Ambientação
Por cerca de 10 anos o Mundo Bruxo Britânico esteve sob a regenência de um governo ditador que, chantageado pelo intitulado Lorde K., o Lorde das Trevas, tomou algumas medidas drásticas para tirar o poder das mãos de famílias que já estavam há muito tempo na chefia das instituições bruxas. Bruxos foram perseguidos, presos, punidos.. Outros simplesmente desapareceram.

O Ministério da Magia, que a cada dia possuia novas regras para a população, sequer explicava para a sociedade o motivo daquilo. Parte da população bruxa apoiava tais medidas, querendo assim ver as famílias bruxas mais influentes finalmente fora do poder. Outra parte, formada principalmente pelas famílias atacadas, tentava resistir às ordens do Ministério. Hogwarts parecia treinar um exército. Famílias estavam fugindo. Os comércios estavam falindo. A sociedade bruxa britânica estava sucumbindo.

Anos se passaram, até que um grupo intitulado Lavender, formado inicialmente por mulheres das famílias perseguidas, surgiu com o apoio de muitos outros bruxos e ajudou a revelar toda a verdade da história. O Lorde K. não mais comandava a Irmandade e estava desaparecido. Seus próprios seguidores o haviam destituído de seu posto e assumido seu nome como um codinome para esconder o novo grupo, que almejava acabar com as famílias poderosas do mundo bruxo. Como se não bastasse, descobre-se ainda que uma Superior do Ministério e a Diretora de Hogwarts estavam por trás dos planos desse novo grupo, uma, por ter sido chantageada, a outra, por pura sede de vingança contra aqueles que um dia arruinaram sua própria família. Os grupos entraram em guerra.

Bruxos foram mortos de ambos os lados, mas por fim, o lado das trevas foi derrotado, capturado e mandado à Azkaban, que agora tem sua segurança mais que reforçada. As instituições estão sob novas direções. Famílias refugiadas retornam à seus lares. Os comércios tornam a ganhar freguesia com os bruxos finalmente andando sem grandes preocupações nas ruas. O que resta aos bruxos é recomeçar e crer que os tempos de paz e segurança irão durar.
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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Narrador em Sab 30 Jan 2016 - 4:09

Ato 02:
Que a verdade seja dita

1º de setembro de 2016
Hogwarts - Cerimônia do Chapéu Seletor


No Salão Principal de Hogwarts, as quatro mesas estavam tipicamente organizadas e ocupadas por seus respectivos alunos, que conversavam um tanto quanto eufóricos sobre suas férias, as expectativas sobre as aulas e os mais variados assuntos possíveis que se possa imaginar. Reencontros e alegria, precisavam extravasar e por em dia toda a conversa não tida durante o recesso. Provavelmente aquele era um dos melhores momentos da volta às aulas, mas então a grande porta que dava para a Ante-Câmara se abriu e a conversa dissipou-se, era hora do momento mais esperado: a cerimônia de seleção das casas.

O Chapéu Seletor anunciava os novos alunos, um por um, e assim que eles o colocavam sobre suas cabeças, o objeto mágico decidia suas respectivas casas. Alguns com muita facilidade, outros nem tanto, mas de um em um a cerimônia de seleção foi chegando ao fim. De repente era a hora do, também tradicional, discurso de boas vindas, mas uma pequena questão pareceu pairar junto com um silêncio repentino que se formou no salão: onde estava a Diretora de Hogwarts?!


Nota Off: Aos poucos, o segundo ato oficial da trama será narrado neste tópico, se querem fazer parte disto, postem.

Nota Off²: Nesta parte do Ato 02 podem postar apenas aqueles que estiverem em Hogwarts: alunos, professores e funcionários do castelo. Demais partes serão postadas interligando outras personagens/instituições a este ato, aguardem.

Nota Off:³ A próxima parte deste tópico será postada até a próxima sexta-feira, dia 05.02.2016.


Última edição por Narrador em Sex 19 Fev 2016 - 16:27, editado 1 vez(es)
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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Annelise Kinsky em Ter 2 Fev 2016 - 23:20

Ato 02
Turn your magic on, to me she'd say
Annelise entrou o Salão Principal e logo procurou seu lugar na mesa da Sonserina. Enquanto isso, é claro, observou o céu estrelado onde deveria ficar o teto do lugar. Simplesmente adorava aquilo. Sentou-se ao lado de Hope, para variar, e não demorou muito para que avistasse seu primo, finalmente. Contudo, não conseguiram conversar por conta da distância, e já um pouco cansada pela viagem, Annelise preferiu privar-se da empolgação dos demais – apesar de que a mesa de sua casa nunca fosse mesmo das mais barulhentas, sonserinos sabiam sim ser calorosos com os seus.

O barulho cessou no momento em que a cerimônia de seleção foi anunciada. Como sempre, a loira não estava tão ansiosa para conhecer os novos estudantes da escola, não se interessava nem pelos atuais... Ainda assim manteve a educação de aplaudir os novos membros de sua casa enquanto estes se dirigiam para a mesa e manter o sorriso educado. Demorou mais do que a Kinsky gostaria para que a seleção acabasse e imaginou que outros também, com o problema dos animais poucos conseguiram alimentar-se decentemente no expresso, e Annelise não foi um deles.

E quando finalmente achou que viria o tão aguardado discurso que antecedia a comida... Não houve nada. Situação estranha aquela. Pelo que ouvira sobre a diretora que assumiu após a morte da antiga, ela era conhecida como "general" ou algo assim, então era realmente surpreendente um atraso seu justamente no primeiro banquete do ano letivo. E foi isso que comentou com a ruiva ao seu lado.

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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Kim Changgok em Qua 3 Fev 2016 - 10:55


Depois que passarmos do saguão, atravessamos o enorme portão que nos levou imediatamente para o Salão Principal. Rosa e eu nos separamos; cada uma indo para as suas respectivas mesas de casas. Acenei de leve para ela e vagarosamente, caminhei rumo à minha mesa. Sentei no banco de madeira entre um menino de pele bronzeada e olhos verdes e uma menina ruiva, os cabelos pareciam o próprio fogo. Educadamente, cumprimentei-os. Enquanto esperava pelo o evento principal, fiquei observando o ambiente.

O Salão Principal é um grande salão que pode facilmente comportar todos os alunos, funcionários e convidados da escola. Antes, eu pensava que usavam magia por acomodar tantas pessoas. Os muros altos que chegam até o teto, é coberto com velas encantadas, tornando-os uma assimilação mágica e perfeita do céu.  O ponto alto em questão é a mesa principal da equipe dos funcionários, onde a cadeira no centro é da atual diretora, no momento, permanecia vazia. Minutos depois, os primeiranistas chegam e finalmente, a hora de caminhar entre multidões ansiosas até o Chapéu Seletor chega com grande impacto. A cerimônia de seleção é como uma pré-festa e termina numa saraivada de palmas. Minhas mãos começavam a ficar vermelhas e doídas com a força exercida. Então, o silencio reina no Salão. Todos, incluindo a mim, ficamos na expectativa do tradicional discurso de boas-vindas, mas nada viera. Nenhuma palavra fora mencionada ou aparição da Diretora.

