Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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2ª Aula de DCAT

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2ª Aula de DCAT

Mensagem por Tétis em Ter 11 Jun 2013 - 18:02

DCAT

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Re: 2ª Aula de DCAT

Mensagem por Sophie Killer Cavendish em Dom 7 Jul 2013 - 22:23

Segunda Aula de DCAT.

_ O meu rosto tá horrível olha só, parece que passei anos sem dormir! – Batia o rosto no espelho dramaticamente, e se lastimava silenciosamente por ter acordado tão cedo naquela manhã. A questão é que nunca gostei de acordar cedo, na escola sempre ouvia reclamações pelo sono evidente, quando grávida, o que me acalmava era ser ouvida até por que já havia acordado e se não recebesse pra comer exatamente o que queria e como queria as coisas se tornavam drásticas em questão de segundos e foi somente quando comecei a ensinar e tive a minha rotina colocada de cabeça pra baixo , que aprendi a lidar minimamente com a situação, então o que eu fazia era o seguinte, nos dias que tinha que acordar cedo para ensinar  eu acordava porém quando as aulas terminava eu voltava para os meus aposentos e só retornava quando se fizesse necessário a minha presença, claro que nunca neguei ajuda a ninguém e sempre deixei claro que quem precisasse de mim podia me procurar que eu ajudava ,e todos sabiam que pra me acordar deveria ser realmente serio . Naquela manhã em questão, havia acordado bastante cedo e tudo isso por que os preparativos para aula que daria naquela noite eram extensos, passei o dia inteiro preparando tudo e quando cheguei naquela noite pra ensinar estava exausta, olhei a sala com cuidado e sorri, pois estava tudo da maneira que havia deixado.

Como sempre costumei chegar cedo não havia nenhum aluno na sala, as mesas ainda estavam organizadas em uma meia lua, e todos os outros objetos que estavam lá permaneceram, porém havia algo novo, um imenso balcão estava atrás das cadeiras, e tinha em cima do mesmo um enorme objeto coberto com um pano lilás, coloquei a gaiola em um canto da mesa, cobri a mesma com outro pano e me escorei na mesa esperando os alunos chegarem.  Passaram-se cerca de dez minutos , para que os primeiros grupos de alunos chegassem , acenei para alguns, sorri pros meus dois filhos e quando todos estavam na sala, comecei alegremente.

_ Bom dia ! Tudo bem com vocês?Eu acho que comentei na aula passada sobre o assunto dessa aula, porém caso não tenha falado hoje estudaremos sobre os Grindylow e Diabretes. Alguém saberia me dizer, o que são eles? – O que será que eles pensam de mim? Talvez que eu seja uma pessoa terrível, alguém tão infeliz que nunca sorriu na vida, e de certo foi engraçado ver os olhares assustados pelo meu tom alegre. Esperei um pouco e uma aluna timidamente levantou a mão e respondeu corretamente a pergunta, porém estava tão entretida observando as expressões de todos que foi um pouco difícil notar a aluna em questão.

_ A senhorita está correta, notei que todos estão com os materiais na mesa, e estão de parabéns, agradeço a atenção. Então, escreverei algumas coisas no quadro e não preciso dizer que é pra copiar, correto? -


Grindylow

O que são: Demônios aquáticos
Como são: É de cor amarela, com os dentes verdes e pequenos chifres pontiagudos em sua cabeça. Ele tem dedos longos e fortes (ainda que frágil), que ele usa para estrangular sua presa, e é exímio nadador.
Feitiço defensivo: Relaxo

Observações.

Alimentam-se de peixes, algas, pequenos animais marinhos e podem vim a comer bruxos e trouxas que se aventuram pelo seu habitat natural.
Moram em lagos.
São agressivos com humanos e até então só foram domesticados pelos sereianos .

Diabretes

O que são: São criaturas azul-elétrico, com vinte centímetros de altura, rostos finas e vozes agudas. Mais comumente encontrado na Cornualha, uma região inglesa.
Feitiços defensivos: Immobilus , Peskipiksi Pesternomi  e  Rictusempra .

Observações.

Amam irritar os humanos.
É comum bruxos e trouxas desavisados serem levantados, pelas pequenas criaturas.
São encontrados em grande quantidade na Cornualha.


_Então, é o seguinte pra aula de hoje eu trouxe diversas gaiolas com alguns diabretes e atrás das vossas cadeiras, coberto com um pano tem um taque com um Grindylow que vocês verão como é, e o comportamento irritadiço que apresentam perante humanos.  Eu darei exatamente dez minutos para que copiem e logo em seguida verão como parar um diabrete usando um feitiço defensivo. Podem copiar. – Passado os dez minutos, tirei o pano da gaiola que havia em cima da minha mesa, e uma pequena criatura azulada começou grunhir impiedosamente, quando notei que todos os alunos olhavam pra mesma da maneira curiosa, e alguns tampavam os ouvidos, apontei a minha varinha pra mesma e falei firmemente _ Immobilus – E logo em seguida a pequena criatura que grunhia desesperada e pulava dentro da gaiola ficou paralisada. _ Então, é o seguinte agora, eu quero que todos se levantem das suas cadeiras, peguem as suas varinhas e imitem os meus movimentos! - R[b/]epeti diversas vezes os movimentos necessários e a pronúncia com os alunos, caminhei na frente de todos os observando com cuidado, e uma vez que achei que já estavam preparados falei.

_Então crianças é o seguinte, dentro daquele armário tem uma gaiola pra cada aluno, cada uma abriga cinco diabretes, por horas os mesmos estão quietos, porém quando retornarem as vossas cadeiras e colocarem as gaiolas na mesa, se preparem, pois rapidamente começarão a grunhir, se tornarão inquietos e tentarão fugir a todo custo. Deverão se preocupar em executar o feitiço corretamente, pois por motivo de segurança os mesmos não sairão das gaiolas. Por favor, se animem não é tão ruim. – Sorri pra todos e estendi os braços em direção ao devido armário, passou alguns míseros minutos e os alunos aos poucos foram se aproximando do armário e as gaiolas foram levadas para as mesas, porém existia um pequeno detalhe que eu não havia informado, e a reação já era esperada. Alguns alunos olhavam assustados pras gaiolas, pois os diabretes estavam lá, porém não havia grunhidos nenhum e nada de baderna, e foi somente quando a última gaiola foi colocada sobre a mesa, que todos sem exceção sairão do estado de paralisia, e começaram o show. Como já esperava, uns alunos olhavam assustados e nada faziam, outros tentavam executar o feitiço até que paravam frustrados e aparentavam desespero, e foi nesse momento que comecei a caminhar em frente as mesas e conversar com cada  aluno e ajudar na atividade, a alguns apenas mostrei compreensão e depois algumas observações parti, já outros demorei um pouco mais, fiquei do seu lado e repeti os movimentos, e no final das contas , todos estavam cansados .

_Então eu sei que foi uma aula cansativa, adorei os resultados, pois nenhum aluno ficou sem realizar a atividade , agradeço a todos pela companhia e antes que saiam, saibam que pode ir até o tanque, remover o pano e observar a outra criatura estudada. Aproximarei-me e qualquer dúvida será esclarecida, e não tenham medo o mesmo está tampado e volto a dizer não estarão em perigo. - Os alunos seguirão até o tanque, um rapaz tirou o pano e sem dúvida foi o momento descontraído da aula, umas alunas olhavam com nojo, outras davam pulinhos assustadas e os amigos meninos as repreendiam com palavras e olhares, respondi a algumas dúvidas e depois que percebi que não haveria perguntas, esperei que todos se retirassem , acenei pra alguns, sorri pra outros e depois que todos haviam saído da sala, organizei a sala, tranquei a porta e sai bocejando.



Spoiler:


Apenas alguns avisos.

Postagens com menos de vinte linhas terão a pontuação diminuída.  
Pontuo por criatividade, fidelidade à primeira postagem e interação então me surpreendam.
Caso alguma atividade seja pedida em sala de aula espero receber por MP.
As mensagens devem ser identificadas da seguinte maneira: Nome do aluno- Casa- Ano.

E os pontos para as casas são atribuídos da seguinte maneira.

