Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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3ª Aula de Feitiços

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3ª Aula de Feitiços

Mensagem por Tétis em Ter 11 Jun 2013 - 18:28

Feitiços

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Re: 3ª Aula de Feitiços

Mensagem por Lillith Villeneuve em Sab 20 Jul 2013 - 7:57


3ª aula de Feitiços

Nos Jardins, ainda com um pouco de dor no pescoço, depois de eu ter devorado o resto das guloseimas do primeiro ano e assistir a reposição feita pelos elfos, alguns alunos chegavam com carinhas um tanto emburradas, acho que por terem que caminhar até a sala de Feitiços e depois até os Jardins. Os cumprimentei, não com meu típico sorriso, mas com um sorriso um pouquinho dolorido, pois meu machucado na testa também ardia - Bom dia, queridos! - sentei-me e abri um pergaminho onde eu fizera minhas anotações para essa aula. Dei um sorrisinho engraçado quando relembrei do pequeno joguinho que eu inventara. Esperei ansiosa que todos chegassem. Quando aconteceu, levantei-me bruscamente e senti meu braço enfaixado doer:

- Queridos, sem mais delongas, não se assustem por estarmos aqui hoje. Aprenderemos o feitiço Reducto, então não seria legal estarmos em um ambiente fechado. Além deste, aprenderemos Reparo que serve para restaurar qualquer objeto destruído pelo Reducto ou apenas destruído. A pronúncia é /rePAro/ e basta uma espiral meio torta com a varinha apontando para o objeto, ou restos dele até que o objeto esteja completamente restaurado. Vocês devem ter muita concentração, caso contrário o objeto ficará todo troncho, todo disforme. O Reducto destrói as coisas. Dependendo da intensidade da concentração e do poder do bruxo, esse feitiço se torna muuuiiito destrutivo. A pronuncia é /reDUkto/. Apenas aponte a varinha para o alvo e tenha cuidado com o recuo. Quanto mais forte o feitiço, mais forte o recuo da varinha. – fiz as devidas demonstrações com um vaso que estava dentro de um grande baú que eu preparara antes dos alunos chegarem.

- Dears, ali naquele baú grande e feio, há vários objetos que vocês podem usar para praticar. Fiquem bem distantes uns dos outros. Vou estar por aqui para auxiliar vocês, mas qualquer coisa é só chamar. Vocês terão 20 minutos. Podem começar! – e fiquei andando entre os alunos, auxiliando-os.

... 20 minutos depois…

- Dears, agora que vocês já praticaram, vamos fazer um pequeno joguinho. – dei uma risadinha um pouco maléfica... - Então, amores, vocês escolherão entre os objetos que estão lá, porém apenas cinco e um de cada cor. Temos objetos vermelhos, verdes, azuis, pretos e cinzas. Cada cor tem uma pontuação. Vocês destruirão todos levemente, por favor, para que não voem pedaços em seus coleguinhas. Depois de destruí-los, vocês irão restaurar apenas os objetos que vocês querem somar à sua pontuação. Cada soma será convertida em nota extra que será distribuída para sua menor nota no ano. Façam uma fila e vamos começar! – os alunos formaram uma fila e realizaram o jogo. Foi muito divertido!! Com uma pena de repetição rápida, eu anotei as pontuações. Após o jogo, reuni todos para um discursinho de fim de ano.

- Amores, essa foi nossa última aula do ano. Eu quero dizer a todos que foi um prazer enorme lecionar cada um de vocês mais uma vez. Espero que nos encontremos em sala no ano que vem. Obrigado por tudo! - sorri com os olhos cheios d’água e reconjuro uma grande toalha, desta vez, diferente da do primeiro ano, verde e branca, de picnic no chão - Bom, antes que essa professora boba comece a chorar novamente, essa mesa cheia de guloseimas, como no ano passado, é para confraternizarmos juntos esse ano maravilhoso que está indo e para me desculpar pelas aulas cansativas. Aproveitem com música! - fui até o aparelho de som e o liguei; músicas alegres trouxas e bruxas tocaram e ali ficamos, eu e meus alunos até o final da aula, comendo besteiras, ouvindo música e batendo papo. Depois que os liberei, pedi aos elfos que me ajudassem com os alimentos. Dei um jeitinho nas parafernálias e fiquei ali curtindo as músicas e comendo os doces que sobraram.

thanks Lari @ CG!


