Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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2ª Aula de Feitiços

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2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Tétis em Ter 11 Jun 2013 - 18:26

Feitiços

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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Lillith Villeneuve em Dom 30 Jun 2013 - 18:38


2ª aula de Feitiços

- Aff! O que essa porcaria estava fazendo ali? - resmunguei levantando-me do chão após esbarrar num banquinho que estava jogado pelo aposento - Essas coisas parecem que adoram me derrubar.  - vi um hematoma roxo um pouco acima de minha sobrancelha direita - Aff! Logo hoje que eu planejava usar rabo de cavalo!! - indignada, penteei um franjão improvisado sobre a marca roxa, porque depois eu faria uma poção para fazer aquilo desaparecer. Depois de uma noite de sono incrível, aquilo foi o resumo de meu despertar.

Na sala, alguns alunos já estavam em suas mesas. Entrei e os cumprimentei, não com meu típico sorriso, mas com um sorriso dolorido, pois meu machucado na testa ardia - Bom dia, meus amores. - sentei-me e abri um pergaminho onde eu fizera minhas anotações para essa aula. Dei um sorrisinho engraçado quando relembrei do pequeno concurso que eu inventara. Esperei ansiosa que todos chegassem. Quando aconteceu, levantei-me bruscamente:

- Bom dia, dears!! Espero que estejam animados para a aula de Feitiços desse ano! Como vão? Estou exageradamente feliz, né? Tá, vou parar. Mas sem mais delongas, hoje aprenderemos dois feitiços quentes: Lacarnum Inflamarae e Incendio. E dois feitiços molhados: Aguamenti e Acqua Eructo. - Disse eu animadíssima, porém percebi que os alunos fizeram uma expressão de “que porcaria de piada foi essa?” – No final da aula teremos um concursinho que eu pretendo realizar em minhas aulas para o 2º ano. Mas isso eu explico depois... – Vi expressões um tanto quanto descontentes e tratei de explicar, mas, na verdade, meu entusiasmo é que não estava cabendo em mim. – Tá bom, dears, vocês terão simplesmente que produzir a maior quantidade de chamas e de água que conseguirem. Os que fizerem algo diferenciado terão pontinhos a mais. Enfim, vamos aos feitiços. – Virei-me para o quadro para não ver quais eram as expressões e fiz aparecer os nomes dos feitiços.

- Pois bem! Esses feitiços são bem simples. Para o Lacarnum Inflamarae façam apenas uma leve tremida na varinha e pronunciem /LaCARnum inflaMAre/. Quanto ao Incendio, basta chacoalhar um pouquinho a varinha e pronunciar /InCÊNdio/. Ambos produzirão chamas. É inútil dizer que um produz chamas mais fortes que o outro, pois tudo depende da habilidade do bruxo, mas, didaticamente, dizemos que o Lacarnum produz as chamas menos intensas. – Comecei a andarilhar entre os alunos. – O Aguamenti produz um fio de água que serve para encher recipientes. A pronúncia é /aguaMENti/. O Acqua Eructo já é mais poderoso. Faz bastante água. Pronuncia-se /Acqua eRUcto/. Ambos são do estilo mira e atira, o que facilita a execução. Nem preciso falar que, dependendo da habilidade do bruxo, ambos podem ser verdadeiros gêiseres. – Voltei à frente de todos. – Então treinemos. Peço cuidado. Utilizem os alvos ali no fundo da sala. – Eu encerrei a parte teórica da aula e dei tempo de os alunos treinarem. Mais ou menos uns 30 minutos. Tive de ficar bem atenta, pois, algumas vezes, uns alunos quase queimavam outros, queimavam suas vestes e eu ali, sempre alerta para apagar as labaredas indevidas. Às vezes eles mesmos jogavam água uns nos outros para ajudar.

... 30 minutos depois...

- Dears, vamos à competição! Formem quatro filas atrás dessa linha vermelha. – Apontei uma linha vermelha que eu fizera magicamente. – Duas de meninos e duas de meninas. Vocês se apresentarão de dois em dois: um menino e uma menina. Pode ser em dupla ou individualmente. Eu julgarei e darei as notas e no final direi o vencedor. O campeão ou a campeã receberá 50 pontos para sua casa, 1 ponto na nota da próxima aula e uma caixa grande de um delicioso chocolate trouxa argentino. O que acham? Lembrando que os que fizerem algo diferente, tipo, algo mais artístico, leva mais pontos. – Fiz todos os alvos, que estavam todos queimados, desaparecerem e vi os alunos me impressionarem demais com uma quantidade anormal de chamas e água.

Depois de todo aquele calor molhado, indiquei o vencedor e liberei-os – Dears, é isso! Até a próxima aula. Beijinhos da Tia Lillie!

thanks Lari @ CG!  


Me # Actions # Others # ”Thoughts”

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:
- O prazo de postagem é até o dia 14/06/2013 às 23h59min.

- Sejam criativos no concurso!!


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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Thierry Villeneuve Hugh em Seg 1 Jul 2013 - 11:17

Pudim... chega!: Aula de Feitiços

Trecho do diário:
O dia começou estranho. Primeiro, eu não consegui dormir nem uma fração de segundo em minha noite no dormitório. Talvez tenha sido a lamentação pela perda dos pontos na outra aula, talvez tenha sido somente as recordações da minha antiga escola. Durmstrang faz falta; era um bom Instituto e trazia-me boas coisas, energias novas, além do delicioso frio diário. Delicioso mesmo era tomar uma boa xícara de chocolate quente, a bebida descia e me inundava de calor. Sinto muita falta disto. Tenho de me acostumar ao meu novo lá, Hogwarts, e aceitar os fatores. Preciso recuperar os pontos que perdi para a minha casa e, por mais que seja complicado, tentarei frequentar todas as aulas. A primeira começa dentro de poucos minutos, por isto irei me despedir. Até mais tarde!

Sinceramente,
Thierry.

Sinceridade era o foco do francês em suas aventuras ‘’Hogwartianas’’. Ele estava um tanto angustiado e atualmente só tinha o Quadribol para se animar, levando em conta que os treinos não eram muito frequentes e ainda faltava alguns componentes para o grupo de jogadores. Thierry, Ryan e Christine estavam batalhando demais para conseguir novos jogadores mas, infelizmente, os lufanos não pareciam estar ligando muito para o jogo. Como não? Era o maior jogo do Mundo Bruxo! Francamente, deveriam ter medo de jogar ou alguma outra coisa estava acontecendo. Estavam amedrontados? Este medo deveria acabar, pois estavam na frente e o Quadribol fazia muita diferença.

De qualquer forma, mais um dia se iniciava na Escola. Thierry se encontrava sentado a mesa do Salão Principal, sozinho, vagando em um mundo desconhecido para todos. Seus olhos verdes giravam analisando todos os presentes, mostrando sua indiferença, enquanto os demais conversavam sobre assuntos aleatórios. Por mais que para todos os nosso protagonista estivesse distante, ele sabia que muitos ali falavam sobre ele e o criticavam em sussurros. Ligar? Báh, não! Ele não se importava, estava acostumado a ser assim. Esqueceu que ele veio de um orfanato, leitor? Isto é comum para um garoto assim. O menino poderia ficar ali durante horas e horas com recordações do Instituto, do orfanato, de amizades que poderiam ter sido maravilhosas ou até mesmo de suas aventuras, mas a aula de feitiços começaria dentro de minutos...? Isto, minutos. Lembrou-se que deveria seguir para ela somente quando algo(uma voz?) sussurrou em sua cabeça ’’Você vai se atrasar...’’. Tinha sido alguém com boas intenções, talvez, mas pareceu ecoar dentro de sua mente e isto chegou a assustá-lo. — Certo, chega de pudim. — Um sorriso travesso brotou em seus lábios, se desfazendo quando ele recebeu olhares estranhos dos outros. Ignorando-os pegou sua mochila, o diário e tudo o que era seu, seguindo para a aula de feitiços.

Um espaçinho, por favor. — Em sua frente havia um menino de pele branca, cabelos loiros e olhos azuis. Seus cabelos desgrenhados balançavam ao toque do ar; suas vestes, porém, estavam manchadas de azul e estavam em farrapos. Estava em uma fila de alunos pequenos, primeiranistas, supos. Marchavam em direção ao Hall de Entrada seguidos por um monitor — Grifinória? Era ele, sim. — e estavam completamente animados para fazer uma descoberta. O problema, porém, era que ocupavam o espaço que o lufano deveria passar para chegar até a sala de Feitiços. — Por favor, eu realmente preciso passar baixinho. — Em seu tom não havia mais gentileza, estava o desafiando. Tateou o bolso ao encontro da varinha, mas, prevendo o acontecimento, o monitor se adiantou e conduziu a ‘’turma’’ ao seu destino. Sendo assim, Thierry prosseguiu com seu caminho até a sala de aula.


Toc, toc! — Os nós de seus dedos foram de encontro á porta de madeira para avisar sua chegada. De lá, criaturas monstruosas — mais conhecidas como alunos — olharam, surpresos, e Thierry acreditou por uma fração de segundos que estavam procurando a professora. Desviaram imediatamente a atenção ao verem que era o estúpido lufano; isto, porém, ele não percebeu. Tolice seria se novamente viesse a se importar... ajeitou sua mochila, sentando-se em uma cadeira, perto das primeiras, esperando o início da aula.

Franziu o cenho, confuso, ao ver um levíssimo hematoma em sua testa. Havia cabelo por cima do machucado, mas o vento desviou por alguns segundos e estes foram suficientes para revelar o machucado. Desviou o olhar. O ‘’restante’’, por assim dizer, do cabelo da professora estava caído em seus ombros e seus olhos verdes[informação dada no perfil da professora] encaravam aluno por aluno, como se ela efetuasse uma leitura mental da personalidade de cada um. Por fim, deu início a aula com um breve ‘’bom dia’’. Este, porém, foi seguido de uma piada hã... estranha. — Aham. — O comentário de Thierry saiu sem querer, sem querer ofendê-la, mas não foi alto o suficiente para a docente escutasse. Preciso me controlar. Um feitiço silenciador, talvez. Desviou o pensamento, preparando os materiais necessários para que pudesse escrever.

Cursinho? Evidentemente, isto significava mais deveres do que o habitual. Thierry não gostou a princípio, mas, aceitou, pois sempre teve uma paixão particular pela matéria de feitiços. O francês observou a explicação da professora, pronto a anotar. — Ér... com licença, Chris, pode me emprestar um pouquinho de tinta? — Seu tinteiro subiu ao encontro da menina e ela o encheu novamente, retirando o conteúdo de seu próprio. — Muito obrigado, mesmo! — Um sorriso brotou em sua face tristonha, como um gesto de agradecimento para com a monitora de sua casa. Abriu um pergaminho, escrevendo o necessário para que no futuro pudesse ter o entendimento que teve na aula. Passou a pena no pergaminho, realizando as anotações.

