Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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3ª Aula de HdM

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3ª Aula de HdM

Mensagem por Tétis em Ter 11 Jun 2013 - 18:08

História da Magia

Aula III
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Re: 3ª Aula de HdM

Mensagem por Caleb P. Lancaster em Seg 22 Jul 2013 - 20:17


História da Magia

No café da manhã, saboreei algumas rosquinhas e tomei um pouco de suco, e logo em seguida me dirigi para a sala de História da Magia, onde lecionaria a primeira aula do dia para a turma do segundo ano. Já na sala, com um aceno de minha varinha abri as janelas que eu mesmo fechei no dia anterior antes de deixar a sala e, com um outro balançar de minha varinha, fiz as carteiras se juntarem de duas em duas, formando duas fileiras de carteiras duplas. Sentei-me em minha cadeira e esperei que os alunos chegassem. Conversinhas foram se formando dentro da sala, alguns cochichando coisas que eu não conseguia escutar, outros reclamando por terem um novo professor da matéria sendo que ficariam muito bem sem ela, e eu imaginei se não seria melhor ter deixado as mesas separadas, mas apenas ignorei. Como nas aulas do dia anterior, assim que a sineta tocou anunciando o início daquela aula, acenei minha varinha e fiz com que ela se fechasse, desta vez com um estrondo, chamando assim atenção dos alunos e acabando com todo o papo. Sorri sarcasticamente encarando alguns desavisados que se assustaram e levantei-me, ficando de frente para eles. - Bom dia, turma do segundo ano! Eu sou Brian Scott Windsor, o novo professor de História da Magia de vocês. Me chamem como preferirem.. Professor Brian ou Professor Windsor sempre ajudarei no que precisarem. - olhava cada um, numa tentativa de gravar cada rosto ali presente. - Há apenas duas únicas coisas que precisam saber sobre minha aula, primeira: eu detesto conversas durante a explicação. Pretendo ser um bom professor e tentar ser amigo de vocês, mas falar junto comigo é uma coisa que não vai rolar. Então, sempre que quiserem falar algo, levantem a mão, combinado?! - eles assentiram e eu continuei. - Segunda coisa: enquanto eu estiver falando também não quero ninguém copiando nada, apenas prestem atenção. Lhes darei tempo para copiar tudo após a explicação. - fiz uma breve pausa. - Estou aqui sim para substituir a antiga professora, mas, também estarei aqui no próximo ano, portanto, gostaria que cada um de você se apresentassem, ok? - eles assentiram mais uma vez e eu fiz um sinal discreto com a cabeça incentivando um(a) aluno(a) das primeiras carteiras a começar. Ele(a) assim o fez, seguido de sua dupla e dos demais alunos, até que todos já haviam se apresentado.

- Bom.. Vocês já começaram a estudar os fundadores de Hogwarts, certo? - os alunos fizeram que sim e um deles levantou a mão. - Diga.. - fitei-o(a). - Na última aula a antiga professora nos deu um pergaminho falando sobre Godric Gryffindor e Helga Hufflepuff, mas não explicou sobre eles.. - disse ele(a). Pensei um pouco sobre o que eu poderia fazer a respeito daquilo, e logo uma ideia me veio à mente. - Tudo bem.. Podemos dar um jeito nisso.. Mas antes, vamos a matéria dessa aula: Salazar Slytherin e Rowena Ravenclaw. - acenei para o quadro e esses dois nomes apareceram em letras bem grandes. Fitei os alunos e vi um dos que estavam sentados mais ao fundo arrumando seus materiais para começar a copiar. Pigarreei e ele se voltou para mim. - Sem copiar enquanto eu explico, se lembra? Ou será que tem o cérebro do tamanho de um rato e já esqueceu? - a turma soltou algumas risadas, e o aluno, resmungando, deixou seus materiais de lado na mesa. Sorri sarcasticamente mais uma vez, lembrando-me de meus tempos como aluno em Hogwarts, e eu com certeza dava muito mais trabalho que aquele garoto.