Me # Actions # Others # ”Thoughts”


MOVIMENTO DE VARINHA:
Reparo

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:
- O prazo de postagem é até o dia 31/07/2013 às 23h59min.

- A aula está bem interativa, portanto caprichem na narração e me surpreendam. Quero postagens bem elaboradas. Arrasem!!

JOGO:
- As regras são simples:

1. Vocês devem usar os dois feitiços: use Reducto para destruir tudo e Reparo para restaurar apenas o que vocês querem que seja somado à sua pontuação.

2. Cada cor tem uma pontuação diferente, umas têm pontuação positiva, outras negativa.

3. Só as cores restauradas terão seus pontos somados para o aluno.

4. Cada pontuação total será revertida em nota para o aluno. Não é ponto extra, é nota mesmo!!


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Re: 3ª Aula de Feitiços

Mensagem por Christine L. Villeneuve em Sex 26 Jul 2013 - 9:03



3ª Aula de Feitiços

A minha nula energia de Segunda-feira de manhã fazia-se sentir mesmo depois de tomar o café. Acrescentada à inércia da primeira aula da semana, vinha o fim do ano letivo, que se tinha arrastado por entre suor, lágrimas, bocejos e novas aprendizagens. A hora de voltar para a imponente mansão Villeneuve tardava a chegar e eu não conseguia parar de pensar no momento em que abraçaria todos aqueles rostos amados e conhecidos. Todo o ambiente solitário e tenso que eu sentia permanentemente em Hogwarts estava quase a terminar e isso sim era uma razão para eu sorrir.

As notícias de que as aulas seriam em locais diferentes eram sempre bem aceites. Ver as mesmas salas todos os dias tornava-se muito repetitivo e cansativo, e apenas a ideia de uma aula no exterior cultivaria a atenção e o empenho dos que a ela assistiam. De bom humor, passei essa informação ao resto da comunidade lufana, que sorriu ao ouvir estas palavras de desanuvio. Dirigi-me atrás de uma multidão faladora até aos espaçosos e verdejantes jardins, onde sabia que a aula se localizaria. Alguns outros alunos pareciam menos contentes por a aula ser naquele lugar, talvez porque não haviam sido previamente informados da mudança de cenário.

A professora já estava lá, com o seu braço enfaixado e um sorriso que transmitia uma certa sensação de desconforto. Apenas nessa altura e sem nenhuma razão em especial surgiu a questão na minha cabeça “Porque é que a aula será aqui?”. Pouco depois a professora deu a resposta a esta pergunta muda. Pelos vistos aprenderíamos e praticaríamos um feitiço deveras explosivo… Eu já tolerara todo o tipo de barbaridades mágicas, mas explosões… O resultado seria feio e mau. Já imaginava o meu crânio todo a mostra, sem qualquer tipo de pele a tapá-lo, e sangue por todo o lado, daquela coisa que outrora fora uma cabeça, mas que agora eram apenas miolos explodidos. “Que positivismo, Chris…”, ironizava para mim mesma. Enquanto me repugnava mentalmente com previsões que nem era preciso ser clarividente para prever, o feitiço que corrigiria o Reducto estava a ser ensinado. O movimento do Reparo era um pouco confuso e não conseguia imaginar como o faria. “Espiral meio torta?”, Matutava confusa. Enquanto pensava para mim, cometi o crasso erro de não ver a demonstração da professora, e o treino começou sem eu ter ideia alguma de como lançar o feitiço. Copiando o que os outros faziam, retirei de um baú velho um objeto. Enfiei a minha mão no violento aglomerado de outros punhos e retirei um pequeno cálice velho e já quase já sem cor. Sorri, pois pela primeira vez calhara-me um objeto que talvez facilitasse a aprendizagem e era bonito, mesmo apesar de estar tão degradado. “Bonito demais para destruir…”, congeminava ao pensar no que aconteceria quado se juntasse eu, uma varinha e um feitiço explosivo… Nervosa e com as mãos a tremer, coloquei o cálice no chão, coloquei-me de pé um pouco afastada do objeto e apontei-lhe a varinha. –Reducto- Disse, muito baixinho e com grande insegurança, semicerrando os olhos com receio do que pudesse acontecer. Lógico, o cálice permaneceu idêntico. Aproximei um pouco mais o objeto de mim e dei alas a uma nova tentativa. Fixei o cálice e concentrei-me o máximo que consegui. – Precisas de ajuda?- Perguntou a professora de trás. Contudo, era tarde demais. Atingi um ponto em que era só eu e aquele cálice. Descolei o lábio superior do inferior e preparei-me –Reducto!- Quase gritei o feitiço, e isso refletiu-se na sua intensidade. Caí para trás, com o recuo da varinha, e comigo vieram alguns pedaços do que outrora fora o cálice. – Muito bem! Bem demais, até…- Disse a professora, com uma risada meio nervosa, enquanto sacudia alguns pedaços do cálice da sua roupa e me ajudava a levantar com o seu braço são. – Ah… É melhor passares para o Reparo, dear.- Eu anui com um risinho tímido, enquanto sacudia a sujidade do chão das minhas vestes negras. Tentei reunir os pedaços que encontrei, contando com a ajuda de alguns colegas, que agora possuíam adornos metálicos pelo seu corpo e em seu redor.