Clique aqui e veja o pergaminho :3:

Quando finalizou, sacou sua varinha. Colocou seu material a parte e empurrou sua carteira contra a parede para lhe dar espaço o suficiente para usar nos treinos. Não chamou um parceiro. Preferia treinar sozinho e solitário, teria resultados ainda melhores se não houvesse alguém que resolvesse opinar em suas atitudes dentro da sala. Olhou para a lousa negra e verificou a maneira de pronunciar o feitiço, atentando-se aos acentos e levantamentos da palavra. Começaria, então, por um feitiço ofensivo ‘’quente’’: Lacarnum Inflamarae. No livro dizia ser um feitiço muito perigoso, mas, devia confiar na professora Hugh e não em um escritor idiota. Observou os detalhes, feliz. Vamos lá... Dirigiu-se em direção ao primeiro ponto.

Thierry estava parado em frente a um vaso de flores. Eram violetas azuis, estavam bonitas e liberavam um belo cheiro no ambiente. Considerando que todos os alunos haviam recebido um jarro, estes, unidos, eram maravilhosos. Concentrou-se. Para realizar o feitiço com total sucesso, o francês deveria estar com a mente em paz e o interior calmo. Suspirou. Ergueu sua varinha e apontou para o vaso que seria danificado. —  LaCARnum inflaMAre! — Um jorro de luz... vermelho? foi liberado da varinha do menino, indo ao encontro ao vaso. Um brilho e um clac! e então o vaso começou a pegar fogo, até demais. Imediatamente ele fechou os olhos, apontando para as flores. — Incendio! — Não resultou. É... fixe. Seus pensamentos haviam o atrapalhado e precisava lançar o feitiço rápido, se não tudo pegaria fogo. — InCÊNdio! — Desta vez, porém, o feitiço funcionou. Uma luz azul encontrou as pétalas e o fogo cresceu, quase explodindo. O feitiço de água ele conhecia, havia usado-o algumas vezes em Durmstrang. Mas... durante as férias, Thierry o esqueceu. Piscou os olhos e observou a pronúncia dos outros, repetindo. — Acqua eRUcto! — Um jorro de luz saiu de sua varinha, mas não continha cor, era somente água; foi suficiente para apagar o fogo... e molhar a todos. Ele riu, corado, enquanto a professora secava todas as roupas e objetos molhados.

Já no fim da aula seria o momento do ‘’cursinho’’. Foi um dos últimos na fila, não se sentia muito animado. Tinha, porém, uma ideia em mente; se aproximou da fila e observou todos os feitos dos companheiros de classe. Todos, sem dúvida, muito bem executados. Sua vez estava chegando e ele começou a se preparar arrumando seu cabelo, revendo a pronúncia, observando os outros, e tentando manter o coração ‘’aquietado’’. Sua fez finalmente chegou e ele suspirou ao olhar para a outra menina ao seu lado, já fazendo. Concentrou-se na forma que mais lhe assustava de olhos fechados, ofegando, e ergueu a varinha. Primeiro água. Desenhou no ar uma águia e pensou nela feita de água, contornando os obstáculos de sua mente. — Acqua eRUcto! — Pode-se ouvir até o barulho da águia. O feito havia sido realizado pela professora, é claro, mas a águia contornou todo o ambiente voando[claro que ele acompanhava com a varinha, leitor] e emitindo barulhos de pássaros. Sorriu depois de terminar – esquecendo, por um momento, que era uma aberração – e refez a mesma coisa com o fogo. Desta vez não teve barulho... no fim, ele acompanhou os aplausos quando o vencedor pegou o prêmio. Havia sido legal. Novas coisas para o diário, afinal. No fim da aula ele saiu de bom humor, diferentemente da outra semana. O dia se seguiu com um Thierry-francês mais animado em outras aulas, tudo por conta de somente uma aula.





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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Stefan C. Cavendish em Ter 2 Jul 2013 - 15:14

2ª Aula de Feitiços


As pessoas estavam cada vez mais ansiosas para as aulas, principalmente as aulas de Feitiços e DCAT, que eram as que mais usavam feitiços que causasse algum tipo de perigo. Eu estava bastante ansioso para a segunda aula de Feitiços, que acordei duas horas antes das aulas se iniciarem. Fiz minha higiene matinal, arrumei minha mochila, coloquei minha varinha no bolso e corri para a comunal onde a maioria dos alunos ficava para passar o tempo e conversarem. Assim que cheguei, me deparei com dois Sonserinos discutindo, eu os olhei com um olhar de reprovação e decidi não ficar ali, passei pela passagem e saí da comunal.

Assim que terminei de subir as escadas das masmorras até o saguão de entrada, encontrei Lara que vinha descendo as escadarias de mármore. – Hey, Laroca! – Ela parou e disse-me que estava super animada para a aula e eu respondi com um sorrisinho. Passamos pelas portas de madeira do salão principal e cada um rumou para a mesa de sua casa. A mesa da Sonserina estava um pouco mais cheia do que nos dias anteriores, o que dificultava um pouco para sentar. Espremi-me entre dois garotos que resmungaram um pouco e comecei á me servir com um pedaço de torta de caramelo e algumas torradas com geléia de amora. Quando terminei de devorar tudo, eu me levantei e fui até a mesa da Grifinória e chamei Lara, que logo veio ao meu encontro e juntos, seguimos para aula de Feitiços.

Assim que chegamos á sala de aula, eu olhei para Lara e falei: - É, mais uma vez não tem cadeiras para sentarmos um ao lado do outro. – Ela resmungou alguma coisa que eu ignorei e foi para o outro lado da sala, enquanto eu me sentava em uma carteira no centro da sala. Alguns minutos depois, a professora adentrou a sala de aula com o seu habitual sorriso e desejando bom dia á todos. A professora aguardou alguns minutos, esperando outros alunos e por fim deu início á aula.

A Sra. Hugh, como sempre animada, começou á aula falando sobre os feitiços que aprenderíamos no dia, que seriam os ‘quentes’, Lacarnum Inflamarae e Incendio, e os ‘molhados’, que são Aguamenti e Acqua Eructo. Fiz uma careta logo depois que ela anunciou os feitiços. “É isso? Iremos aprender á colocar fogo e depois á apagar?” - pensei revirando os olhos. A professora Lillith, de alguma forma não estava na sua felicidade habitual, parecia um pouco mais ansiosa e o motivo de sua ansiedade foi anunciado por ela mesma. Ela iria promover um concurso, e quem conseguisse produzir uma maior quantidade de chamas e de água ganharia. Arqueei uma sobrancelha e em seguida, dei de ombros. Ela fez um aceno de varinha em direção ao quadro e os nomes dos feitiços apareceram no quadro, assim como a forma certa da pronúncia, movimento da varinha e sua função. Tirei todo o meu material de dentro da mochila e comecei á anotar o que estava no quadro-negro. Prestando bastante atenção ao que a professora falava, eu terminei de escrever e a professora pediu para praticarmos um pouco.

Retirei minha varinha do bolso e resolvi começar pelos feitiços quentes. Primeiro eu iria começar com o Lacarnum Inflamarae. Dei uma tremida leve na varinha e falei: - Lacarnum Inflamarae! – Uma fagulha saiu da ponta da varinha, mas não fez mais nada. Tentei mais uma vez, com um pouco mais de firmeza na voz: - Lacarnum Inflamarae! – Um jorro de fogo saiu da varinha e começou á queimar a ponta do meu pergaminho. – Ah, não! – Gemi, olhando para o quadro e quando finalmente encontrei um feitiço de água, mirei a varinha no pergaminho e apontei para o mesmo e falei: - Aguamenti! – Um fio de água saiu da ponta da varinha e começou á apagar o fogo do pergaminho. Respirei, aliviado e rasguei um pedaço de pergaminho limpo e tentei o outro feitiço, Incendio. Dei uma chacoalhada na varinha e falei: - Incendio! – Nada aconteceu ao pergaminho. Bufei de raiva e tentei mais uma vez: - Incendio! – Um jorro de fogo mais intenso fez o pergaminho carbonizar quase que instantaneamente, mas eu ainda tentei apagar com o Acqua Eructo. Fiz a mira no montinho de cinzas que era o pergaminho e falei: - Acqua Eructo! – Saiu um pouco de água, mas rapidamente parou. Olhei para os meus colegas e a maioria estava usando esse feitiço e eles conseguiam passar mais tempo usando ele. Voltei-me para o monte de cinzas que era o pergaminho e tentei mais uma vez: - Acqua Eructo! – Um forte jorro de água saiu da varinha e eu me desequilibrei, caindo e molhando as vestes de alguns alunos. Levantei-me rapidamente e falei: - Feitiço forte esse, hein? – Envergonhado, voltei-me para a minha carteira que estava encharcada de água. Não havia mais o montinho de cinzas lá, provavelmente havia sido varrido pela grande quantidade de água vinda da minha varinha.

A professora passou pela sala enxugando a sala com a varinha e logo ela deu início á competição, pedindo para formarmos quatro filas, duas de meninas e duas de meninos atrás de uma linha vermelha que ela havia demarcado. Todos se levantaram e formaram as filas, eu fiquei na segunda fila e era o terceiro na mesma. Teríamos que nos apresentar em duplas ou individualmente. “Ainda bem que eu posso fazer só, não quero matar ninguém afogado!” – pensei, enquanto a professora falava sobre os prêmios. Quando ela finalmente deu início, a primeira dupla começou á fazer vários floreios com a varinha e as labaredas de fogo e água tinha vários formatos. A fila começou á andar até chegar minha vez, eu dei um passo á frente e comecei com o simples Lacarnum Inflamarae e depois o Aguamenti. - Lacarnum Inflamarae! – Um jorro de fogo pouco intenso começou á sair da varinha e eu comecei á fazer movimentos circulares com varinha, até formar um mini-furacão de fogo invertido, alguns alunos sorriram e aplaudiram.  Logo fui para o próximo feitiço: - Aguamenti! – O jato de água era um pouco intenso, mas não era capaz de me derrubar como o outro, e assim eu fiz movimentos ondulatórios com a varinha e a água foi de encontro com o mini-furacão invertido e foi apagando-o lentamente até que não sobrou mais nada. Abri um sorriso e a professora aplaudiu e falou: - Muito bom! – Dei um sorriso e voltei para o fim da fila. Quando todos terminaram, a professora anunciou o vencedor e liberou a turma. Eu juntei os meus pertences e os coloquei na mochila, guindei a mesma para os ombros e saí da sala de aula com Lara relembrando da minha queda na aula.



