Ambientação
Por cerca de 10 anos o Mundo Bruxo Britânico esteve sob a regenência de um governo ditador que, chantageado pelo intitulado Lorde K., o Lorde das Trevas, tomou algumas medidas drásticas para tirar o poder das mãos de famílias que já estavam há muito tempo na chefia das instituições bruxas. Bruxos foram perseguidos, presos, punidos.. Outros simplesmente desapareceram.

O Ministério da Magia, que a cada dia possuia novas regras para a população, sequer explicava para a sociedade o motivo daquilo. Parte da população bruxa apoiava tais medidas, querendo assim ver as famílias bruxas mais influentes finalmente fora do poder. Outra parte, formada principalmente pelas famílias atacadas, tentava resistir às ordens do Ministério. Hogwarts parecia treinar um exército. Famílias estavam fugindo. Os comércios estavam falindo. A sociedade bruxa britânica estava sucumbindo.

Anos se passaram, até que um grupo intitulado Lavender, formado inicialmente por mulheres das famílias perseguidas, surgiu com o apoio de muitos outros bruxos e ajudou a revelar toda a verdade da história. O Lorde K. não mais comandava a Irmandade e estava desaparecido. Seus próprios seguidores o haviam destituído de seu posto e assumido seu nome como um codinome para esconder o novo grupo, que almejava acabar com as famílias poderosas do mundo bruxo. Como se não bastasse, descobre-se ainda que uma Superior do Ministério e a Diretora de Hogwarts estavam por trás dos planos desse novo grupo, uma, por ter sido chantageada, a outra, por pura sede de vingança contra aqueles que um dia arruinaram sua própria família. Os grupos entraram em guerra.

Bruxos foram mortos de ambos os lados, mas por fim, o lado das trevas foi derrotado, capturado e mandado à Azkaban, que agora tem sua segurança mais que reforçada. As instituições estão sob novas direções. Famílias refugiadas retornam à seus lares. Os comércios tornam a ganhar freguesia com os bruxos finalmente andando sem grandes preocupações nas ruas. O que resta aos bruxos é recomeçar e crer que os tempos de paz e segurança irão durar.
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Mensagem por Narrador em Seg 29 Out 2018 - 16:57

Memorial
Homenagem aos mortos em combate à favor do bem

INFORMAÇÕES

Ϟ RP aberta, destinada à todos que se sentirem à vontade para postar homenageando àqueles que foram assassinados pela Irmandade entre 2018 e 2030.
Ϟ Data: 7 de julho de 2030. Domingo, 9h da manhã. Clima ameno.
Ϟ Local: Capela de Godric’s Hollow
Ϟ Ataques não serão permitidos.

DESCRIÇÃO

Pouco menos de uma semana havia se passado desde o dia primeiro de julho, o dia em que os dois lados da história haviam se enfrentado: o grupo ditador, que agia sob o codinome de Lorde K., e Lavender, o grupo de resistência que desmascarou os mal-intencionados. Agora, 07 de julho de 2030,  às 9h da manhã, iniciava-se na capela de Godric’s Hollow uma cerimônia organizada pelo Ministério da Magia em homenagem à todos os envolvidos no combate que ajudara a trazer de volta a paz e liberdade para o Mundo Mágico da Grã-Bretanha, mas que não haviam sobrevivido à guerra. Quadros com fotos enfeitiçadas dos bruxos assassinados iam sendo postos no altar com flores e velas sob uma faixa com os dizeres “É importante lutar, e recomeçar a lutar, e continuar a lutar, porque somente assim o mal poderá ser acuado, embora jamais erradicado". Os bancos de madeira estavam costumeiramente dispostos em duas fileiras, separados pelo corredor que leva direto ao altar. Uma mesa com bebidas não alcóolicas encontrava-se no fundo da capela, próxima à porta de entrada e saída, e uma espécie de púlpito encontrava-se ao lado dos quadros dos bruxos homenageados, disponível para os discursos daquele dia.

Quadros:

Aaliyah Brussel Lancaster
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Anastasia Kinsky
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Claire Swan Bringstrow
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Desirée Pieterse Lancaster
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Lívia Lockwood Bringstrow
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Mensagem por Lily O. Lancaster em Seg 29 Out 2018 - 17:57

memorial
Muita hesitação cerceara o pensamento da Lancaster quanto a sua presença naquele memorial. Embora fosse passado, seu passado. A dor ainda era tão recente que ela não queria lembrá-lo, tampouco enfrentá-lo. Tinha de conviver diariamente com suas consequências – quando não nas salas ministeriais, na reconstruída mansão Lancaster. –, a cada escapada de pensamento fugidio a lembrança do pai, dos tios mortos; Como era doloroso enxergar-se no espelho e, mesmo que sempre haviam tentado manter-se tão diferentes, mas naquele reflexo ver sua irmã cuja vida foi ceifada antes sequer de terminar Hogwarts. Lily não era medrosa, longe disso, mas que Merlin a livrasse de ter que enfrentar seus mortos.

Retirou as mãos dos bolsos do casaco preto assim que deram o primeiro passo para dentro da capela. Inconscientemente buscou enlaçar suas mãos no cotovelo direito de Ethan, ao mesmo tempo que pressionava a bochecha contra o ombro do rapaz. O relacionamento, no seu sentido mais estrito da palavra, podia ser recente para uma situação tensa daquelas, mas conheciam-se a quase tanto tempo quanto tinham de vida. Estavam ali para homenagearem seus mortos, mas também de apoiarem-se como os restantes daquela história tão traumática para todos.
©️ rufo from tpo



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Mensagem por Nikolai O. Dimitroff em Seg 29 Out 2018 - 19:13


Soy la fotografía de un desaparecido
Un pueblo sin piernas, pero que camina

Ele havia sonhado com aquele cenário, Nikolai reparou com estranhamento. Todas as pessoas vestindo preto, espalhadas, as portas da capela. O mesmo olhar de perdida dor exposto em um sem-número de rostos. Notou, com a memória do sonho recordando aos poucos, que na época não soube dizer a quem os rostos pertenciam, mas hoje, no silencioso caminho para a capela, ele sabia dizer precisamente qual contorno pertencia a qual amigo, parente, irmão.

Seu rosto não era o mais afeito a sorrisos naquela manhã de domingo, mas, se possível, fechou-se mais à visão do irmão. Nunca pensou que seria capaz de tamanha trairagem, mas era algo que ele já devia antever – Nos 21 anos em que estiveram separados, não lembrava-se de nenhuma iniciativa do gêmeo em encontrá-lo. – Não desejava mal ao auror, longe disso. Apenas o sentimento de carinho, no entanto, havia sido relegado às sombras de seu coração.

Niko jamais havia desistido da resistência. Rodara o mundo espalhando a mensagem de Lavender – África do Sul, Estados Unidos, Argentina e Austrália – sujeito às mais variadas situações, idiomas, culturas enquanto Robb escondera-se na Mansão Fourrié com a desculpa de resguardar Alyssa. Porra, ele tinha filhos também. Quatro. E aquilo só dera-lhe mais forças para lutarem contra o domínio tirânico qual a Inglaterra se colocava de joelhos. A mágoa contra o marasmo do irmão demoraria a se dissolver, naquele momento específico, era imperdoável.

Mesmo que os pensamentos estivessem longe do momento presente, a mão pequena escapando de seu aperto e a cabeça loira afastar-se meio centímetro dele foi o necessário para trazê-lo para a realidade. "Ariel!" Chamou, enganchando a mão no cotovelo do caçula. "Que que eu falei sobre soltar a minha mão?"

post #001 | Memorial | 2030
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Mensagem por Hanna Fourrié Oakheart em Seg 29 Out 2018 - 19:55

A família Fourrié se manteve de pé após tantas baixas e poucos eram aqueles que acreditavam que ainda sobraria alguém pra contar a história. Em meio a tempos sombrios, a morte de Bella era só o início do fim, na época a jovem e recém formada Hanna não fazia a menor ideia do que o futuro guardava para ela. Casou-se, separou-se e se casou de novo, tudo com o mesmo homem. Por acaso ou descuido, experimentou pela primeira vez um sentimento que finalmente lhe tornou completa. Há quase treze anos atrás nascia Alyssa, a primogênita da chefe da suprema corte, a mulher nunca teve tanto impulso e vontade de dar o melhor para sua filha. Por isso sua história muda de forma drástica, a segurança de sua menina e das pessoas que ama era sua maior preocupação. Condenou grandes bruxos das trevas e teve jogo de cintura para se manter firme em um ministério dividido, possuído por ódio e sede de poder. Agora com o maior cargo do ministério Inglês, a ministra da magia Hanna tinha mais trabalho do que podia imaginar quando aceitou a tão esperada promoção. A guerra agora era silenciosa e traiçoeira, os inimigos usavam máscaras e tudo está maquiado, a confiança pode te matar.