Melhor aula =   20 pontos
Melhor aula prática =  30 pontos



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Re: 2ª Aula de DCAT

Mensagem por Clover Alborne Looken em Seg 8 Jul 2013 - 18:02

2ª Aula de DCAT

Hoje eu tinha acordado mais cedo que de costume, pois eu estava muito motivada para ir à aula, tirar boas notas, ser aprovada e não fazer vergonha  aos outros corvinos. Hoje Caterine não precisara me acordar, eu já tinha despertado do meu longo sono de beleza , já estava com minhas vestes, e só a esperar que Caterine se arrumasse para que juntas pudéssemos ir a aula, como sempre fazíamos. Peguei  um material, meus livros, e Caterine os dela, e então déssemos  lentamente conversando :-  Você se inscreveu para o intercasas ?  Perguntei ao descer um degrau :- Sim, rima de feitiços, sempre fui boa nisso. Respondeu-me ela em um tom doce, como sempre, Caterine nunca elevava o tom  com ninguém :-E você, in albis ? Dei um sorrisinho e fali :- Eu sou do time de quadribol. Falei com um sorriso irônico :- Quadribol ? Você? Perguntou ela a dar risadas :- O que você vai ser ? Ajeitei os livros em meu braços e falei :- Serei batedora . Falei ao olhar para o além :- Esperai. Falou ela ao interromper meus passos :- Já passou por sua cabeça, que poderás quebrar a unha ? Olhei para minhas unhas e  fiquei boquiaberta ao lembrar :- Na verdade isso não passou pela minha cabeça, mas não tem problema, é pela nossa corvinal. Nesse momento chegamos a porta da sala :- Com sua licença, professora. Falamos em uníssono.

A professora já estava na sala, mas não estávamos atrasadas, não tinha nenhum aluno em sala, sentamos na frente, como de costume . Eu na frente e Caterine atrás de mim, e continuamos a conversar já que aula ainda não tinha começado, nós cochichávamos. Estávamos com medo de que a professora reclamasse, mas nada ela fez. Caterine começou a me botar medo, sobre o quadribol, quebrar unhas, levar boladas m meu rosto, sair machucada. “Nossa Cat, você nunca fez isso.” Pensei ao meus olhos encherem de lagrimas, a professora fazia um tom de riso, assim como todos que escutassem aquela conversa. Logo alguns alunos começaram a adentrar à sala, então nós paramos de conversar, virei-me para a frente e passei a olhar para a professora, virei um pouco a cabeça e olhei para Caterine, que por sua vez estava olhando para um menino, sonserino, e irônico.  Ela só faltava babar, eu não podia deixar que isso acontecesse com minha melhor amiga :- Disfarça. Falei em tom baixo, Caterine tomou um susto e sem saber de nada falou :- Ã ? Eu dei um sorrisinho malvado e falei :- Você ta quase babando . Ela então virou-se para frente resmungando, e a aula já estava começando. Virei para frente e fiquei a prestar a atenção .

Ela começou a aula com uma pergunta, pergunta essa muito simples “Eu já fiz uma pesquisa, sobre Diabretes  Grindylow  uma vez.”  Pensei  ao levantar a mão , a professora escolheu-me porem ela não tinha prestado muito a atenção, então logo disparei :- São dois tipos de demônios, sendo que os Diabretes são aéreos e Grindylow é aquático. A resposta estava certa, nossa, eu estava animada, pois não era toda vez que eu  acertava uma pergunta assim.  Dei um sorrisinho e bati palminhas e voltei a minha atenção na aula. Pois quem sabe uma nova pergunta não surgi e, eu tenho a chance de acertar novamente. Eu percebi que quando respondi alguns alunos me olharam, com um olhar do tipo “Nossa que exibida, e outros até “Ela ta querendo roubar meu lugar.” Nenhuma daquelas adoráveis crianças pensariam isso  de mim.
Ela copiou algumas coisas no quadro, a definição de cada diabinho, então abri o meu pergaminho, peguei uma pena, e o tinteiro, e comecei à copiar lentamente, eu estava meio que desenhando letras.
Pergaminho:
Grindylow
O que são: Demônios aquáticos
Como são: É de cor amarela, com os dentes verdes e pequenos chifres pontiagudos em sua cabeça. Ele tem dedos longos e fortes (ainda que frágil), que ele usa para estrangular sua presa, e é exímio nadador.
Feitiço defensivo: Relaxo
Observações.
• Alimentam-se de peixes, algas, pequenos animais marinhos e podem vim a comer bruxos e trouxas que se aventuram pelo seu habitat natural.
• Moram em lagos.
• São agressivos com humanos e até então só foram domesticados pelos sereianos .

Diabretes
O que são: São criaturas azul-elétrico, com vinte centímetros de altura, rostos finas e vozes agudas. Mais comumente encontrado na Cornualha, uma região inglesa.
Feitiços defensivos: Immobilus , Peskipiksi Pesternomi  e  Rictusempra .
Observações.
• Amam irritar os humanos.
• É comum bruxos e trouxas desavisados serem levantados, pelas pequenas criaturas.
• São encontrados em grande quantidade na Cornualha.

Ao terminar, fiquei a esperar que ela deixasse-me ver aqueles diabinhos, que eram capas de colocar uma casa inteira d cabeça para baixo.  Os dez minutos se passaram , e todos tinham terminado de copiar, a professora então caminhou até atrás da sala, onde se encontravam os diabinhos, ela tirou o enorme pano que os cobria, aquelas coisas começaram a gritar, e a professora m um só movimento com a varinha calou um daqueles. Era só uma demonstração, de como deveríamos fazer. Ela pediu que nós fizéssemos aquilo, mas é claro que antes ela passou os movimentos e a pronuncia muitas vezes, para que evitasse algum efeito contraditório.  “Para cada aluno, teria uma gaiola com cinco Diabretes, meu Zeus “ Me bateu um certo medo, mas para nossa segurança eles não poderiam sair da gaiola, fiquei um pouco aliviada. Ela abriu o armário, e foi colocando uma gaiola em cada mesa, nenhum barulho se ouvia. Estava até tudo calado, mas à partir do momento em que ela tirou a ultima gaiola de dentro do armário, começou a gritaria, aquele barulho infernal, que nos fazia entender o porque eles eram diabos. Foi um barulho enorme, todos gritando ao mesmo tempo, peguei minha varinha que ficava no mesmo local de sempre, e imiti o movimento feito pela a professora alguns minutos antes, eu acompanhava a movimentação com a pronuncia :-  Immobilus  Nada acontecia, algo estava errado :- Professora Cavendish, o que está acontecendo ? Perguntei ao tentar tapar os ouvidos :- Melhore a pronuncia, fale com mais determinação. Segurei forte a minha varinha, e com força nas palavras pronunciei :- Immobilus.  Fazendo então que aqueles odiados demônios ficassem quietos e, parados.  Alguns alunos já tinham conseguido e eu ainda não . Após ter terminado de fazer aquilo, eu estava bastante cansada, cai m minha cadeira, com uma respiração forte. Ela deixou que fossemos até o tanque, demos uma olhada,  aquele ali era um tanto quanto nojento, após dar uma olhadinha, sai da sala junto com Caterine.



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Re: 2ª Aula de DCAT

Mensagem por Christine L. Villeneuve em Qui 11 Jul 2013 - 8:15



2ª Aula de DCAT

Acordara cansada em pleno dia de aulas. As noites outrora destinadas a dormir e repousar, estavam agora maioritariamente fadadas por estudos imperturbáveis e concentrados até altas horas da noite. Eu estava decidida a ser uma boa aluna e fazer com que o distintivo reluzente de monitora refletisse uma menina com igual mérito ao que havia sido responsabilizada. E não me importava se isso implicasse mais umas olheiras, uns bocejos inconvenientes ou olhos pestanejantes. Afinal, eu não podia ficar mais feia ou distraída do que já era.
 