Por alguns instantes, todo mundo olha como que estivesse petrificado. Em seguida, de modo que soasse um comando, os murmúrios desconfiados e confusos, aos poucos, ganhavam vida, transformando-se num uníssono de caos, indignação e agitação. Me mantive quieta, tamborilando os dedos no queixo. Algo estava errado e tive a mesma sensação na locomotiva. O que está acontecendo? Meu coração começou a bater forte contra o peito. Eu olho ao redor. Ninguém tinha a resposta, e esperava que os professores a tivessem.
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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Lily O. Lancaster em Qua 3 Fev 2016 - 14:38

Lilith
Que a verdade seja dita.
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Lily caminhava ao redor da longa mesa grifinória distribuindo sorrisos para antigos amigos e conhecidos e orgulhosamente ostentando por mais um ano seu broche de monitora da casa dos leões.

Vez por outra direcionava o rosto sorridente para a mesa principal - em direção a enfermeira Lyanna, moça que até seus onze anos fora presença constante, devido a amizade com o irmão. Por vezes o olhar escorregava para o assento vazio da diretora e a lembrança da senhora Clifford retornava a sua memória. Fora uma diretora incrível, administrando clubes que Lily-flower sempre se sobressaía.

O hino de Hogwarts começou a ser cantado pelo coral escolar e as portas se abriram, dando passagem a inúmeros primeiranistas, Lily correu um pouco ao lado das crianças em uma alegria infantil, antes de correr e sentar-se na ponta da mesa, pronta para recepcionar os novos leões.

Escandalosamente, a monitora ovacionava cada aluno grifinório apresentado pelo vice diretor e não percebeu da falta insistente da nova diretora, Aimeé até ser a hora do típico discurso de abertura de ano letivo.
Seu sorriso fraquejou, enquanto ela olhava para o vice diretor incomodado, mas decidida a manter as aparências, Lily pôs um sorriso decidido e agiu como se aquilo fosse extraordinariamente comum.

THANKS!


Última edição por Lily O. Lancaster em Qui 4 Fev 2016 - 2:10, editado 1 vez(es)



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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Ashley Butera Kinsky em Qua 3 Fev 2016 - 18:17





What's Going On?

Chegamos ao Salão Principal, onde o movimento de alunos e alunas era intenso. Me dirigi à mesa da Lufa-Lufa e sentei junto a outras pessoas da mesma casa, em um lugar habitual e relativamente próximo à mesa principal, pertencente ao corpo de funcionários. Apoiei meu cotovelo sobre a mesa, meu rosto sobre minha mão e esperei tediosamente tudo aquilo recomeçar.
Enquanto as crianças do 1° ano não chegavam e a cerimônia não tinha início, comecei a conversar com todo mundo à minha volta, perguntando das férias deles e falando-lhes sobre as minhas, além de tentar descobrir sobre o incidente na locomotiva. Abracei alguns amigos e algumas amigas que não via durante um bom tempo e, então, a grande porta que dava para a Ante-Câmara se abriu. Neste momento, observei os novatos e fiquei sussurrando com as pessoas ao meu lado sobre quem viria para a Lufa-Lufa neste ano, para, a partir daí, me calar e assistir à cerimônia.
No decorrer da seleção, aplaudi todos os encaminhados à Lufa-Lufa e vaiei baixo quem ia para as outras casas. Não era nada contra ninguém especificamente, foi apenas uma brincadeira com minhas amigas, uma forma de matar as saudades que senti delas.
Com o fim dos alunos a serem escolhidos pelo Chapéu Seletor, notei que a cadeira principal, no centro da mesa em destaque, estava desocupada. Junto a isso, meu estômago começou a roncar. Lembrei-me de que não havia comido nada durante a viagem, devido ao problema com os animais no trem.
O silêncio reinou no local, eu, inclusive, aquietei-me por algum tempo. Algumas pessoas começaram a se perguntar o que havia ocorrido, criando um burburinho; outras, tentavam disfarçar a situação na frente dos novatos, fingindo que nada de anormal acontecia. Irritada, cruzei os braços e comentei em um tom de voz sarcástico e perfeitamente audível pela mesa de funcionários:
-Aí, não é porque a diretora está tímida que temos que fazer greve de fome, não é mesmo?
Posteriormente, disse já de uma forma mais baixa, para que apenas quem estivesse perto de mim fosse capaz de ouvir:
-Até já sei as bobeiras que ela vai dizer, esses discursos são todos iguais, por que temos de esperar?

valeu @ carol!



Última edição por Ashley Butera em Qui 4 Fev 2016 - 2:32, editado 1 vez(es)
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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Katrina Bringstrow Fert em Qua 3 Fev 2016 - 22:58

I'm back
Cheguei no salão, e me prostrei no inicio da mesa onde sempre sentei, era o local mais próximo de minha mãe, eu a sentia lá, naquela cadeira, logo reparei uma coisa, enviei uma carta para a diretora e não tive resposta da mesma, e ao parar meu olhar para a cadeira dela, onde ela estava? Tudo bem ela não responder uma carta de uma aluna que "fugiu" e pediu para fazer uma prova e tentar passar, mas e a presença no banquete de abertura? Era necessária, eu fiquei sem entender, fiquei pensando durante toda a cerimônia do chapéu seletor diversos locais onde ela poderia estar, diversas coisas que ela poderia estar fazendo, mas acima de tudo, queria ver o que estava por vir no discurso,
Thanks Abbs!


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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Narrador em Sex 5 Fev 2016 - 22:39

Que a verdade seja dita

Ao perceberem que a diretora não se encontrava, os alunos logo começaram a cochichar e compartilhar suas ideias do que estava acontecendo. Seria alguma surpresa que estava por vir? Ou algo mais sério estava acontecendo e ninguém sabia? Ao que tudo indicava, o Vice-Diretor também não se encontrava. Coordenador? Hogwarts não possuía um, e pela face atordoada dos demais funcionários, ninguém sabia o que se passava ali.

Foi em meio aquela conversa afobada que um pio alto e esganado fez-se ouvir, e ao olhar para cima pôde-se notar a grande coruja de penas negras que trazia algo em suas garras. O envelope transportado pela ave foi solto no ar e flutuou até a mesa dos funcionários, onde os ali reunidos olharam-se em desconfiança. Sem mais o que fazer, um deles atreveu-se a abrir a carta sem remetente, e para a surpresa de todos era um berrador, com uma voz rouca, fantasmagórica e desconhecida.

"Saudações, caros mortais,
já que vossa diretora aqui não se encontra, venho em seu lugar para o discurso de boas vindas.
É tão lindo saber que tanta gente ainda acredita na segurança de Hogwarts e que essa escola garantirá um bom futuro para seus alunos. Seria uma lástima se alguém destruísse essas ideias, não é mesmo?
Depois de tudo o que aconteceu entre as paredes do castelo, é impressionante como vocês se deixam levar por meras promessas. Tolos!
Há quase um ano meu primeiro aviso foi dado, mas vocês pareceram não levar a sério, por isso estou de volta. Espero que vocês consigam se virar sem vossa querida diretora, mas garanto que ela está em boas mãos. Vocês se divertiram nas férias, certo? Agora é a minha vez. Eu avisei que não estava para brincadeiras, mas agora decidi entrar no jogo.
Sejam todos muito bem-vindos a Hogwarts, e que sua estadia aqui seja boa enquanto durar. Mas tomem muito cuidado, nem tudo é o que parece."