Acenei minha varinha em direção ao quadro mais uma vez e apenas um nome permaneceu no mesmo: Salazar Slytherin. -Há uma lenda que conta que Salazar Slytherin era uma decepção para sua família, pois não tinha muito talento mágico, até que conheceu e apaixonou-se, ainda quando pequeno, por Rowena Ravenclaw. Ele então começou a ganhar poder, graças a Rowena, que era sua fonte de poder. O tempo foi passando e Slytherin foi tornando-se cada vez mais poderoso, e sempre junto à sua amada Rowena, ele aceitou a proposta dela de fundar uma escola de magia junto à Godric Gryffindor e Helga Hafflepuff. Mas cada vez mais, Rowena ia distanciando-se de Salazar, e junto à ela seu poder. Ele percebeu como ela e Godric olhavam-se, e sentiu-se abandonado por seu amor e consequentemente por seu poder. Rowena passou a amar Godric, e abandonou Salazar. Desesperado, Salazar recorreu às Artes das Trevas, para restabelecer seu poder e assim reconquistar Rowena. Pelos demônios foi-lhe dado uma espada mágica, a nova fonte de poder de Slytherin, fazendo com que ele não precisasse mais de Rowena para ser poderoso. Mas ele ainda a amava e seu poder crescente não a trouxe devolta para ele. Salazar pôs em si mesmo um encantamento, para que quando ele morresse anos mais tarde ele torna-se a ressuscitar e consegui-se finalmente ficar com a sua amada Rowena. Salazar Slytherin ficou com fama de bruxo das trevas e sua casa a Sonserina, com fama de apenas formar bruxos maus.. - fitei novamente os alunos da sonserina que agora pareciam até espantados, mas eu logo falei. - Como eu disse, isso é uma lenda.. Mas, o começo não é real, professor? - tentei imitar falhamente a voz de uma garotinha e a classe pôs-se a rir. - Sim.. O amor de Salazar por Rowena, e o abandono de sua amada é verdade.. Mas não se sabe se ele realmente se enfeitiçou para ressuscitar, afinal, após sua morte, nunca mais se ouviu falar dele.. E essa história de a Sonserina apenas formar bruxos maus, creio que é apenas um mito também, afinal olhem para mim! Sonserino com orgulho e tão bonzinho! - dei uma piscadela para eles e segui até uma mesinha ao canto da sala e tomei um gole da água que ali estava.

- Salazar Slytherin foi um dos quatro fundadores de Hogwarts. A casa fundada por ele foi a Sonserina, cujo as cores são verde e prateado e o símbolo é uma serpente. Algumas das qualidades que prezava em seus alunos eram: a ambição, sede pelo poder, desprezo pelas regras, criatividade, determinação, astúcia e principalmente ter sangue-puro. - a cada qualidade dita eu erguia um dedo, precisando assim usar as duas mãos enquanto voltava para a frente da turma. - Conta-se que Salazar Slytherin tinha um ódio tão grande por trouxas e alunos nascidos trouxas, que construiu uma câmara no interior da escola, cuja localização ninguém sabia, nem mesmo os outros fundadores da escola. Dentro da câmara secreta, vivia um basilisco, também conhecido como rei das serpentes. um Basilisco é uma cobra que pode alcançar o tamanho gigantesco e viver centenas de anos. Nasce de um ovo de galinha chocado por uma rã.. Bem, não vão inventar de fazer isso, ok? - alguns alunos riram, outros pareciam se interessar mais no que eu falava. - Salazar possuía o dom da ofidioglossia, ou seja, podia falar com as cobras. Ele usava isso como um método especial para controlar a gigantesca serpente: dava-lhe instruções para que ela se locomove-se pela escola por meio dos canos de esgoto, assim a serpente atacava os alunos nascidos trouxas, não com suas presas venenosas e letais, mas com seu olhar mortífero sem deixar que ninguém descobrisse o que causava aquelas mortes, pois todos que são fixados pelo olhar de um basilisco sofrem morte instantânea. Este dom tornou Salazar muito famoso e por isso o símbolo da Sonserina é uma serpente. - tudo que eu falava aparecia escrito no quadro, mas como fora lhes dito, ninguém estava copiando.