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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Evelyn M. V. Hotchner em Ter 2 Jul 2013 - 20:15



Cores para a professora mais "colorida"

Minha capa farfalhava no silêncio dos corredores. Pela primeira vez de todos os tempos, eu me atrasara. Provavelmente culpa do longo tempo em que eu fiquei em frente ao espelho tentanto mudar a cor do meu cabelo para o tom certo de prateado. Não conseguira. Meu cabelo estava mais cinza do que prata e por isso meus passos irritados se faziam ecoar pelo espaço que eu cruzava. Minha boca estava franzida e meu estômago, vazio. Minhas prioridades eram claras e, entre me atrasar e ficar com fome, eu preferia ficar com fome. No silêncio, não foi difícil escutar passos atrás de mim. Me virei por um segundo para saber quem era. Ninguém menos que Rufo, meu primo e monitor, que segurava alguns bolinhos.

 - Olá, prima. - disse Rufo calmamente - Parece faminta.

 - Não deu tempo de comer. - falei irritada - O meu cabelo não quer ficar da cor que eu quero. Fiquei bem meia hora tentando deixá-lo prateado e isso - apontei o cabelo cinza - foi o melhor que consegui.

 - Tome, um bolinho. - disse Rufo me dando um bolinho que parecia bom - Acabei de vir da cozinha, estão mornos ainda. Temos que nos apressar.

 - Tem razão, vamos lá. - falei e acelerei o passo.

Assim, caminhando depressa, fui mordendo o bolinho e mastigando devagar. Era bom. Seria baunilha? Não tive tempo de pensar. Quando entrei, a sala estava bem ocupada, já. Peguei o lugar mais próximo da professora que podia achar e então tratei de engolir o bolinho, às pressas. Nisso, acabei engasgando e começando a tossir alto. A professora veio para me ajudar. Eu queria dizer que estava tudo bem, mas não consegui achar ar nem espaço de tempo entre as tosses. Ela então ergueu meus braços e soprou meu rosto de forma sutil. A professora era tão delicada, angelical e bondosa que chegava a me dar medo.

 - Eu... - tosse - Estou melhor agora, obrigada.

 - Não tem de quê. - ela disse com um sorriso meigo - Tenha mais cuidado, dear.

Eu a observei ir até sua mesa e então guardei o papel do bolinho na mochila e puxei meus materiais, os espalhando pela mesa com cuidado. Tinteiro, pena, pergaminho, tudo em seu devido lugar para não causar nenhum desastre. Molhei a pena no tinteiro e esperei para fazer anotações com a pena um pouco suspensa, somente o suficiente para não melar o pergaminho. A professora nos cumprimentou alegre e bruscamente, me fazendo dar um pulo na minha carteira e borrar o pergaminho. Resmunguei algo e então o virei enquanto tentava ouvir o que a mesma dizia. Ela fez uma piada legal sobre os feitiços, que teria me feito rir se eu não fosse uma garota tão traumatizada e estranha. Ela então mencionou um concurso que não iria revelar e então, depois de alguns segundos e nenhuma pergunta dos alunos, a mesma revelou o que seria feito. Eu franzi a boca, a levantando um pouco para a minha esquerda. "A mente dessa professora tão feliz sempre será um mistério para mim" pensei enquanto balançava a cabeça para recuperar o foco.

Ela então começou a explicar os feitiços e eu tratei de fazer anotações logo e também observar o movimento com o punho que a mesma fazia. Ela então nos disse para treinarmos com alguns alvos no fundo da sala. Guardei minhas coisas na mochila com cuidado e então retirei a varinha das vestes. Estava muito ansiosa pelo concurso e queria muito ganhá-lo. Mil ideias brotavam na minha mente, mas eu não sabia se elas eram executáveis. Fui até um boneco de palha espetado numa madeira longa no fundo da sala e então me posicionei alguns passos à sua frente. Ergui minha varinha com cuidado. "É melhor praticar o feitiço de água primeiro, assim se tocar fogo em algo, poderei apagar." pensei comigo mesma, considerando o fator desastre sempre presente onde eu estava. Respirei fundo e então mirei no alvo, fazendo um movimento como se fosse atirar algo com a varinha nele em seguida, enquanto pronunciava com cuidado.

 - Aguamenti!

Um jato fininho de água saiu da minha varinha, quase como uma torneira quando a água está acabando, só que menos intenso ainda. A água então caiu no chão e se espalhou, sem mais. Eu respirei fundo. Estava começando a me acostumar aos feitiços não fazerem muito efeito de primeira. Repeti o processo, dessa vez redobrando minha concentração.

 - Aguamenti!

Um jato de mais ou menos duzentas ml de água saiu da minha varinha. Eu tentei me concentrar, queria controlar a água e fazer com que ela se movesse como uma cobra. Uma das minhas ideias para o concurso era de fazer uma grande cobra de água, mas vi que não daria certo assim que a água, depois de dois segundos em que eu movimentei minha varinha, caiu no chão, respingando um pouco. Suspirei, derrotada. "Será que com o Acqua Eructo, que é mais poderoso, funciona?" pensei de repente. Debati comigo mesma por algum tempo e então decidi que não custava nada tentar.

 - Acqua Eructo! - falei com um movimento de mirar e atirar.

A água que brotou da minha varinha não daria nem para encher um copo e foi logo para o chão, como se caísse de uma cachoeira. Se isso fosse um anime, típica animação japonesa dos trouxas, eu teria uma gota em minha cabeça e risquinhos nos meus olhos, simbolizando minha frustração por não ter conseguido o resultado esperado. Mesmo assim, me concentrei para tentar novamente.

 - Acqua Eructo!

A água agora brotou e então continuou saindo da minha varinha. Quase molhou o alvo, mas não chegou a tanto. Tentei mover a minha varinha e influenciar a água a fazer o que eu queria, mas não deu certo. O alvo continuou seco e eu, frustrada. Suspirei e então decidi partir para os feitiços de fogo. "Quem sabe não sou melhor com o fogo?" pensei. Por precaução, me aproximei mais do alvo e redobrei minha concentração. Não queria queimar ninguém à minha volta. Decidi começar com o menos poderoso.

 - Lacarnum Inflamarae!

E, para a minha frustração, não houve nada. Suspirei, baixando a cabeça.

 - Dear, o movimento não é esse. - disse a professora brotando do nada - É uma leve tremida na varinha, lembra?

 - Professora, de onde...? - perguntei, perplexa - Na... E... Ah... Okay, eu lembro agora. - falei me recompondo.

Ela sorriu e então seguiu pela sala para ajudar meus colegas. Eu respirei fundo para me recompôr por algum tempo e então me concentrei no feitiço. Fazendo o que a professora recomendara, falei novamente:

 - Lacarnum Inflamarae!

Então chamas de verdade brotaram da minha varinha, avançando alguns centímetros. Meu choque foi tão grande que eu soltei uma exclamação de surpresa perdi o controle do feitiço, mas por sorte, um colega do meu lado ouviu minha exclamação e apagou o mesmo. Agradeci e então me concentrei novamente.

 - Lacarnum Inflamarae!

O fogo agora brotou da minha varinha e, devido à minha confiança, creio eu, avançou para o alvo, causando nele alguns danos pelo fogo. Eu então me aproximei mais do alvo e mirei minha varinha:

 - Acqua Eructo!

A água brotou, molhando o alvo e extinguindo o fogo que se espalhava pelo boneco. Respirei fundo, emocionada. "Eu consegui!" pensei meio perplexa. Então, depois de um momento de felicidade, me lembrei que ainda não tinha conseguido nada para o concurso. "Não consegui uma cobra com a água, mas talvez com o fogo, eu consiga." pensei "Será melhor com um mais poderoso". Então tentei me lembrar do movimento que fazia com o Incendio. Chacoalhando a varinha, pronunciei:

 - Incendio!

Mas nada ocorreu. Olhei ao redor, caso a professora resolvesse aparecer do além, mas ela estava meio longe, orientando outros colegas. Como o movimento estava certo, tentei lembrar a pronúncia. Depois de um minuto murmurando, percebi que estava dizendo errado. Com um suspiro, eu voltei a minha concentração para o feitiço.

 - Incendio!

Então o fogo brotou da minha varinha, se arrastando. Tentei movê-lo e/ou moldá-lo, mas não aconteceu. Eu perdi o controle antes do fogo atingir o alvo, então ele se desfez no ar, visto que não tinha o que consumir. Respirei fundo e decidi tentar novamente.

 - Incendio!

O fogo dessa vez foi mais forte em direção ao alvo. Eu tentei controlá-lo, mas nada aconteceu. Então, decidindo que já tinha arriscado demais, parei o feitiço e tentei começar outro:

 - Acqua Eructo!

Foi aí que aconteceu. A água foi em direção ao fogo e o apagou, então eu movi minha varinha com cuidado. Imaginei-a parando de brotar, mas ainda assim estando sobre o meu comando, e a mesma obedeceu. Então, enquanto eu controlava a mesma, um feixe de luz vindo da janela bateu na água, criando um arco-íris na sala. "É isso!" pensei com um pulo, deixando a água cair e respingar "O arco-íris é um fenômeno óptico que se forma em razão da separação das cores que formam a luz solar, se eu conseguir fazer luz e água suficiente, posso criar um show de cores pela sala! A professora vai adorar o show de luzes, ela já é iluminada por si, parece até alguma santa de tão iluminada.". Então, agitada, fui até a professora, lhe pedindo um espelho, e passei pela sala os recolhendo de garotas, que tiravam da mochila como se não estivessem entendendo. Então corri pela sala, medindo ângulos e posicionando espelhos. Quando acabei, a professora deu o treino como encerrado.

Fui para uma fila de meninas sem muito entusiasmo. Era uma das primeiras, então não tive tanto tempo para me acalmar e a adrenalina ainda corria pelo meu sangue quando eu fiquei em meu lugar.


 - Professora, eu poderia ir daquela posição, por favor? É importante. - perguntei apontando um lugar estratégico e fazendo a cara mais fofa que consegui.

 - Claro, dear. - ela disse, parecendo curiosa.

 - Só um segundo. - falei, disparando pela sala, abrindo janelas, e então voltando ao meu lugar, observando tudo com cuidado - Seja o que quem quer que controle o mundo queira. - respirei fundo - Acqua Eructo!