Tendo dito tudo isso, o berrador destruiu-se em chamas e suas cinzas dissiparam-se no ar. Todos estavam tão espantados com a notícia trazida pelo berrador que nem perceberam para onde a coruja negra havia ido. Nenhuma prova restara, e também nenhuma pista de onde viera aquilo. O tagarelar dos alunos foi instantaneamente restabelecido. Se a notícia fosse verídica, Aimée Villeneuve estava sob os poderes da Irmandade das Trevas, e o anteriormente avisado era verdade: Lord K não estava para brincadeiras. Ou melhor dizendo, agora ele estava.


Nota Off: Funcionários de Hogwarts deverão conter o alvoroço pós anuncio do berrador e entrar em contato imediato com o Ministério da Magia, seja por carta, patrono ou mesmo indo pessoalmente ao MM.

Nota Off²: Quem postar primeiro executando as ações estará na trama. Postagens conjuntas são incentivadas, não precisa ser um único funcionário para tratar de tudo.

Nota Off:³ A conclusão desta parte será postada até 20.02.2016, de acordo com as ações de todos (podendo ser postado antes) e então a segunda parte do Ato 02 será revelada.
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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Kenton Willians Lancaster em Sab 6 Fev 2016 - 9:43


I am no longer the same
Quando a carruagem freou senti meu corpo ir para frente e um vento gélido bater contra meu rosto. Observei pela janelinha redonda do transporte e me deparei com colunas de pedras puramente cinzas que recebiam a fina chuva e chegavam a brilhar lentamente. Mais além o castelo se erguia com uma bela iluminação que estava nas janelas, formando luzes brilhantes e laranjadas. Peguei a mala ao lado pela alça e fiz esforço para descer, minhas nádegas estavam dormentes devido o banco bem desconfortável da carruagem. Quando desci os pequenos degraus para o círculo de pedra senti novamente meu corpo se esfriar com a chuva e tratei-me de percorrer o caminho para o castelo o mais rápido possível. No pátio de entrada a aglomeração dos veteranos e funcionários estava grande. Bem em frente havia uma fonte destorcida e irregular e mais além uma grande porte de carvalho indicava a entrada do castelo. Quando abri a porta meu corpo começou a esquentar. Nas paredes haviam archotes acesos que crepitavam em um tom alto, ao lado vi a velha estátua do saguão e em frente as portas do salão principal estavam abertas. Havia decidido que primeiro iria aos meus aposentos me trocar e desceria para a seleção.

Depois de enfrentar todo o lance de escadas, seus movimentos e as dores de cabeça que elas sempre conseguiam me causar, cheguei finalmente ao salão trajando um suéter azul marinho e jeans. Estava como sempre foi. Várias velas flutuavam por todo lugar e o teto estava enfeitiçado para parecer o céu lá fora, então grandes nuvens negras poderiam ser vistas seguidas de uma fina chuva que não alcançava alguns metros do chão. Tinha me atrasado. Em frente a mesa dos docentes a seleção já ocorria, conseguia ouvir a voz do chapéu seletor e das palmas que sucedia cada escolha. Peguei um rumo para perto da parede e senti olhos me encararem. "Não curto seleções mesmo", pensei soltando um sorrisinho pela boca. Quando cheguei na mesa peguei uma cadeira vaga bem na ponta esquerda e tratei de observar o chapéu sendo colocado na cabeça de uma garota. - Grifinória! - Ele anunciou e uma salva de palmas ocorreu. Encostei minhas mãos uma na outra, mas resolvi não aplaudir. Algo estava estranho. Percorri  mesa com o olhar notando meus novos colegas, porém a cadeira central estava vazia. A diretora estava ausente. Ouvi mais palmas e o último aluno deixou o banquinho indo para a mesa da Sonserina. Este logo foi recolhido e todos esperavam as falas importantes da gestora de Hogwarts. "Ok, agora a coisa ficou séria" - Pensei quando o salão ficou em silêncio.

Esperava ansiosamente que o banquete fosse servido com ou sem a diretora, porém o único alimento que comeríamos naquele noite seria o medo. O silêncio estava até bom, mas logo os alunos começaram a cochichar e perguntarem uns aos outros o que aconteceria. Foi então que ouvi, e não só eu, um alto piado de coruja. Quando olhei para o teto vi uma coruja negra sair das abóbodas e mergulhar em um voo magnífica até a mesa em que estávamos. Trazia um envelope nas garras que logo se soltou, flutuou e pairou sob a mesa em que estava. Vi-o e reconheci de longe, era um berrador. Naquele momento lembrei dos momentos em que abri um desses quando estudava em Hogwarts, era constrangedor todos ouvirem o que dizia. Percebi que ninguém se atreveu a a abrir. - Eu faço as honras... - E após dizer me foi passado o envelope. Sem cerimônia o abri, senti todos me olharem e logo as atenções viraram para o berrador. Uma voz fria começou a pronunciar palavras de um forma assustadora. Seria o Lorde das Trevas por trás daquele recado? Não conseguia pensar direito, pois depois disso um tumulto e pânico percorreu o salão. Os alunos agora discutiam, gritavam, tagarelavam e se remexiam nas mesas. Os docentes já iam se levantando, todos se entreolhando. Levantei também e rapidamente saquei minha varinha dos bolsos. Um lampejo esbranquiçado começou a sair delas e dezenas de mariposas-tigres surgiram em um aspecto também esbranquiçado. Gravei uma mensagem e mandei o patrono diretamente ao Ministério da Magia para serem alertados. Após isso tentei acalmar os alunos mais próximos, o que definitivamente não era meu forte acalmar pessoas. Seria mais fácil alguém me acalmar, estava com medo tanto quanto os alunos. - Não se preocupem, estamos aqui para protegê-los. - Definitivamente era péssimo com palavras de ajuda. Esperava que tudo aquilo passasse o mais rápido possível.






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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Christopher F. Bolter em Dom 7 Fev 2016 - 0:11