Já eram dezasseis horas e cinquenta e cinco quando olhei para o relógio. Não pude acreditar: eu adormecera na hora do café! Levantei-me num pulo, peguei em tudo o que apanhei, desde livros, a pergaminhos e a tintas, e disparei pelo dormitório, comunal… Travei quando cheguei aos corredores, pois era contra as regras correr nos mesmos. Apenas caminhei com um passo muito apressado, alcançando finalmente a porta fechada da sala às dezassete horas e um minuto. Arg! Chegara atrasada. Como se isso não fosse mau o suficiente, eu deixara os pergaminhos espalhados aleatoriamente pelos corredores. Passei a mão pelo rosto, completamente saturada das más situações que insistiam em perseguir-me. Retirei a varinha da mochila- que por sorte não caíra- e apontei para o corredor em geral –Accio pergaminhos!- Todos eles se dirigiram a mim a uma velocidade moderada. Consegui colocar todos por fim na mochila e finalmente entrei na sala de aula. Já vários alunos se encontravam lá, mas a aula ainda não tinha começado. Suspirei de alívio e sentei-me num lugar situado num dos extremos da meia-lua de mesas.
 
A aula começou nesse preciso instante. Retirei os materiais, e, de prever, nenhum deles era de Defesa Contra as Artes das Trevas. A pressa era mesmo inimiga da perfeição… Limitei-me a usar a parte de trás de um dos pergaminhos que usara para praticar o feitiço “Illegibilus”, que acabava por parecer um material destinado ao efeito de aula. A professora estava estranhamente alegre, o que não era característico dela. A primeira questão foi algo sobre Diabretes e qualquer outra coisa que eu não entendi. Clover, uma menina que eu conhecia de vista de Beauxbatons, respondeu. Quando eu ia apontar a resposta da menina, a docente começou a escrever algo mais pormenorizado no quadro. “Tinha de ser… Quando eu não trago os pergaminhos é quando temos de escrever mais!”, matutei enquanto via a extensão do texto a aumentar. Para além do tamanho, o conteúdo propriamente dito era também assustador. “São agressivos com humanos”, “Amam irritar humanos”… Cruzei os dedos para que não fosse uma aula prática…
 
E não é que foi mesmo!? Reparei num pano que se encontrava na mesa da docente. Com a pressa e a irrequietação, eu não repara nisso antes. E ainda bem… Porque no momento em que avistei aquele pano com forma de gaiola fiquei logo nervosa, com a perna a tremer de uma forma convulsiva. “O que está lá dentro? Será um monstro?... Nah, os monstros são maiores.”, pensava sem cessar mil e um pretextos para estar medrosa. Distrai-me a copiar o testamento do quadro e a ouvir os barulhos da incógnita debaixo do pano… Os dez minutos voaram e quando dei por mim já a professora retirava o pano da dita gaiola, revelando uma pequena criatura horrível, e iniciava uma demonstração do feitiço “Immobilus”, para a imobilizar e silenciar. Chegou a vez de os alunos fazerem o mesmo, embora apenas para praticar a dicção e movimento, sem quaisquer criaturas envolvidas. Peguei na minha varinha e tentei copiar a precisão da professora –Immobilus!- Disse, com alguma insegurança. Como não tinha nenhum alvo para testar os efeitos, assumi que lançara bem o feitiço. A professora aproximou-se e pediu para ver como eu estava. De varinha ainda na mão e depois de pigarrear, tornei a aplicar o feitiço –Immobilus!- A docente pensou por momentos breves. –Apenas tenta ter mais segurança e acentuar mais a movimentação- Fiquei um pouco na dúvida- Pode repetir, mas de forma prática, por favor?- Perguntei, esperançosa. Ela assim fez, realizando o movimento e a pronúncia de forma clara e expressiva, já que estes pareciam ter uma grande influência na eficácia do feitiço. Sorri e agradeci, tentando mais uma vez –Immobilus!- Afirmei mais uma vez. A professora sorriu e anuiu e dirigiu-se a outros alunos. Pratiquei mais um pouco com estes novos ensinamentos privados que adquirira, até que veio nova instrução de trabalho.
 
A próxima parte da aula seria um desafio. Utilizaria com urgência o feitiço que acabara de aprender, pois caso não fosse bem-sucedida, as tais gaiolas poderiam libertar aqueles demónios no seu interior. As gaiolas estavam num armário ao fundo da sala, e poucos foram os que tiveram a iniciativa de as ir buscar em primeiro lugar. Fui uma das sacrificadas, sendo das primeiras a pegar no objeto temido e levá-lo até à minha mesa. Com receio, pousei o objeto na mesa, com os olhos fechados. Contudo, não se ouviam grunhidos, nem gritos, nem nada. Apenas silêncio absoluto. Todos pareceram mais reconfortados com esta realidade, e assim o fluxo dos alunos que foram buscar as gaiolas foi aumentando… Aumentou até ao último aluno colocar este objeto em cima da sua mesa. Um estrondo de gritos, tal exorcismos, juntos com as criaturas que pulavam de um lado para o outro do espaço a que estavam restritos, tudo contribuiu para a sala de aula ficar submetida a um barulho, loucura e susto totais. Quase todos, senão a totalidade, paralisaram em frente à situação, e a professora já cansada, teve de ajudar um a um. Quando chegou a mim, eu ainda tinha a varinha apontada para o chão, e decerto não estava pronta para a usar. –Ah… Querida, esqueceu do que aprendemos há minutos atrás?- Indagou a pedagoga, num tom calmo. – Não, senhora professora! É que… E se eu lançar mal o feitiço e a gaiola se abrir?- Perguntei, tímida e a corar. Para meu espanto, ela riu-se. –Isso é impossível. Apenas tente, para eu ver se está a fazer algo de errado.- Mirei a varinha às criaturas barulhentas e engoli em seco, como fazia vezes repetidas –Immobilus!- Foi então que elas param e flutuaram muito suavemente, representando uma nula ameaça. –Viu? Não é assim tão difícil!- Exclamou a professora, que me deu umas palmadinhas ternas nas costas e se dirigiu a outro. Eu sorri e não fiz mais nada até ao fim da aula, pois não queria arriscar estragar o meu trabalho impecável e de sorte.
 
Por fim, com todos ofegantes e cansados, e alguns que pareciam dez anos mais velhos, recebemos orientações para ver o tanque que estava na sala. Um(a) menino(a) retirou o pano que o cobria- meu Merlin, eu estava completamente farta de panos-e pude ver as outras criaturas ensinadas pela professora. Eram nojentas, isso era inquestionável, mas pelo menos não eram ruidosas como os diabretes. Não fiquei muito tempo a observar aquelas coisas amarelas a nadar pelo tanque, pois estava cansada e só desejava uma cama ou um sofá para repousar um pouco. Despedi-me da professora e saí da sala, com alguma dor de cabeça causada pelo incomodativo barulho dos diabretes aprisionados.
 
 




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Re: 2ª Aula de DCAT

Mensagem por Evelyn M. V. Hotchner em Qui 11 Jul 2013 - 16:30



Tem monstros na minha sala!

Eu murmurava comigo mesma enquanto lia minhas anotações e tomava meu café com leite. Megan conversava com várias pessoas ao mesmo tempo e tentava me incluir na conversa, mas eu não era tão "descolada" quanto ela. Quando a mesma me perguntava algo, dava respostas monossilábicas e voltava a ler. A mesma estava quase insistindo mais uma vez quando eu virei o resto do café e me despedi. "Ou ela é realmente muito educada ou então ela é realmente uma pessoa muito boa" pensei comigo mesma sobre a Megan "Considerando sua mãe, acho que muito dos dois.".

Eu revirei os olhos e então me concentrei novamente. "Vamos lá, o que a professora poderia perguntar? Acho que ela fará perguntas sobre feitiços defensivos hoje" pensei "Onde estão minhas anotações sobre feitiços defensivos?". Eu puxei minha mochila enquanto andava e então vasculhei a mesma a procura das minhas anotações sobre feitiços, copiadas do meu pai. Acabei por dar de cara com uma parede e ficar dolorida. "Acho que é melhor prestar mais atenção por onde ando e menos nos papéis" pensei e então me concentrei em andar e chegar ao meu destino sem quebrar a perna.

Eu consegui chegar até a sala de DCAT sem sofrer maiores danos, porém me deparei com a sala arrumada em semi-círculo novamente. Quase dei meia-volta e fui embora, mas eu lembrei que não podia e nem deveria perder aulas, além do que alguns balcões com coisas cobertas em cima me despertaram a curiosidade. Suspirei e então andei devagar até a ponta do semi-círculo, de modo que me sentaria ao lado de somente um colega, e não dois. Espalhei minhas coisas com cuidado pela mesa de forma que eu pudesse anotar tudo com mais rapidez e precisão, de forma que eu não perdesse nenhuma informação importante dita pela professora.

