Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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3ª Aula de Herbologia

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3ª Aula de Herbologia

Mensagem por Tétis em Ter 11 Jun 2013 - 18:23

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Re: 3ª Aula de Herbologia

Mensagem por Kenton Willians Lancaster em Qua 17 Jul 2013 - 11:30


Atravessei o primeiro corredor que via logo à frente, com várias armaduras presas nas paredes de pedra do local, junto com pequenas tochas que iluminava o lugar. Pegar os corredores internos para ir até o sítio das estufas seria a primeira opção caso o bruxo não queira pegar um largo caminho até as mesmas. Mas ao contrário os terrenos proporcionava um bela visão das colinas que circulava a ilha de Hogwarts, junto com os reflexos do sol no lago negro e também as árvores da floresta proibida. Alguns alunos já estavam a caminhar para a estufa de número dois, a que eu leciono para as pestes dos segundanistas. - Ahh, daqui uns anos vocês chegam lá. - Digo sorrindo ao ver o desânimo dos alunos, olhos caídos, corpos curvados, parecia que havia andado durante meses, sem ao menos parar. Atravessei-os ao ver que a porta da estufa de número dois estava próxima. Endireitei-me e adentrei à mesma vislumbrando os baldes com bulbos salteadores que eu havia pedido aos elfos para arrumarem. Alegrei-me ao ver que finalmente os alunos já iam chegando e posicionando na extensa mesa.

Passado cinco minutos eu ergui os baldes e os coloquei sobre a mesa onde os alunos estavam. Um barulho ali, outro aqui, os pequenos feijões pareciam nunca parar e saltitar. - Bom dia ! - Cumprimentei-os fixando meu olhar neles e em seguida no ruído que os bulbos faziam na superfície do balde de alumínio. - Felizmente as aulas j[a estão acabando e as férias chegando. Eu não poderia deixá-los ir sem estudar uma incrível plantinha. - Contemplei os sorrisos dos alunos que, por mais esforço que eles fizessem, não conseguiria sorrir melhor. - Bom, eu trouxe hoje para vocês alguns Bulbos Salteadores, alguém poderia vir aqui na frente dizer aos colegas o que essa planta faz ou tem ? - Alguns alunos tentaram vir à frente, mas acho que a sabedoria deles não permitiu. Porém, o que eu esperava que ocorresse finalmente aconteceu, um deles saiu de sua posição e veio até a frente, pronunciando corretamente a explicação dos bulbos salteadores. - Exato, meus parabéns. Mas antes deu fazer uma explicação mais avançada, peguem seus materiais de anotação. - Vi penas e pergaminhos sendo retirados de mochilas, vi as pontas das penas sendo mergulhadas em tinteiros pretos e azuis, e finalmente aguardavam minha explicação.

- Essas queridas plantas, como podem ver, são altamente ativas, elas não param de pular, vivem salteando de um lugar para o outro, por isso elas se encaixam no grupo das plantas móveis e com sentidos. - Parei para ouvir as penas arranhando os pergaminhos e finalmente palavras começando a aparecer na superfície parda do papel. - O mais interessante desses feijões anormais são que eles lançam um pus nos olhos do bruxo quando eles se sentem ameaçados. Digamos que, se eu aproximar de um deles agora eles lançaram esse pus no meu olho. Alguém se responsabiliza em demonstrar esse ato pros colegas ? - Eles deram risinhos e murmuram algo como nunca ou então de jeito nenhum. - Vale lembrar que esse pus deixa o bruxo cego durante duas horas, isso quando o mesmo (pus) entra em contato com o globo ocular, se você fechar bem direito, não entrará. - Agora ficaram surpresos, visto que eu deixaria qualquer um deles ficar cego durante duas horas, por falta de atenção deles.

- Bom, para evitar que isso ocorra vocês podem tentar lançar o feitiço Immobilus neles, é fácil, creio que já aprenderam, se não, vamos praticar. - Ergui os olhos ao ver que os alunos sacavam a suas varinhas da veste e logo mais guardava os utensílios de escrita. - Como muitos sabem, o segredo de fazer um feitiço é pronunciá-lo corretamente e mexer a varinha também correto. Então, quando forem dizer Immobilus, botem um acento agudo no "o" e em seguida dê um tom forte em "mó". - Ajudei-os na pronúncia e logo em seguida saquei minha varinha e mirei para uma mimbulus mimbletonia que ficava numa pequena e curta horta. - IMMOBILUS ! - A planta rapidamente parava de se mexer. - Pratiquem nas plantas primeiramente, depois passamos para os bulbos salteadores, terão vinte minutos para praticar.