O mais lentamente que pude chamei cada novo aluno, primeiranista ou de transferência, para subir até o elevado e ser selecionado para sua nova casa. A falta de minha colega de trabalho, Aimée Villeneuve era óbvia e gritante para mim, mas poucos alunos pareciam reparar no atraso da nova diretora. Mesmo que um pouco perturbados, o mesmo poderia ser dito sobre os demais funcionários. Não pareciam verdadeiramente incomodados pela falta da diretora como eu. Como se não conhecessem a fama de general da mulher. "Zabantsky, Emily." chamei, chegando ao fim da lista.
Meus olhos percorreram toda a fileira de funcionários, em meu íntimo ainda, esperançosamente, pensava que Aimée estava observando-nos escondida, mas não. Desci do palanque dos funcionários e a passos rápidos estava me encaminhando para a saída do Salão Principal em uma (mesmo que inutil) busca pela minha colega quando a coruja adentrou o castelo. Sobrevoou minha cabeça e a de centenas de alunos, dirigindo-se ao lugar que eu ocupara a pouco. Seria uma mensagem de Aimée? Perguntei-me, enquanto a passos lentos retornava ao meu lugar como vice-diretor.
Ao aproximar-me o suficiente, reconheci nas mãos de Kenton que o que estava para ser aberto era um berrador. Mesmo que com uma sensação incomoda, forcei-me a pensar o melhor. Aimée podia ser cheia de surpresas quando queria, talvez pretendesse inovar com um discurso a distância.
Naturalmente, minhas esperanças foram ao chão conforme a carta gritou para todos seus dizeres. Minha face neutra não mudou em momento algum, ouso dizer, enquanto eu assistia o caos instaurar-se em minha escola. Direcionei minha varinha para minha garganta, utilizando-me de feitiço nao verbal, encantei-a para que o som fosse tão alto quanto fora o da carta. "Caros alunos de Hogwarts."chamei, mesmo que não tivesse um discurso pronto em mente. "Não entrem em pânico, caos não nos auxiliará em nada." prossegui, em meu tipico tom sério. Direcionava minhas palavras mais aos funcionários do que a qualquer outro. "Hogwarts sempre reuniu os melhores bruxos em seu corpo docente e de funcionários, alunos vocês não tem o que temer. Estamos, todos nós aqui, para protege-los" afirmei, fazendo um gesto amplo para todos os trabalhadores. Anulando o feitiço sonoro, busquei os olhares dos demais funcionários, continuar o banquete instauraria em Hogwarts uma ilusão de tranquilidade, que era o que eu buscava, mas também poderia ser considerada uma afronta ao Lord das Trevas e, isto, não era nada interessante. Ao contrário, direcionar os alunos de volta as comuanis sem banquete inicial apenas os amedrontaria mai... "Vamos continuar o banquete." afirmei, sem dar chance a nenhuma ooutra resposta. "Vou pessoalmente ao ministério comunicar o ocorrido e retornarei com aurores." acrescentei, delegando autoridade momentânea ao professor a minha direita e segui para fora do Salão Principal tentando consertar essa situação. Todo o tempo, empurrando a bela imagem de Aimée para longe da minha mente. Assim que sai da vista de todos, corri. Todos os minutos contavam.
Setembro / 2016 - Ato 02 - Hogwarts
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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Rosalynn W. Zaswith em Dom 7 Fev 2016 - 4:36




Ato 02 - O salão Principal
S#!t Happens


O trem ia levar os pertences e eu sai sem eles, pensando preocupadíssima com Cloud. Eu encontrei Kim na estação, eu fiquei ao lado dela todo tempo, ou quase todo tempo com o contingente de pessoas que estavam indo para o Castelo. Kim estava a todo vapor contando que seu pet, ficou estranho e fugiu da gaiola. Ela me pergunta sobre minha coruja, se endoidou algo assim.
"Cloud ficou estranha, sim" lhe digo "ficou tentando escapar de sua gaiola, batendo e batendo, até desmaiar. Não queria machucar com um feitiço" encolhi os ombros. Ela olhou com severidade, mas depois desviou. Uma sensação de insegurança cresceu em meu peito, não via rastro de sangue. Eu com certeza ia escrever ao meu pai sobre o comportamento estranho.
 Passado um tempo, estou sobre o fantástico salão principal, com as velas flutuantes e clima acolhedor. Eu sentia mais confiante, e não tento pensar na coruja. Eu me despeço de Kim e vou para a mesa da Corvinal, me sento entre um garoto e uma garota. E prendo minha atenção na mesa, vendo os professores. O vice estava lá, mas eu não vejo a diretora, estranho. Uma coruja pia, eu penso na Cloud, mas por pouco tempo.
Uma coruja negra, a maior que vi pousa sobre a mesa entregando um berrador, ele se abre fazendo uma voz gélida, fantasmagórica. Ela podia dar calafrios e causava desconforto, não prestei atenção ao que dizia, e quando terminou, eu pude ver estava branc, suando frio e passei a mão na testa, úmida. Depois desse gesto, o salão explodiu em sussurros, teorias, conversas e tagarelar, mas eu não participava, estava lutando para não lembrar. Eu tento olhar para Kim pelo canto do olho, ela deve me dizer o que a carta falou. Espero que tenha prestado atenção.
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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Kim Changgok em Dom 7 Fev 2016 - 13:02


As vozes em uníssono se silenciam no momento em que um pio sinistro ecoa pelo grande salão. De súbito, cravo meus olhos na coruja de penas negras que planava no alto de nossas cabeças. Ninguém precisou anunciar que a coruja segurava um envelope, pois segundos depois, ela a largou, caindo lentamente até a mesa dos funcionários. Acho que todos seguiram o movimento da queda como se fosse a coisa mais importante e interessante de nossas vidas. Até eu não ousei olhar em outra direção. E quando notamos que era um berrador, a expectativa de ter sido enviado pela Diretora cresceu de forma estrondosa. “A Diretora quer fazer suspense agora?”, “Gostei, ela é estilosa, quer fazer uma entrada genial!”, escutei diversos tipos de sussurros vindo da minha mesa, mas não atrevi a mexer um fio do lugar.

Continuei observando, com aquele sentimento estranho se agitando ainda mais dentro de mim. Um dos professores abriu o berrador, e ao invés de ouvirmos uma voz calma e feminina, o que tomara o lugar fora a mais horripilante das vozes, reverberando numa única setença, a posse da Diretora. Não obstante, informou com satisfação que Hogwarts deixou de ser um monumento de paz e segurança. Inspirei fundo, cerrando os punhos na minha capa; elas suavam e começavam a perder cor. Aquilo não podia ser verdade. Conforme o envelope pegava fogo e desaparecia no ar, o caos retornava tempestuosamente.

Os professores oscilavam de um ponto a outro, tentando acalmar os alunos mais próximos e emitiam que tudo ficaria bem, nada de ruim iria acontecer dentro daquelas paredes; antes teriam que passar por eles. Engolir em seco. E se passassem? E depois? Todos meus pensamentos foram interrompidos pelo sobressalto do Vice-Diretor. A voz serena irrompeu acima de todo o tumulto. Meus olhos petrificaram em cima dele, a expressão permanecia neutra e isso amenizou o pânico de alguns, mas esperava que nos desse algo a mais para ingerir daquela notícia. Ele então enuncia quase a mesma ideia que os Professores, só que, com mais confiança e autoridade nas palavras. Meus ombros encolhem, sentia-me aliviada por termos ele ao nosso lado e triste pela Diretora. No entanto, a sensação de que tinha que fazer alguma coisa só avultava no meu íntimo.

As batidas do coração sequer se aquietaram quando o banquete fora servido. Os murmúrios do acontecimento anterior também não esmaeceram por completo. Especialmente entre os mais velhos; numa mordida e engolida, o assunto continuava a fervilhar. Mantive os ouvidos atentos a qualquer questão levantada. Pouco a pouco, tornava-se em um debate e agora, em exceção dos primeiranistas, todos envolviam-se na conversa. Aprumei-me no assento, mal tocando na comida, pois num segundo depois, dizia uma coisa ou outra. “Vamos entrar em um guerra?” Alguém soprou no ar. A pergunta foi tão intensa que a metade se demorou no silêncio. O rumo da conversa gradativamente mudava, até que por fim, desaparecer.

Suspirei. Comi e beberiquei mais um pouco, mas não sentia mais fome. Ergui o rosto, direcionando os olhos nas outras mesas, recaindo no da Corvinal. Percebi que Rosa lançava um olhar confuso para mim, e que estava meio pálida. Arqueei as sobrancelhas, preocupada. — Está tudo bem? — Sussurrei, ansiando que soubesse leitura labial.
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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Barbara Kinsky Moogreyd em Dom 7 Fev 2016 - 21:39




// Que a verdade seja dita!