A mesma estava escorada na sua mesa, os cabelos jogados e uma expressão interessante no rosto, como se estivesse ansiosa, mas não quisesse mostrar isso. Eu então molhei a pena no tinteiro e fiquei esperando pacientemente a professora decidir começar a falar. Megan sentou ao meu lado e me lançou um sorriso enquanto se ajeitava na sua carteira. A professora então nos cumprimentou animadamente, o que não era muito comum de sua pessoa. Eu ergui as sobrancelhas, simplesmente, enquanto alguns dos meus colegas ficavam encarando a professora com caras chocadas. Ela então fez uma pergunta e eu ergui minha mão, depois de um minuto, meio lerda demais.

 - Diabretes são pequenos seres de pele azul-elétrica sem asas, porém com capacidade de voar e que chegam a medir, no máximo, vinte centímetros. Ele não fala a nossa língua, mas solta algaravias que são compreendidas pelos seus demais. A sua classificação como criatura das trevas se deve ao seu comportamento: diabretes têm mania de fazerem brincadeiras sem-graça e muito perigosas e são capazes de levantar um ser humano a grandes alturas. - recuperei o fôlego - Já o Grindylow é um demônio da água. Ele tem dentes verdes e pequenos chifres pontiagudos em sua cabeça, dedos longos que usa para estrangular sua presa e é um ótimo nadador. Eles tratam bruxos e trouxas do mesmo modo e só foram domesticados até agora pelas sereias, que os usam como bichinhos de estimação. Sua classificação como criatura das trevas se deve ao fato de que eles são tão capazes de comer seres humanos quanto peixes.

"Acho que é isso." pensei "Espero que não tenha falo nenhuma besteira. Será que falei demais?". A professora, porém, não pontuou a resposta, somente falou que estava certa e continuou sua aula, nos pedindo para copiar algo que ela ia anotar no quadro. Fiquei feliz, começando a gostar da professora. A maioria dos professores só ditavam e eu tinha que correr a pena para acompanhar, porém ela nos daria dez minutos para copiar, o que era mais do que suficiente. Copiei devagar, me esforçando em fazer minha letra melhorar, já que normalmente ela era bem torta pela pressa. Passados o que me pareceram seis ou sete minutos, eu havia acabado, então comecei a acrescentar algumas informações que eu me lembrei sobre os mesmos numa parte separada. Só fui avisada que os dez minutos acabaram quando um som chegou aos meus ouvidos, me assustando e me fazendo borrar meu caprichado pergaminho. Eu ergui os olhos, curiosa e bem irritada.

"Merlin..." pensei "Que... Fascinante!". Era um diabrete de verdade, ali bem perto, preso numa gaiola. Ele grunhia e se agitava dentro da mesma, voando sem nenhuma asa, tentando se libertar para pregar alguma peça. A professora então lhe lançou um feitiço, fazendo com que ele parasse de se mover. Soltei um muxoxo de desapontamento, porém fui a única a fazê-lo. A professora então tratou de nos ensinar o feitiço que fizera mais cedo. Ela parecia uma Lillith morena e bem menos fofa. Eu não peguei minha varinha das vestes, pois não queria acertar ninguém por engano. Apenas posicionei o pulso e repeti várias e várias vezes o movimento e a pronúncia que a professora ensinara. Estava bem acostumada a aquele tipo de exercício, porém era estranho que fosse a professora Cavendish a nos passar o mesmo.

A professora então explicou pacientemente o que viria a seguir e nos sorriu. "Isso não está certo." pensei. Uma voz no fundo da minha mente me gritava que aquela professora estava armando algo, mas a ignorei, guardando minhas coisas com cuidado e então indo pegar uma gaiola. Era estranho. Os diabretes não se moviam. Eu então coloquei a gaiola na minha mesa e aproximei meu rosto da gaiola para olhar mais de perto.

"Mas pelas barbas de Merlin!" foi tudo o que eu pensei quando, do nada, os diabretes começaram a se agitar, voando pela gaiola, a balançando com violência. Eu sorri, animada. Obviamente, eu escutara as instruções da professora e eu sabia que devia paralisá-los. Porém, uma parte de mim queria que eles se soltassem. Queria que eles voassem pela sala, tocando o terror. Que pegassem os tinteiros e quebrassem na cabeça das meninas mais delicadas, que levantassem os alunos, que espalhassem a confusão e o caos. Eu sempre fora bem curiosa e sempre amara o caos. Eu queria realmente que eles se soltassem. Minha gaiola se balançou violentamente e eu ri.

 - Evelyn, o que está pensando? - perguntou a professora - Detenha-os! Se você não os impedirem, eles vão sair e você perderá pontos.

 - Mas... - falei, fazendo bico.

 - Apresse-se! - disse ela com urgência.

Funguei e então tirei a minha varinha do bolso.

 - Immobilus! - falei.

Porém, o feitiço não saiu com firmeza e vontade. Estava mais para um murmúrio insatisfeito. Eu não queria fazer o feitiço. Eu queria que eles saíssem. Por outro lado, a última coisa que queria era que eles me fizessem perder pontos. Eu queria um daqueles de bichinho de estimação. Seria a maior diversão da Mansão Villeneuve. Mas a professora tinha deixado claro: ou eu os paralisava, ou perdia pontos.

 - Immobilus!

Porém, o feitiço não parecia certo, de qualquer jeito. Os diabretes hesitaram por um curto intervalo de tempo e então voltaram a se agitar dentro da gaiola. Se continuassem no mesmo ritmo, eles iriam acabar me fazendo perder pontos.

 - Immobilus! - bradei - Immobilus!

Nada aconteceu. Eu estava começando a ficar aterrorizada. "Desse jeito eu vou perder pontos e levar a maior bronca da história!" pensei enquanto tentava me concentrar, porém os grunhidos das criaturas não me ajudavam a pensar. Eu então ergui minha varinha mais uma vez, a segurei com força e determinação. Tentei me concentrar o máximo que podia.

 - Immobilus!

Eu estava sem tempo. A gaiola estava quase na borda da minha mesa. Se ela caísse, a porta se abriria, afinal os diabretes estavam danificando a fechadura. Uma dose de adrenalina começou a correr pelo meu sangue e então eu ergui minha varinha mais uma vez.

 - Immobilus!

Era tarde demais. A gaiola já tinha chegado na borda da mesa. Meu feitiço atingiu os diabretes, porém eu não soube se funcionara. A gaiola caiu enquanto eu tentava me inclinar para tentar pegar a mesma, sem sucesso. Era como se tudo estivesse em câmera lenta e, por mais que eu me esforçasse, não conseguisse me mexer, de medo. Com um baque, a gaiola caiu no chão e se abriu. Eu me encolhi, esperando ansiosa e temerosamente que os diabretes saíssem dali e começassem sua festa, porém os mesmos pareciam bonecos, totalmente imóveis.

"Essa... Foi por pouco." pensei enquanto respirava fundo. Assim que consegui me mover novamente, tratei de levantar a gaiola e pedir ajuda à professora. A mesma a restaurou e nos deu instruções que eu não ouvi, pois ainda com medo, puxei o pano que cobria algo atrás de mim e cobri a gaiola. Ao me virar, tomei um susto, caindo sentada no chão na pressa de andar para longe daquilo. Era um Grindylow, vivo, preso e parecendo muito mal-humorado. A professora me ajudou a levantar.

 - É só um Grindylow e está preso. - disse a mesma como se estivesse se divertindo com a minha reação.

 - M-mas... - falei e então a observei por um tempo - Obrigada, professora.

Eu estudei o bicho mais de perto enquanto ele lutava para se libertar. Enquanto os meus colegas pensavam na sua aparência, eu pensava em algo diferente. "Como será que é, viver na água?" pensava interessada "Ser uma criatura deve ser um horror, sempre sendo levada de um lado para o outro e tratada como ser inferior, além de ser exposta em sala.". Eu então coloquei a mão no vidro do tanque, embora com um certo medo.

 - Deve ser entediante. - murmurei.

Então eu vi que os alunos iam embora, puxei minha mochila da minha cadeira e, com uma última olhada de pena para o Grindylow, saí da sala. "Bem, isso foi, no mínimo, interessante." pensei enquanto caminhava pelos corredores.