20 minutos depois ...

Eles tiveram grande sucesso, afinal, estavam prontos para os salteadores. - Agora, será um pouco mais difícil, vai exigir uma boa pontaria de vocês, visto que eles salteiam. Formem duplas, antes de tudo ... - Transitavam de um lado para o outro procurando um parceiro pra aula prática. - Certo. A dupla deverá pegar dez bulbos salteadores, sendo cinco com o feitiço e os outros cinco à mão, ou seja, peguem um balde com tampa e coloque-os lá dentro no final da aula. Quando forem pegar usando a mão, o pus sairá, já que com o feitiço Immobilus, se você ser ágil ele não lançará o pus em você. Uma dica, deixe-o sem saída e você conseguirá. - Liberei as tampas e derrubei os baldes no chão fazendo com que dezenas de bulbos saíssem pela estufa. Movimentei a varinha e a porta se fechou rapidamente.

30 minutos depois ...

- Foram perfeitamente bem, acho que ninguém deixou o pus entrar em contato com o olho, certo ? - Indaguei-os e em seguida notei balanços de cabeça negativos. - Muito bem, quero que todos você tenham ótimas férias, divirtam-se muito e próximo ano estarei aqui, novamente para atormentá-los. - Sorri para eles ao ver que estavam um tanto que sujos de pus. - Certo, avaliarei melhor depois, estão liberados. - Noto todos indo embora e em seguida fico pensando nas aulas anteriores.

Duplas:


- Se algum aluno tiver com parceiro(a) inativo(a), por favor, faça como se fosse um NPc -

* Caterine e Evelyn
* Rufo e Ryan
* Christine e Megan
* Clover e Lara
* Stefan e Thierry
* Zoey

Observações:


* Post com menos de 17 linhas será zerado.
** Não cobrarei muito os erros ortográficos, sendo que eu mesmo tenho os meus.
*** Sem cores exageradas. Template padrão para as aulas.
**** Aula prática deve ser a mais valorizada, por favor.
***** Aula terá valor de 5 pontos, a prática 5 pontos.

Pontuação das Casas:


+ 30 pontos à melhor dupla.
+ 20 pontos à razoável dupla.

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Re: 3ª Aula de Herbologia

Mensagem por Evelyn M. V. Hotchner em Sex 26 Jul 2013 - 16:16



Bulbos? Ah, não!

Eu bocejei mais uma vez enquanto andava pelos corredores. O sono havia me escapado na noite anterior, mas hoje parecia estar mais presente do que nunca. "Se essa não fosse a última aula de Herbologia, eu teria dormido um pouco mais" pensei "Não quero me atrasar para a última aula do ano que meu tio vai nos dar.". Eu esfreguei meus olhos devagar e então adentrei a sala. Eu estava tão sonolenta que fui andando devagar para uma das carteiras na frente da sala mesmo antes de cumprimentar o professor. Foi aí que eu vi. Não era o meu professor, eu estava na sala do primeiro ano. Pude sentir alguns olhares curiosos sobre mim e me curvei para o professor em sinal de respeito.

 - Perdão, eu me perdi. - falei.

 - Tudo bem. - disse o mesmo.

Eu então tratei de sair rapidamente da sala. O incidente, por mais que houvesse me deixado meio envergonhada, havia servido para me acordar mais. Minha mente despertou de uma vez, me guiando para as estufas. Eu então dei mais um bocejo e me apressei para encontrar a estufa de número dois. "Só eu mesmo para conseguir confundir uma estufa ao ar livre com uma sala dentro do castelo" pensei enquanto franzia a testa de frustração. Com isso, tinha acabado de perder minha vantagem. Era preferível que eu houvesse permanecido na minha cama ao invés de desperdiçado meu tempo por um pequeno erro de cognição. O professor já estava na estufa quando eu cheguei. Ele se encontrava na cabeceira da mesa, perto de alguns baldes que pareciam fazer barulhos. "O sono está me dando até alucinações agora" pensei "Eu vou dormir bem cedo hoje. Mas se bem que eu tenho que estudar para os exames finais...". O professor me tirou das minhas observações e da diagramação do meu roteiro diário e da minha rotina de estudos ao nos cumprimentar alegremente. Eu me posicionei perto do mesmo em uma das fileiras de aluno ao longo da mesa. Ele então nos disse o que iríamos estudar naquela aula e eu fiquei animada, afinal, eu havia estudado aquilo sozinha. Quando o professor nos perguntou o que era, eu rapidamente tratei de ir em frente aos outros e responder sua pergunta.