A água brotou da minha varinha, então pus toda a minha concentração em controlá-la do jeito que eu queria: brotar da minha varinha aos poucos, mas ficar parada onde brotara. A movi aos poucos, girando a varinha ao meu redor, e a água acompanhava a mesma, me dando confiança. Quando o primeiro feixe de luz passou pelo chicote de água, sendo refletido pelo espelho, lançou vários arco-íris pela sala. Conforme eu ia movimentando a varinha, os arco-íris dançavam ao meu redor. Eu então resolvi tentar algo mais arriscado e mover a água acima de mim, mas com meu olhar inclinado para cima pude ver o show de cores que os arco-íris davam, se cruzando entre si e fazendo a sala bem mais colorida e perdi o foco. A água caiu em cima de mim, me deixando que nem um gato ensopado, e os arco-íris cessaram.

 - Isso... Não era parte do plano. - falei enquanto tentava torcer minhas vestes.

A professora me sorriu e eu lhe pedi para ir trocar as roupas e ela me pediu para esperar o fim do concurso. Recolhi os espelhos e os devolvi para seus donos enquanto esperava. Após o resultado do concurso, eu peguei minha mochila e então tomei cuidado para não tropeçar enquanto ia para a comunal.


Evelyn Marie Villeneuve Hotchner


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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Christine L. Villeneuve em Qua 3 Jul 2013 - 7:37



2ª Aula de Feitiços

Novo dia, novas experiências, novas amizades, novos conhecimentos. Era assim que eu acordava ultimamente, enquanto tentava aproveitar o lado doce da vida. Estar deprimida cansava, era repetitivo e tornara-se o meu único estilo de vida desde a morte terrível e inesperada de Hannie. Pouco a pouco, eu ia-me habituando à ausência da minha irmã, embora ainda chorasse todas as noites, no aconchego e esconderijo da cama do dormitório lufano. Estudar também se havia tornado um dos meus mecanismos de defesa à tristeza, pois não só me ajudava a distrair, como sabia que seria algo que Hannie iria querer que eu fizesse. Eu tinha de ser esforçada e aplicada, engolir as lágrimas e a solidão e agir como uma criança de doze anos normal... Que estudava e brincava com bonecas... E não chorava por todos os cantos isolados que encontrava.

A minha pesada mochila tornava-se um verdadeiro inimigo para as minhas costas. Eu fazia questão de levar todos os livros de todas as disciplinas, juntos com os respetivos pergaminhos e tintas de várias cores. O peso parecia ser superior ao meu próprio, mas uma obsessão compulsiva qualquer obrigava-me a estar munida de tudo o que pudesse vir a precisar. Tudo isto só dificultava o meu passo apressado, que por si só já era mais lento do que o da maioria.

A rotina repetia-se. Uma multidão de lufanos que abrangia o capitão de Quadribol Ryan, Thierry e mais alguns colegas, dirigia-se amigavelmente e às conversas até à sala de Feitiços. Felizmente, já todos sabiam onde esta se localizava, o que pouparia uns gestos largos e expressivos de indicações da minha parte. Rapidamente alcançámos a sala. A professora, bonita como sempre, já se encontrava lá, juntamente com alguns alunos. Fiquei desapontada, pois eu gostava e tinha o hábito de chegar antes dos docentes. Com um encolher de ombros, cumprimentei a professora e minha tia Lilith, que me sorriu. Interiormente, eu tinha a esperança de ficar com algum colega da Lufa-Lufa, porém, quando me virei, os lufanos já se haviam dispersado e sentado cada um com o seu par. Com uma pequena facada de solidão, sentei-me numa das mesas restantes, abandonada na última fila.

A aula começou, por fim. A Professora Lilith exibia um sorriso um pouco abatido, mas ainda assim uma alegria abundante... Até demais! Contudo, foi apenas temporário, e no instante a seguir já ela fazia um balanço da aula, misturado com uma piada que não foi propriamente aceite pelos alunos. Eu lancei uma gargalhadazinha. "Quentes? Molhados? Hilariante!", pensei, enquanto ria do trocadilho. Olhares troçadores e de mau gosto olharam para mim e abanaram a cabeça, como se dissessem sem palavras o quão me achavam ridícula. Envergonhada, desviei o olhar para os pés- como fazia demasiado ultimamente- e escutei timidamente a professora. Thierry pediu-me tinta e eu emprestei-lhe a minha suplente, com um sorriso. Eu simpatizava com aquele garoto, ele era simpático para mim.

Nessa aula iríamos praticar quatro feitiços, sendo dois de água e os outros dois de fogo. Pelas minhas previsões, no fim da aula a sala estaria um desastre. Ou porque eu queimara as mesas e as cadeiras, ou porque inundara a divisão, ou simplesmente porque não fizera nada. Eu realmente era o oposto das outras pessoas: preferia aulas teóricas a práticas. Era muito aterrador e constrangedor pensar no que aconteceria futuramente nesta aula: provavelmente nem uma pinga de água ou uma pequena fumaça sairia da ponta da minha varinha. E isso era muito embaraçoso, principalmente considerando o facto de eu ser monitora e consequentemente ter de ser exímia em todas as áreas da magia...

Enfim, a hora temida chegou. Retirei da minha mochila a varinha, dispensando a maior quantidade de tempo que consegui. Com um passo lento, coloquei-me em frente a um alvo desgastado, que obviamente estava destinado a mim. "Leve tremida, chacoalhar, mira e atira...", matutei enquanto pensava em cada um dos feitiços. Comecei a praticar apenas os movimentos da varinha. A professora aproximou-se e elogiou, embora tivesse corrigido ligeiramente a leve tremida. Ela envolveu as minhas mãos nas dela e realizou, decidida e perfeita, o movimento. Quando o seu tacto se afastou do meu, tentei reproduzir o que ela fizera. Fui bem sucedida e conquistei um sorriso e um piscar do olho, bem como um encorajamento para praticar nos alvos. A docente foi ajudar outras pessoas- umas chamuscadas e outras encharcadas- e eu iniciei a parte verdadeiramente prática.

- Lacarnum Inflamare!- Disse, pronunciando cada sílaba com uma dicção expressiva e tremendo ligeiramente a mão. Para meu espanto, fui bem sucedida à primeira tentativa, e um fogo originou-se na cabeça do alvo. Felizmente que não estávamos a treinar com outros alunos! Ainda assim, tinha que cessar o fogo. Inspirei e suspirei profundamente e apontei a varinha para o local incendiado.

- Aguamenti!- Pronunciei, fazendo com que uma pequena e limitada quantidade de água emergisse da minha varinha e apagasse a chama. Sorri, realizada, e por curiosidade passei o indicador pela ponta da varinha. Estava completamente seco, o que, apesar de ser próprio da magia, ainda me intrigava. Concentrei-me novamente. A parte mais fácil já passara, agora vinham os feitiços mais potentes. Embora, como a professora referira, tudo dependesse do tipo de bruxo.

- Incendio!- Uma mínima fumaça temporária emergiu da varinha, que se dissolveu no ar. Depois de curtos segundos de reflexão, descobri que me esquecera do chacoalhar. Mirei novamente ao tronco do alvo e tentei mais uma vez.

- Incendio!- Uma força interior levou-me a quase gritar o feitiço, enquanto chacoalhava a varinha. Uma chama bem maior do que a anterior incendiou todo o alvo, reduzindo as suas vestes improvisadas a cinzas. Alguns fixaram-me, entre o susto e a admiração, e eu apenas pude fazer um sorriso doce e uma interjeição de suspiro fofa. Ainda estava de varinha apontada para o alvo, completamente congelada, enquanto este ardia. A professora congratulou-me, as pessoas finalmente deixaram de olhar e eu pude baixar a varinha. Escondi um sorriso bem divertido, pois aquela fora uma cómica situação. Sem querer dar mais nas vistas, fui mais contida no último dos feitiços.

-Acqua Eructo!- Disse, simplesmente, mas apenas gotas saíram da varinha. Sem perder a motivação, voltei a erguer a varinha para o alvo, que ainda ardia de forma ameaçadora.

-Acqua Eructo!- Uma corrente de água saiu da minha varinha, nada muito grande, mas o suficiente para travar o fogo de se alastrar. Expirei de alívio e pousei a varinha na minha mesa. Lançar feitiços cansava-me!

O tempo de folga não foi muito. Um daqueles concursos típicos das aulas de Feitiços que eu perdia sempre teve o seu lugar. A professora conjurou uma linha vermelha, e atrás dela ficariam quatro filas, duas de rapazes e duas de meninas. Todos se apressaram para ficar com um bom lugar e com um par igualmente favorável. Tentei infiltrar-me e ainda perguntei a algumas pessoas se queriam ficar comigo, mas ao que me pareceu estavam "todas ocupadas". Resultado: fiquei sozinha no último lugar da fila. E pior, todos os que estavam antes de mim haviam tido prestações excelentes. Como é que eles tinham tanta habilidade? Uma coisa era certa, eu tinha de praticar mais.

Um e mais um iam se exibindo, quer a pares, quer sozinhos, e a cada instante o meu nervosismo aumentava mais. Com tanto receio, teria um ataque cardíaco antes que pudesse lançar feitiço que fosse. Infelizmente, isso não aconteceu. Já todos tinham demonstrado o que valiam- que era muito- e todos estavam na ânsia de sair, pois a sineta soaria dentro de pouco. A tremer loucamente e com pernas como gelatina, avancei até onde ficaria a primeira pessoa da fila. Esse seria um bom lugar para começar. Fechei os olhos por breves segundos, ergui a varinha e coloquei o braço o mais para a esquerda que consegui.

-Acqua Eructo- Fiz um jacto de água potente formar-se no lado mais extremo da esquerda da sala e fiz com que esse jato de água ficasse com uma forma circular. Com isso sob controlo, inclinei o braço todo para a direita, embora de fez em quando fizesse movimentos rápidos para controlar a água que levitava.

- Incendio!- Como acontecera à bocado, uma considerável quantidade de fogo flutuou na extrema direita da sala, quase queimando a parede. Coloquei-a num formato igual à da água e controlei as duas, até ficarem completamente domadas. "Era nestas alturas que dava jeito ter duas varinhas...", pensei. Muito atenta, comecei a aproximar os dois jactos até que, pouco depois, eles se fundiram numa grande bola de fogo e água. Naturalmente, o fogo apagou-se um pouco depois.