Encarava seu reflexo no espelho enquanto em sua mente lembrava de tudo que passou com os Lavender, reviver episódios tão dolorosos era muito difícil para Hanna. O que pra ela eram cinco minutos de silêncio foram muito mais que meia hora, a figura de marido adentrando no banheiro lhe fez retornar ao mundo real. Estava na hora de enfrentar os fantasmas, – Estou pronta. – anunciou olhando para o reflexo dos olhos azuis do homem. Ela gostava de ver Robb por perto, era quase que unir o trabalho com prazer, se sentia segura na sua companhia. Ambos deixaram o lavabo e seguiram até o salão principal da capela de Godric’s Hollow. Como se sua vida por um certo tempo ficasse em câmera lenta, a mulher observou os quadros com a imagem dos homenageados nesta manhã, todos eles tinham com ela algum tipo de ligação, o que tornava tudo muito mais intenso para a atual ministra da magia. Em passos rápidos caminhou até o altar, como a maior representante do ministério era sua obrigação discursar naquele evento. – Bom dia a todos. – Anunciou sem esboçar sequer um sorriso, era necessário respeitar a sua dor e daqueles que estavam presentes no local, naquela manhã não cabiam sorrisos. – Hoje é um dia muito importante. – Fez uma breve pausa enquanto olhava de uma forma geral para todos presentes no local, no fundo como uma boa mãe coruja ela buscava a figura de sua filha mais velha.

Um dia de lembrar do que o ódio é capaz, de homenagear aqueles lutaram bravamente até o fim de suas vidas. – Ela sentia muita emoção ao falar em nome de tantas famílias e principalmente da sua, mas precisava se manter de pé. – Aprendi com os irmãos Lancaster que a justiça sempre prevalece, que a luta por um mundo bruxo melhor precisa ser diária. Eles foram grande mentores para mim no ministério e sua essência nunca será esquecida. – Falou de forma convicta, havia preparado um discurso voltado para o quê era importante  lembrar daqueles rostos, era uma forma de lidar com a dor. – Poderia dizer o mesmo de Lívia Bringstrow, mas não seria justo com ela. Lívia foi muito mais. Foi leal até o fim, lutando bravamente por nossas crianças e buscando de forma incansável a união. – A ministerial começava a sentir seus olhos lacrimejarem, mas ela não poderia deixar o palanque daquela forma, precisava provar e mostrar que tinha pulso firme e controle de suas emoções. – Desirée Lancaster provou que a busca por respostas nunca chega ao fim, nada pode ser escondido da população bruxa. Representava o profeta diario de forma majestosa, uma perda inestimável. – Apesar de só ter conhecido a mesma após o grupo de resistência, Hanna realmente admirava muito a mulher e sua sede pela verdade. – Claire Bringstrow era a medibruxa mais gentil que já conheci em toda a minha vida. Salvou muitas vidas e protegeu a todos aqueles que lhe pediam ajuda, sem Claire jamais chegaríamos aqui vivos. – Falou lembrando-se de como a sede do grupo havia ficado após os ataques e a mulher que não desistia de ninguém, o número de vidas que ela salvou chegava na casa dos milhares.

Por fim e não menos importante, Anastasia Kinsky. – Anunciou fazendo uma breve pausa. A trajetória de Anastasia era controversa e por mais que no fim a mesma ter tido a humildade de se retratar, a ministra ainda não sabia lidar ao certo como suas ações maléficas para a comunidade do mundo bruxo poderiam ser recebidas. – Anastasia provou que o amor é o sentimento mais nobre que podemos ter e por isso devemos cuidar daqueles que amamos. Amou incondicionalmente sua irmã e fez o que era preciso para lhe proteger. Muitas vezes tomou decisões erradas, mas se redimiu e pagou com a vida por isso. – Disse de forma convicta e expressiva, não queria ouvir cochichos sobre a mulher ou sua família, ela merecia estar no meio das demais figuras homenageadas. – Todos eles lutaram por nós e merecem o nosso respeito. Aprendemos muito com eles e seus valores não podem ser esquecidos. Hoje é um dia de relembrar que o bem sempre vence no final, mas que a luta é dura e cobra preços altos. – Falou finalizando seu breve discurso, agora o microfone ficava livre para qualquer um que tivesse vontade de dizer algumas palavras. Desceu os três degraus e caminhou ao encontro do auror ministerial, sua feição não era nem um pouco convidativa. – Aonde está Alyssa?! – Questionou irritada com a ausência da filha no evento, a mesma já tinha idade para entender suas responsabilidade e isso gerava um mal-estar político para sua mãe.


BEKKS;
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Mensagem por Pietro C. Fourrié em Seg 29 Out 2018 - 23:22


O que impulsionava o ruivo rebelde, sem causa, ou talvez aquele com a mente mais desassossegada e cheia de fantasmas, a sair dos porões de Hogwarts para comparecer a um evento social de tamanha importância? O garoto que se absteve de encontros familiares e tantos natais ao lado dos Fourrié, Connington ou Schwartz, que se manteve encoberto em um pano de fuga para assim afastar-se de seus conhecidos, que vestiu uma máscara de pura indiferença na tentativa de sumir com todos os pensamentos dolorosos, ocultando-os com ironia e sarcasmo?!

O que raios o diabo, sádico, problemático e infantil fazia em uma capela trajado de luto?! É certo que Pietro atravessou o cemitério em silêncio, exibia um rosto apático e desfigurado, no entanto seco, há anos uma lágrima sequer percorria sua face desértica, nem mesmo na morte de seu último tutor. Na destra um cacho despetalado de crisântemos brancos que ele pegara de um outro túmulo qualquer. Sua presença talvez tivesse causado certa indignação, sentou na última fileira para ouvir o discurso de sua tia, que já havia se iniciado e como ele sabia o primogênito de Athos não havia sequer sido mencionado.  

Quando a ministra desceu do palanque, o jovem Fourrié atravessou o salão sem desviar o olhar na direção de ninguém, chocou seu ombro contra o de Hanna, que ela, tampouco, conseguiu interromper seu trajeto. Puxou do bolso do terno uma pequena fotografia, que ficava em desvantagem em comparação as demais pelo seu tamanho mínimo. – Aqui jaz Oliver Bonham Fourrié! – gritou de forma esbaforida, onde sua voz ecoou pelo lugar.

Socando, em seguida, de forma dramática as flores alvas contra o púlpito de madeira, prosseguiu. - Há cinco anos, o magizoologista, foi exilado da comunidade bruxa europeia quando sua irmã Lena Bonham se revelou como a assassina, inescrupulosa, de Joan Clifford. Há cinco anos, o herdeiro de Athos Fourrié, que este também morreu pela cretina, foi acusado como cumplice e, portanto, teve de ser separado de sua filha Helena, passando a morar em um pequeno vilarejo africano, junto de tantos outros acusados de maneira indevida. Sem provas! – respirou afônico, apontando para os membros da família Kinsky.  

- Enquanto vocês, hipócritas, fazem homenagem a essa mulher... Anastasia Kinsky, que de fato pertenceu a antiga irmandade das trevas. Meu tutor, aquele que mais se aproximou como uma figura paterna e cuidou de seus irmãos, muitos mortos pela comensal, agora é esquecido. Aqui jaz Oliver Bonham Fourrié, que abriu mão de sua vida para salvar o vilarejo de seu exilio da ameaça de um Nundu e hoje se vocês se reencontram com conhecidos que no passado também foram exilados injustamente, é porque o Ollie foi um grande herói! – a respiração acelerada e pesada do rapaz logo cessou quando ele foi arrastado dali por dois bruxos corpulentos.

A indignação estampava o rosto do Fourrié que encarava com ira cada membro da família Kinsky ali presente e obviamente a Hanna, que ao passar por ela, mesmo sendo puxado, não se limitou a alfineta-la – O ministério não tem te feito bem, titia. Você está velha! – um sorriso irônico se formou em seus lábios. E finalmente foi expulso do local.  


∆ LYL - FG


Fotografia do Oliver:

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You're the judge?! Oh no!
I don't know if this song is a surrender or a revel. I don't know if this one, is about me or the devil. I know my soul's freezing hell's hot for good reason.

So please, take me...
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Mensagem por Ethan Fourrié Bolter em Ter 30 Out 2018 - 12:05




Take Me To Church

Every Sunday's getting more bleak



Um memorial não era a melhor forma de começar o dia, depois de passar por tantos, Ethan se sentia muito desconfortável em um evento para a lembrar a dor das pessoas. Porém, agora como um adulto de um grande cargo no mundo bruxo e ex associado do grupo Lavender, era preciso fazer certos sacrifícios. Vestia um terno slim em tom de azul marinho bem escuro, uma camisa social preta e sapato social também preto, um traje perfeito para um domingo tão sombrio. Sentiu sua namorada agarrasse em seu braço logo que deu o primeiro passo dentro daquela igreja e aquilo lhe partia o coração. Ambos seguiram até um dos grandes bancos de madeira vazio para se sentar, o homem não sabia o que dizer e por isso optou pelo silêncio. Olhou a sua volta e conseguiu perceber que boa parte dos rostos familiares já se encontravam no local, seu pai com Henry no colo lhe trazia um sentimento de esperança. Crianças possuem esse tipo de poder, de alegrar da forma mais genuína e pura, mas aquele menino fora da mansão Fourrié significava muito mais para a sua família. Já estava perto de completar seu terceiro ano de vida e seus pais, Hanna e Robb, sempre se preocuparam com sua segurança e manter sua face em anonimato foi uma das decisões que tomaram. Agora pelo visto ambos se sentem confortáveis para traze-lô a eventos da sociedade bruxa, ou precisavam provar que não possuem medo e que está tudo bem em nosso mundo, aquele bebê é o filho da Ministra da Magia e o Auror Chefe de toda a Inglaterra. Segurou firme na mão de Lily e depositou um beijinho em sua testa enquanto Hanna falava sobre os seus parentes mais próximos. Eles não conversavam muito sobre eventos traumáticos, mas a morte de seu pai foi um grande divisor de águas de toda a realidade que viveriam dali pra frente. O pronunciamento da mulher foi rápido e muito individualizado, lembrou um pouco da história e característica de cada um dos homenageados, no fim lembrou a todos como perdemos com uma guerra.