 - O Bulbo Salteador é conhecida como contorcionista e ataca geralmente o rosto dos bruxos quando se sente ameaçado pelos mesmos. - falei devagar - Seu pus esverdeado é somente tóxico aos olhos, pois, quando o Bulbo Saltador esguicha um jato de pus nos olhos do bruxo como meio de defesa, deixa-o cego durante duas horas, porém o pus também é muito valioso e é usado como ingrediente principal, por exemplo, na Solução de Fazer Inchar.

Eu voltei para o meu lugar devagar e então o professor disse que iria fazer uma explicação. Rapidamente, puxei minha mochila, tirando da mesma o pergaminho, o tinteiro e uma pena. Eu olhei em volta, tentando achar um lugar onde apoiar meu pergaminho, mas não havia nenhum lugar disponível. "Plantas malvadas, ocuparam todos os lugares" pensei "Agora vou ter que escrever sem apoio". O professor começou a falar e então eu me apressei em copiar com cuidado sua explicação, minha letra saindo quase ilegível pela falta de um apoio decente. Assim que o professor falou sobre demonstrar aquilo para seus colegas, eu ergui meus olhos. "Isso seria tão útil para derramar nos olhos de algumas pessoas" pensei "Quase tão útil quanto um diabrete de estimação". Eu voltei a copiar quando o professor voltou a ditar a explicação propriamente dita. O professor então nos disse para que treinássemos com algumas outras plantas. Eu, imediatamente, fui para perto da planta mais irritante de todas: a hubre. Uma planta extremamente pequena, delicada e irritante, ela era meio pequena e muito fofa. Tinha a aparência de uma flor, com pétalas e folhas que se moviam. Eu fui até ela e, mal cheguei perto, a mesma já começou a tagarelar.

 - Ora, você aqui de novo? - perguntou criticamente - Por que não brinca com as outras plantas e me deixa em paz?

 - Por que você é irritante. - falei sinceramente e então empunhei minha varinha.

 - Você não pretende me paralisar realmente, não é? - perguntou a planta - E eu não sou irritante!

 - Immobilus! - falei, seguindo as instruções do professor.

 - Você não é muito boa com isso, não é? - perguntou a planta.

 - Immobilus! - repeti, lembrando do movimento com o pulso.

 - Você deve ser realmente muito desprezada pelos seus colegas se não consegue nem... - ela ia dizendo.

 - Immobilus! - quase berrei, colocando toda a minha determinação no feitiço.

Finalmente, a planta ficou imóvel, as pétalas e folhas paradas. Na verdade, eu nem precisava ver as pétalas e folhas. Irritante como era, aquela planta já teria falo algo estúpido se tivesse uma oportunidade. Eu suspirei de alívio enquanto finalmente conseguia pensar direito. "Eu não lembro o que fiz de errado, aquela planta me deixou irritada" pensei enquanto voltava para o meu lugar próximo ao professor. Eu quase o esganei quando ele disse que deveríamos formar duplas. "Qual é o problema em fazer as coisas sozinha, ein?" pensei "Eu odeio pessoas, por que tenho que fazer minhas coisas com elas?". Eu estava quase pedindo para o professor para que eu pudesse fazer sozinha quando uma garota que parecia gentil me pediu para ser sua dupla.

 - Claro. - eu falei, surpresa - Acho que não nos conhecemos. Eu sou Evelyn.

 - Caterine. - a garota disse docemente.