- Vamos falar agora de Rowena.. Rowena Ravenclaw quando criança era muito rebelde mas apesar disso bastante inteligente. Durante a sua vida foi sempre bastante pessimista mas mesmo assim corajosa. Em quanto criança viveu com os seus pais bruxos, que não ligavam muito para ela, por isso aprendeu sozinha tudo o que soube, o que não foi pouca coisa. Ela adorava jogar quadribol com os irmãos e tinha também um dom imenso para magia, pois ela possuía uma inteligência inacreditável e uma mente sempre alerta, ela era umas das melhores alunas da sua classe e todos sempre ficavam impressionados com a inteligência dela. - dei uma pequena pausa e peguei minha cadeira, colocando-a de frente para a turma e me sentei. - Rowena tinha quatro irmão e era a irmã mais nova de todos eles.. A diferença não era muita mas fazia com que eles não ligassem muito para ela. A verdade é que ela sempre se sentiu sozinha e muito revoltada, como os pais não lhe davam muita importância a única coisa que ela que ela sempre quis lhes mostrar foi que era uma grande pessoa. Para isso ela utilizou toda a sua inteligência para sempre ser a melhor aluna da escola. Ainda assim, seus pais nunca acreditaram em seu potencial mágico, apesar de ela tirar as melhores notas da escola. Sua mãe era uma mulher muito amorosa com Rowena, mas sempre se orgulhou mais dos outros filhos. Seu pai era muito rigoroso, queria que a Rowena se tornasse a melhor em tudo, sem se tocar que ela já era. Tempos depois, junto com seu namorado, Salazar e seus amigos, Helga e Godric, Rowena foi uma das fundadoras de Hogwarts. Foi a fundadora da incrível casa Corvinal, que tem suas cores azul e bronze e o símbolo é uma águia. Os membros da Corvinal são inteligentes, perspicazes e gentis, ainda que misteriosos. Possuem uma grande sede de conhecimento e pensam rápido na hora de dizer algo gracioso. Essa casa também tem fama de ter as meninas e os meninos mais bonitos de toda a escola, mas talvez isso seja só coincidência ou mito.. - ri quando alguns alunos de outras casas reclamaram e sorrisos brotaram nos rostos dos corvinos.

- Bem.. A explicação foi um tanto quanto longa, portanto, não precisam copiar nada! Quando estiverem saindo peguem estes pergaminhos em cima de minha mesa.. - levantei-me e mostrei-lhes os papéis - ..e neles terão tudo o que foi falado na aula de hoje. Antes de sair porém, quero que me façam um relatório sobre um dos fundadores de Hogwarts. - acenei minha varinha na direção deles e os detalhes das vestes de todos mudaram de cor, e cada dupla possuía a mesma cor nas vestes. - O relatório deve ser feito sobre o fundador da casa cuja a cor aparece em suas vestes.. Podem usar o pergaminho que tem da última aula, o resumo do quadro ou informações do livro de vocês. Quero um relatório por dupla. Podem começar. - levei minha cadeira de volta para trás de minha mesa e me sentei, apoiando-me na bancada à minha frente enquanto eles conversavam e escreviam.

Minutos e mais minutos se passaram até que a primeira dupla me entregou a tarefa. Fiz com que suas vestes voltassem as cores normais, lhes entreguei o pergaminho com a matéria e os dispensei. Aos poucos as outras duplas foram acabando e eu repetia tudo que fizera com os primeiros alunos, até que todos já haviam deixado a sala. Fiz as carteiras voltarem para seus lugares e também deixei a sala, rumando para o salão principal.
Observações:
- Aulas com menos de 25 linhas não terão nota.
- Avaliarei criatividade, interatividade e coerência.
- Um aluno da dupla deverá me enviar a atividade, feita pelos dois, por MP, contendo o assunto "Alunos - Casa - Ano"
- Só aceitarei postagens feitas até o dia 05/08.

Pontos extras:
20 pontos para a casa do aluno com melhor post.
20 pontos para a casa da aluna com melhor post.
15 pontos para a casa de cada aluno da dupla que apresentar a melhor tarefa.
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Re: 3ª Aula de HdM

Mensagem por Evelyn M. V. Hotchner em Dom 28 Jul 2013 - 17:05



Conhecimento e raiva

Havia um pequeno alvoroço entre as turmas que tinham aula de História da Magia com a antiga professora Nataly, que agora ia ser Ministra. Eu estava verdadeiramente feliz pela ex-professora, afinal era uma feminista e uma mulher ter subido de patamar e alcançar tal poder realmente me deixava feliz. Os alunos agora tentavam adivinhar qual seria o substituto da professora Nataly. "Tomara que seja um professor com um pavio realmente curto" pensei "Um que não suporte barulhos irritantes e dê uma boa lição naqueles que fizerem algo chato. Os alunos do segundo ano merecem um professor assim". Eu dei mais uma dentada no meu sanduíche e então puxei minhas anotações de História da Magia. Esperava estar pronta para o caso do novo professor querer perguntar algo. Terminei meu sanduíche, meu suco de abóbora e então levantei-me. Dei um tchau desanimado para Megan e então parti para a sala de História da Magia.