Very scary;

Normalmente quando entro no salão, paro nem que por alguns segundo para observar como o céu estava lá fora, já que, o teto do salão principal é encantado, mas, depois de tudo o que ocorreu hoje a única coisa que eu queria fazer e jantar e ir para a sala comunal dar um jeito nessas bicadas que a Luna me deu. Não me levem a sério, mas, estava cansada e com muita fome – O que colabora um pouco para o meu mau-humor –.
Fui logo para a mesa da Lufa-Lufa e tratei de arranjar um lugar perto o suficiente da Ashley e para não ficar lá sem nada para fazer até a cerimônia da seleção começar, fiquei papeando com alguns alunos da minha casa e quando ouvimos a porta da ante-câmara se abrir, o hino da escola começou a ser tocado e assim como eu, alguns alunos seguiam com o olhar os novatos caminharem até onde o chapéu estava.
Ai foi aquela coisa que sempre ocorre, os novos bruxinhos que eram selecionados para a Lufa-Lufa a gente comemorava com muita emoção – Só perdíamos para os da Grifinória em questão de animação – e os que iam para as outras casas, soltávamos algumas reclamações, mas, nada muito exagerado.
A cada resultado do chapéu, o número de alunos diminua e quando o último nome foi chamado pelo vice-diretor, já estava nem prestando mais a atenção, pois, corri rapidamente o meu olhar pela mesa de funcionários e quando notei a cadeira central vazia, não pude deixar de estranhar.
Na verdade tudo o que ocorreu hoje desde a partida do Expresso tinha um ar de mistério que com toda a certeza ficaria pior com o que estava por vir. Uma coruja totalmente negra como a noite sobrevoou a mesa de funcionários e lá deixou cair ao que parecia um envelope preto também e assim como todos os alunos que já frequentavam a escola, os novatos não davam sinal de interesse – Já que, talvez, poderiam pensar que aquilo era uma coisa totalmente normal, afinal, eles estavam em uma escola de magia -, voltei meu olhar para todos os professores que estavam totalmente receosos com aquele berrador que havia chegado.
— O que será que está acontecendo?— Perguntei para mim.
Kenton, o nosso professor de Herbologia, tomou a iniciativa e abriu o berrador com muito cuidado  - Eu e talvez a maioria dos alunos esperávamos uma voz feminina, mas... – e a “carta” começou a falar com uma voz fantasmagórica que me deu calafrios, não querendo mostrar aos outros alunos que estava tremendo escondi as minhas mãos por debaixo da mesa e apertei minhas vestes com força.
Me sentia totalmente desconfortável com cada palavra que aquela voz pronunciava, a cada sílaba dita uma nova onda de temor percorria todo o meu corpo, minhas mãos naquele momento já estavam suadas e tinha certeza de que estava pálida.
Quando o berrador terminou de falar com uma possível ameaça, destruindo-se em chamas, o salão principal estourou em sussurros sobre aquele momento, alguns alunos das casas por um momento ficaram surpresos e um tanto preocupados, mas, colocaram uma “máscara” para não preocupar os novatos.
Para minimizar o caos, Kenton disse para ficarmos calmos, que, eles iriam nos proteger e o vice-diretor com um feitiço pediu para que nós ficássemos calmos, pois, Hogwarts sempre possuiu ótimos bruxos em seu corpo docente e também acrescentou que ele iria pessoalmente comunicar o Ministério e voltaria com os Aurores.
Para que a escola não ficasse sem um responsável, o Sr.Bolter o nosso vice-diretor, designou que o professor a sua direita tomasse conta das coisas enquanto ele estivesse fora, assim o bruxo cruzou o salão com uma expressão calma, mas, a passos largos, afinal, os minutos contavam naquela situação em que nos encontrávamos.
Olhei rapidamente para Ashley que soltou um comentário sarcástico relacionado ao jantar, soltei um risinho  em resposta e então voltei a olhar para a cadeira vazia. A única coisa que passava na minha mente naquele momento era: Quanto tempo iríamos durar, sem a Diretora?






I might regret leaving you
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I can not forget that I love only you.


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Mensagem por Lauren O. Lancaster em Seg 8 Fev 2016 - 1:47

ATO II
Que a verdade seja dita
Ao contrário da infinidade de uniformes pretos, chapéus pontudos e braçadeiras com o brasão da corvinal, Lauren destoava com uma longa capa azul-safira por sobre sua tradicional veste hogwartiana. Ela era a filha do ministro e, com muito esforço, tinha de suportar o ensino tradicional. Era óbvio que devia estar tendo aulas particulares no conforto da Mansão Lancaster, entretanto seu pai, Matthew Lancaster, não parecia concordar.

Amassou os lábios, seu batom rosa desaparecendo alguns instantes, enquanto Lauren encarava de forma desagradável a gêmea qual, como uma criança trouxa corria ao lado de primeiranistas deslumbrados. Tolos. Todos eles, os alunos, a irmã. Revirou os olhos, baixando o olhar para o Profeta Diário daquela manhã que ainda não conseguira ler.

Pulou as notícias de capa e imediatamente seus olhos pararam na página de fofocas. Um sorriso lento e discreto se espalhou por seu rosto ao ler os comentários críticos acerca do novo romance da atriz bruxa Eleanor Peolge e o novo guitarrista da Hipogrifos!, Karl Sperche. Aquilo não iria longe. Espetacular.

Do Profeta partiu para revistas de fofoca menos prestigiadas, mas não menos sensacionalistas e, sem que percebesse, a cerimônia de classificação teve fim. Tão entretida encontrava-se com os tabloides falsos que somente percebeu que algo de estranho acontecia ao escutar o tom macabro que, obviamente, vinha de um berrador na mesa dos diretores.

Observou-o enquanto ardia em chamas e, os de coração fraco, começarem a expor seu pânico. Bestas. Não havia motivo para preocupação, Lauren sabia. Ela era a filha do ministro e nada de ruim aconteceria a ela - deliberadamente ignorava o fato que seu tio, irmão caçula do seu pai, fora sequestrado na cerimônia de posse.

Ignorando os sussurros de seu companheiros de casa, aguardou o banquete iniciar e serviu-se de um prato colorido de saladas e quase nulo de gorduras, enquanto ainda analisava as fofocas.
© LOUIS!



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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Ashley Butera Kinsky em Seg 8 Fev 2016 - 15:17