Eu propus, meio incerta, dividirmos o trabalho entre nós, sendo que eu ficaria com a tarefa de pegar dois bulbos com feitiço e três à mão. Ela concordou e então nós nos dividimos, porém ambas trabalhando uma ao lado da outra. Eu preferi começar com os bulbos por feitiço. Eu acabei sem entender direito o que o professor falou, no fim. "Como assim pegar os bulbos com a mão? Ele quer que a gente não use a varinha, é isso mesmo produção?" pensei. Mas, meu plano falhou assim que o professor derrubou os baldes no chão.

 - Caterine! - gritei.

 - Quê? - ela gritou de volta.

 - Esquece o plano! Pega quantos puder! - falei enquanto corria atrás de um bulbo que passou por mim.

Ele saltitava pela sala. Era muito estranho. Pequeno e saltitante, ele parecia mais um cachorro, só que verde e marrom. Eu corri para pegar um balde e uma tampa enquanto tentava achar algum bulbo que parecesse mais frágil. Achei um, ligeiramente menor do que os outros e então passei a segui-lo. Ele saltitava para a direita, então esperei um momento antes de colocar o balde na sua frente, mas o bulbo se desviou rapidamente, sem nenhum problema, e saiu saltitando pela sala. "Mas que coisa!" pensei enquanto corria atrás dele, esbarrando em alguém no caminho.

 - Perdão! - falei.

Estava um pandemônio na sala. O professor nos observava, parecendo se divertir. Eu até tentei convencer a planta a entrar no balde falando coisas do tipo "Vai ser legal", mas ele parecia não acreditar muito em mim. Eu corri atrás dele e então tive uma ideia. Cheguei o mais perto que pude e, quando a planta pulou, eu joguei o balde. A planta entrou no balde, que continuou voando baixo até parar perto da parede. Eu corri e levantei o balde enquanto ele tentava saltar para fora. Com muito esforço, consegui tampar o mesmo. "Um a menos" pensei enquanto deixava o balde na mesa do professor e saía correndo novamente. Eu tentei achar outro bulbo que não estivesse sendo perseguido. Era fácil, até porque a maioria dos alunos não tinha pego mais que um bulbo. Eu então corri atrás de outro bulbo, pulando por um aluno que estava deitado, provavelmente por ter tropeçado.

 - Cuidado com a cabeça! - falei enquanto pulava.

 Eu caí com cuidado. Quase caí para frente, mas alguém me puxou pelas vestes para trás.

 - Obrigada! - falei para Caterine e nós duas saímos correndo em seguida.

O bulbo que eu estava perseguindo saltava ligeiramente mais alto que o anterior. Eu quase caí mais uma vez e tropecei tantas que perdi a conta. Cansada, eu puxei minha varinha, me concentrei e mirei na planta.

 - Immobilus!

O feitiço passou pelo bulbo no qual eu mirava e acabou atingindo outro bulbo. Eu então corri para pegar o que tinha ficado parado e colocar o mesmo num balde. Tampei o bulbo e peguei outro balde, saindo em desparada. Eu estava começando a cansar. "Pelo menos é um bom treino para pegar a goles" pensei. Eu então tentei a mesma técnica com o bulbo maior: quando ele saltou, eu joguei o balde, mas esse era mais esperto. Ele saltou para o lado enquanto o balde batia na parede, fazendo um grande barulho. Eu puxei o balde e virei, mas acabei pisando em algo escorregadio: pus de bulbo. Eu caí no chão, fechando bem os olhos. Meu corpo bateu dolorosamente no chão, mas eu faria o inventário de cortes e hematomas depois. Levantei, apressada, e então olhei em volta, procurando o bulbo. Encontrei algo diferente: Caterine estava perto de mim e um bulbo se virava para ela. Eu então corri e levantei a tampa do balde que eu segurava na frente do rosto da mesma. O pus bateu na tampa e respingou em nós duas. Ela me agradeceu e voltamos ao trabalho. Acabei desistindo do bulbo específico e arremessei o balde em um bulbo que passava por mim.

O mesmo caiu dentro do balde e eu então o tampei com força. Corri, apressada, para deixar o balde na mesa do professor, e então peguei outro. "Já peguei três" pensei "Agora só faltam dois". Eu então corri atrás de um bulbo. Já cansada e irritada, acabei por tropeçar. Eu ia cair em cima dele, então puxei o balde e então ergui com os braços. Quando caí então, o bulbo estava dentro do balde, pulando violentamente para sair.

 - Trabalho em equipe? - propôs Caterine, surgindo do submundo.