Ao se levantar do seu lugar sentiu sua garganta secar, ele precisava de uma bebida para relaxar, ou lhe distrair nem que fosse por um segundo. – Você quer beber alguma coisa? – Questionou fazendo uma leve caricia na parte lateral do seu rosto, ele sempre foi do tipo muito carinhoso com as pessoas que gostava. Bom, o momento e a ideia de tomar uma bebida não durou muito para o casal, mas no fundo o medibruxo não ficou surpreso com uma aparição tão dramática no evento. Estava na hora de brincar de bombeiro e apagar um incêndio, só pelo olhar de seu pai sabia que Pietro provavelmente estava correndo o grande risco de vida. – Me desculpe amor, mas preciso resolver isso. – Falou depositando um beijinho na testa de Lily, ambos sabiam que os membros da família Fourrié não perdoaria aquela atitude tão inadequada de Pietro. Caminhou em passos lentos até sua prima e sinalizou para seu pai se manter sentado, não precisavam tornar aquela cena maior do que já estava sendo. Ao terminar seu monólogo homenageando Oliver o previsível garoto se dirigiu até Hanna e obviamente não perderia a oportunidade de provocá-la, mas ela era adulta e sabia sair daquela situação sem precisar manchar sua imagem. Porém, Ethan não tinha nada a perder e muito menos precisava fazer politica para uma grande plateia. – Muito estranho ouvir isso de alguém que ninguém quis. – Falou segurando firme no braço do sonserino e com sua mão direita sacou sua varinha. – Pode deixar que eu cuido dele. – Falou puxando seu primo para fora da capela, mas seria muito fácil se conseguissem sair daquele lugar sem serem abordados por terceiros. Mesmo longe o medibruxo conseguiu avistar a figura de Josh se direcionando ao seu encontro, o ministerial com certeza socaria o rosto de Pietro na primeira oportunidade. – Sempre soube que você era uma criança estupida, mas hoje você conseguiu se superar. – Falou para o garoto de cabelos ruivos cheios de cachinhos. Ethan também sentia a falta de Oliver, ele foi seu melhor amigo durante muito tempo e sabia que ele era muito mais do que as pessoas pensavam dele, mas o medibruxo não poderia interromper um momento tão íntimo para satisfazer seu ego. – Josh, já estou cuidando disso. – Anunciou na esperança que o mesmo se afastasse.

O ministerial estava no funeral de sua mãe e era mais do que compreensível sua revolta com um adolescente inconsequente, no fundo até Ethan queria socar a cara do primo, mas não era aquela imagem que todos deveriam ficar dessa manhã de domingo. – Você tem toda razão, mas vamos respeitar a memoria daqueles que amamos, com certeza eles não gostariam que o memorial terminasse assim. – Falou tentando tranquilizar o ex colega de classe, ambos estudaram juntos e conviveram em muitos eventos sociais, não eram amigos de fato, mas preservavam uma boa convivência. Um pouco relutante, o furioso ministerial concordou com o medibruxo que voltou a caminhar em direção da saída da igreja. Ethan poderia jogar o garoto para fora e voltar a ficar com sua namorada, mas no fundo ele sabia que isso não ia ser o suficiente e então decidiu levar Pietro de volta para a mansão de sua família. O adolescente realmente tomou as piores decisões possíveis, mas ele também estava abalado e precisava de alguém pra lhe ajudar em um momento de tanta dor, Ethan precisava fazer esse sacrifício para o bem de seu primo. Deixou o local com Pietro.

info 1. Clothes. Name RP. Any info that you want to put.  

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Mensagem por Candice Marie Bringstrow em Ter 30 Out 2018 - 12:52


hellos and goodbyes
O scarpin salto baixo preto de Candice tocava o chão com suavidade enquanto ela caminhava pelo corredor central da capela rumo ao altar. Seus músculos estavam tensos e suas emoções completamente afloradas, e mesmo assim a Bringstrow movia-se com toda a leveza e elegância herdada dos anos em Beauxbatons. Sua madrinha havia movido vários pauzinhos para colocá-la na academia de magia francesa, candy não iria fazer feio logo agora, não na hora de homenagear aquela que fora muito mais que sua tia. Fora madrinha. Família. Mentora. Mãe. E estava morta. Morta!!! A morena quase deixou suas emoções sucumbirem ao ver o retrato de Lívia, e mesmo depois de tantos anos lidando com francesas deslumbrantes, continuava achando sua madrinha uma das mulheres mais lindas e graciosas do mundo.

Por anos Candy sentiu-se indignada por sua madrinha não tê-la permitido estudar em Hogwarts, escola onde seus primos haviam estudado e da qual contavam várias histórias legais que ela sonhava em participar um dia. Mesmo depois de ter aceitado a ideia de continuar e formar-se em Beaux, ainda acabava tendo algumas discussões com sua madrinha no pouco tempo em que passavam juntas. Quando os jornais franceses começaram a publicar especulações sobre o caos do mundo mágico britânico, candy chegou a sentir-se excluída, como se a madrinha a julgasse incapaz de enfrentar tudo aquilo. Agora, e apenas agora, compreendia as vontades e preocupações de Lívia, afinal, será que a garota criada em laboratório por Ronald Bringstrow, pai e criador que sumiu no mundo logo em seguida, a deixando sem pai e com mãe desconhecida, não seria tida como uma aberração em Hogwarts? E sendo uma Bringstrow, o que mais poderia ter acontecido com ela?? Tudo que Candice queria era pode voltar no tempo, dizer "Oi, dinda" e abraçar a madrinha mais forte do que todos aqueles abraços de urso que se davam anos atrás. Mas tudo que ela poderia agora era dizer "tchau". E nem mesmo haveria uma resposta.

Com seu lenço, secou uma lágrima que desceu despercebida, não deixando seu rímel borrar sua pele impecável. Deu uma olhada também no retrato de Claire, sua outra tia, assassinada quando a garota ainda tinha seus nove anos, e da qual Candy também sentia muita falta. "Você vai ser para sempre minha ursinha", conseguia se lembrar da última coisa que Claire havia lhe dito antes de sair para trabalhar naquele trágico dia.

Respirando fundo, Candice caminhou pela lateral esquerda da capela até chegar no penúltimo banco, onde sentou-se, sozinha, ignorando todos os olhares surpresos e tortos que vinha recebendo desde que passara pelo aglomerado de gente na entrada. Sua postura controlada, entretanto, só durou até que a nova Ministra começou a discursar e falou de suas tias. Sempre que alguém tocava no assunto, ou que saia alguma manchete nos jornais, era impossível para a jovem Bringstrow se segurar. Era como se a ficha estivesse caindo aos poucos, e como se ainda fosse demorar para que ela aceitasse tudo aquilo. Sequer teve chence de conviver por mais tempo com Claire, e na chance que teve de continuar perto de Lívia, as situações lhe tiraram essa oportunidade. Candice sentia falta delas. Sentia falta de seus primos, quase todos sumidos. Sentia falta de estar em casa, rodeada de parentes. Falta de ser mimada pelos mais velhos e até de ser tirada do sério pelos primos implicantes. Droga, Candice estava sozinha agora. Procurou por Joshua entre os ali presentes, mas também não tinha mais muita proximidade com o filho de sua madrinha, não saberia o que falar ou fazer quando o encontrasse, então apenas escondeu o rosto nas mãos e, sentada no fundo da capela, chorou baixinho.

Levantou a cabeça assustada quando ouviu um grito masculino vindo do altar, bem a tempo de ver um garoto, aparentemente um pouco mais novo, socar algumas flores e discursar sobre a perda de um ente querido. Candice não conseguia entender.. havia enviado para o Ministério uma foto de sua madrinha, aquela que julgara mais adequada para lembrança em um memorial, para dar início aos quadros do memorial junto com àqueles que estiveram direta e abertamente ligados ao massacre, mas o altar estaria disponível para que todos os demais homenageassem aqueles que deram sua vida em prol do bem da sociedade bruxa. Por que aquele menino precisava fazer aquele escândalo?? A morena teve vontade de ir até ele e gritar um belo "quem você pensa que é para fazer isso?!", mas sua tristeza segurou-a por tempo suficiente para que outras pessoas resolvessem a situação.