- Incendio!- Repeti, originando uma circunferência à volta da bola de água e fazendo com que os meus feitiços conjugados ficassem com uma aparência semelhante ao sol. Chacoalhava repetidamente a varinha, e o fogo aumentava, aumentava, aumentava... Até que fiz a bola também se expandir bruscamente e apagar o aro de fogo e salpicando todos um pouco. Não ficara propriamente belo, mas ouvi alguns aplausos. E eu ficara arrebatada com o que conseguia fazer com uma varinha e uns simples feitiços...

Como eu fora a última, arrumei os materiais logo de seguida. Ouvi poucos, mas alguns elogios. Estava contente comigo própria. Eu não fizera a melhor nem a mais criativa prestação, mas de certo superara as minhas expectativas. Contente e com um sorriso, despedi-me da professora ao som da sineta. Consegui penetrar no grupo de lufanos-todos mais altos que eu- e abandonei a sala, com o uniforme discretamente chamuscado.
 




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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Ryan Lewis Schwartz em Sex 5 Jul 2013 - 7:06



Feitiços: Pavor de Fogo.

Ryan tinha certo problema com fogo. Digamos que ele não era a melhor pessoa para lidar com aquele elemento primordial a sobrevivência humana. Da última vez, o Gagerdoor ateou fogo à uma cortina de casa, que só não a incendiou, pois seu pai, em uma das poucas visitas que fazia enquanto estava pesquisando, foi alertado pelo cheiro e logo o apagou com um feitiço. Desde esse incidente, o garoto nunca mais teve coragem de tocar em algo que necessita de chamas para funcionar ou que contém chamas em seu interior.

Então, ao chegar na sala, se acomodar em um canto e começar a folhear o livro de Herbologia, Ryan não imaginava que iria enfrentar seu medo de fogo naquela aula. Ao soar do toque de começo da aula, o garoto guardou o material didático que estava lendo e pegou o que era necessário para a aula de feitiços: O "grimório". A professora se levantou da cadeira onde estava e começou a falar sobre o que aprenderiam hoje. Quando a docente falou que a sala teria que executar dois feitiços que produziam fogo, Ryan quase teve um infarto na cadeira.

"O quê? Mas... Mas como? Eu não posso fazer isso! Não posso! Vou incendiar a sala, tenho certeza!", pensou desesperado.

Iria sair de fininho da sala, quando uma aluna notou e o puxou para que não conseguisse acessar a porta. Internamente, ele se debatia, dizendo pra si mesmo que não podia, que não era capaz de fazer qualquer feitiço que tivesse ou que fizesse fogo. Então, quando voltou obrigado para a sua cadeira, ficou sentado ali durante um bom tempo, enquanto os colegas faziam suas práticas dos feitiços. A professora, percebendo o que Ryan não fazia, aproximou-se dele e perguntou:

- Dear, por que não está praticando os feitiços?

Ele virou-se, hesitante, para a professora e falou:

- Tenho medo de incendiar a sala. Não tenho um histórico muito bom com fogo.

- Então comece com os feitiços de água! Depois, me chame que eu tentarei ajudá-lo com os de fogo, certo dear?

Ele assentiu, resignado. Levantou-se e, vagarosamente, dirigiu-se ao espaço aberto da sala, onde poderia treinar os feitiços. Pegou hesitante sua varinha e tentou lembrar-se dos movimentos para fazer com a varinha a fim de conjurar água. Quando finalmente teve segurança para começar, ele apontou para um dos alvos no fundo da sala e falou:

- Aguamenti!

Nada aconteceu simplesmente porque ele "puxou" a sílaba tônica para o lugar errado. Concentrou-se e tentou novamente:

- Aguamenti!

Um fio de água saiu da varinha e molhou o alvo ao fundo da sala. O garoto sorriu levemente, feliz por ter concluído o feitiço e nervoso, pois só faltava mais um feitiço para que passasse para os feitiços de fogo. Retirou esse pensamento da cabeça e treinou a pronúncia do outro feitiço no pensamento, tomando cuidado para não pronunciá-lo sem querer e molhar suas calças. Ao ter certeza de que poderia fazê-lo, apontou a varinha para o alvo e disse:

- Acqua Eructo!

O jato de água surpreendeu o garoto, pois, além de atingir o alvo, empurrou-o um pouco para trás. Não era um gênio, mas tinha feito um pouco mais de água do que deveria. Ao perceber que tinha terminado de treinar os dois feitiços de água, pensou em disfarçar que iria treinar os de fogo e enrolar o tempo até o fim da aula, mas sua consciência não o deixou fazer isso e, com voz baixa, chamou a professora. Ela se aproximou e pôs as mãos no ombro de Ryan, tentando transmitir confiança. Virou-o para os alvos e disse:

- Dear, não tenha medo das labaredas. Você pode controlá-las.

O garoto engoliu em seco e apontou tremendo a varinha para o alvo. A professora segurou um pouco seu braço, fazendo-o diminuir a tremedeira que passava para a varinha.

- É uma leve tremida.

- Lacarnum Inflamare! - disse Ryan, sua voz também estando tremida.

Um fio de fogo saiu da varinha e se extinguiu rapidamente. Até ele sabia o que faltava para que aquele fio de fogo ficasse maior: Confiança. Mas estava com tanto medo de queimar alguma coisa, que nem um pouco de confiança tinha passado para a varinha. Respirou fundo, tentando se acalmar e, com a varinha ainda apontada para o alvo, tremeu sua mão um pouco e falou:

- Lacarnum Inflamare!

O fio de fogo se engrossou e atingiu o alvo.

"Ainda falta um! Vou ter um infarto do miocárdio assim! (Apesar de nem saber o que é miocárdio!)"

- Dear, acalme-se. Você consegue. - disse a docente, retirando a mão do braço do aluno.

Ryan teve de respirar profundamente umas cinco vezes antes de pensar em fazer o segundo feitiço de fogo. Ainda com um pouco de pânico dentro de si, mas já mais calmo do que antes, ele apontou a varinha para outro alvo e tentou chacolhar sua mão sem tremer em demasiado. A professora estava de pé perto dele. Sentindo-se pronto, ele tentou:

- Incendio!

Uma labareda de fogo pequena saiu da varinha e acertou o alvo. Mesmo sendo pequena, ela assustou em demasiado o garoto. Mas vendo que ela não tinha acertado ninguém, nem queimado alguma coisa senão o alvo, ele percebeu que o fogo talvez pudesse ser controlado afinal. Apontou a varinha de novo para o alvo e, dando uma leve chacoalhada na mão, falou, tentando se certificar de sua teoria:

- Incendio!

A labareda saiu maior do que a anterior, mas não menos controlável, já que acertou somente o alvo. Com a teoria ratificada, ele sentiu-se aliviado e sorriu abertamente. Ainda faltava o desafio, mas estava mais confiante do que estaria se tivesse seguido seu plano original. Posicionou-se na fila dos garotos e esperou sua vez.

- Professora, posso pegar algum recipiente que esteja por aqui?

Ela acenou, permitindo. Ryan pegou uma bacia que tinha achado por ali e colocou-a no chão. Apontou a varinha para esta e disse:

- Aguamenti!

A água começou a encher a bacia. Ao chegar a uma quantidade ideal, ele perguntou:

- Posso usar um dos feitiços da aula passada para levitar isso aqui?

Ela assentiu. Ele apontou a varinha para a bacia e falou:

- Wingardium Leviosa!

A bacia levitou até uma altura considerável de dois metros. Sentindo-se confiante, respirou fundo e desfez o feitiço. No momento em que fez a ação anterior, Ryan apontou a varinha para a água que saiu da bacia, tremeu levemente a mão e falou:

- Lacarnum Inflamare!

Fez um desenho rápido de uma varinha na água, que pôde ser observado por um segundo pelos colegas que lá estavam antes desta cair junto com a bacia em um lugar vazio com um baque surdo. Sorriu amarelo para a professora e, ao soar do toque de liberação, nem esperou a reação dos outros: correu para sua carteira, pegou suas coisas e saiu dali.

Não estava com vontade de receber um carão.
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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Megan B. Lancaster em Ter 9 Jul 2013 - 2:25

Segunda Aula de Feitiços

Estava a mais ou menos uma meia hora entretida com a última edição do Profeta Diário que havia saído. Folheava lentamente o jornal lendo e relendo suas reportagens. Eu procurava qualquer nota, mesmo que fosse mínima, que citasse meu pai ou algum de meus tios. Tio Alexander e papai eram aurores e estavam sempre correndo perigo de vida e isso me deixava preocupada, por incrível que pareça. Olhei para a mesa dos professores em busca da minha mãe. É, havia se tornado hábito procurar pela dona Lillie ali na mesa dos professores da escola.

Suricato estava confortavelmente deitado em meu colo e parecia não querer sair dali tão cedo. Peguei o copo de suco de abobora da mesa, mas sequer o levei à boca. O fiquei segurando no ar enquanto me distraia lendo uma reportagem qualquer. – Não vá se molhar, pequena leoparda – Era a voz de Gary, meu primo, me alertando dos perigos de segurar um copo desta maneira.  – É, eu sei. A “sina” dos Villeneuve. – Ri e coloquei novamente o copo sobre a mesa e vi o garoto se afastar. Olhei o movimento em volta e percebi que o salão já estava quase vazio.

– Venha Suricato, temos uma aula para assistir! – Ele não protestou, até porque não podia. Retirei a bola de pelos do meu colo e guardei a edição do jornal em minha mochila. Levantei-me da mesa e sai saltitando junto ao meu pufoso para a sala de aula. Sentei-me mais ao meio da sala de aula, como de costume e retirei a mochila das costas, colocando no chão ao meu lado. Acomodei Suricato novamente em meu colo e fiquei à espera da professora. Quando minha mãe adentrou a sala, estranhei sua atitude e apenas balancei a cabeça negativamente.

Logo depois pude perceber o motivo de tal comportamento, deveria ser pelo belo roxo que ela ostentava na testa. Por mais que ela tentava amenizar o hematoma, ele se encontrava bem visível.  Assim que a aula se iniciou, mantive minha atenção centrada em suas palavras, eu adorava a matéria, e ainda mais a docente. Como sempre, a animação de minha mãe era empolgante contagiante. Ela falava sobre feitiços quentes e molhados, o que me fez rir disso. Meu lado competitivo se aguçou ao saber que no final da aula de hoje teríamos um concurso.