 - Eu levanto, você faz o feitiço. - falei.

Eu então puxei o balde, me levantando bruscamente. Caterine acertou o bulbo em cheio. Sua mira era incrível, isso eu tinha que admitir. Eu sorri para ela e batemos as mãos. Eu então peguei o balde, guardei o bulbo e corri para deixar o balde com o professor e pegar outro. "Vamos lá, esse é o último!" pensei animada. Eu então corri atrás de um bulbo qualquer, já cansada, larguei o balde que estava comigo, puxei minha varinha e apontei a mesma para o bulbo.

 - Immobilus!

O feitiço atingiu o bulbo em cheio e então eu corri para fechá-lo no balde antes que o mesmo fugisse, sei lá como. "Acabei" pensei enquanto largava o balde na mesa do professor. Eu então fui ajudar Caterine por um momento e, quando o último bulbo foi fechado num balde, eu me curvei, apoiando as mãos nos joelhos e ofegando sem parar.

 - Parabéns. - falei.

 - Para você também. - ela respondeu.

Eu ofeguei por mais alguns momentos e, quando o professor nos liberou, eu já tinha um destino certo em mente: chuveiro.


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Re: 3ª Aula de Herbologia

Mensagem por Kenton Willians Lancaster em Sab 27 Jul 2013 - 20:45

Notas - Terceira Aula

Evelyn M. V. Hotchner - 10 : Como assim ? Uma única aluna até agora (O.O). Enfim, aula muito boa, como sempre. Acho que nem tenho mais o que dizer. Parabéns.

~ Alunos podem postar até o dia 01/08. ~
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Re: 3ª Aula de Herbologia

Mensagem por Christine L. Villeneuve em Seg 29 Jul 2013 - 15:34



3ª Aula de Herbologia

O imperioso almoço terminara. Seguir-se-ia a aula de Herbologia, que eu apreciava mesmo com todo o seu pus e situações menos higiénicas. Era lógico o facto de eu ter sido privada desta disciplina em Beauxbatons, visto que era impossível imaginar aqueles alunos tão requintados e espremer pústulas. Por um lado, eu até gostava, era uma matéria que se identificava comigo. Tudo o que fosse relacionado com o contacto com a natureza e envolvesse a possibilidade de respirar ar puro, eu aceitava com um sorriso. E por essa mesma razão fiquei contente quando saí do Salão Principal rumo à segunda estufa. Era bom escapar-me dos livros e conhecer a verdadeira beleza dos novos e diferentes conhecimentos. Quando alcancei o exterior das espessas paredes de Hogwarts, respirei fundo, deixando a agradável brisa empurrar levemente os meus cabelos castanhos para trás. Com um sorrisinho e a mochila aos ombros, caminhei sozinha até à estufa onde a última aula de Herbologia do ano decorreria. Por fim, cheguei ao destino. O professor e alguns alunos já se encontravam lá. Cumprimentei todos com um aceno e um curvar feliz dos cantos da minha boca e posicionei-me num lugar intermédio, relativamente perto do tutor. Aí reparei nas estranhas criaturas saltitantes que se encontravam na superfície de um balde de alumínio. Franzi o sobrolho e aguardei pelo início da aula, curiosa para saber o que é que aquele enigma da natureza reservaria para a aula desse dia.

O docente cumprimentou-nos, fez uma pequena alusão à proximidade das férias e bombardeou-nos logo com a questão típica do que eram aquelas plantas, denominadas Bulbos Salteadores, e o que elas faziam. Olhei para a mesma, fingindo que tentava decifrar a resposta, até que a tal Sonserina brilhante, Evelyn, se dirigiu até à frente e respondeu. “Ela sabe tudo, como é possível?!”, Matutei surpreendida. Por ordem posterior do professor, retirei o pergaminho e a pena, mergulhei-a no tinteiro preto, e aguardei por uma explicação com mais detalhes por parte do docente. Ela começou, escrevi tudo sem hesitação, a pena raspando no pergaminho e emitindo um som que me relaxava muito e tudo parecia equilibrado, até uma certa menção de “pus no olho” me alarmar. “Até tenho medo de ouvir o que se segue”, Pensei, receosa. Pelos vistos, o mecanismo de defesa daquelas plantas era esse mesmo, atirar essa substância nojenta ao globo ocular do que considerava serem ameaças. As consequências seriam a perda de visão por duas horas… “Ficar cega… Era só o que me faltava!”, revirei os olhos, não por mal, mas sim por nervosismo, e ouvi o resto do discurso.