O mais estranho foi que, ao passarem pelo banco onde ela estava, Candice jurou conhecer o menino de algum lugar, mas não lembrava claramente quem era ele. Devia ser apenas impressão, mas, por algum motivo, ela sentiu compaixão pelo garoto e agradeceu mentalmente por não ter ido ela mesmo lidar com ele, afinal, cada um sabe de sua dor e como contorná-la. Como no caso dela, que foi limpar seu rosto com o lenço, respirar fundo e tomar um pouco de água enquanto esperava o fim daquela cerimônia.

loneliness
you gotta get up and try and try and try
 



Candy
No more gas in the red
Can't even get it started
Nothing heard, nothing said
Can't even speak about it
All my life on my head
Don't want to think about it
Feels like I'm going insane
Yeah

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Mensagem por Suzan C. Fourrié em Ter 30 Out 2018 - 13:42


no expectations

Ouviu seu nome ecoar por toda mansão Fourrié, já era a terceira vez que seu tio Chris lhe chamava enquanto ela ainda procurava por sua prima mais nova. "Onde caralhos Alyssa se meteu?" Se questionava enquanto abrira uma das dezenas de portas do segundo andar, aquilo com certeza tinha cheiro de problema Suzannah ficava muito preocupada com as atitudes imaturas da garota. – Já estou indo! – Anunciou quando o vice diretor de Hogwarts lhe ameaçou a subir, tudo o que ele não poderia saber era que a filha de Hanna havia tomado um chá de sumiço. Desceu as escadas correndo e entre os lábios portava um sorrisinho na falha tentativa de fingir que estava tudo bem, mas a primeira pergunta do homem foi sobre o paradeiro de Alyssa. – Ela foi com titia e Robb.! – Falou um pouco sem pensar nas consequências que sua mentira poderia ter, apesar de não concordar com as decisões da prima, ela sempre dava um jeito de lhe proteger. Chris, Henry e Suzan seguiram para a capela aonde aconteceria o memorial em homenagem a aqueles que morreram na guerra. Ouviu atentamente todo discurso da tia, mas talvez estivesse mais preocupada em brincar com Henry do que prestar seu luto. Ao fim a figura de Pietro apareceu fazendo uma boa e velha cena, isso fez a sonserina revirar os olhos e respirar fundo, ela não entendia o que estava acontecendo com os jovens da família. Ethan cuidou do caso e essa foi a brecha perfeita para a garota se levantar de fininho e se encaminhar até a mesa de comes e bebes.

Off: livre para interagir.

● ● ● ●


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Mensagem por Jhessy Pierce Cavendish em Sex 2 Nov 2018 - 19:08



The time passes to fast..

Foi com aperto no peito que adentrei a capela naquela manhã de domingo. O clima era ameno, mas arrepios percorriam meu corpo ocasionalmente. Mesmo depois de toda uma vida de perdas e abandonos, eu não conseguia me acostumar com despedidas. Caminhar na direção daquele altar fez meu coração se apertar, mas eu não teria escolhido não estar presente naquela cerimônia. Primeiro, por ser ex-integrante do Lavender e nova diretora de Hogwarts, nada mais coerente do que eu estar ali para mostrar meu respeito aos homenageados do memorial, e em segundo, mesmo que eu não fosse nada disso, eu admirava as pessoas pelas quais estávamos ali e sentia vontade de explicar um pouco melhor aos demais o que realmente havia acontecido e como aqueles bruxos haviam salvo a população bruxa britânica. Era necessário, eles mereciam tal reconhecimento e homenagem.

Passei o olhar ao redor, reconhecendo alguns rostos que a tempos eu não via. Cumprimentei os conhecidos enquanto tentava reconhecer as feições de Patrick ou Thierry, mas nenhum dos dois deveria ter chegado ainda, se é que viriam. Direcionei um sorriso afetuoso a Ethan e Lily, que parecia um pouco abalada, antes de me sentar no segundo banco da fileira esquerda.

Como era difícil olhar para todas aquelas fotos e conseguir controlar as emoções ao mesmo tempo. Pessoas tão boas e tão admiradas por mim, que haviam me ensinado tanto! Nem consegui me segurar por muito tempo, bastou o discurso de Hanna para que as lágrimas chegassem e minha vista embaçasse. Tantos planos, tantas investigações e descobertas, tantas estratégias... para acabar assim. Não era certo. Não era justo.

Levantei-me no susto com a fala seguinte à de Hanna. Julgando pela reação de quase todos ali presentes, uma (re)ação como a de Pietro não era esperada, mas eu não culpava o garoto. Se eu que não havia sido assim tão próxima de Oliver sentia falta do Fourrié alto-astral, imagine o sonserino que o idolatrava. Vendo o desenrolar de toda aquela cena, me senti ainda mais na obrigação de ocupar o lugar ao lado do altar, minutos antes ocupada pela Ministra.

– Gostaria de pedir para não julgarmos a dor de ninguém. Todos perdemos algo ou alguém no decorrer desses longos anos. Alguns perderam suas casas, seus estabelecimentos, seus empregos. Outros perderam familiares, amigos próximos e pessoas que admiravam. Todas essas ações geram reações, e apenas acabamos de presenciar mais uma. – lancei um olhar para o altar onde Pietro havia deixado um pequeno retrato de Oliver. – Algumas pessoas se entristecem, algumas aceitam, outras se revoltam. Todos os aqui homenageados tiveram uma reação ao que estava acontecendo à nossa população. Eu tive uma reação. A Ministra Fourrié teve uma reação. Ágatha Connington teve uma reação. Nós nos frustramos e nos revoltamos, sim, mas também nos sensibilizamos e acolhemos à causa não apenas por nós mesmos, mas por nossas famílias, amigos e toda a sociedade bruxa que estava sendo enganada, chantageada e manipulada. Nos voluntariamos e esforçamos para proteger cada um e garantir que todas as injustiças iriam acabar e tempos de paz iriam prevalecer. – olhar para cada um ali presente me dava esperança de que tempos bons pudessem pairar entre nós novamente. – O Lavender, fundado em uma primavera, 6 anos atrás, foi nossa reação, foi nossa resistência à todas as atrocidades que estávamos vivenciando. E para todos que nos apoiaram no decorrer desses anos, direta ou indiretamente, independente do motivo, vocês também tiveram suas reações, e se não fosse por elas, não podemos saber como estaríamos hoje. – tentei esboçar um meio sorriso ao encontrar o olhar daqueles que várias vezes encontrei secretamente em no dos Lavender.

– Eu não posso negar que, dois anos atrás, quando expulsa do meu cargo como professora pela Ex-Diretora, hoje prisioneira, Cosette, eu comecei a perder as esperanças. Cheguei a questionar minha presença no grupo de resistência, ou mesmo a existência dele, já que não estávamos conseguindo nada, mas as palavras de uma pessoa que muito admirei e ainda admiro me mantiveram firme. Ela dizia que, por mais que demore para conseguirmos fazer justiça, por mais que o mal pareça estar vencendo, precisamos sempre continuar lutando pelo bem, pois um dia ele vai vencer, por mais que não estejamos mais aqui para vê-lo. – uma lágrima percorreu minha bochecha ao lembrar dos conselhos de Lívia. – Essas palavras me fizeram ainda mais desejar o bem não apenas para mim, mas para a vida dos meus alunos, meu amigos, conhecidos, ou mesmo para aquelas pessoas que eu nem conhecia, mas que sabia que estavam torcendo por dias melhores, e me fizeram ter esperanças de novo, pois mesmo no meio de tanto caos, acreditei e acredito que sempre haverá ao menos uma pessoa lutando pelo bem de outras. Assim como todos estes que deram suas vidas para acabar com a opressão que estávamos vivendo. Assim como Oliver, que mesmo após tanta injustiça, teve garra para defender outras pessoas. – escapou-me um suspiro nesse momento. – Esse memorial, inicialmente, foi pensado para homenagear aos que estiveram diretamente ligados aos duelos contra a Irmandade, mas acredito ser justo nos lembrarmos e homenagearmos também todos aqueles que sofreram e perderam suas vidas durante esse tempo. E gostaria de pedir que paremos de nos dividir, de brigar e nos separarmos ainda mais. É momento de respeitar a existência e dor do outro, para que, em nome dos homenageados e de todos os outros que não estão mais entre nós, possamos alcançar os tempos de paz. – dito isso, fui até a frente do altar onde aumentei magicamente a foto de Oliver e conjurei um quadro para emoldurá-la, seguindo logo depois em direção à porta da capela, de onde um rosto conhecido me encarava.


THANK YOU SECRET!



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Mensagem por Caleb P. Lancaster em Sex 2 Nov 2018 - 20:42



Is it a goodbye?


deplorable
Eu mal conseguia acreditar que havia cedido e estava presente naquela cerimônia. Memoriais nunca foram meu forte, muito menos depois do último que a família Lancaster celebrou, aquele onde Matthew fora assassinado. Bendito Merlim! Depois de tanto chorar e me lamentar pela perda das duas mulheres mais incríveis do mundo, eu ainda me sujeitava à mais uma cena de melancolia e vulnerabilidade. E o motivo disso? O bendito álcool matinal que estava virando hábito, estando inclusive presente em meu cantil ali mesmo, dentro da capela.

Sentado em um dos últimos bancos numa posição largada e cansada, resultado de mais uma noite mal dormida por razões de lembranças e lamentos, dei uma golada em meu conhaque. A cerimônia estava um saco. Nem mesmos os discursos de Hanna, Jhessy ou daquele pivete haviam prendido minha atenção. Ou haviam? Lembro de ter sentido vontade de ter dado um bom cascudo naquele garoto de cabelo desbotado. Lembro de ter a visão distorcida e gotas pingando de meu rosto para minha calça, mas não lembro de sentir o choro chegando ou de ter chorado. Eu havia chorado na frente de todo mundo? Pelos Deuses!! Lembro agora de ter até limpado um pouco de ranho. Deplorável. Mais deplorável ainda é eu não lembrar de muito mais coisa, a não ser tomar um segundo gole enquanto encarava uma mulher ao meu lado e dizia que minha irmã, Desirée, devia estar viva, mas que eu havia falhado com ela. E que Ana também tinha que ter sobrevivido, para eu conseguir contar que a amava. Ah.. na verdade eu havia gritado isso. E a última coisa que me lembro é de ter esticado minhas pernas em cima do banco enquanto minha visão pesava e eu fechava meus olhos. Maldito álcool!


- - -
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Mensagem por Xavier Kinsky em Sab 3 Nov 2018 - 4:45



shoot across the
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄
Life is a drink and love's a drug
Oh, now, I think I must be miles up.