Incendio e Aguamenti eram alguns dos meus feitiços favoritos, eram meio que opostos e seus efeitos eram encantadores. Saquei minha varinha e a posicionei sobre a mesa. Teriamos que reproduzir os efeitos dos feitiços e eu me empolguei com isso. Tudo bem, eu corria o risco de atear fogo na sala ou então, afogar todo mundo ali, mas eu estava interessada na aula e nada me faria mudar de idéia. Abri a mochila e retirei dela uma pena, alguns pergaminhos e o meu tinteiro. Tentando caprichar em minha caligrafia, anotei os principais conceitos dos feitiços.

Logo iniciamos o treinamento na execução dos feitiços.  Me levantei da carteira e coloquei Suricato em meu bolso. Ele parecia nem ao menos se importar com o que acontecia à sua volta. Imitei os acenos de varinha que minha mãe ensinara a pouco e falava pausadamente a pronuncia correta dos encantamentos. Andei lentamente até o fundo da sala onde havia vários alvos para o nosso exercício didático. Levantei a varinha, mirei em um dos alvos e pronunciei primeiramente um dos feitiços de “fogo”. – Incêndio! – Uma fagulha pequena apareceu e só.

Bom, ao menos assim não ateio fogo na sala”. Respirei fundo e voltei a repetir o feitiço. Me lembrando de como era exatamente sua pronuncia:  – InCÊNdio! – E quando vi o resultado, pulei extasiada. Uma labareda atingira o alvo e o fogo crepitava, quase envolvendo totalmente o alvo. Olhei para trás em busca do olhar de aprovação de minha mãe e sorri para ela. Ela apenas maneou com a cabeça e eu sorri por isso. “Ótimo, agora vamos com um de água, para intercalar!”. Voltei a me concentrar na atividade e apontei minha varinha em direção a labareda que ainda estava no alvo. – Acqua eRUcto! – A água que praticamente jorrou da ponta de minha varinha fez o fogo se apagar rapidamente.

Parei para observar o que se passava com o meu alvo. Ele estava bastante danificado pelas chamas e agora soltava fumaça, mas não estava muito diferente da maioria dos demais. Novamente treinei com o feitiço de fogo, mas desta vez usei o Lacarnum Inflamarae. Respirei fundo, repeti o gesto com a varinha e mirei no alvo, me concentrando ao máximo: – LaCARnum inflaMAre! – E o alvo voltou a pegar fogo.

E antes que pudesse apreciar tal feito, pacientemente apaguei o fogo com o outro feitiço de água, Aguamenti. Mas não obtive muito sucesso. –Vamos Megan! Você já conseguiu executar feitiços mais difíceis, se concentre! – Minha mãe me orientava na execução e eu apenas assenti e voltei a recitar o feitiço: – AguaMENti! – E uma pequena quantia de água jorrou da ponta da minha varinha, molhando o chão à minha frente e a barra das minhas vestes. Olhei para minha mãe e ela riu junto a mim.

Quando se deu por encerrado o tempo do treino, cerca de meia hora, a professora nos reuniu novamente. – Duas filas mistas? – Perguntei a ela e logo obtive a resposta. Duas de garotas e duas de garotos. Teriamos que “dar forma” aos feitiços, os apresentando para a sala. “Tudo bem, se eu não afogar todo mundo, sairei no lucro!”. Tirei Suricato do interior do meu bolso e cuidei para ver se ele estava bem. Tudo o que me faltava era machucar o inofensivo pufoso. Mas ele estava bem, melhor que alguns colegas de sala.

Quando chegou minha vez de apresentar, respirei fundo e olhei o colega à minha frente, que executava um feitiço quente. Me concentrei em uma figura qualquer e recitei o feitiço: – Aguamenti! – Movimentando lentamente a água junto à varinha, formei no ar uma figura simples, uma estrela. Mas logo ela se desfez, não durou mais do que segundos no ar. Eu estava louca para ganhar os alfajores, eram os melhores doces do mundo. Feijãozinho de todos os sabores da Dedos de Mel que me perdoe, mas Alfajor é Alfajor.

Depois de algumas apresentações molhadas demais, mamãe nos indicou o vencedor e resolveu por nos dispensar. A sala estava eufórica com os feitiços aprendidos e tenho que confessar que também estava contente. Voltei a minha carteira e guardei meu material na mochila, a colocando sobre os ombros. Retirei Suricato de dentro do meu bolso e acenei para minha mãe. Ela parecia feliz e o roxo em sua testa estava com uma aparência melhor. Sai da sala e resolvi dar uma volta pelo colégio, saindo da sala.



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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Clover Alborne Looken em Ter 9 Jul 2013 - 17:59

2ª Aula de Feitiços

A aula de astronomia havia m cansado muito, a noite de sono tinha sido incrível, eu tinha a certeza que não iria amanhecer com olheiras . Caterine como sempre em sua luta, para me acordar :- Vamos Clover, levanta, vaai. Falava ela já impaciente, isso cansava, todas as manhãs ela fazia a mesma coisa :- Caterine me deixa. Falava eu ao me cobrir, ela então pegou minhas penas e me puxou para baixo fazendo com que eu caísse no chão :- Ai . Gritei ao ver que tinha quebrado a uma :- Vou me arrumar, espera. Falei ao levantar-me irada. Tomei um banho coloquei minhas vestes, e fui até o espelho arrumar o meu cabelo e me veio uma linda musica em mente, daí comecei a contar uma pequena parte dela :- I feel pretty, Oh, so pretty, Ifeel, I feel pretty and witty and bright! Cantei ao ajeitar meu rabo de cavalo, aquela musica era linda, eu à amava, ela era linda :- Uma musica perfeita, para uma pessoa perfeita. Falei ao sair do banheiro. Fui até meu armário e lá coloquei tudo o que eu tinha usado para ficar tão linda. Aproveitei  e peguei minha mochila com meus materiais, na porta da comunal estava Catrine a me esperar, juntas caminhamos até a aula.

Ao chegar lá, alguns alunos se encontravam em suas respectivas carteiras, e a professora m sua mesa :- Com licença, professora. Ela fez um sinal positivo com a cabeça e entramos na sala, coloquei minha mochila em cima da mesinha, sentando-me logo após, ela estava à aguardar que os outros alunos chegassem. Assim que todos chegaram ela começou a falar “Feitiços quentes são legais “ pensou eu enquanto ela falava nos feitiços que íamos estudar hoje. Fiz uma carinha de felicidade ao ouvir a palavra “Concurso”, sempre adorei concursos, principalmente os de canto, mas enfim isso ficaria para depois, porque antes vinha a parte do aprendizado. “Ai que ótimo, mas eu prefiro os feitiços de água. “ Pensei, pois fazer a maior quantidade do feitiço de fogo seria tenso, como eu era um pouco atrapalhada eu poderia machucar alguém, ou a mim mesma . Enquanto ela falava eu repetia para mim mesma os feitiços do fogo :- LaCARnum inflaMAre. LaCARnum inflaMAre. Eu repetia varias vezes, para não haver erro. Fiquei muito mais calma quando ela nos mostrou o alvo que s encontrava atrás da sala, essa possibilidade nunca tinha passado pela minha cabeça, antes de ir treinar repeti duas vezes a pronuncia de cada feitiço :- LaCARnum inflaMAre, LaCARnum inflaMAre.  InCÊNdio, InCÊNdio. Logo em seguida pronunciando os feitiços da água :- Acqua eRUquito, Acqua eRUquito. AguaMENte, AguaMENte. Eu já me sentia pronta para ir até o alvo trinar. Caminhei até lá, e ao chegar lá, peguei minha varinha ergui, e fiz como a professora havia dito :-LaCARnum inflaMAre. Pronunciei dando um leve tremidinha na mão, um faísca saiu da minha varinha, fazendo então que eu tomasse um susto, e desse um pulo para trás, mas eu não desistia e tentei mais uma vez :- LaCARnum inflaMAre. Pronunciei novamente ao dar à tremidinha nas mãos, dessa vez eu teria feito certo, após a pronuncia e a movimentação correta, saiu fogo da ponta da minha varinha, fiz uma expressão de felicidade, eu havia conseguido. Mas logo me veio a lembrança de que ainda tinham mais três feitiços, logo retomei minha postura, reposicionei a varinha e pronunciei :- InCÊNdio. Desta vez fora diferente, um fogo mais não tão forte quanto o do outro feitiço sai da minha varinha, me deixando mais feliz ainda, esse eu consegui de primeira, é claro que não foi um ÓTIMO feitiço, mas pelo menos tinha sido melhor que o outro. Era chegada  há hora dos feitiços da água, eu adorava todos então respirei fundo, pois eu estava um pouco cansada, logo retomei o fôlego  e fiz os dois últimos feitiços, começando com o mas leve :- AguaMENte. Um fecho de água saiu da minha varinha, bem que eu tinha imaginado os de água eram mais simples de se fazer do que os de fogo, me imaginei enchendo uma garrafa de água com este feitiço, mas era um pensamento meio besta :-Acqua eRUquito. Pronunciei ao movimentar minha varinha segundo os movimentos da professora, mas nada aconteceu, então tentei mais uma vez e, mais uma vez nada aconteceu, com perseverança ergui minha varinha e com um tom forte pronunciei :-Acqua eRUquito. E uma jato de água saiu da minha varinha “Mais como pode sair tanta água de uma varinha ?” Eu ficava a me questionar em pensamentos. O jato havia sido tão forte que havia batido um pouco de água em mim mesma, dei um gritinho mas logo passou. Após ter passado os trinta minutos que a professora tinha dado ela retomou a palavra.

Nesta parte aula, eu agradeci por ter feito 5 anos de balet clássico. Eu já sabia o que fazer, eu iria dançar com fitas de água e fogo,  os alunos estavam sentados em circulo neste momento, pois iríamos ocupar bastante espaço, caminhei até a frente da sala falando então para a professora :- Eu posso dançar ? La então m respondeu :- Como quiser, dear.  Caminhei até o mio do circulo, tirei a capa e coloquei m cima da minha mesinha, voltando então para o meio da sala apontando minha varinha para o chão então pronunciei  :- Lacarnum inflamare. Fazendo com que uma fita de fogo nascesse ali, eu estava sendo cuidadosa, mas uma coisa que eu sabia controlar mais que o meu cachorro era uma fita de balet, passei a chacoalhar minha mão fazendo com que ela fizesse voltas, meus olhos estavam fixados nela para que nenhum descuido acontecesse, girei o meu corpo em sentido anti horário, e para a chama não apagar pronunciei novamente :-Lacarnum Inflamare. Alguns minutos se passaram e eu decidi fazer uma fita de água, é claro que com ela eu poderia m soltar mais, afinal ela só poderia me molhar Aguamenti,  Ele produz um fio de água, e seria melhor trabalhar com ele. Apontei minha varinha para cima, e  pronunciei :-Aguamenti. Antes que aquela água caísse sobre minha cabeça, comecei a girar minha varinha, fazendo então que aquele fio de água me rodeasse, com um tom de felicidade fiquei de ponta de pés para causar um feito melhor, antes que o fio de água saísse do meu controle pronunciei novamente :- Aguamenti. Fiquei na ponta de apenas um pé, inclinando-me um pouco para frente e girando um pouco para baixo, após alguns segundo desci da ponta do pé e parei o fio de água, fazendo com que molhasse um pouco o chão, terminara ali a minha demonstração, é claro que alguns alunos fariam coisas mais bonitas mais era o que eu sabia fazer. Agradeci a todos que prestaram a atenção e falei em seguida a professora :- Bom, é isso. Caminhei até minha mesinha, peguei minha capa  vesti-a novamente, e fiquei a aguardar o nome do vencedor ou vencedora.