Uma boa notícia foi saber que o feitiço Immobilus as travava. “Isso sim são boas notícias”. Eu já praticara bastante noutras aulas esse feitiço, portanto achava-me capaz de o realizar sem ou com poucos problemas. Como indicado, dirigi-me a uma das muitas plantas que se moviam ou simplesmente se agitavam em redor da estufa. Muitos foram ter com as tais hubres, mas eu fiquei-me por uma familiar Mimbulus Mimbletonia. Ela não se movia muito, mas era o suficiente para eu praticar o feitiço. Sim, parecia que apesar de detestar pus, estava destinada a ele. Peguei na minha varinha, no interior da mochila, e apontei-a à planta que preenchera toda a minha aula anterior.

-Immobilus!- Disse, fazendo com que um pequeno efeito de paralisação surgisse, mas nada de significativo. Tentei novamente, mais confiante, depois de me baixar para não ser “presenteada” por nenhum presente de pus.

- Immobilus!- Desta vez a planta ficou bem imobilizada. Sem querer estragar o belo trabalho, observei a Escrofulária. Era bastante parecida com um cacto, agora que eu reparava. Era pulcra à sua própria estranha maneira.

Observei-a até o professor Lancaster dar ordens para pararmos. A informação que veio a seguir não foi nada bem digerida por mim. “Pelas barbas de Merlin! Duplas? De novo?! Oh não…” O meu clima em relação à aula azedou, pois de certeza que eu iria ficar com o que restasse, que seria alguém que me iria desprezar ou ignorar. Decidida a contrariar as probabilidades, dirigi-me à minha prima popular e companheira de quarto Megan, com quem eu não comunicava muito em Hogwarts. Eu gostava muito dela, e a achava que ela também gostava de mim, portanto o risco que correria de ser negada era baixo. Meg era fofa demais para dizer “não”. Só esperava que ela não achasse um fardo ficar comigo… Aproximei-me de trás e cutuquei o seu ombro, muito acima do meu.

- Olá Meg! Tens par? Queres ficar comigo?- Perguntei muito rápida e nervosamente, receando a resposta.

- Ainda não. E aceito sim, se não tiver problema para ti- Tentei controlar a felicidade e a grande vontade de gritar “Yupi” e sair da sala a pular. Apenas alarguei o meu sorriso já grande.

- Claro que não! Fico feliz por ficar contigo- Respondi, detendo-me em seguida para ouvir as instruções do professor, as quais eu não entendi. Tentando disfarçar a minha lentidão de compreensão, improvisei uma pergunta vaga – Então… Por onde começamos?

- Bom, podemos começar separando a quantidade de plantas, ou prefere fazer aleatoriamente? É que não sou muito boa com plantas.

- Compreendo... Na última aula eu acabei com pus a escorrer por todo o meu braço!-Soltei um pequeno riso ao lembrar-me desse episódio- Enfim, acho que é melhor separar, para ser mais organizado. Cinco para cada?- Sugeri, pensativa.

-Não se preocupe, na última aula fiz a planta espirrar o pus em Rufo. Tenho que me desculpar com ele, inclusive! Então vamos separar, cinco para cada!- Eu anui e começámos o trabalho.

Peguei num balde e na sua respetiva tampa, enquanto me desviava dos bulbos que pareciam ter uma energia inesgotável. Megan fez o mesmo. A partir daí, separámo-nos completamente, pois a loucura e o movimento eram tais que não restava espaço para organização alguma. Com um passo rápido o suficiente para ser considerado marcha olímpica, concentrei-me num só alvo que não parava de pular por toda a mesa de trabalho. Semicerrei os olhos e comecei com um passo de corrida, o que nem seria notado no meio de tanta balburdia. Estiquei o braço, tentei alcançar o bulbo, que mal se apercebeu da minha presença, deu um pulo gigante até ao chão. Revirei os olhos e comecei a gatinhar por entre as pessoas, que era mais ou menos como eu me sentia sempre por ser tão baixa. Estava muito próxima do bulbo, portanto, fixei mentalmente a rota que a minha mão deveria fazer e fechei bem os olhos, apertando a planta de seguida e colocando-a no balde, que tapei de seguida. Tinha pus nas pálpebras, mas por sorte tivera a precaução de fechar os olhos. Sempre com o balde debaixo do braço, peguei num pano e limpei toda a pele que circundava os olhos.