O destino é uma coisa engraçada, ele te leva aos locais mais inesperados, ou talvez nem tanto assim... Uma vez que parti de Hogwarts, ainda no sexto ano, voltando para a América, jurava nunca mais ter de pisar em solo europeu, não por um grande martírio pessoal, mas pelos eventos que desestabilizaram o Ministério da Magia e tornavam a escola de magia e bruxaria secular um lugar ínfimo e extremamente perigoso.  

Naquele ano, aquele garotinho de sorriso bobo deixava a fazenda dos Kinsky com o peito cheio de afeto recebido por suas primas e familiares, a saudade apertou alguns anos depois, mas aqueles dois anos me ajudaram a encarar e entender que precisava crescer. Admito que enterrar meu pai e minha mãe não foram nem sequer uma tarefa tão difícil, não me orgulho disso, quanto está sendo agora, permanecer firme diante a garota mais valente que já conheci... Sim, voltei para Europa por ela, por Annelise, não que ela precisasse ela sempre foi muito mais forte e corajosa que eu; lembro de quando me ensinou a cavalgar, eu era um desastre, um moleque medroso... ela me compartilhou um pouco de sua coragem.

Hoje as feições no rosto de Anne pareciam não mudar em nada, não fosse seu sorriso, sentia falta dele, mas não podia culpa-la afinal era um momento de luto. Na capela deixei junto as fotos uma grinalda de flores, margaridas, em seguida voltei e permaneci ao lado de minha prima, ficaria lá o tempo que ela precisasse, na verdade eu estava retomando meu rumo ali naquele lugar que eu deixara a mais ou menos dez anos, não seria apenas uma visita de um parente Kinsky distante, mas um alguém que veio pra ficar, sempre fomos uma família grande e diria que unida, não seria agora que deixaríamos de ser.

A cerimônia ia bem, não fosse o comentário infeliz daquele jovenzinho, não o conhecia, mas pelo visto ele conhecia bem muitos ali, contudo senti mágoa e uma profunda tristeza em seu tom de voz, indignação, não iria julga-lo mesmo ele ferindo de forma discrepante a minha prima Anastasia. Encarei o ruivo de forma branda enquanto amarrava uma mecha solta de meu cabelo junto ao coque, apertei carinhosamente o ombro de minha prima tentando reconforta-la. – É só uma criança atormentada, ela fere por que já foi muito ferida, ta bem? Ninguém vai conseguir apagar o mérito de sua irmã, muito menos seu valor! – abracei minha prima com força e logo o rapaz foi retirado da capela. Por fim, minha nova chefe, por assim dizer, resolveu compartilhar algumas palavras, não sabia ao certo se Anne iria fazer o mesmo, quanto a mim resolvi permanecer em silêncio dali por diante.  



###

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with everybody ≡
wearing this

When I'm low and low and low.



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Mensagem por Patrick C. Drakhale em Seg 5 Nov 2018 - 17:03

REAPPEAR
A
brisa fresca daquela manhã havia bagunçado o cabelo de Patrick, que agora, encostado na parede próxima à porta da capela, remexia em seus fios castanhos despretensiosamente, colocando-os no lugar. Ainda não conseguia entender o motivo de seu cabelo preto ter “desbotado” com o passar dos anos, mas havia aceitado prontamente, gostara mais deles assim, além de combinar com a barba por fazer que agora apontava em sua face. Dali de trás, ao fundo/entrada da capela, conseguia ver tudo e todos, e era ali mesmo que iria ficar, preferia assim. Até por que já havia chegado um pouco atrasado (mas não o suficiente para perder o show de um dos adolescentes presentes no memorial.. e pensar que pouco tempo atrás adolescente era o próprio Patch....), não queria atrapalhar ainda mais a cerimônia.

Quando o diretor do hospital passou por ele com o adolescente de cabelo bagunçado, Patrick o cumprimentou acenando discretamente com a cabeça, logo voltando sua atenção para as novas palavras pronunciadas, agora de Jhessy, que tentava amenizar toda a situação. ”Isso só pode ser um dom, não é possível”, pensou ele ao ver sua prima ajudando a reverter aquele pequeno alvoroço. Pena que ainda havia Caleb para expressar seus sentimentos de forma incomum em meio a cerimônia. – Belas palavras.. não esperava menos da nova chefona de Hogwarts. – brincou com a loira quando ela se aproximou, expressando um pequeno sorriso. – Aparentemente está todo mundo ainda com os ânimo bem a flor da pele e sem saber lidar com tudo isso.. – comentou ao ver o desenrolar da cena do Lancaster. – Devo fazer algo? Lily não aparenta estar muito bem para cuidar dele, e vê-lo assim deve ainda piorar a coisa. – falou enquanto observava a auror de longe.
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Mensagem por Lily O. Lancaster em Seg 5 Nov 2018 - 20:07

memorial
Olhos secos, ela se lembrou, empertigando-se ao ouvir a fala de Hanna, mas foi inútil. Os soluços vinham do nada – do fundo de sua alma – e tudo o que ela havia se impedido de chorar naqueles anos, surgia em um rompante súbito. Após lágrimas abundantes de um sofrimento intenso, porém silencioso, recobrava o sossego – apenas para perde-lo inteiramente quando o nome de um conhecido era dito no palco. Finalmente tornava-se oficial, tinha que deixar de lado a vã ilusão de que estavam apenas longe como tantas vezes em sua vida. Doía saber que Noah não estaria estampando uma manchete no profeta diário com um mirabolante affair, doía não poder discutir com Lauren, doía saber que Desi não estava apenas viajando, em outro de seus mistérios, com Caleb.

Acenou em negativa para Ethan quando este questionou se ela queria algo. Queria abrigo, queria carinho, segurança, confiar plenamente sem ressalvas, queria poder imaginar um mundo onde podia olhar para todos os desconhecidos sem supor que corria o risco de receber um avada a cada esquina, mas nada disso estava a venda no bar. Ergueu-se também, esticando as costas e pressionando as mãos frias no rosto quente. No alongar, não reparou no rompante de Pietro na direção do púlpito. Não o conhecia, mas a sua dor era dele também. O aperto na garganta lhe veio mais forte, mais um nome para acrescentar a suas dores: Oliver. O adolescente festeiro, sorridente e sempre com algo para lhe fazer surgir o mais positivo dos pensamentos, tirando graça da vida e da dúzia de irmãos mais novos.

Todavia, aquele escândalo era imperdoável, a expressão tornou-se pétrea, dura. Como atrevia-se ele a julgar os Kinsky? Perdoados pela justiça, movidos apenas pelo desejo de proteger a seus iguais. A família de Anne, quem defendia com unhas e dentes, era a sua também. Acompanhou-o com o olhar até desaparecer, arrastado pelo homem que anteriormente lhe dera um carinho, um ombro. Desviou a atenção para a ala dos Kinsky – as crianças que tivera o prazer de encontrar poucos dias antes, o meio-irmão e a esposa iguais em sua essência. – nada de Annelise, ainda, pelo menos.

Estava para sentar-se de novo quando reparou no fundo da capela. Semi oculto pelo movimento de pessoas a sua frente, ela reconheceu Caleb – ou o que restara dele. Não pensou, os passos foram direto até o banco que esvaziava-se ao redor do Lancaster, como se todos houvessem levantado-se ao mesmo tempo para prestar seu respeito na área principal. O que havia sobrado? Ambos haviam sido destruídos pelas perdas, mas ele, frente a seus olhos, não parecia fazer questão de resistir, erguer-se das ruínas.

Sentou-se ao lado dele, tocando com cuidado o ombro do adormecido. Sua atenção foi captada pelo cantil preso a mão, ela não precisava sequer cheirá-lo para supor o que havia ali dentro. A guerra trazia mortos, mas também tirava a vida dos que permaneciam vivos. "Você não pretendia me dar um oi?" Perguntou, a voz suave, enquanto apertava o ombro do padrinho para despertá-lo. Os discursos, que continuavam acontecendo, já não tinham a sua atenção, palavras carregadas de sentimento viravam nada em frente ao sofrimento do único que lhe restara.
©️ rufo from tpo



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Mensagem por Robb Oakheart em Seg 5 Nov 2018 - 20:57


Si no mata hoy, por lo menos deja una herida
Luego de su salida no habrá detenida

Sua vida era política. Se dependesse de escolhas, Robb não teria ido para o evento promovido pelo ministério da magia. Se dependesse de escolhas, ele tampouco seria o auror-chefe e, menos ainda, o marido da ministra. Mas o destino se encarregava de pô-lo naquela posição. Ao nascer, já carregava a bagagem de Aleksandr Dimitroff, em Hogwarts tornou-se o enteado problemático do embaixador búlgaro, na juventude, onde esforçava-se em ser um auror de campo especializado, porém comum, tornou-se o enteado do ministro e, a dificuldade de lhe negarem algo – somado, é claro, ao bom trabalho e o currículo extenso – alavancou sua promoção. O casamento foi com a mulher, não com o cargo que esta viria a ocupar. Os filhos vítimas de uma prisão domiciliar quase que irrestrita nos últimos anos. A política infiltrava-se a cada brecha, a cada momento de distração.

Robb havia tentado desistir, refugiar-se na França antes do caos verdadeiro ameaçar sua terra de criação. Criar Alyssa a beira do mar, sem a preocupação constante de um ministério caótico, sem preocupar-se com crimes ou criminosos. Robb detestava a política, porém uma vez dentro, era impossível sair dela. Ao menos, vivo, acrescentou em pensamento ao reparar na figura de Matthew Lancaster atrás da esposa enquanto esta finalizava seu discurso.