It’s dangerous, I’m loving it

Era perceptível a preocupação de alunos e funcionários. Havia um burburinho em todo o redor. Todos, na mesa de trabalhadores, transpareciam o perigo da situação.
Escuto um pio vindo do alto e olho nesta direção. Uma grande coruja estava sobrevoando nossas cabeças, carregando algo que se parecia com um envelope. O pequeno objeto carregado foi solto e flutuou até a mesa dos professores. Cruzei os braços e esperei que alguém o abrisse, como o fez o professor Kenton.
Uma voz rouca, fantasmagórica e desconhecida ecoou por todo o Salão Principal. Observei com atenção aquele berrador. Aguardei, preocupada, o término daquela voz. Depois, o berrador destruiu-se em chamas e suas cinzas dissiparam-se no ar.
Confesso que senti um pouco de medo no início, a ponto de me esquecer de conferir para onde a coruja tinha ido. Após me recuperar, tento olhar para a entrada do local, procurando alguma pista que levasse ao autor daquilo. Não acho nada, mas encontro, na mesa da Lufa-Lufa, Barbara, uma amiga que eu não via há algum tempo. Sorrio e aceno para ela, me animando. Era inútil falar alguma coisa, já que todo mundo estava tagarelando novamente, logo, minha voz não seria audível. Então, só movimentei a minha boca, de modo que ela entendesse um “Oi.”.
Pensamentos inundaram minha cabeça ao ouvir o pequeno discurso improvisado do vice-diretor.
“Se foram capazes de capturar a diretora, esses recados para ficarmos em tranquilidade são apenas para nos acalmarem, nem os próprios funcionários acreditam realmente nisso.”.
Mordi meu lábio inferior e, em seguida, sorri, sem caos.
-Bem, a única coisa que podemos fazer é treinar e nos preparar. É uma ilusão pensar que o autor desse berrador irá desistir de seus planos do dia para a noite.
Irritada ao ver o vice-diretor saindo para pedir ajuda, me levantei e apoiei as duas mãos sobre a mesa, dizendo para quem quisesse escutar, me direcionando, principalmente, à mesa onde a diretora deveria estar:
-Por que preferem nos tratar feito inúteis em vez de nos prepararem para o perigo? – levantei as mãos, indignada e voltei a sentar, suspirando de raiva.
Com um tom irônico e nervoso, cruzei os braços, dizendo de uma forma alta:
-Ótimo, vamos sentar e esperar até virem para nos matar, se é isso que querem.
Com o banquete sendo servido, não comi nada, a minha fome já havia passado.

valeu @ carol!

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Mensagem por Lily O. Lancaster em Ter 9 Fev 2016 - 12:05

Que a verdade seja dita


Ao contrário do que qualquer um pensasse ao observar a monitora da grifinória, o berrador a incomodara - mesmo que não a apavorasse. Qual alvo seria melhor do que a 'famosa' filha do ministro, capitã e monitora dos leões, irmã mais nova de um dos mais proeminentes aurores do ministério da magia e sobrinha daquele qual fugira do covil da Irmandade, debilitado após meses de tortura? Ela era o alvo perfeito.
O olhar voltou-se para a figura destoante de Lauren na mesa corvinal. A gêmea estava de costas para ela, mas a cabeça baixa evidenciava que pouco ligava para qualquer coisa que acontecesse ao seu redor. Será que esta percebera que haviam sido, naquele momento, indiretamente atacados pelo próprio lorde das trevas? Será que entendia que o fato de serem quem eram apenas as colocavam mais em risco?
Lily sabia que o pânico não traria bem algum - como o vice-diretor Christopher evidenciara momentos antes. -, mas quando escutou por sobre os murmúrios uma lufana por-se de pé e expor seus pensamentos. Era tolo quem não pensasse que Lily a apoiaria.
Soltou da presilha nos ombros a capa negra e levantou-se, pisando inicialmente nos bancos até que chegou a mesa. Alguns a olharam reprovatoriamente - especialmente nas outras mesas -, mas os grifinórios pareciam especialmente curiosos sobre o que Lilith ia dizer, mesmo que a garota estivesse entre travessas de comida.
"Eu concordo com você." afirmou, silenciando todos a sua volta por alguns segundos. Falava em tom alto, direcionando sua voz para a lufana desconhecida e, em seguida para a mesa principal. "Professores, não é que eu duvide da capacidade de vocês nos defenderem, mas olha a galera que somos!", fazendo um gesto que englobava todos os alunos. Um sorriso começava a crescer no canto de seus lábios conforme ela se firmava em suas ideias. "Somos centenas de bruxos, cada um de nós com poderes extraordinários, não precisamos que vocês nos defendam, precisamos que vocês nos ensinem a nos defender!" afirmou, recebendo de vários outros alunos olhares de apoio.
Abriu a boca para continuar um discurso em sua mente, mas enquanto preparava-se para falar a palavra 'guerra' percebeu o que faria. O apoio discreto que recebera em sua afronta aos docentes poderia ser perdido conforme os jovens começassem a duvidar de seus valores. Guerra não era uma palavra a ser dita naquele momento. Engoliu o ar, desviando o olhar dos bruxos ao seu redor para as mãos - que continha o segredo de sua avaração - e, então de volta para a lufana.
Pulou da mesa para o chão , seu distintivo de monitoria reluzente em seu peito enquanto, altiva como uma sangue-puro, marchava até a garota. "Lily Lancaster." apresentou-se, mesmo que para qualquer aluno já de Hogwarts seu nome já fosse familiar. "Precisamos de um clube de duelos." afirmou para quem quisesse ouvir, com um brilho quase diabólico nos puros olhos azuis.

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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Gabriel Stark Wulfgard em Ter 9 Fev 2016 - 23:32

Caos instaurado?





Como era de costume, nós veteranos chegamos primeiro ao Salão Principal, para pegarmos nossos lugares junto às mesas antes da entrada dos novos alunos. Na curta distância entre o Pátio de Entrada e o interior do castelo, havia convencido Darwin a se esconder novamente, evitando, assim, possíveis problemas e olhares indagadores. Segui, alheio às pessoas ao meu redor, até a mesa da Corvinal e lá busquei um lugar que me agradasse, pois a maioria dos alunos não havia chegado, devido a terem se enrolado no desembarque do trem e possibilitado que eu adentrasse em uma das primeiras carruagens.

Fiquei em silêncio pelos minutos seguintes, apenas observando as teorias que meus colegas explanavam a respeito do que ocorrera anteriormente. Olhei na direção da mesa dos professores e vi a maioria das cadeiras ocupadas, porém a central e mais imponente delas, que pertencia à autoridade máxima da instituição, estava vazia. Suspirei e virei a cabeça no momento em que as portas do salão foram reabertas, deixando à vista o vice-diretor da escola, à frente de uma fila de novatos, alguns nervosos e outros mais curiosos.

Mesmo incomodado com a falta da diretora da escola, que substituíra a senhora Clifford, assassinada de maneira brutal, acompanhei a seleção do Chapéu Seletor sem tentar transparecer preocupação, permitindo-me levantar e abrir sorrisos a cada novo membro que chegava à Corvinal. Quando o último aluno foi selecionado, uma quietude anormal tomou conta do ambiente, já que a pessoa responsável pelo discurso de boas-vindas não estava presente.

Os alunos começaram a se entreolhar, e os sorrisos foram desaparecendo de suas faces. Fitei o vice-diretor, com um semblante preocupado, parecendo não saber mais do que a gente sobre o motivo do sumiço de sua colega de diretoria. Pegando-nos de surpresa, o som inconfundível de uma ave, mais precisamente uma coruja, tomou conta do local. Voando velozmente, vindo da janela para dentro do Salão Principal, o animal sobrevoou nossas cabeças, deixando-me boquiaberto por um instante, e ao chegar próximo à mesa dos professores, deixou cair um envelope que carregava entre suas garras.

A ave deu meia-volta no ar e deixou o recinto, enquanto a carta chegava até a mesa, parando em frente a um dos docentes. A apreensão apresentada pelos professores, deixando claro que aquilo não era algo esperado, fez com que todos no salão parecessem ter prendido a respiração naquele momento. Permaneci com o olhar fixo no pergaminho até o professor de Herbologia pegá-lo, abrindo para ver seu conteúdo.

O que aconteceu a seguir tornou o ambiente um tanto fúnebre e amedrontador. A carta na verdade era uma berrador, e a voz que de lá saiu tomou a atenção de cada ser vivo presente no local por cerca de um minuto. O que eu temia havia se concretizado, não restava dúvidas de que aquela voz pertencia a um Comensal da Morte, possivelmente o próprio Lord. Suas palavras levavam a crer que a diretora havia sido sequestrada, ou algo do tipo. "De novo não...", foi a única coisa que consegui pensar enquanto sentia meus braços e pernas se arrepiando com aquele som.