Meus passos ecoavam nos corredores vazios. Eu já me acostumara. Era quase sempre uma das primeiras a chegar na sala, porém hoje não demorou muito para que eu ouvisse o suave ruído de passos atrás de mim. "Eles devem estar realmente animados e curiosos, para saírem da mesa tão cedo" pensei enquanto checava o relógio. Quando cheguei na porta da sala, uma surpresa me atingiu e eu deixei transparecer no meu rosto. "Ah, ótimo. Mais um professor que tenta nos fazer socializar?" pensei enquanto encarava as carteiras em duplas "Quando os professores vão nos deixar em paz quanto ao quesito trabalho em grupo? Eu não aguento mais!". Eu supirei, exausta. Como meu cargo era de uma simples estudante, eu não tive outra escolha a não ser sentar numa das carteiras mais próximas ao professor. Perguntei-me quem teria coragem de sentar ao meu lado. Provavelmente, a carteira ao lado ficaria vazia até que todas as outras estivessem cheias.

Porém, não foi o que aconteceu. Enquanto eu distribuía meus materiais na minha carteira e ouvia os alunos chegando e ocupando lugares, ouvi a cadeira ao lado ser arrastada. Eu ergui os olhos. "Ah, é claro" pensei "Não podia ser ninguém além da Megan". A garota me lançou um sorriso e eu lhe lancei um olhar de pura gratidão. Ela era a melhor amiga que eu poderia encontrar ali. Eu passei então a observar o novo professor. Ele era alto, de porte atlético e de cabelos e olhos castanhos. Parecia bem-humorado e nada do que eu havia torcido para que ele fosse, mas afinal, as aparências enganam e a esperança é a última que morre, então simplesmente me pus a esperar o início da aula. Quando a sineta tocou, um estrondo foi ouvido. A porta havia se fechado. Já tinha me acostumado com aquilo, afinal, já havíamos tido todos os tipos de professor naquela escola, desde o professor esquisito e mal-humorado de Defesa Contra as Artes das Trevas até a bondosa e bem-humorada Lillith de Feitiços.

O professor nos lançou um sorriso sarcástico, então se levantou e se apresentou. Anotei rapidamente seu nome no meu pergaminho e então ergui meus olhos novamente. O professor agora estava ditando algumas regras de convivência básicas. A primeira regra eu achei básica, óbvia e digna, afinal, alunos conversando enquanto professor explicava não era uma mistura que desse certo. Porém, a segunda regra me chocou. "Como assim, sem copiar?" pensei, chocada. Minha mão se afrouxou e a minha pena caiu suavemente no chão enquanto minha boca se abria. "Não dá para ficar sem copiar" pensei "E quanto às minhas anotações e rabiscos?". Eu encarei, chocada, o professor enquanto ele mandava alguém se apresentar. "Ah, ótimo. Além de me proibir de fazer anotações, ainda quer que eu fale em público?" pensei "Achei ofensivo.". Rapidamente, meu rosto se transformou de choque em uma expressão clara de aborrecimento e infelicidade. Quando chegou a minha vez, eu suspirei, cansada.

 - Meu nome é Evelyn Marie Villeneuve Hotchner. Meus avós por parte de pai eram alemães e minha mãe é francesa. - falei irritada - Sou sonserina e me orgulho disso.

Eu me sentei novamente. "Absurdo" pensei enquanto cruzava os braços, tentando controlar a vontade de sair socando as coisas "Talvez minha mãe realmente tenha razão e eu tenha um mau gênio". O professor então esperou que as apresentações cessassem para fazer uma pergunta. Em parte porque eu não queria ajudar e em parte porque eu tinha a sensação de que se erguesse minha mão acabaria estrangulando alguém, eu não me dei ao trabalho de ajudar o professor. Enquanto todos assentiam, mantive meu queixo erguido, como um desafio. Eu cerrava meus dentes com tanta força que eu duvidava que a língua fosse o músculo mais forte do corpo humano. O professor então lançou uma piada para cima de um aluno no fundo da classe que estava se preparando para copiar. Eu fechei meus olhos e comecei a contar.

"Lembre-se: se você explode de raiva, eles ganham. Mas, se usa sua raiva com sabedoria, ninguém perde." lembrei das palavras de meu pai enquanto me ensinava como redirecionar a raiva. Respirei fundo e me concentrei no professor, tentando ouvir sua explicação. Infelizmente, o mesmo estava conversando sobre um assunto já batido que eu já havia pesquisado tempos atrás. Às vezes era ridículo ser uma leitora compulsiva. Eu já não conseguia sentir meus braços, então passei a balançar a perna. "Controle sua raiva" uma voz me avisou "Se você explodir, só vai perder pontos da Sonserina". Porém, um caso de amor entre Salazar e Rowena não era algo realmente interessante. Eu comecei a respirar fundo e devagar, lutando contra a parte de mim que queria levantar e ir embora.