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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Lara Chevalier Lockwood em Ter 16 Jul 2013 - 23:57

Feitiços

O frio entrava pelas frestas da janela me fazendo encolher em minha cama, eu adorava o frio e odiava ter que acordar cedo por causa dele se eu pudesse passaria a manhã deitada em minha cama embrulhada com meu cobertor.  Relutei para levantar me virando de um lado para o outro tentando fazer o pensamento de aulas irem embora e eu poder dormir de novo, mas foi em vão logo o barulho no dormitório começou e eu tive que levantar o sono já tinha ido embora e ficar deitada não iria fazê-lo voltar. Coloquei minhas roupas embaixo do cobertor, em minha cabeça elas ficariam mais quentes e fui para o banheiro, fiz minha higiene matinal, lavei meus cabelos, mesmo com o frio eu necessitava lava-los me troquei e fiquei parada em frente ao espelho os secando. O lado bom de ser uma bruxa; você não precisa ficar hora com um secador ou com uma toalha secando seu cabelo um feitiço aqui e outro acolá resolve o problema.

Desci para o salão principal para o café da manhã no caminho encontrei meu irmão, conversamos um pouco sobre a primeira aula e minha animação veio ao meu rosto e em minhas palavras era a aula que mais usávamos feitiços e isso me animava aprendíamos muito mais na pratica. Ao chegar ao salão Stefan foi para a mesa da sonserina e eu para a da grifinória, me deliciei com algumas torradas e um achocolatado, quando terminei meu gêmeo já estava a minha espera, dei uma olhada de relance na mesa da Lufa-lufa disfarçadamente para Stefan não perceber nada, sorri para Lucas e fomos em direção à sala.

Ao chegar à sala não tinha mais cadeiras para dois lugares, Stefan disse com uma cara de feliz e eu me virei fazendo cara de chata e o mostrando língua “fazer o que né”, sentei  um pouco a frente e esperei a aula começar. Quando a professora chegou ela estava esbanjando felicidade e aquilo me contagiou, logo a explicação da aula foi iniciada. Iriamos aprender hoje dois feitiços, dois quentes e dois molhados “que interessante aprenderei a queimar as calcas do Stefan”, um sorriso veio em meu lábio e eu dei uma olhadela rápida para ele. Fiquei atenta na explicação da profª Lillith e me pus a anotar cada palavra, como era o movimento da varinha, como se pronunciava, cada palavra que ela disse estava em meu pergaminho agora.

Depois da teoria veio a hora do treino, “isso vai ser legal”, mais eu não sabia no que eu iria botar fogo e nem apagar. Vasculhei minha bolsa e coloquei em cima da carteira uma pena e um pedaço de pergaminho “vamos la, é agora”. Pensei. Peguei minha varinha me concentrei no primeiro feitiço que eu queria fazer e disse:

- Lacarnum Inflamarae! – Disse com a voz forte mais nada aconteceu. Cerrei os olhos, “você vai queimar, vai sim”, o desejo de ter acertado de primeira era imenso e aquilo me deixou frustrada. Chamei a professora. – Prof, Prof... Acho que não estou fazendo o movimento certo, me ajuda! – Disse balançando a varinha, logo Lillith segurou minha mão ensinando como era o certo a fazer. Aproveitei e pedir para ela ensinar os outros e ela com aquele lindo sorriso me ajudou. “Agora vai”.

- Lacarnum Inflamarae! – Fiz a leve tremida na varinha e rapidamente a pena estava a queimar, fiquei deslumbrada com um sorriso enorme em meu rosto. Foi quando percebi que a pena estava queimando em demasia. Tinha esquecido-me de apagar o fogo. – Aguamenti! – Disse depressa o feitiço e fazendo o movimento com a varinha, um fio de agua saio de minha varinha, e naquele momento eu já tinha escolhido de qual desses seria o meu favorito. O Aguamenti era um feitiço fácil e me conquistou nãos ei por que acho que era pelo fato do fio de agua, realmente não sei.

O próximo feitiço que eu resolvi usar foi o  Incendio, esse eu preferir queimar o pergaminho, segurei a varinha fiz o movimento com ela e disse:

-  Incendio! - Rapidamente o pergaminho começou a pegar fogo“que fantástico”. Pensei em como iria usar esse feitiço nas calças do Stefan. Deixei para lá os pensamentos e me concentrei no pergaminho que estava ali queimando. - Acqua Eructo! – Esse sim era poderoso, a agua banhou minha carteira e certamente molhou meus colegas vizinhos. Olhei envergonhada para eles pedindo desculpa e foi quando percebi que tinha me molhado também “Que meleca, no ultimo feitiço eu me molho”, minha cara estava vermelha de vergonha e a raiva corria por minhas veias.  Tentei me acalmar, foi quando a professora chamou todos para a competição. Quando ela viu que eu tinha me molhado a mesma foi em minha direção e com um feitiço secou os logares húmidos. Agradeci feliz por isso, ainda tinha aulas para assistir e não poderia chegar molhada nelas. – Obrigada mesmo. –Um sorriso estava em meu rosto, eu simplesmente adorava as aulas de feitiço e a professora também.

A fila para a competição foi formada, os alunos começaram a mostrar suas habilidades e eu ficava me perguntando o que fazer? Quando chegou minha vez fiquei uns 2 minutos parada sem saber o que fazer foi quando resolvi. - Lacarnum Inflamarae! – Disse o feitiço e rapidamente comecei a movimentar a varinha e borboletas apareceram no ar. Eu adorava borboletas e varias delas estava ali a minha frente, dificilmente encontrava borboletas por Hogwarts. Resolvi então as fazer sumirem mais não sumir sem nenhum efeito bonito. Enchi o local de borboletas. - Aguamenti! – Resolvi então que as borboletas que ali estavam iriam ser transformar em lagartas, com o aguamenti concentrei-me bastante e as borboletas agora estavam virando lagartas.

Recebi os aplausos da turma e o ‘muito bem’ da professora. Estava feliz com o que eu acabara de fazer, não tinha queimado ninguém so me molhado um pouco e aquilo fazia parte da descontração. Quando a professora falou os vencedores, a aula acabou arrumei minhas coisas e deixei a sala sorrindo com o stefan de sua linda queda.





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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Rufo Villeneuve Lancaster em Qua 17 Jul 2013 - 23:26

Spells

As primeiras aulas do dia eram sempre mais tranquilas, creio que por motivo de que o cansaço é em menor quantidade. Acordei-me disposto, muito disposto, o que não é normal. Costumeiro é arrastar-me ao banheiro para a higiene pessoal e diária. Olhei meu reflexo e não encontrei as manchas negras ao envolto de meus olhos. Sorri, pensando que as pilhas de deveres estavam acabando e que o meu tempo livre seria para voar. Posicionei meu distintivo e analisei a serpente esverdeada em sua superfície. Lindo. Acariciei meu dragãozinho, o retirando de sua sonolência. Vesti minhas luvas de pele de dragão, extremamente parecidas com as que eram obrigatórias em Durmstrang. O clima de Hogwarts estava tornando-se muito, mas muito semelhante para o do instituto búlgaro. O ar cálido cortava minha pele pálida com veemência, deixando-me desconfortável. O caminho até onde todos estariam tomando café seria rápido, já que apenas um andar acima separava-nos. Minhas passadas eram lentas, os archotes estavam apagados e uma fumaça estava sendo expelida de minhas narinas.

Café. Há algo melhor? Ora, há sim! Voar! Porém, com esse tempo, está impossível. Beberiquei do negro líquido, sentindo-o quente em minha boca. Evitei beber em grandes quantidades, já que poderia causar ardência. Os murmúrios estavam altivos e misturados com os ruídos e barulhos produzidos pela colisão com os talheres e pratos.

O caminho até a sala onde as aulas de Feitiços aconteciam fora demasiado curto. Minhas passadas eram rápidas porque os corredores não eram quentes, mesmo com archotes de chamas bruxuleantes. Desejei uma lareira e um belo livro, um livro trouxa, pois eram melhores, retirando alguns que usufruem de características e fatos não existentes. Assim que me deparei à frente do vão da porta, procurei acomodar-me em um local ao centro do espaço, como sempre o fazia. As aulas de Feitiços eram, de longe, umas das melhores de todo o castelo. De longe melhores do que para com Defesa Contra as Artes das Trevas. Ah! Quantas saudades de Artes das Trevas. Desejei um bom dia para a senhora Villeneuve, nossa dócil professora. Confesso que aprecio muito o seu jeito animado e feliz de ser. Posicionei minha mochila ao lado, ignorando-a e a mantendo em uma razoável distância dos outros alunos. É sabido que não precisaríamos de penas e pergaminhos, por isso os deixei guardados. Retirei minha varinha de exatos 26,6 centímetros de comprimento do interior de minhas vestes negras, deixando-a em riste. Era magnífica. Apaixonei-me completamente por seu material desde o nosso primeiro encontro, lá no mundo mágico búlgaro — não muito diferente do Beco Diagonal.

O descontraído modo da minha professora logo foi exposto quando uma piada — não muito engraçada, como deveria ser — fora jogada à nós. Dois feitiços quentes e dois feitiços molhados. Sorri, repondo as diretrizes de minhas íris azuladas ao quadro de superfície lisa e negra, onde a senhora Villeneuve estava próxima. Um concurso vinha logo após, liberando minha curiosidade inimaginável.  Teríamos, então, que produzir o máximo de chamas e gotículas possíveis e os que fizerem coisas diferenciadas ganharão pontos extras. Minha curiosidade foi alimentada, fazendo com que imagens de formas surgissem em minha cabeça. O que poderia eu fazer com água? Com fogo? Quais desenhos? É sabido que devo fazer algo que expresse minha personalidade... O que expressa minha personalidade? E foi com este pensamento que prestei atenção nas próximas palavras da tutora.