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Re: 2ª Aula de DCAT

Mensagem por Megan B. Lancaster em Sex 12 Jul 2013 - 17:25

Segunda Aula de DCAT

Eu estava feliz demais, minha poção na aula anterior, com o professor Joseph, havia dado certo e estava correta e eu conversava sobre ela com alguns colegas na mesa. Estávamos em um debate sobre a tal poção e sua forma correta de preparo que nem ao menos reparei no horário. A xícara de chá a minha frente em cima da mesa estava intocado e pelo jeito permaneceria assim por mais um tempo. Evelyn estava sentada ao meu lado e tão absorta na leitura de seus pergaminhos e anotações, que mal me dava atenção quando eu dirigia a palavra a ela. Quando me respondia, era rápida e simples, não dando muita importância a isso.

Percebi que o quanto mais insistisse, menos atenção de sua parte eu teria. Revirei os olhos e voltei a conversar com o restante do grupo que estava junto a nós. – Não, o bezoar era o último ingrediente a ser posto, deve ser por isso que não deu certo! – Eu tentava, em vão, explicar a um dos colegas sobre a poção que havíamos preparado mais cedo, um antídoto simples. – E por fim ela tinha que ficar marrom? – Outro me indagava a respeito da tonalidade e eu apenas assenti em concordância a seu pensamento. Olhei para o relógio de pulso de um colega e vi que já estava na hora de ir para a aula de DCAT, ia chamar Evelyn para ir comigo.

Mas a colega da Sonserina simplesmente se despediu, levantou e foi embora. Revirei os olhos diante de sua atitude e me virei aos demais colegas na mesa, todos pareciam apáticos quando ao comportamento dela. Talvez estejam acostumados, ou simplesmente não se importam com isso. – Acho melhor irmos, não é? Não quero que ninguém se atrase! E digo isso como monitora, se perdermos pontos por isso, juro que minha mãe e nem o diretor irão se importar se eu usar algumas azarações em vocês! – Dito isso, a maioria dos que estavam em minha companhia se levantaram e partiram dali. Poderia jurar ter visto até alguns mais velhos e grande parte dos primeiranistas. Ri por dentro com isso. “É, o medo da punição nos faz obedecer!” Peguei minha mochila e fiz o mesmo trajeto, me retirando assim do salão principal.

O percurso até a sala foi calmo, os alunos que me acompanhavam continuavam a comentar assuntos aleatórios ligados as aulas e os professores, o que não dei muita importância. Adentramos a sala de aula e como na aula anterior, as carteiras estavam dispostas em formato de meia lua diante da sala. Cumprimentei a professora Cavendish com um aceno de cabeça e me sentei ao lado de Evelyn. Sorri para ela pousei minha mochila em meu colo e retirei os materiais da aula de dentro dela. Quando pergaminhos, a pena e o tinteiro e claro, a minha varinha, já estavam sobre a mesa, fechei a mochila e a coloquei no chão, perto da minha carteira.

Olhei para trás para ver onde estavam os outros colegas e foi então que reparei no enorme balcão e sobre o mesmo se encontravam vários e enormes objetos ocultos, por um momento temi o que poderia haver por debaixo dos panos. Mas no fundo todos sabiam que a professora jamais nos colocaria em perigo dentro de sala, ou seja, não poderia ser algo tão grave assim. A professora então deu iniciou sua aula naquele inicio de noite. Segundo foi dito na aula anterior hoje nos estudaríamos os tais Diabretes, já ouvira algum comentário a respeito de tais criaturas e tudo o que elas aprontavam. Será que .. não, a professora não traria aqueles terríveis seres para a sala. Traria? Será que eram aqueles seres infernais que estavam abaixo dos panos? Esperava realmente que não, mas e se estivessem ela nos ensinaria como lidar com eles. E por falar em aprendizado, alguém precisava ensinar Evelyn a respirar. Olhei espantada para a garota ao meu lado. Quanta afobação para responder, sua resposta havia sido perfeita, mas ela espantou a todos com sua capacidade de responder e não respirar.

Assim que a professora deu prosseguimento a sua explicação e seus dizeres, virei-me para Evelyn. Ela parecia bem e normal, balancei a cabeça negativamente e voltei minha atenção à professora. Ela começou a escrever alguns conceitos no quadro sobre tais criaturas, Diabretes e Grindylows. Por breves momentos o silêncio tomou conta da sala de aula, apenas o que se ouvia era o barulho calmante das penas e o atrito das mesmas nos pergaminhos. Escrevia pequenos tópicos e tudo o de mais relevante sobre tais criaturas. E então o que eu mais temia se tornou verdade, haviam Diabretes nas gaiolas no balcão atrás de nós. Terminei de escrever e descansei a pena sobre o pergaminho, tomando o devido cuidado para não o manchar.

A professora Cavendish então nos explicou o que faríamos diante de tais seres. Ela então se encaminhou até o fundo da sala e retirou o pano que cobria as gaiolas. Dentro de uma, um pequeno agitado e azulado Diabrete se debatia descontroladamente e guinchava, fazendo um barulho estridente, o qual lembrava muito meu irmão, a não ser pela sua cor azulada. Prestando atenção nos movimentos da professora, vi quando a mesma lançou um feitiço defensivo e fez com a criatura paralisasse em seu lugar. “Agora já sei como fazer com que o pirralho do Bran se acalme” ri com o pensamento malvado e fiz o que a professora nos orientou. Levantei-me da cadeira e segurei a varinha firmemente, repetindo os movimentos da varinha que a professora nos ensinara. A forma correta da pronuncia do feitiço era tão importante quanto os movimentos e os repeti incessavelmente diversas vezes.

Assim como a professora, agora era a nossa vez de paralisar os azulzinhos e os fazer se acalmarem. Coloquei minha varinha sobre a mesa e fui até o balcão disposto no fundo da sala. Tal como meus colegas, peguei uma das gaiolas e voltei para minha carteira, retirei minha varinha de cima da mesma e posicionei a gaiola no lugar. As cinco criaturinhas que estavam quietas e imóveis dentro do objeto metálico pareciam tão fofas e calmas que não pareciam aparentar o comportamento endiabrado que tinham. E como dito pela professora, inesperadamente as criaturas acordaram e assustaram a todos. Não reprimi o susto que levei devido aquela algazarra que havia se formado. Os pequenos seres se debatiam, pulavam e grunhiam incessavelmente dentro das gaiolas.

Segurei minha varinha e tentei ignorar o barulho irritante que tomava conta do local. Numa tentativa de executar corretamente os movimentos aprendidos anteriormente, bradei: – Immobilus! – Como a maioria de meus companheiros de classe, também não obtive sucesso em minha primeira tentativa. As criaturas pareciam rir de minha frustrada tentativa. Era sempre assim, mesmo sendo filha da professora de Feitiços, raramente conseguia executar os feitiços de modo corretamente na primeira tentativa.  Suspirei e novamente ergui minha varinha e refiz os movimentos para executar tal feitiço. – Immobilus! – As criaturinhas continuavam agitadas e isso já estava me irritando. Novamente lancei o feitiço sobre os animais na gaiola. – Immobilus! – Uma delas pareceu se mover lentamente e só. Olhei para os colegas ao me lado e percebi que não estavam em situação muito diferente de mim, sorri com tal constatação.

– Levante mais o pulso e se concentre mais, mocinha! – A professora disse me dando mais atenção e me ajudando a executar o feitiço corretamente. – E não se esqueça da pronuncia também! – Assenti e assim que a professora se afastou para ajudar outro colega, tentei novamente. Respirei fundo e movimentando corretamente a varinha e falando de uma maneira mais firme, lancei o feitiço sobre a gaiola: – Immobilus! – Então os animais em minha gaiola se silenciaram e estavam imóveis. Estava extasiada e chegava a dar alguns pulinhos de felicidade. Ao perceber que alguns colegas pararam para ‘apreciar’ o pequeno espetáculo que eu os propiciava.