- Está tudo bem?- Perguntou Meg, preocupada e com um bulbo irrequieto na mão, enquanto eu pestanejava muitos os olhos.

- Sim, uma destas plantas malvadas atirou-me pus para os olhos, mas eu fui mais rápida e fechei-os antes! Precisas de ajuda?-- Perguntei, ao observar a sua dificuldade a enfiar o bulbo no balde.

-Não, mas obrigada!- Franzi o sobrolho, divertida, e continuei na minha demanda, enquanto Meg se entretia com o ta bulbo bem perigoso.

Um com as mãos já estava. Peguei na varinha e preparei-me para a usar, esse método deveria ser mais fácil, rápido e higiénico. Visualizei um bulbo escondido e que pulava pouco e não muito alto, aproximei-me a passos silenciosos e apontei-lhe a varinha discretamente.

–Immobilus!- Disse, acertando em cheio na planta, que se imobilizou de imediato. Embora já não fosse necessário, semicerrei os olhos por precaução colocando o bulbo no balde. Dois já cá cantavam, faltavam três.

Avistei o meu próximo alvo. Era um pulador igual aos outros, sem nenhuma característica distintiva. Arregacei as mangas e, pé ante pé, dirigi-me ao bulbo que pulava aos círculos junto das hubres, que insistiam em descreve-lo como “invasor de privacidade”. Quando estava próxima dele o suficiente, lancei a mão para o apanhar, mas um colega foi mais rápido. Ele mostrou-me a língua e colocou-o no balde.

-Cuidado ai, menina!- Disseram as hubres, depois de eu ter lançado em vão as minhas mãos na sua direção.

-Desculpem!- Respondi, tímida. Procurei outro bulbo, que pulava entre umas plantas excêntricas que eu desconhecia a identidade. Entretando, o balde estava agitado. Rodei a tampa para ter a certeza que estabilizava, pois não queria correr o risco de perder a minha colecta de duas plantas saltitantes. Dirigi-me ao bulbo que vira anteriormente e, por estar muito ameçador, resolvi usar a varinha.

-Immobilus!- Pronunciei, e fiz com que o alvo ficasse imobilizado. Depois, com cuidado, peguei nele e coloquei-o rapidamente no balde, com extrema cautela para não permitir que os outros saíssem. Agora faltavam mais dois bulbos.

O primeiro desses dois apanhei manualmente, enquanto já se escapulia da estufa (apesar de o professor ter fechado a porta, todo aquele caos fizera com que ela se reabrisse e fechasse imensas vezes). O segundo, dos últimos restantes e muito manhoso, caçei com a ajuda da varinha, enquanto tentava pular até ao tecto por cima das nossas cabeças. Por fim, reuni-me com Meg.

- Consegui cinco. Quantos tens?- Perguntei, ofegante, e com pus por todas as mãos e braços.

- Cinco certos- Disse ela, igualmente exausta, mas não tão suja. Ambas sorrimos e dirigimo-nos à mesa, pousando os vários baldes por cima da mesma e obtendo a aprovação do professor.

Pouco depois, umas breves palavras de final do ano marcaram o fim da aula. Arrumei todos os materiais, sujos de folhas, terra, pus e sabe-se lá mais o quê, e abandonei a estufa com Meg.

-Tchau!- Disse, abraçando-a brevemente e sempre sorrindo. Ela também se despediu e acenámos uma a outra, seguindo cada uma o seu rumo, ela com os sonserinos e eu com os lufanos. Aproveitei para dar uma última olhadela à estufa, completamente “virada de pernas para o ar”, e não pude evitar dar uma pequena gargalhada ao lembrar-me do que experenciara no seu interior. Tudo bem, para o ano haveria mais. E eu receberia aquelas lições tão divertidas e instrutivas com todo o meu carinho, relembrando que no seu interior fora a primeira vez que me esquecera totalmente dos meus problemas e me divertira como uma verdadeira criança…




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Christine L. Villeneuve
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