Os tais feitiços quentes e molhados não tardaram a serem ditos. Os movimentos para perfeita execução dos mesmos também foram mostrados. Afrouxei meu toque na varinha, movendo total atenção para as instruções da professora. Então, num minuto, soube o que deveria fazer ao princípio: treinar. O que é habitual. Para que os feitiços sejam executados com perfeição devemos treinar. O meu toque, então, tornou-se brusco e minha varinha, agora erguida, estava pronta para uso. Caminhei até alguns bonecos de diversos materiais ao fundo, escolhendo o meu alvo. Escolhi o que estava no extremo lado esquerdo, analisando-o. Todos eles possuíam estaturas iguais, eram idênticos, para ser exato. Repassei os quatro feitiços em minha cabeça, procurando entender as pronúncias. Não eram complicadas.

Lacarnom Inflamare — bradei. Procurei as chamas nos instantes seguintes, porém não as encontrei. O que estava errado é o que procurei entender, também. Movimentei-me de maneira clara e sutil, propiciando as elevadas chamas. Onde estavam elas? Preparei-me, erguendo minha varinha por mais uma vez, deixando-a defronte com o boneco. — Lacarnum Inflamare — proferi. Nada. Como um nato sonserino, irrito-me fácil. É, pontadas de irritação estavam aflorando em mim, deixando-me bruto. E o que é melhor para causar as chamas do que um sentimento de raiva? Com esse pensamento que me aprontei para mais uma tentativa. — Lacarnum Inflamare — minha mão tremia levemente, meus olhos estavam semicerrados. Minha força estava depositada no toque da superfície pálida de minha mão com a varinha. Senti um estranho calor em meus dedos e levei meu olhar até os mesmos. As chamas estavam fortes, capazes de causar deformações ao boneco à frente. O efeito cessou com uma sacudida agressiva. Observei o estrago causado por mim. Sorri.

Fogo faz-me lembrar de quando eu azarava os gnomos que jaziam na superfície gramínea de Durmstrang. Os mesmos sempre estavam por ali e os alunos aproveitavam de tal permanência. Um deles era eu. Mesmo com onze anos de idade, senti uma vontade cruel de azará-los. Chamas, dentes sendo aumentados... Aquilo me deixava extasiado. Muito extasiado... Tão extasiado que as lembranças deixam-me de modo como se estivesse vivendo o meu primeiro ano por mais uma vez.

Próximo feitiço: incendio. Aprontei-me, já não sentindo-me raivoso. Minha mão não estava trêmula, também. Os movimentos corretos já foram aprendidos por mim e apenas uma pronúncia também correta em uma junção com convicção causariam fortes chamas. — Incendio — pronunciei. Minha voz estava levemente mais alta do que para com os momentos anteriores, mesmo com uma aguda rouquidão. As chamas irromperam de minha varinha, sendo dirigidas ao boneco. As cores eram bem características: vermelho, laranja e leves tons de amarelo. Lembrei-me dos texugos — apelido carinhoso aos lufanos. O fogo estava razoavelmente mais forte, causando maior calor e maior dano ao boneco — o mesmo já danificado pelas chamas anteriores.

Senti-me satisfeito. O fogo era, sem dúvidas, algo manejável por mim. Sinto-me leve, ignorando todos ao meu envolto. Não percebi que muitos dos alunos já estavam treinando os "feitiços molhados" e que, também, haviam alunos treinando com fogo. Água. Sou eu bom com água também? Iniciar meus treinos com pensamentos positivos ou negativos é habitual para mim. O cheiro de queimado era inalado por minhas narinas em fortes doses. — AQUAMENTI! — meio que gritei. Minha mão direita movimentou-se de maneira correta, fazendo com que o fio de água seja levado até o boneco, colidindo com a parte da barriga do boneco — agora duplamente danificada e malcheirosa.

O segundo feitiço, como acho que todos sabem, seria complicado de executar. Pensei nos movimentos, certificando-me de que sou capaz de os fazer. Pensei na pronúncia, tal não difícil. Decidi, então, que pausaria por alguns minutos. Movimentei meu olhar pelo espaço, olhando todos que treinavam. As chamas estavam fortes e veementes. As águas, também fortes, eram capazes de derrubar os bonecos, mesmo havendo aqueles que apenas produziam faíscas. Sustentei meu corpo nas pedras da parede, já que estava no extremo lado esquerdo da sala. Minha mão dava sinais de leves dores.

Minha varinha estava em riste. Pronto eu também estava. Os pensamentos de algo que eu poderia desenhar ou formar ainda ocupavam notória posição em minha mente. O que pode expressar minha personalidade? Movimentei minha mão enquanto pronunciava. — Acqua Eructo! — as tremidas de minha mão voltaram. O nervosismo agora é parte de mim. É só um treino, porque causas tanto cansaço em alguém? As gotículas foram formadas, sendo jorradas de minha varinha. É, consegui um resultado razoável. Sorri, não afrouxando o toque em minha varinha. Como se o mágico objeto notasse que eu desejava mais, a água tornou-se extremamente mais forte, jorrada sem pausas. O boneco causou respingos, molhando-me e jogando água para os bonecos próximos. Continuei sorrindo e a força aumentou. O boneco caiu, produzindo um baque surdo e "molhado" ao colidir com o chão. As águas, em suas vezes, foram dirigidas até as pedras da parede, escorrendo pelo chão. Movimentei-me bruscamente, causando o cessamento do feitiço.

Muito bem, dear! — senhora Villeneuve dizia. Sua doce voz deixou-me levemente corado. Receber elogios era algo costumeiro, porém era, também, o primeiro elogio vindo da professora de Feitiços. Os pigmentos rosados apenas tornaram-se levemente mais fortes quando sua mão pousou em meu ombro e logo ela seguiu, conversando com outros alunos em suas tentativas. — O-obrigado, eu acho — sussurrei. Não sabia que eu era capaz de algo tão... Devastador.

O tempo de treino ainda corria. Muitos continuavam com seus treinos. Eu, como havia terminado, apenas sustentei-me à parede e observei as chamas e as águas serem formadas. O cheiro causado pela mistura de fogo com água estava forte, muito forte. Os bonecos, atualmente, deformados e negros. Minhas íris azuladas não resistiram em observar Megan. Seus movimentos nem de longe eram bruscos, eram dóceis e graciosos. O que é que está acontecendo comigo? Por que eu elogio alguém tanto? Os pigmentos rosados, que já haviam sumido de minhas bochechas, voltaram e em elevada quantidade. Levei minhas duas mãos até meu rosto, tampando-as e sentindo a temperatura quente. Prossegui com minhas análises até os minutos passarem e a professora dar o tempo para treinos como encerrado.

Iríamos à competição, por fim. Ouvi as instruções com total atenção, prestando maior nas recompensas: pontos e chocolate. Sim! Chocolate! Postei-me em uma das filas, a fila dos meninos. Nossas cabeças eram disformes em relação de altura. Um por um, os alunos iam formando seus desenhos com fogo ou com água. Meninos faziam duplas com as meninas e, claramente, havia aqueles que o faziam sozinhos. O meu caso. Todos já estavam com suas duplas e decidi fazer sozinho. Minha vez chegava rapidamente, muitos não procuravam expressar personalidade, apenas desenhavam a primeira coisa que viesse em suas cabeças. O que eu vou desenhar, afinal? Não sei. Um enorme bloqueio não me permitia pensar. Apenas avançava quando algum aluno saía da fila para desenhar. Minha vez chegara, então. Todos olhavam-me, confusos. Os pigmentos vermelhos voltaram em minhas bochechas. Aprumei meus óculos que deslizavam em meu nariz. Ergui minha varinha, apontando para um recipiente onde chamas crepitavam fracas. A fórmula mágica de Incendio soou calma e ameaçadora. As chamas juntaram-se com as que já estavam no recipiente, se tornando fortes, muito fortes. Um cavalo alado fora formado. Não aparentava ser um pégaso, já que deformações em seu corpo eram visíveis. As asas dançavam, liberando labaredas de fogo. Eu sabia o que estava desenhando... Testrálio. As altas chamas causaram sombras na parede. Um cavalo aparentava voar. O efeito luminoso estava radiante e inacreditável.

O feitiço acabou e o testrálio se foi. Lembro-me de ter visto um na floresta proibida, mas... O que há relacionado com minha personalidade? Com a certeza de que me tornei um louco, me retirei dali.

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Re: 2ª Aula de Feitiços

Mensagem por Lillith Villeneuve em Sab 20 Jul 2013 - 9:24

Encerramento da 2ª aula de Feitiços

Dears,

Aqui encerramos nossa segunda aula de Feitiços desse ano. Em geral gostei bastante dos posts. Parabéns. Mesmo!

Às notas agora:

Grifinória


Lara Chevalier Cavendish - 8,8 - EE

Sonserina


Evelyn M. V. Hotchner – 9,5 – O
Megan Villeneuve Hugh – 10 – O – 9 da nota da aula + 1 do concurso da aula passada
Rufo Villeneuve Lancaster – 9,5 – O
Stefan C. Cavendish – 9,5 – O

Corvinal


Clover Alborne Looken – 10 – O – 8,5 da nota da aula + 1,5 do concurso da aula passada
Caterine Poésy Romaric – 1,5 – T – Pontos referentes ao concurso da aula passada

Lufa-Lufa


Ryan L. Gagerdoor – 9 – EE
Christine E. Villeneuve – 9,3 – EE
Thierry B. Mountbatten – 8,2 – EE

Pontos Extras


Os alunos Stefan C. Cavendish, Clover Alborne Looken e Christine E. Villeneuve fizeram postagens de ótima qualidade e, por esse motivo, angariaram 20 pontos para suas casas cada.
O aluno Stefan C. Cavendish foi o vencedor do concurso, pois sua apresentação foi simples e ao mesmo tempo impecável e levou 50 pontos para sua casa além de 1 ponto a mais na nota da próxima aula. Parabéns! As alunas Evelyn M. V. Hotchner e Christine E. Villeneuve apresentações lindas e, por esse motivo, angariaram 25 pontos cada para suas casas.
A Sonserina e a Lufa-Lufa angariaram 35 pontos desempenho de seus alunos.

Pontos Extras Totais


Grifinória: 04 pontos
Sonserina: 150 pontos
Corvinal: 25 pontos
Lufa-Lufa: 72 pontos


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Re: 2ª Aula de Feitiços

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