Diante das ameaças contidas no berrador, me perguntei se era realmente possível que ocorresse uma invasão a Hogwarts, ou então que algum bruxo das trevas estivesse infiltrado ali. Teria aquilo alguma relação com o ocorrido no Expresso? Quando a voz findou-se, a carta se autodestruiu no instante seguinte, dando início a mais um alvoroço. Robert e os outros professores levantaram-se imediatamente, e um deles conjurou um patrono, que atravessou os vidros do salão, indo provavelmente avisar ao Ministério do que acabara de ocorrer.

Olhei para alguns novatos, que pareciam assustados e também, de certa forma, tentando entender tudo aquilo, já que chegavam pela primeira vez à escola. Cerrei os punhos, com raiva, e quando ia abrir a boca para dizer alguma coisa, a voz do vice-diretor ecoou, alta, por meio de um feitiço. Ele tentava nos acalmar, de qualquer maneira, aquilo era um fato. Antes de deixar o local, anunciou que o banquete não deixaria de acontecer, mas eu duvidei que alguém ainda iria ter ânimo para comer depois daquilo.




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Mensagem por Oliver Bonham Fourrié em Qua 10 Fev 2016 - 11:44

Yeah he found a six shooter gun
In his dad's closet in a box of fun things
And i don't even know what But he's coming for you, yeah he's coming for you All the other kids with the pumped up kicks You better run, better run, outrun my gun All the other kids with the pumped up kicks You better run, better run faster than my bullet

A empolgação dos novatos me deixava eufórico, para cada texugo novato que se unia a mesa uma salva de palmas o acompanhava, assobios estridentes, saltos pulos, era uma comemoração bonita de se ver. Me alegrava ao ver os novos companheiros que mais cedo ou mais tarde acabriam sendo incorporados como irmãos.

A alegria de fato estava no ar, parei meu olhar sobre as mesas das demais casas, quando o foco se dirigiu a duas pessoas – Lily e Lauren, a princesinha mimada e a garota do quadribol... – sorri e baixei a cabeça, ainda me perguntava como aquelas duas poderiam ser irmãs, elas eram perfeitos opostos, de repente a cena do meu beijo com a corvina veio em minha mente, fizera uma ano?! O recem chegado aluno de durmstrang havia ficado com o importante ministro da magia... sacudi a cabeça tentando apagar aquela memória suja, quando minhas ideias foram mais afinco uma mancha de sangue, a cabeça... Engoli em seco e me afastei da mesa, meu corpo estremesseu senti um suor frio descer pelo topo da testa.

Tentei recobrar o foco, a velha cara de paisagem se formou em meu rosto, encarei os lufanos quando de repente vi a jovem Butera, um sorriso sacana se formou em meu rosto e não evitei a piscadinha de costume. Por fim voltei a aclamar os jovens lufanos recem descobertos pelo chapéu seletor.

Quando já não havia mais novatos a terem  as mentes examinadas me encostei na cadeira e cruzei os braços, o salão ficou estranhamente quieto, onde diabos estaria a diretora? Quando uma carta singular foi trazido por uma ave, não era uma carta qualquer... Um berrador, esperava que fosse um sermão desavisado em uma hora imprópria, mas as palavras emitidas por ela fez um calafrio percorrer meu corpo.


Eu estava em pânico, já vira a morte da diretora uma vez e sabia exatamente quem havia causado ela, sabia sobre a comensal saguinária colecionadora de cabeças, a mulher suja, seria ela quem sequestrou a diretora?! Minha respiração ficou ofegante, podia jurar que todos ali presentes estavam a me julgar, pois até então eu era o culpado por ter assassinado a senhorira Durkein e por mais que os Fourrié optassem por guardar esse segredo, era de se esperar que a essa hora todos soubessem.

Sai em meio a multidão, minha cabeça estava pesada abarrotada de pensamentos, caminhei em direção a porta, lembrei da frase escrita com sangue “cumprimentos do Lord K”, maldito seja ele, poderia falar para alguém sobre minha irmã, mas eu e ela não éramos tão diferentes assim, talvez me envolvesse em confusões maiores, de qualquer forma o plano era continuar com a historinha de vítima “Uma mulher mascarada insana matou a senhorita Durkein e me usou como disfarce...” aquilo não seria uma mentira, apenas uma meia verdade.

 

Thanks Tess
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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Katrina Bringstrow Fert em Qui 11 Fev 2016 - 9:56

I'm back
Após ouvir o que o berrador que chegou ao centro havia para dizer, fiquei furiosa, meu ano havia sido arruinado e claro, tinha o pressentimento que iria perder mais alguém... Não queria isso, de forma alguma, o que menos queria era perder outra alguém, espera, eu não tinha ninguém, além de mim, ah a Jhess, mas ela sabe se virar...estava apavorada, mas fiquei seria... a cadeira de monitoria da Sonserina estava fazia, eu pensava "se tivesse ficado, podia ser você lá" me arrependo a cada dia que passa, não tive a chance de salvar minha própria mãe, imagina uma casa toda?
Thanks Abbs!


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Mensagem por Blair D. Lafayetté em Sab 13 Fev 2016 - 2:39


BACK FROM HOGWARTS


O olhar de Anthony buscou a irmã. Não foi dificil encontrar a versão feminina de si mesmo, os cabelos pretos e longos destoavam de tanto amarelo na mesa lufana. Ela não parecia severamente abalada por quaisquer notícias, mas sussurrava fortemente com uma companheira de casa que levantou dúvidas no Moogreyd.

Companheira esta que atraia bastante atenção, ainda mais com o discurso da monitora da grifinória. Crianças corajosas, crianças corajosas que claramente não iriam sobreviver sob o regime de qualquer lorde que fosse. Mas, da mesma maneira, o medibruxo gostava de pessoas assim. Que tinham suas opiniões fortes e confiança o suficiente para exprimi-las e contagiar os demais.

Apoiou os cotovelos na mesa de comer flutuante que apareceu a sua frente, ignorando seu jantar e debruçando-se mais sobre este. Fervorosamente tentava enviar um comando para que Barbara desviasse o olhar em sua direção. O que, para sua felicidade, não demorou a acontecer. Sutilmente, Anthony passou o polegar e o indicador em um movimento rápido sobre os lábios, antes destes abrirem-se em um sorriso tranquilizador. Sua caçula não era tola. Reconheceria o pedido de manter-se em silêncio. Saberia o que era certo a se fazer.


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[Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita  Empty Re: [Ato 02 - Parte I] Que a verdade seja dita

Mensagem por Barbara Kinsky Moogreyd em Dom 14 Fev 2016 - 0:02




// Que a verdade seja dita!