“Bonita a fala.” comentou, antes que os inquisidores olhos da esposa ficassem fixos em si. Questionou-se com uma ponta distraída da mente se as palavras da Fourrié para Anastasia seriam as mesmas se ele houvesse chegado a comentar da noite que passaram juntos. Ele conhecia o pensamento de Hanna, mas não estava acostumado suficientemente com o pensamento da ministra. “Não sei, deve estar chegando com o Chr...” interrompeu-se ao notar que o homem já estava presente, assistindo ao discurso de Hanna com Henry no colo.

Quando ouviu o grito inicial e o movimento próximo da esposa, a primeira coisa que fez foi passar uma mão ao redor do abdômen de Hanna e puxá-la contra si, protegendo-a da desconhecida ameaça com o próprio corpo. Ao reconhecer a dor de um adolescente, relaxou a posição, mas tampouco afastou-se da esposa, permanecendo uma figura imponente ao lado desta.

“É só uma criança.” Alertou, não soube se para si ou para Hanna. Sua posição quanto à Oliver Bonham Fourrié era conhecida, fora um dos mais favoráveis a prendê-lo, quase quinze anos antes, na época dos assassinatos da mansão Fourrié. A disputa sujeitou-o ao divórcio, dado a magnitude da força conflitante entre seus pensamentos e o da esposa. Na ocorrência mais recente, porém, Robb não estava na ativa – o que não mudava sua forma de pensamento anterior, mas isentava-o de acusações formais. Trocou um olhar com Ethan, as desavenças momentaneamente esquecidas, dando-lhe apoio, caso necessário, no processo de extração do baderneiro. Não foi necessário e, ainda em seu papel misto de esposo e segurança, envolveu o corpo de Hanna com o seu, deliberadamente ignorando o furioso adolescente e guiou a ministra na direção dos demais familiares.

Ao chegar em frente à Suzan e Chris, estendeu os braços para receber o filho no colo que alternou de braços amavelmente, aceitando a proteção do corpo familiar. “Olá, onde está Alyssa?” questionou, direto e franco, o olhar já correndo pela multidão buscando a primogênita.

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Mensagem por Caleb P. Lancaster em Qua 7 Nov 2018 - 13:02



Is it a goodbye?


deplorable
Ok. Eu não estava realmente dormindo. Continuava a ter plena consciência de onde eu estava, sentia aquele banco duro debaixo de mim, ouvia as pessoas ao redor falando. Mas tudo girava, o clima parecia pesado demais, minhas pálpebras também estavam pesadas demais. Ademais, de olhos fechados era mais fácil de manter a imagem de Desirée em mente. Aquela mulher linda que eu havia prometido proteger, minha companheira de todas as horas, parceira de todas as aventuras. Minha irmã de apenas minutos de diferença. Minha gêmea, meu eu feminino. E eu havia falhado em minha promessa. Quando me diziam que irmão gêmeos são complementos um do doutro eu não imaginava que passaria por uma situação dessas para comprovar cem por cento essa teoria. Estar sem Desi era o mesmo que perder uma parte de mim. E para ajudar, como num combo de dor e sofrimento, havia perdido também a mulher que um dia me tirara o fôlego e embolara mais meus pensamentos.

De repente me vi numa festa, dançando ao lado de minha irmã. Estávamos jovens, felizes. Estávamos vivos. De longe eu avistava Ana em meio aos corpos dançantes, e era tão bom saber que elas estavam ali, que eu poderia conversar com elas e abraça-las a qualquer momento... Assustei-me com um toque inesperado, porém reconfortante, em meu ombro. Meus olhos ainda teimavam em ficar fechados, mas forcei-me a abri-los, quase que esperançoso. – Oi.. – falei com a voz mais grave que o normal para minha afilhada enquanto descia desajeitadamente minhas pernas de cima do banco da capela. – Eu.. eu acho que não tinha te visto. Acho que não reconheci ninguém direito, não lembro de ter falado com ninguém. – comentei e fiquei surpreso comigo mesmo por não estar embolando as palavras. Ponto para as doses diárias de bebidas e inúmeros porres ao longo da vida, inclusive as doses de poções calmantes que eu precisava tomar em toda lua cheia! – Na verdade eu falei essa moça que.. ahn.. – interrompi-me quando vi que a mulher de alguns minutos atrás (ou seriam vários minutos?) havia saído daquele banco. – Ai, eu nem sei direito o que estou fazendo aqui.. – confessei e então me lembrei daquilo que segurava em minha mão direita, logo guardando o cantil no bolso da minha calça escura, mas ao olhar para a face de Lily, era óbvio que ela já tinha visto. – Como você está, Liz? Tá tudo tão difícil.. – falou lentamente e com voz embargada, um misto de emoção e embriaguez, criando um novo apelido para a auror sem querer.
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Mensagem por Jhessy Pierce Cavendish em Sex 9 Nov 2018 - 17:48



The time passes to fast..

Soltei um sorriso torto ao ouvir as primeiras palavras de Patrick para mim naquele dia, meu primo sempre teve esse dom de me alegrar nas mais improváveis situações, e era impossível não admirar isso nele. – É, estão sim. Aliás.. estamos. Está complicado para todo mundo, mas para uns mais que para outros. – falei, encaminhando meu olhar para o banco onde se encontrava o bruxo do qual Patch falava sobre fazer algo a respeito, e então vi Lily se aproximando de seu parente. – Tarde demais..? – perguntei meio que afirmando. – Sabe.. fico com certo receio de falar diretamente com alguém, falar algo errado e piorar a situação. Parece mais fácil quando tenho que falar pra todos, sem direcionar o que estou falando a alguém em específico.. sei lá. – senti minhas têmporas formigarem levemente, sinal de que alguns de meus fios loiros coloriam-se enquanto eu observava os demais naquela capela.

Puxei uma mexa de meu rabo de cavalo para frente apenas par ter certeza da coloração azul clara, a qual eu havia “diagnosticado” como insegurança. Respirei fundo e abri um sorriso de canto de boca. – Eu admiro sua habilidade de sempre levar as coisas de uma forma mais leve, de conseguir fazer os outros se sentirem bem nas mais inusitadas situações. Até te invejo um pouquinho. – confessei, colocando-me ao lado de meu primo e passando meu braço direito sobre seus ombros em  nosso conhecido meio-abraço de meio-primos. – Fico feliz de ainda ter você. E não se empolgue, você não vai ouvir isso muitas vezes. – sorri, dessa vez um pouco mais abertamente. Era bom estar perto de um conhecido que me passasse alegria e segurança de forma tão espontânea. – A propósito.. decidiu o que vai arrumar da vida daqui para frente? – encarei-o com curiosidade enquanto levava minha mão livre ao bolso de minha calça social preta, apoiando-a ali.
THANK YOU SECRET!



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Mensagem por Ashley Butera Kinsky em Sab 10 Nov 2018 - 23:42

Hurricane
Ashley, como superior ministerial que agora era, não poderia faltar a um evento tão importante, organizado pelo Ministério da Magia, como era a homenagem a todos os assassinados pela irmandade. Em respeito às vítimas e à dor de suas famílias, trajava vestes totalmente pretas e carregava algumas flores consigo. Silenciosa, ocupou um lugar próximo a seus famíliares. Procurou ficar ali, permanecendo calada, sem cumprimentar ninguém.

Sentou-se junto aos Kinsky e ouviu atentamente o tocante discurso de Hanna. A mulher manteve-se cabisbaixa, mesmo que sem esboçar emoção. Não era muito próxima de nenhum dos homenageados nos quadros – o mais perto que chegara foram algumas reportagens de Desirée que já lera no Profeta Diário ou uma fria relação de primas distantes com Anastasia –, mas qualquer pessoa sensata saberia da importância delas para o mundo bruxo. Preferia tentar distrair-se com as pétalas das flores que trazia, contando-nas repetidas vezes em sua cabeça.

Voltou a sua atenção às homenagens pela primeira vez, com o grito do pequeno Pietro, ainda que se mantivesse cabisbaixa. Parecia que seu brado despertara um lado da mulher, o mais sensível. Ela finalmente esboçara alguma reação, mesmo que de susto. Uma criança tão jovem, já com tanta dor. Ashley não conseguiu evitar que lembrasse de quando possuía a mesma idade que ele, ainda em Hogwarts, sendo recepcionada justamente pelo Oliver. Na época, acabara de chegar dos Estados Unidos e pedia por mais aulas contra as trevas. Se tivessem lhe dado mais ouvidos...

A mente de Ashley agia de forma racional novamente e mostrava-lhe o outro lado da moeda. Como dito por diversas pessoas, o mal estaria sempre presente, assim como a impossibilidade de alterar o destino. A jovem estava desacreditada, talvez pelas perdas recentes que sofrera, a começar pelo seu pai. Finalmente, erguia a cabeça e encarava o altar. “Tolo, este é o curso natural das coisas, não? O melhor é que ele aprenda o quanto antes mesmo.”. Lançou um último olhar de reprovação ao pivete e não aguentou ver a cena deprimente de Ethan puxando a criança pelo braço, apenas para iludi-lo sobre o cruel mundo em que se vive, e Jhessy realizando outro discurso. Apenas mais palavras vazias sendo jogadas ao vento para confortar as pessoas.

-Não estou me sentindo muito bem, estarei ali. – apontou, com a cabeça, para os comes e bebes, para onde seguiria logo após deixar as flores que carregava com Xavier - Espero por vocês.


