás, o parque todo estava vazio. Eu vim junto de outros colegas de Hogwarts, como a senhora deve ter percebido pelo uniforme. Mas éramos os únicos lá fora no parque, que por sinal estava fechado.

A mulher franziu o cenho.

- Como isso é possível? Quando nós chegamos, o parque estava lotado.

Nada fazia sentido. Será que a diretora tinha ciência do que ocorria naquele lugar misterioso? A única certeza que havia em minha mente naquele momento era de que eu precisaria sair logo daquele lugar, não podendo esperar por ajuda, que, aliás, não sabíamos se viria.

- Olha, isso tudo é muito estranho. Estamos na mesma situação aqui, mas daqui a algum tempo, uma chave de portal se ativará no parque e essa vai ser a nossa chance de sair de toda esta situação, mas primeiro precisamos achar um jeito de deixar a floresta.

A menininha soluçava, e a mulher, relutante, pegou-a nos braços e se levantou, com lágrimas nos olhos.

- Tente se acalmar. Deve haver uma maneira. - falei aquilo tanto para ela quanto para mim mesmo, pois necessitava de esperanças naquele momento.

Seguimos andando junto aos trilhos, tentando não fazer sons que pudessem despertar alguma criatura escondida na floresta. A bruxa sussurrava algo no ouvido de sua filha, provavelmente algum tipo de canção para tranquilizá-la, e mais do que nunca eu sabia que tinha de deixar aquele lugar são e salvo, sem pôr em risco a vida daquelas pessoas.

Diminuimos o passo quando, em frente a um lago, o trilho chegou ao fim. Nos entreolhamos, mesmo porque, alguns metros antes de o caminho terminar na água, havia um carrinho de montanha-russa, igual ao que eu estava quando havia chegado à floresta.

- E agor... - interrompi minha própria fala quando a água do lago começou a mover-se, e eu instintivamente dei um passo para trás.

A criatura que de lá saiu era uma dos seres mais estranhos em que eu já pusera os olhos durante minha vida. Era difícil de se achar uma explicação, mas o ser parecia uma mistura bizarra de um macaco e um sapo; andava sobre duas patas e tinha a pele escamosa, além de um bico na face, um buraco sobre sua cabeça, que continha água dentro e alguns fios de cabelo de cor suja que formavam uma espécie de franja sobre seus olhos. Não era alto, tinha mais ou menos o tamanho de um primeiranista, mas era impossível não gelar frente a uma criatura tão esquisita.

Olhei para a mulher, que estava com os olhos mais arregalados do que nunca, mas começou a falar gaguejadamente enquanto a criatura saía do lago, ameaçadoramente.

- É u-u-um k-k-kappa. - disse ela. - Eu est-tudei s-sobre eles na universidade. São ainda piores do que na descrição.

Aquele teria sido um comentário engraçado, não fosse a situação. Precisava de mais informações.

- E o que fazemos? - questionei, impaciente por ter de fazer a pergunta.

- São criaturas japonesas. - a bruxa já não gaguejava mais. - Se nos curvarmos em frente a eles, como os orientais o fazem, eles se sentem obrigados a repetir o gesto, e então a água sobre suas cabeças cai, fazendo-os recuar.

- Ora, então vamos fazer isso! - curvei-me respeitosamente, e a mulher fez o mesmo, após deixar sua filhinha no chão, atrás de si.

Mantive o olhar na criatura, que se encontrava a pouco mais de cinco metros de distância. Naquele momento ela parou de andar, e após um segundo que pareceu de reflexão, o kappa fez o mesmo, e como fora dito, a água foi despejada ao chão. Voltando a sua posição normal, o esquisito anfíbio virou-se de costas para nós, deixando à vista um casco como o de uma tartaruga. "Como se não pudesse ser mais estranho..." Tratou, então, de mergulhar no lago novamente e desapareceu, deixando a nós, humanos, sozinhos.

- E agora? Os trilhos terminaram. - a bruxa deixou claro o óbvio.

Escorei-me no carrinho da montanha-russa para pensar em algo e então fui surpreendido com a aparição de uma tenda, igual àquela em que o trilho entrara no parque, só que agora esta estava ali, no fim dos trilhos, em frente à água. Com a boca aberta, olhei para trás, onde a mulher segurava novamente sua filha nos braços, que agora também prestava atenção no que acontecia. Um sorriso iluminou a face da mãe, o que me motivou a fazer o mesmo.

- Acho que está na hora de irmos, agora que chegamos ao final. - convidei.

Sem pensar duas vezes, todos entramos dentro do carro, e após todos estarem acomodados, estávamos novamente em movimento, atravessando a tenda.

Da mesma maneira que eu chegara na floresta, agora acontecia o contrário. A tenda mágica levou-nos de volta ao parque, que só não estava em uma escuridão completa devido à iluminação precária. Descemos da montanha-russa e eu apressei-as:

- Vamos! Temos de correr até a chave de portal, já deve estar na hora. Quando chegarmos a Hogwarts, nos informaremos do que aconteceu e então vocês poderão ir para casa.

Percorrida a pequena distância até onde estava o tubo da pasta de dente, pusemos nossas mãos ao mesmo tempo no objeto, e tivemos a confirmação de que tudo dera certo, pois instantaneamente senti meu corpo flutuar. Mesmo com o turbilhão de sensações naquele segundo, estava aliviado pois havíamos conseguido deixar a floresta ilesos.




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