Senti minhas bochechas queimarem e os olhei envergonhada, tomando minha postura anterior. “Ótimo, virei o centro das atenções da sala!”. Já estava cansada de tanto enfeitiçar as criaturas, ou melhor, tentar enfeitiçá-las. Como se soubesse o que eu pensava, a professora resolveu nos dispensar, mas antes iria nos mostrar o Grindylow.  Levei a gaiola com os animais “adormecidos” de volta para o balcão onde elas estavam inicialmente. Voltei para minha carteira e guardei meu material dentro da mochila e a coloquei sobre as costas. Fomos chamados até ficar diante do tanque. E quando o pano foi retirado de cima do tanque, a criatura avançou contra a parede de vidro, tentando uma investida contra nós, alunos.

Meu susto foi ainda maior quanto ao que levei devidos aos Diabretes. Em um ato instintivo, segurei fortemente o braço do colega ao meu lado, nesse caso, Rufo. – Me desculpe, por favor! – Olhei envergonhada para o garoto e o soltei. Desviei meu olhar para a criatura na água e tentei concentrar-me em tal ação. Observando tal animal, uma duvida me veio à mente e não hesitei em levantar a mão e retirar minha duvida. – Professora, quanto tempo um Grindylow pode ficar fora d’água? – Ela foi solícita em me responder e sanar minha duvida. Ajeitei a mochila em minhas costas e depois que ela nos liberou, sai da sala e me retirei dali.



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Re: 2ª Aula de DCAT

Mensagem por Stefan C. Cavendish em Sab 13 Jul 2013 - 11:16

2ª Aula de Defesa Contra as Artes das Trevas


Enfim o dia estava acabando, só faltavam mais duas aulas no dia, e eu estava completamente cansado. Eu me arrastava ao invés de andar e Lara literalmente saltitava de um lado para outro como um sapo hiperativo. Estávamos entrando no salão principal, quando eu simplesmente não aguentava mais a felicidade dela e falei: - Porque tanta felicidade? A próxima aula é da mamãe! Esqueceu? – Lara rapidamente murchou a sua felicidade e começou á rastejar assim como eu. Ela seguiu para a mesa da Grifinória e eu segui para a da Sonserina. Ao me sentar, um alívio percorreu as minhas pernas, respirei fundo como uma forma de alívio e em seguida comecei á me servir com um pedaço de bolo de laranja e uma taça de suco de abobora. Quando finalmente terminei de devorar tudo, eu me levantei e fui até a mesa Grifinória, chamei minha irmã gêmea que automaticamente se levantou completamente desanimada. Começamos a caminhar, lentamente até que saímos do salão principal e começamos á subir as escadas até a sala de DCAT.

Quando chegamos próximo á entrada da sala de aula, eu parei Lara e falei: - Vamos fazer cara de animados. Ou a mamãe vai ficar mal vendo nossas caras de desanimação. – Lara concordou comigo e logo mudou sua feição. Respirei fundo, coloquei um pequeno sorriso no rosto e entramos na sala de aula, a primeira coisa que vimos foi nossa mãe, que logo acenou para nós e nós retribuímos o aceno. Sentamos-nos nas carteiras, que estavam postas em uma meia lua, deixando no centro um espaço onde mais ao fundo havia uma mesa e em cima desta um objeto coberto um pano. Troquei olhares com Lara e ela simplesmente deu de ombros, sem muito interesse. Tirei os meus materiais da mochila e coloquei-os em cima da carteira, eu lembrei bem da ultima aula da mamãe ela não gostava que os alunos não usassem os seus materiais na aula dela, por isso eu dei um cutucão em Lara e falei: - Os materiais! – Ela resmungou alguma coisa e pegou os seus materiais e os colocou em cima da carteira assim como eu havia feito. Alguns minutos se passaram e minha mãe deu início á aula relembrando o que ela já havia falado na aula passada, todos nós acenamos que lembrávamos e ela fez uma pergunta que foi respondida pela garota mais inteligente da Sonserina, Evelyn. Eu não tinha muito contato com ela, mas pelo o que eu sabia ela vive estudando feito uma louca e tirava notas boas, quer dizer, melhores que as minhas.

Mamãe começou á escrever sobre alguns animais mágicos e eu prontamente comecei á escrever. Lara como sempre mais rápida, já havia terminado de escrever quando eu ainda estava na metade. – Por acaso você usa algum feitiço no braço pra escrever tão rápido? – Perguntei, irritado com o sorrisinho que ela havia dado o perceber que eu ainda não tinha terminado. Assim que terminei de escrever, mamãe rapidamente começou á falar sobre os Diabretes que estavam em diversas gaiolas na sala e um tanque com um Grindylow. “Ah! Então é isso que tem lá em cima da mesa que está coberta?” – pensei olhando mais atentamente para o tanque que estava coberto. Mamãe tirou o pano de uma gaiola que estava em sua mesa e uma criatura pequena e azulada começou á grunhir, eu arqueei uma sobrancelha e falei pra Lara: - Olha, até que parece um pouco com você! – Dei uma risada e Lara falou: - Pois é... Ainda bem que somos gêmeos. – Fuzilei-a com os olhos e voltei-me para minha mãe que estava prestes á lançar um feitiço no bicho. Quando o feitiço atingiu o animal, ela paralisou e ficou flutuando no ar. Mamãe pediu para que todos se levantassem e pegassem suas varinhas, pois iríamos praticar o feitiço que ela havia usado, eu, prontamente, me levantei de um salto e tirei a varinha do bolso. Ela fez os movimentos várias vezes, mas eu já tinha aprendido aquele movimento na 3ª vez que ela o fez. Lara estava tendo muita dificuldade com uma parte do movimento e como eu não estava mais aguentando as falhas dela, eu me aproximei dela e falei: - Tenta fazer o movimento devagar primeiro. Quando estiver fazendo certo você tenta mais rápido. – Ela concordou e começou á fazer lentamente e depois um pouco mais rápido e, por fim, fez na velocidade normal e deu certo. Ela de um sorriso e se virou para mim mostrando a língua. Balancei a cabeça negativamente e me voltei para a aula. Os alunos já estavam indo para o fundo da sala e estavam voltando com uma gaiola cada um, Lara olhou pra mim e fez um sinal com a cabeça para que fossemos juntos pegar duas gaiolas. Ao nos aproximarmos do armário, era possível se escutar grunhidos feitos pelos animais, Lara ficou receosa de pegar na gaiola e eu falei: - Para de frescura e pega logo a gaiola! – Ela me olhou com cara feia e pegou a gaiola que estava coberta por um pano, eu peguei outra gaiola e voltei para a minha carteira. Quando coloquei a gaiola no tampo da carteira e tirei o pano, como mamãe havia nos mandado, cinco diabretes começaram a tentar fugir da gaiola, fiquei um pouco desesperado ao vê-los  tentando fugir que apontei a varinha á esmo e fazer os movimentos que mamãe havia mostrado e falei: - Immobilus! Immobilus! – Um dos diabretes foi atingido, mas parecia não ter surtido efeito. – Immobilus! – O feitiço atingiu o cara de um dos diabretes e ele ficou paralisado. Abri um sorriso e lancei mais um feitiço em outro diabrete: - Immobilus! – O feitiço atingiu mais um diabrete que girou no ar e ficou paralisado. Mirei em dois dos diabretes e falei: - Immobilus! Immobilus! – Os dois diabretes se esquivaram e grunhiram para mim. Mostrei a língua pra eles e lancei mais um feitiço em um deles: - Immobilus! – O diabrete que estava na frente se esquivou e o feitiço atingiu o diabrete que estava atrás dele, que ficou paralisado. Lara já havia imobilizado quatro diabretes e eu só havia imobilizado três. “Mas como?” – pensei, indignado. Mirei o feitiço no diabrete que balançava a gaiola e lancei: - Immobilus! – O diabrete abriu a boca na hora quem foi atingido e ficou imobilizado de uma forma hilária. O outro diabrete investia com força, tentando derrubar a gaiola de cima da carteira, batendo o tempo inteiro nas grades da gaiola. Mirei o feitiço no ultimo diabrete e lancei o feitiço: - Immobilus! – O animal foi atingido pelas costas e ficou paralisado. Olhei para Lara e ela parecia hiper cansada, e eu estava bem mais cansado do que aparentava.