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Mensagem por Thierry Villeneuve Hugh em Dom 11 Nov 2018 - 2:11

,

au revoir, ma vie!
it’s time to say goodbye.


Thierry não sabia exatamente o que estava fazendo. As últimas semanas haviam sido catastróficas e tudo havia acontecido rapidamente, em um mix de horror, nervosismo e, por fim, alívio. Mas a sensação final havia sido pouco duradora e, agora, substituía a tensão dos acontecimentos que sucederiam a queda de Lorde K. e a subsequente vitória de Lavander, o grupo que havia integrado na luta contra os inimigos.

Fato era: seus pensamentos estavam embaralhados. Sua magia, enfraquecida. Mas, naquela manhã, ostentava a melhor face que tinha. Naquela mesma semana, havia sido nomeado Vice-Ministro da Magia em uma cerimônia as pressas onde vários cargos do mundo bruxo haviam sido empossados. A pequena felicidade dos últimos dias estava justamente em ver vários de seus amigos ocupando cargos importantes no mundo bruxo. Infelizmente, no entanto, porque quem os fazia anteriormente agora estavam mortos.

Pronta? — perguntou, olhando nos olhos da irmã gêmea. Assim como Thierry, Megan utilizava roupas em tons negros... e provavelmente a cor de suas vestimentas também representavam sua alma. Suspirando por uma última vez, os gêmeos aparataram.

Todo o funeral havia sido cuidado em detalhes pelo Ministério da Magia. As diversas placas com os nomes dos mortos estavam distribuídas pela igreja de Godric’s Hollow, formando uma grande meia lua. Thierry não tinha planos de se demorar ali, porque se permanecesse por muito tempo sentia que as lágrimas desceriam involuntariamente. Seus olhares se demoraram por alguns instantes em direção as pessoas que ali estavam, sem prestar muita atenção em pequenas coisas para que não o prendessem. Andou em direção a um grande quadro que, em cores vivas, mostrava a foto de Lilith.

Au revoir, ma vie — falou, com os olhos marejados. Tateou o bolso rapidamente buscando a varinha e, acenando-a ligeiramente, conjurou flores e as depositou junto as demais. O lufano não pode evitar um suspiro ligeiro ao pensar que se despedia da mãe. Antes que pudesse deixar o local, como havia planejado, no entanto, uma mão tocou-lhe o ombro e o chamou.

Thierry?








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Mensagem por Patrick C. Drakhale em Dom 11 Nov 2018 - 21:29

REAPPEAR
– É
, tarde demais. – Patrick teve que concordar com sua prima, mas ao ver o desenrolar da cena de Lily com seu parente, achou que talvez fosse melhor mesmo que eles converssassem. Querendo ou não, ele também tinha certo receio de fazer algo que pudesse piorar a situação para alguém. – Sabe o quão irônico isso soa, não é? – meio que zombou da loira, mas ele até que a entendia. Por muitas vezes ajudou a curar feridos das batalhas durante aqueles longos e conturbados anos, e quando o pior acontecia, era mais simples dizer à mais de uma pessoa do que ter que dizer à uma única pessoa e ainda acalentá-la. Jhessy dizia invejá-lo, mas Patch sempre teve a vontade de ser mais como ela, que sabia o que dizer e como dizer quase sempre; talvez não eficiente para uns, ou não suficientes, mas a Pierce parecia sempre conseguir contornar as situações de alguma forma.

Permitiu-se um sorriso ao ouvir as palavras seguintes da parente. – Tudo bem, umas vez só já é o suficiente pra eu gravar na memória. – gabou-se, passando o braço por sobre os ombros da prima, tal qual ela fazia com ele naquele momento. O tal “meio-abraço” de “meio-primos”, coisa desenvolvida na brincadeira entre os dois, mas que havia ganhado significado e tornado-se um ato quase frequente. – Se você soubesse quantas pessoas já quiseram estar no seu lugar ao menos uma vez, você nem brincaria sobre ter inveja de alguém. – falou, relembrando um pouco os tempos de escola, e revivendo em sua mente toda sua jornada até ali, com acréscimo de certos conselho da menina de cabelos coloridos (os quais Patch havia aprendido a decifrar algumas colorações), ele conseguiu responder a pergunta de Jhess sem exitar. – Sim, decidi. Vou mesmo para o Mungus. Acho que é onde eu vou me sair melhor, poder ajudar mais pessoas... quem sabe me encontrar de verdade. Já fiz minha cabeça e estou certo de que vai dar tudo certo daqui para frente. Tanto para mim quanto para você. Você vai se sair bem, ? Não se cobre muito. – falou seriamente as últimas palavras, conhecia a prima o suficiente para saber que ela devia estar desde já se cobrando ao máximo para que tudo desse certo, mas depois de tudo aquilo, todos precisavam de um pouco de descanso mental.

– Ei, aquele ali não é o Thierry? – anunciou, não apenas por vê-lo ali, mas para ver a reação espontânea da prima ao ouvir o nome do agora Vice-Ministro. Merlim! Estavam todos tomando rumos importantes e achando seus lugares no mundo bruxo, esse momento não chegaria nunca para Patrick?! – Diga oi por mim. Vou beber algo ali e preciso me preparar para ir ao Mungus ainda hoje. Esse clima aqui não vai me ajudar em nada.. – apontou com a cabeça para a mesa de bebidas e em seguida girou o dedo indicador, englobando toda a capela. Não era mentira, certamente não se sentia bem ali. Perto de Jhessy, conversando, poderia até parecer que estava tudo bem, se sentia bem aliás, mas sabia que assim que ficasse sozinho mais uma vez, todos aqueles sentimentos ruins voltariam. Poderia parecer muito boa a forma “leve” como Patch lidava contudo, e talvez ajudasse o fato de ele não ter perdido familiares ou pessoas muito importantes naquele período, mas para Patrick, a verdade era outra: ele não tinha quem perder. Ah, tinha Jhessy. Sua prima, melhora amiga, ajudante da escola. Mas tinha plena consciência de aquela ali saberia se cuidar, e cuidar dele junto se necessário. E era isso. Não havia mantido laços de amizade verdadeiros com mais ninguém, nem conhecido muitas pessoas novas em meio á tudo aquilo (fora seus casinhos casuais, claro, mas todos haviam acabado rápido demais). Espantando todos esses pensamentos que quase lhe sufocaram uma vez mais, Patch encaminhou-se à mesa ali perto para pegar um copo de suco. Graviola, ew!”. Devolveu seu copo, tendo bebido nem mesmo metade, e com um aceno de cabeça em despedida à alguns conhecidos, deixou a capela.
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Mensagem por Jhessy Pierce Cavendish em Dom 11 Nov 2018 - 23:59



The time passes to fast..

Ouvir as palavras de Patrick sobre tentar trabalhar no hospital me encheram de alegria e alívio, era óbvio que ele se daria bem naquilo. – Você não vai se arrepender de seguir meu conselho. – falei, e sabia que era verdade. Patch sempre teve um talento com plantas, daí foi desenvolvendo sua habilidade com primeiros socorros, poções de cura, e quando se deu conta, estava salvando várias pessoas. Até que era bom ter o ego inflado enquanto meu primo falava das percepções de terceiros sobre mim, mal sabia ele como eu o admirava. – E ok, não irei. Mas não me peça para ficar cem por cento tranquila com tudo isso, por favor. Muita coisa em pouco tempo para uma metamorfomaga bipolar só. – sorri como que num sopro e me desfiz do abraço. – Tudo vai dar certo para nós, nós merecemos depois disso tudo. – falei bem a tempo de ouvir Patch falar de Thierry e me virar automaticamente na direção para a qual o futuro funcionário do Mungus olhava. É, era Thierry. Mais um que devia estar com o coração quebrado e sentimentos à mil devido as perdas. O mesmo sentimento bom e mais leve que havia me preenchido na conversa instantes atrás foi levado com a brisa que entrava pela capela enquanto eu observava o ministerial na outra ponta do corredor. Realmente bipolar. – Diga oi por mim. – ouvi meu primo dizer, e involuntariamente já dei um passo na direção de Thierry. Virei-me novamente para Patch com olhar desconfiado, mas aceitei sua razão para que saísse dali. – Também preciso resolver umas coisas.. mas um oi não atrapalha. - falei mais para mim mesma do que para meu primo, e também não querendo ficar sozinha em meus últimos minutos ali, acabei caminhando pelo corredor da capela.

– Thierry? – toquei seu ombro com suavidade, tentando atrair sua atenção sem assustá-lo ou parecer invasiva demais. À sua frente estava a foto de Lillith, Tia Lillie, aquela que tantas e tantas vezes havia me ajudado em Hogwarts, com conselhos e aulas extras. Madrinha de Lucas e Gary. Minha tutora. Mãe de Thierry e de Megan. Droga, ele devia estar péssimo e não querendo companhia, e lá estava eu, atrapalhando. Entretanto, foi mais forte que eu, quando tirei os olhos da foto de Lillie para encarar o olhar de Thierry, a vontade de oferecer-lhe um abraço amigo. Dentre todos, Thie provavelmente era o que mais havia entendido meus ataques de nervos causados por meus genes mutantes passivo- agressivos durante todo aquele caos pelo qual passamos nos últimos anos, especialmente nos dois últimos, quando acabamos nos aproximando mais, fazendo crescer uma amizade que não havia sido assim tão grande nos tempos de escola. É aquele ditado, metamorfomagos se entendem! – Eu também sinto a falta dela. –ouvi minha voz embargada em meio ao abraço. Não esperava exatamente que aquilo reconfortasse o filho que despedia-se de sua mãe, simplesmente me escaparam as palavras, como acontece em momentos em que não sei bem o que dizer.