Very scary;

Estava conversando com a Ashley sobre esse assunto do berrador, até que ela resolveu se manifestar dizendo que não tínhamos tempo de ficarmos parados lá, enquanto tinha uma possível ameaça lá fora.
Podia notar que a minha colega estava de cabeça quente com o fato, o discurso dela chamou atenção de uma garota da mesa da grifinória que identificou-se como a monitora da casa e se apresentou como Lily Lancaster. A monitora disse que a Ashley estava certa e que precisávamos de um clube de duelos, para assim nos preparássemos.
Ia me levantar para apoiar a decisão delas, mas, desde que estava conversando com Ashley sentia um olhar em mim e cedendo a curiosidade, levantei meu olhar e procurei alguém que estivesse me olhando e percebi vinha da mesa de funcionários, mais especificamente do meu irmão mais velho o Anthony.
O meu irmão fez um sinal de silêncio e depois me deu um sorriso tranquilizador. Sorri  e acenei dizendo que sim levemente de volta para a minha versão masculina. Tinha certeza de que havia um motivo para que Anthony me pediu para ficar em silêncio.






I might regret leaving you
But it's because I love you
I can not forget that I love only you.


Barbara Kinsky Moogreyd
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Mensagem por Jhessy Pierce Cavendish em Sex 19 Fev 2016 - 15:36

family can be our safety
No Salão Principal,caminhei rente ao banco da mesa da corvinal em busca do ser de cabelos encaracolados mas não o vi, provavelmente por causa da bagunça e o falatório sem fim que estava naquela enorme mesa. Achei um lugar vago no banco e me sentei, mas Patch fez o favor de se sentar ao meu lado e continuar reclamando sobre eu deixar Zayn perto do seu rato. – Você já sabia que eu traria o Zayn para cá, trouxe seu rato por que quis. Mesmo assim eu vou falar pela milésima vez: o Zayn não vai fazer nada contra seu rato, okay? Isso se você deixar seu rato na gaiola, obviamente..  - falei sério no início, mas depois deixei meu eu implicante terminar a frase. Definitivamente irritar o Patrick estava sendo a coisa mais legal do dia. Ainda rindo da feição do menino dei outra olhada nos alunos em volta da mesa da corvinal, mas ainda sem sucesso em minha procura.

Como esperado, a seleção das casas foi iniciada, e assim como os outros, eu gritava e batia palmas em comemoração a cada um que era destinado à família corvina – o que não foi pouco. – Se forem todos bons alunos, a copa das casas já é nossa! – comentei com alguns colegas. Eu estava irradiando felicidade e empolgação por fora, mas por dentro ainda sentia aquele nervosismo. ”Vai dar tudo certo esse ano, vai dar tudo certo..” – eu lutava comigo mesma para espantar aquele sentimento, até que fui surpreendida por um silêncio esquisito. Era hora do típico discurso, mas a Diretora não estava ali, e pela reação dos professores, nem eles sabiam o que estava acontecendo. Foi então que eu percebi que não daria tudo certo aquele ano.

– O que será que houve dessa vez? – minha pergunta saiu tão baixinha como se eu estivesse falando sozinha, e em certa parte acho que eu estava mesmo, não conseguia nem pensar em ter um ano de despedida da escola longe do “legal”, e aquela situação mostrava que 2016 seria, no mínimo, bem bagunçado. Olhei para trás, apenas para ver como estava a situação nas outras mesas, e fiquei bastante surpresa ao reconhecer Stefan na mesa da Sonserina. – Patch.. – cutuquei o menino. – Lembra o que eu te contei sobre minha família e o motivo e eu ter ido para o orfanato com vocês? – perguntei baixinho, e ao sinal positivo do menino, prossegui. – Meu primo está aqui. Um Cavendish puro sangue.. e de volta à Hogwarts. – ao ouvir aquilo o menino parecia tão confuso e surpreso quanto eu, mas antes que eu continuasse a processar meus pensamentos, um pio ecoou pelo salão e eu me peguei a encarar aquela coruja negra por mais tempo que o necessário, minha mente já em outro lugar e meu coração batendo a mil. Fui levada de volta ao presente ao ouvir a voz fantasmagórica, mas aquela não era nem de longe a voz que eu esperava ouvir.

Após os dizeres do berrador meu coração batia ainda mais forte e minha mão suava, eu literalmente não estava nada bem, nem mesmo consegui prestar atenção no discurso improvisado do vice-diretor. Patch até tentou me acalmar, mas só o que me acalmou de verdade foram as palavras ditas por Lily e uma menina da mesa da Lufa-Lufa. A atenção foi voltada para elas, e eu sabia que elas estavam com razão, então resolvi me juntar.

– De fato. – pronunciei em alto e bom som enquanto me levantava, e em passos lentos comecei a seguir pelo corredor formado entre as mesas. – Tanta coisa já aconteceu aqui nesse castelo.. Um monte de coisas boas, sim, mas também um bocado de coisas, digamos, nem tão boas assim, e vocês, professores e funcionários, sempre prometem a segurança, mas nunca nos ensinam como ter tal coisa. – agora eu estava na reta das meninas, apenas com uma mesa entre nós. Sorri pra elas. – O grupo de duelos foi restabelecido no ano passado, e agora está mais obvio do que nunca que precisamos dar continuidade a ele. Todos nós. – eu falava não apenas para os funcionários e professores, falava principalmente com os outros alunos. – Não adianta nada se os professores quiserem nos ensinar mas nós, alunos, não nos interessarmos. Nós realmente precisamos disso. E logo. – finalizei. Graças a Zeus minha voz soava muito mais convicta do que eu me sentia, e eu esperava realmente incentivar os alunos a se interessar por aquela atividade. Todos achavam que era o que precisávamos, mas eu tinha plena certeza. Eles conheciam as palavras ditas pelo berrador, mas eu conhecia a coruja que o levou ao castelo. E conhecia muito bem.
but sometimes is our death



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Mensagem por Narrador em Sex 19 Fev 2016 - 16:25

Que a verdade seja dita

O tumulto continuou no Salão Principal e nem mesmo o discurso do Vice-Diretor de Hogwarts foi capaz de conter os alunos, a semente da incerteza e da insegurança já havia sido plantada quando abriram aquele berrador à frente de todos sem saber do que se tratava. Por sorte, houve ali, entre aqueles tantos alunos, três mentes que se mostraram corajosas o suficiente para afrontar seus superiores e mostrar o que toda aquela gente queria e precisava. Ashley, a híbrida lufana, Lily, a monitora da grifinória e Jhessy, a monitora-chefe, davam voz ao desejo de tantos alunos: eles queriam segurança. Dessa vez, porém, era diferente. Não desejavam mais ser protegidos, o que os alunos queriam era aprender a se defender.

Incomodado com tal situação, Christopher, o Vice-Diretor, deu o assunto por encerrado e se retirou, iria até o Ministério buscar uma solução para aquilo. Com a ausência da Diretora tudo caia sobre si, mas ele não poderia lidar com tudo sozinho, precisava tirar aquele peso das costas.

Ainda que fosse difícil para uma grande maioria conseguir comer algo naquela situação, o banquete iniciou-se e o falatório prolongou-se o resto da noite no salão, nos corredores, nas escadas e principalmente nas comunais. Há quem diga que aquelas garotas estavam apenas colaborando para a desordem de Hogwarts, mas há quem pense o contrário. Talvez elas apenas estivessem tentando por as coisas no devido lugar, mas aquilo não dependeria apenas delas ou de qualquer outro dentro da escola. A partir daquele dia, o que aconteceria em Hogwarts seria também de decisão do Ministério da Magia.



Nota Off: Narração encerrada. Postagens de participação serão aceitas até dia 23.02.2016, quando a RP será fechada e PPH's e galeões serão distribuídos aos participantes. A parte II deste ato será postada no MM.
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