Eu me deixei levar pela explicação do professor sobre Salazar, a usando como plano de fundo para repassar na minha mente tudo o que eu sabia sobre ele. Por um segundo, me distraí ao saber que o professor era sonserino. "Se fosse bonzinho nos deixaria copiar" pensei e então voltei ao meu mal-humor. Ofidioglota, incompreendido, excluído, teimoso. Com certeza parecia bastante comigo. Será que ele também já teve vontade de explodir? Considerando a profissão que escolheu, provavelmente não. Meus devaneios forram interrompidos por uma onda de risadas. Eu então suspirei e voltei a me focar nos fatos. A câmara secreta. Deve ser fascinante vista por dentro. Pensei em todas as possibilidades e no que poderia ter lá dentro, logo ficando mais relaxada. Parei de sacudir minha perna.

Eu então descruzei meus braços calmamente e os estiquei à minha frente. Era legal relaxar enfim. Passei a escutar então a explicação do professor sobre a fundadora da corvinal. Particularmente, eu não ia com a cara dos alunos da corvinal. Meio irônico, já que minha mãe fora corvina quando estudara em Hogwarts, mas a vida é um poço de ironia. Assim como eu. O professor continuava falando e então foi quando ele acabou de falar de Rowena que eu ergui minha mão. O mesmo me deu permissão para falar.

 - Com todo o respeito, senhor. - comecei, meio irritada e meio irritante - Sei que o senhor está falando de rumores, lendas e que é sua obrigação nos passar a matéria e como somos vistos, porém, creio eu que toda a sonserina saiba como é ter fama de ser mau. E alguns de nós realmente são. Porém, temos também alunos tão bons e gentis quanto se pode ser, então, só para deixar claro: são rumores. Lendas. Preconceitos. - recuperei o fôlego - Assim como nem todos os alunos da corvinal são inteligentes, nem todos nós são excluídos e de natureza ruim. Sem querer desrespeitar, só deixando claro para que os estudantes corvinos não fiquem - fiz aspas no ar com os dedos - "Se achando" e os sonserinos fiquem mal. Agradeço pela atenção e pelo tempo. Continue, por favor.

Eu me sentei, feliz, em meu lugar. Fazia tempo que não me sentia tão leve. "Papai estaria orgulhoso de mim" pensei "Eu nunca consegui controlar a raiva quando pequena". Suspirei então e me concentrei em escutar as instruções do professor. Gostei um pouco mais dele quando o mesmo nos disse que nos daria um pergaminho com o conteúdo da aula escrito. O mesmo então nos passou um dever e fez um feitiço. Imediatamente, olhei para baixo. Suspirei, aliviada. Minhas vestes estavam ainda verdes e pratas, assim como as vestes da Megan. "Acho que ele resolveu ser bonzinho para variar" pensei.

 - Megan, eu já li bastante sobre Salazar. - falei - Se importa se eu fizer uma redação e você corrigir no final?

A mesma concordou e então eu comecei a minha redação. Por sorte, minha mãe gostava de confiar em escolas trouxas e havia me posto em vários cursos avançados enquanto eu estudava com os mesmos. Minha pena arranhava o pergaminho produzindo o som mais tranquilizante do mundo depois da voz do meu pai: o som de pensamentos sendo transferidos da mente e dando vida a uma redação. As palavras se formavam graciosamente e eu me sentia bem melhor anotando as coisas. Megan então passou a corrigir minha redação por um tempo, dando sugestões criativas e nós duas fomos uma das primeiras duplas a terminar o trabalho. Fomos até o professor, entregando nosso trabalho e pegando o pergaminho com o conteúdo. O professor fez um gesto com a varinha e então eu dei de ombros e saí de perto do mesmo. "Tudo bem, não foi tão mal assim" pensei enquanto puxava minha mochila e saía da sala com a Megan ao meu lado.


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Re: 3ª Aula de HdM

Mensagem por Caleb P. Lancaster em Qua 14 Ago 2013 - 15:48


Notas


Evelyn M. V. Hotchner: Sua narração é ótima. Gostei bastante do modo como narrou as coisas, seus pensamentos que fazem o post ficar agradável de se ler e o modo como você transmite para os outros o que está sentindo.

Nota: 10

20 pontos para a Sonserina pelo post de Evelyn M. V. Hotchner
15 pontos para a Sonserina pela tarefa de Evelyn M. V. Hotchner

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Re: 3ª Aula de HdM

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