Ao desvencilhar-me do abraço, podia apostar que meus cabelos já estavam em outra coloração. Lilás, se eu pudesse adivinhar. O embaraço era evidente em minha face. – Desculpa.. não quis incomodar. Só queria.. – interrompi-me antes de completar com “saber se você estava bem”. Não era a melhor coisa a se perguntar em tal situação. Então parei para analisar o real motivo de eu ter ido até ali, quase que inconscientemente. – Fico feliz que você esteja bem. – confessei por fim, soltando um suspiro meio que aliviado, e torcendo para que ele interpretasse o "bem" para o lado físico, e não mental, pois neste, estávamos todos abaladíssimos. E então também torci para que não achasse ruim o uso da palavra "feliz" num momento como aquele, eu só havia sido franca e despejado palavras sem pensar mais uma vez. Santo Zeus! Eu estava mesmo muito confusa. – Preciso ir em um lugar agora.. vejo você por aí. - falei a última parte em um misto de afirmação, dúvida e esperança. Com um sorriso acanhado, acabei me despedindo sem muito tempo para respostas, não estava preparada para lidar com aqueles sentimentos, não em meio ao memorial, ao menos. Também não queria atrapalhar o momento do outro, se é que já o havia feito desde início. Droga! Mais uma vez uma Jhessy levada pelo simples e erigoso impulso. "Se minhas decisões como diretora forem tomadas assim, estou feita", pensei irônicamente enquanto me retirava do local.
THANK YOU SECRET!


Última edição por Jhessy Pierce Cavendish em Seg 12 Nov 2018 - 23:56, editado 1 vez(es)



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Mensagem por Xavier Kinsky em Seg 12 Nov 2018 - 7:08



shoot across the
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Life is a drink and love's a drug
Oh, now, I think I must be miles up.


Eu não havia percebido que as palavras do ruivo tinham despertado um sentimento diferente em minha irmã, só reparei seus olhos mais tristes quando a morena levantou de seu assento partindo em direção a mesa que dispunha de algumas bebidas, então a ficha caiu, claro! Oliver Fourrié, o garoto que vez ou outra ficava de papinho com minha irmã, Amelia, logo quando chegamos à Europa. Será que a Ammy sabia de seu falecimento!? Provavelmente deveria saber, talvez eu tenha sido o único que me desconectei por completo dos acontecimentos daqui.

Um nó estrangulou meu peito, trazendo à tona um sabor amargo em meus lábios. Fazia muito tempo que eu não via minha irmã, que eu nem sequer pensava nela; uma pontinha de saudade cutucava a ferida deixada por sua ausência, ela não havia ido ao funeral do nosso pai, anos atrás, não a julgo, de certa forma a morte de Zackary chegou como um grande alívio, mesmo que esse sentimento permanecesse velado por todos nós, seus filhos. Também não fazia ideia se Ashley e ela ainda trocavam correspondências, quando eu voltei para América, nos primeiros seis meses ela me mandava correios periódicos, fotos, tempos depois ela se mudou para Sidney Austrália, ficamos felizes principalmente com a ideia dos cangurus, na época eu era um bobão fascinado por filhotes desses bichinhos. O tempo foi passando e apagando os rastros dos nossos contatos, por fim já nem nos conhecíamos mais, Amelia parecia partido, assim como Dakota e tantos outros que me fizeram felizes por um tempo.

Aquele momento já não fazia muito sentido pra mim, não compartilhava dos mesmos sentimentos que os demais, talvez. Reencontrar tantos rostos semelhantes, relembrar aqueles que partiram despertava alguns fantasmas do meu passado, será que o mesmo teria acontecido com a Ash?! Não ficaria ali pra descobrir, não estava em condições, respirei fundo e assim não deixei escapar uma lágrima sequer, sorri abracei aqueles ao meu redor como um gesto de empatia e finalmente sai do lugar sem chamar atenção, sem me despedir ou avisar, apenas aparatei para longe.  




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Mensagem por Joshua B. Connington em Seg 12 Nov 2018 - 17:39


Aunque no queramos, aguantamos nuevas leyes
Aguantamos hoy por hoy que todavía existan reyes

Joshua entrelaçou os dedos da mão esquerda com os da namorada, Caitlin, e fez uma leve pressão na mão fechada. Precisava sentir que ainda existia alguém ali, que não estava sozinho, alguém que o segurasse na realidade e não havia pessoa melhor que a medibruxa; Namoravam já há cinco anos, dividiam o mesmo apartamento nos últimos dois. Era sua família agora. O anel de noivado aguardava apenas o momento propício, bem escondido no fundo da segunda gaveta de seu escritório no ministério da magia.

“Eu ainda não acredito que ela se foi…” murmurou o rapaz, dando um fim a seu silêncio. “Sério, eu só… não sei, eu me engano que ela só tá trabalhando.” Comentou, raspando a bochecha contra a da namorada, em um gesto de carinho. Tudo que ele tinha para chorar, já havia chorado nessa última semana, agora só restava a sensação de abandono, um humor meio mórbido em como ele conseguia ignorar o fato sem jamais esquecê-lo. “E quando eu estou no ministério, eu só fico esperando que ela vai aparecer pra comentar algo sobre a Candice, pra combinar um jantar todos juntos.”

A certeza tranquila que sua mãe estaria presente em seu casamento agora se dissolvia diante de seus olhos. Ele devia ter feito isso mais cedo, argumentou consigo. Não devia ter se dedicado tanto a sua carreira, de que adiantava ser chefe de um departamento frente a tantos compromissos familiares que ele havia displicentemente faltado, adiado, confiando na certeza que a mãe e a “irmã de criação” estariam ali para sempre. Candice havia ido para Beauxbatons e voltado irreconhecível, ele não conseguia associar a imagem daquela mulher a sua priminha birrenta.

Ergueu o olhar para Hanna, cumprimentando-a com um menear de cabeça. Haviam sido belas palavras, mesmo que breves, acerca de sua mãe e tia. Ela estava sofrendo também, haviam sido próximas. Não era a posição que Joshua mais sentia-se confortável, porém era necessário representar alguns papéis, como fora treinado sua vida inteira. Soltou a mão de Caitlin e deu-lhe um casto beijo nos lábios. “Eu vou falar um pouco com a ministra, desculpe por termos que demorar um pouco aqui.” Disse, o tom deixou óbvio o desejo de apenas sair dali o mais rápido possível, tão contrário a suas maneiras. Ia adicionar algo mais quando seu olhar foi atraído pela movimentação no púlpito, os arquejos de surpresa conforme Pietro assumiu sua posição e começou seu acalorado discurso.

Estancou em sua posição, o rosto cansado, permanente em expressão de educada formalidade, ganhando vida a cada minuto daquele escândalo. A cor retornou as suas bochechas, os olhos faiscaram. Não conseguia acreditar que aquele adolescente fazia tal escândalo na cerimônia dedicada - em sua mente - à sua mãe. A dignissíma Lívia Bringstrow. "Esse..." comentou em um ininteligível sussurro furioso enquanto afastava-se de Caitlin e ia diretamente ao jovem que, a essa altura, já estava sendo puxado para fora da capela por Ethan.

Enganchou o braço na lateral vazia do adolescente e, com mal disfarçado ódio, arrastou-o junto. "Aquelas mulheres deram a vida pra você ficar falando bobagem sem ser morto, seu estúpido." afirmou, o asco pela presença do Fourrié mais novo estampado em cada sílaba. "Você não tem o menor direito de interromper o memorial para essa cena, Anastasia foi uma heroína. Fez o que era necessário para derrotar o lorde das trevas agindo de dentro, você não tem nem ideia do que aconteceu enquanto ainda não sabia nem mijar no penico. Oliver merece uma homenagem, mas deve estar corroído de vergonha de você ter feito isso dessa maneira. Ele vai ser lembrado agora sim, mas vai ser lembrado pela vergonha que um moleque..." Joshua fez uma pausa, o reconhecimento brilhando nos olhos claros enquanto Ethan tentava desestimulá-lo de partir para uma agressão mais efetiva. Não, não iria descer a esse ponto.

A memória vinha de longe, mas ele conhecia aqueles cabelos, aquela postura birrenta. Lembrou-se da vezes que foi deixar Candice na creche, do escândalo do incêndio e como Noah Lancaster havia feito um mutirão no ministério em benefício da reconstrução deste. "Eu me lembro de você, Pietro. Não tem um orfanato para você pôr fogo dessa vez, não é? Tem que arruinar um evento em uma igreja? Você estraga tudo por onde passa.” concluiu, largando o adolescente e com as mãos erguidas - e o rosto ainda corado de raiva - retornou para dentro da capela indo diretamente para a área das bebidas onde serviu-se de uma taça de água.

Estava furioso, furioso em uma maneira que até respirar era difícil. O mundo estava caindo sobre seus ombros, fatos impossíveis de serem revertidos. Joshua não estava preparado para mudanças assim, não estava pronto para não correr para os braços da mãe a cada tropeço. Precisava dela, precisava de seus conselhos, seu apoio, precisava que ela estivesse viva.


post #018 | Memorial | 2030 | Vestindo
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Mensagem por Narrador em Ter 13 Nov 2018 - 0:12

rp finalizada
conforme divulgado pela administração

thanks!
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