Minha mãe agradeceu á todos pela companhia e falou que poderíamos olhar o tanque com o Grindylow. Eu e metade da turma nos apressamos para olhar o animal agressivo. Rufo, o monitor da Sonserina puxou o pano e todos nós seguramos a respiração ao ver o bicho estranho com a cabeça cheia de chifrinhos, dentes verdes e de cor amarelada. Lara, que estava ao meu lado, fez cara de nojo e eu comecei á rir da cara dela. Mamãe estava tirando algumas dúvidas dobre o Grindylow e eu me aproximei e perguntei: - Eles são como bichinhos de estimação dos sereianos? – Mamãe respondeu a minha pergunta e eu acenei a cabeça concordando. Voltei para a minha carteira e organizei os meus materiais dentro da mochila, peguei a gaiola e coloquei de volta no armário e Lara fez o mesmo. Eu peguei minha mochila e saí de lá, voltando para o salão principal para o jantar.



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Re: 2ª Aula de DCAT

Mensagem por Rufo Villeneuve Lancaster em Seg 15 Jul 2013 - 20:07

Defesa Contra as Artes das Trevas

Poções. Há aula melhor? Todos aqueles aspectos cruciais para o preparo correto e eficiente de um líquido com efeitos benéficos e, em algumas das vezes, maléficos, o que não é ruim. O acumulo de pessoas no salão estava elevado em demasia, já que todos comiam os deliciosos pratos dos elfos domésticos. Pensar em elfos domésticos faz-me lembrar de um comentário excêntrico de que, caso fossem alunos de Hogwarts, seriam lufanos. E pensar em lufanos faz-me lembrar de que não falei "eu lhe amo" para meu pai. Deveria eu ter dito desde a última aula de História da Magia, onde recebemos doses grandes de drama. Ouvir todas as histórias tristes de meus colegas, confesso, é horrível. Abocanhei um pedaço de carne, usufruindo de olhares alheios para os sonserinos ao lado. Sonserinos sempre pendem para bagunça, é inevitável. O suco de abóbora vem após o prato todo ser devorado, o que é um hábito.

As janelas dos corredores eram semelhantes para as de Durmstrang. Eu, detalhista por si só, reparei que os vitrais simples possuíam, também, semelhanças com o meu antigo instituto. Muitas eram as diferenças, claro, começando pelo tempo quente do início do ano letivo e terminando pelas matérias sadias, digamos assim. Andar nunca fora uma das atividades queridas por mim. Desejei estar próximo de minha vassoura, desejei voar até a aula, porém não estava e um feitiço poderia machucar alguém. Não quero machucar algum aluno, isso causaria um pânico. Imaginem uma vassoura voando sem um controlador e, após toda esta loucura, derrubar um aluno, como se houvesse vontade própria? Caos, é como chamamos isto. Evitei aproximar-me das paredes, minhas pernas estavam dando sinais de "falência" e minha mão já estava machucada para ser danificada por mais uma vez.

As aulas estavam me consumindo e minha pilha de deveres apenas aumenta. Livros e livros deveriam ser retirados das prateleiras mágicas e altas da biblioteca. Iria, caso fosse capturar os tais livros após a aula, reencontrar a antiga bibliotecária de Durmstrang. Olivia me dera muitos livros ótimos e minhas visitas ao seu calmo local de trabalho eram constantes, já que os aposentos comunais eram no mesmo corredor. É como um empurrão enorme para os livros, não? Encontrei-me no corredor onde situada estava a sala onde as aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas ocorriam. Os archotes à parede bruxuleavam suas chamas, as mesmas ardentes, causando um efeito luminoso interessante sobre o chão e algumas partes das pedras. Consegui visualizar tudo no interior daquele cômodo, desde o semblante de nossa professora até a posição das mesas. As mesmas estavam em um formato demasiado excêntrico. Ignorei todos ao meu envolto e rumei até uma mesa ao centro, como fazia em quase todas as aulas. Quase todas porque sento-me à frente nas aulas de Poções. O professor Joseph passa-me instruções cruciais e eu as anoto com veemência. Não prestei atenção nas características novas da sala, vivenciando momentos lunáticos.

Poucos minutos passaram após minha acomodação e a diretora da Sonserina já mandava-nos copiar algumas informações. Levei minha mão direita até a mochila localizada ao meu lado, retirando de seu interior uma pena curiosa. Suas funções eram benéficas e minhas mãos agradecem. Uma pena de repetição rápida fora o melhor presente recebido! Deixei-a ao lado do pergaminho e dei ordens expressas para anotar qualquer palavra vindoura de mim. — Vamos lá, minha amiga! Não, não escreva isso, oras! Grindylows são demônios aquáticos. Possuem coloração amarelada e dentes verdes... — contei-lhe tudo o que poderia ser lido no quadro com um tom baixo, como um sussurro. Conheci um grindylow quando o mesmo atacou um aluno de Durmstrang. Foi horrível. Observei as palavras sendo formadas em tinta preta no pergaminho, a caligrafia estava em perfeito estado e legível.

Percebi que terminei à frente dos outros alunos. Eles copiavam com caligrafia arrastada, como se estivessem sendo obrigados a fazer a cópia. Questiono-me se estaria do mesmo modo caso não possuísse uma pena mágica. Os minutos foram passando e, assim que o tempo esgotou, a professora iniciou uma pequena demonstração. Uma criatura fora exposta, deixando-me levemente espantado. Não havia percebido as criaturinhas, entretanto não haviam criaturas por ali... Apenas um tecido arroxeado. O feitiço Immobilus foi o centro da demonstração. Sempre possui dificuldades com alguns feitiços, porém, por mais irônico que for, sou hábil com muitos outros, os feitiços de Transfiguração como exemplos.

Virei-me para o um corvino ao lado, lhe dirigindo uma pergunta. — Quanto tempo já se passaram, você sabe? Eu não quero, sabe, treinar muito — os corvinos sempre eram os mais atentos, mesmo que lunáticos em muitas das vezes. Recebi uma resposta propícia para um belo tempo de treino, porém não me senti desconfortável, o que é estranho. Estudar Defesa Contra as Artes das Trevas não era legal, no meu ponto de vista. Arte das Trevas sempre será o que gosto de estudar. Sei lá... É mais transparente quanto os conhecimentos transmitidos. É o que penso. Minha pena estava copiando as falas da professora e comecei a rir. Havia esquecido de mandá-la parar. — Confusão... — continuei rindo. A pena não sabia o que copiar. Minhas falas ou as falas da professora? Parei com minhas gargalhadas quando notei a criatura agitada à gaiola. Eram familiares, porém não me lembro de onde. Todas as criaturas me fazem lembrar do período e dos alunos que azaravam gnomos nos jardins de Durmstrang. Brutalidade, sempre tão apreciada. Os gnomos saíam, em muitas das vezes, queimados.

Repeti os movimentos da professora Cavendish, fazendo-os atrapalhadamente. Era complicado repetir algo que necessitava de perfeição. Movimentei minha varinha, esperando um resultado bom. É sabido para os estudiosos de varinhas que o material da minha é propício para feitiços complexos, executando-os com facilidade. É isso que eu quero.

Rumei até o rústico armário para pegar uma das gaiolas. Os armários de Hogwarts eram parecidos uns com os outros, conclui. O armário de Poções apenas possuía o diferencial de que era feito com vidraças à frente, rodeado por madeira escura e adornado com alguns pontos pretos. Lindo de se ver. As gaiolas estavam agrupadas, o que facilitou a vida de muitos. Rumei até o mais próximo. Como havia citado, caminhar não é algo legal, mesmo que pouco. Minha superfície pálida tocou com o material ferroso e senti o gélido material, segurando-o com firmeza e o carregando até minha mesa. As criaturas estavam calmas. Estranho, não? Sacudi a gaiola e desejei não o ter feito. Criaturas irritadas estavam à frente, prontas para causar bagunças. Pensei em leves semelhanças com os sonserinos: todos pendem para bagunça. Ah, até eu, muitas das vezes. Evitando, claro, quebrar regras, as quais conheço com perfeição. — Immobilus! — balancei minha varinha bruscamente. Esqueci-me dos movimentos corretos. Nenhum efeito.

Ei, você. Quais são os movimentos, mesmo? — bradei, olhando para o mais próximo aluno, um grifino. Suas feições eram descontraídas. Observei os movimentos do aluno, agradecendo-o em seguida. Já que as ações corretas foram aprendidas, apenas deveria eu executá-las, não? Não. Como sou um completo distraído, minha atenção fora roubada facilmente por Megan, que executava com veemência o feitiço.  A graça estava clara na monitora, deixando-me atordoado e fascinado. Devo ser bom para ser notado por ela... é. — Immobulus! Não... Immobilos! Ah, para... IMMOBILUS! — minha voz soou demasiado alto. Consegui chamar atenção, entretanto não como queria. Todos olhavam para mim como "o escandaloso". Baixei minha cabeça e fui para um canto afastado. Percebi que o feitiço deu certo, pelo menos gritos dão convicção para o feitiço. Gostei de perceber isso.

Treinei o feitiços com criaturas de meus amigos sonserinos. Irritá-los era algo confortante, acho que os mesmos pensam igual, já que me irritam muitas das vezes. Enquanto marchava até o tanque, esbarrei em Megan, fazendo surgir pigmentos rosados em minha pele. Ouvi seus lamentos e apenas confirmei. Observei as águas, observando, também, a criatura em seu interior. Deslumbrante e inacreditável. Rumei, por fim, para os aposentos comunais.
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Re: 2ª Aula de DCAT

Mensagem por Ryan Lewis Schwartz em Qua 17 Jul 2013 - 22:11



DCAT: Corte e Falha.

- Ryan, será que poderia sair do banheiro para podermos nos trocar?

Ryan estava com uma das suas injeções na mão. Enquanto os outros lufanos batiam na porta do banheiro pedindo para que ele saísse, o garoto estava bastante concentrado. Aplicou a injeção logo acima do corte que tinha feito enquanto treinava, se esforçando para não grunhir alto. Ao colocar o conteúdo da injeção dentro do seu corpo, ele retirou a agulha e enrolou o objeto com várias folhas de papel higiênico, de uma forma que ninguém notasse que aquilo era uma agulha injetora. Fechou a caixinha com as outras injeções e, depois de imobilizar a perna com alguns esparadrapos, abriu a porta do banheiro.

- Eu estava dando um jeito no corte que sofri, ok? Não tenho culpa se vocês estão atrasados para o que quer que seja.

E saiu da frente dos garotos.

{...}

Verificou sua perna assim que chegou e sentou em uma das cadeiras da sala de DCAT. Teria de trocar mais uma vez o algodão, já que estava encharcado de sangue, mas o ferimento já começava a cicatrizar, graças a Merlin. Ryan deixou que o tecido da calça cobrisse o esparadrapo que prendia o algodão ao ferimento e esperou vários grupos entrarem na sala de aula. Quando finalmente todos entraram, a professora fechou a porta e começou a sua aula. Dessa vez, a pena não escorregou das mãos do lufano, o que era realmente bom, assim ele não chamava a atenção.

Começou a escrever algumas palavras-chave para conseguir lembrar do que foi dito pela docente quando fosse estudar. Na hora que começaria a escrever sobre os Diabretes, o algodão começou a fazer com que sua pele pinicasse. Ele estava pesado por causa do sangue e se soltava do esparadrapo aos poucos, o que incomodava muito sua pele.

- Professora! - disse e levantou a mão logo após. - Preciso ir ao banheiro! É urgente!

Com o consentimento da docente, Ryan levantou-se abruptamente e saiu correndo em direção ao banheiro. Quando finalmente chegou lá, o algodão encharcado de sangue caiu no chão. Ele apanhou o algodão do chão e o jogou no lixo do banheiro. Ao ouvir passos, dirigiu-se para um dos mictórios e fingiu estar fazendo suas necessidades. A pessoa que entrou no banheiro era, nada mais, nada menos do que o zelador do castelo, William Harvey. O lufano deu um sorriso amarelo para o funcionário e ajeitou suas calças, indo em direção à pia. O zelador começou a cantarolar alguma música que o garoto não conhecia.

Um fio de sangue começou a escorrer por sua perna, avisando a Ryan de que ele precisava de algo para absorver o sangue do corte ainda não cicatrizado. Sem jeito, ele pegou vários papéis de secar as mãos e se mandou dali. No meio do caminho para voltar para a sala, ele ajoelhou-se e secou o sangue que saia do corte.

"Nunca mais eu vou em qualquer banheiro que não seja da comunal!", pensou ele, envergonhado. Ainda era só um garoto, afinal.

Voltou para a sala de aula na hora em que começariam a prática. Ao ouvir as instruções da professora, Ryan foi para a gaiola designada para si e pegou a varinha que estava em seu bolso. Suas pernas tremiam levemente, já que estava com um pouco de medo da reação daqueles bichos. Ao pegar a gaiola e transportá-la para a mesa, começou a senti-la chacoalhar levemente. Quando finalmente a colocou em cima da mesa, vieram os grunhidos que fizeram Ryan se assustar e quase bater na gaiola de uma garota.

-I-I-Immobilus!

Os diabretes começaram a se irritar cada vez mais, chacoalhando a gaiola freneticamente na tentativa de sair dela. Obviamente, o feitiço do garoto não tinha dado efeito. Pior, ele pensou que errou o feitiço de tal forma que fez com que os diabretes se irritassem mais, então hesitou em fazer uma nova tentativa. Mas, quando viu que os outros alunos estavam conseguindo fazer o feitiço, resolveu respirar fundo e tentar mais uma vez.

- Immobilus!

Conseguiu fazer com que um dos diabretes parasse de chacoalhar. Mas, a gaiola chacoalhou tanto que caiu ao chão, o assustando e mais duas garotas próximas a ele. A professora logo interveio, lançando o Immobilus nos outros diabretes.

- Eu falhei... Não foi? - perguntou Ryan, de cabeça baixa.

- Não. Você não falhou. Só precisa de mais treino para lidar com mais de um diabrete! - disse a professora, sorrindo ao final.

O garoto sorriu amarelo, mas sabia que tinha falhado. Ao término da aula, ele arrumou desanimado suas coisas e partiu para a comunal. Ele tinha que dar um jeito naquele corte e se recuperar da falha que tinha cometido. Ryan não estava abalado por causa da falha em si, mas por ter recuado diante de um medo. E era por isso que ele tinha que ficar um tempo sozinho para pensar.

Off:
Eu, particularmente, não gostei dessa aula.
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Re: 2ª Aula de DCAT

Mensagem por Sophie Killer Cavendish em Dom 21 Jul 2013 - 15:10

Notas



Clover Alborne Looken 7,0: Gostei da sua aula, porém acredito que faltou um pouco de criatividade e narração. Notei alguns erros ortográficos, e como também cometo alguns,  relevei todos.

Christine E. Villeneuve 10,0: Você me surpreendeu, adorei a postagem e o fato de ter aceitado todas as minhas recomendações sobre a primeira aula e colocado em pratica na segunda.  Está de parabéns continue assim.

Evelyn M. V. Hotchner 10,0: Querida, estou surpresa com o seu desempenho, pois conseguiu corrigir todos os pontos que pedi na aula passada. Adorei a postagem, achei super criativa e espero sinceramente que prossiga assim.

Megan Villeneuve Hugh 9,5: Adorei a criatividade, soube estruturar a postagem e narrar às coisas da maneira correta, porém não foi tão fiel a minha postagem.

Rufo Villeneuve Lancaster: 10,0: Não tenho do que reclamar zelou pelo português, atentou para a narração e foi criativo.

Stefan C. Cavendish 9,0: Acredito que poderia ter sido mais criativo, e cuidado com a repetição das palavras, quanto ao resto tudo ok. Gostei da escrita, narração e interação. Parabéns.

Ryan L. Gagerdoor 8,0: Gostei da narração porém esperava de você mais criatividade, soube estruturar a postagem e usou corretamente o português.


(...)


Então, uma vez que não teve atividades nem trabalhos à nota foi inteiramente pela postagem.  Peço perdão pela demora na postagem das notas e as notas foram somadas da seguinte forma.


10 da postagem.  (3 Criatividade, 3 Narração, 3 interação com o espaço e colegas 1 estrutura )

Pontos extras:

Melhor Post : Evelyn M. V. Hotchner   - 20 Pontos para a Sonserina.
Melhor Post quanto à estrutura: Rufo Villeneuve Lancaster - 20 Pontos para a Sonserina.


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Re: 2ª Aula de DCAT

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