Quando tudo estava no chão reunido num montinho de fragmentos aparentemente irremediáveis, peguei e ergui a minha varinha, já com algum cansaço de cair, limpar, apanhar e “lampejar”. “Pior não pode acontecer”, consolava-me com suspiros. Fiz pontaria ao maior dos pedaços –Reparo!- Nada aconteceu. Já estava com alguma preguiça e sem paciência, como me revelava sempre nas últimas aulas. –Reparo!- Aumentei o volume e nada. Ajoelhei-me no chão, à frente dos pedaços, e completamente frustrada fui tentando vezes incontáveis que alguma novidade se fizesse sentir. Consegui que alguns pedaços se unissem, mas nada muito visível, sendo que a totalidade continuava apenas um quebra-cabeças teimoso. “Eu desisto”, nessa mesma altura os inacabáveis vinte minutos terminaram. Virei-me para a professora e ouvi o que ela tinha para dizer, com grandes certezas de que se seguiria um daqueles jogos com o intuito de serem divertidos, e que o eram, mas não para uma desajeitada extremista em feitiços como eu.

O jogo parecia simples. Havia cinco objetos que devíamos explodir e depois reparar. Cada um tinha a sua cor e cada cor os seus pontos. Apenas seriam somados os pontos dos que conseguíssemos reparar. “Será uma sorte se conseguir ter uma pontuação positiva”, meditei um pouco entristecida enquanto me dirigia para a fila que se formava ordenadamente. Consegui um lugar intermédio, não era das primeiras, nem das últimas. Haviam prestações boas e outras menos boas, mas ainda não surgira ninguém que explodisse toda a área que circundava os objetos. “Calma… Por pensar em objetos… Ainda não escolhi os meus”, num passo de corrida e felizmente não atraindo muitos olhares- pois estavam concentrados nos colegas que demonstravam os feitiços-, peguei os que restavam: um dado velho vermelho, uma varinha de pelúcia verde, uma lupa completamente azul, um frasco misterioso preto e um garfo cinza. Coloquei-me no fim da fila, pois sabia que não havia grande alternativa. Depois de esperar muito, a terrível hora chegou. Coloquei todos os objetos lado a lado horizontalmente, para os destruir (aniquilar) consecutivamente. Comecei numa ponta, na varinha de pelúcia verde. Decerto que não faria muitos estragos, se explodisse violentamente! –Reducto!- Disse, apontando a varinha para o objeto, e fazendo com que o mesmo explodisse moderadamente e que o recuo fosse mínimo.  Parti para o seguinte desafio, o dado vermelho. –Reducto!- Pronunciei, mais uma vez, e os estragos foram pequenos, mas suficientes. Avancei para a lupa azul. “Se fizer algo muito agreste, o vidro pode ser perigoso…”, pensei nervosa. Tentei fazer algo mínimo, para que incidente desagradáveis não acontecessem –Reducto!- Falei, mas nada aconteceu. Fiquei inquieta, com o pé a bater no chão várias vezes, nervosamente. –Mais segurança na verbalização- Aconselhou a professora com um sorriso. Apontei de novo a varinha à lupa –Reducto!- Uma pequena explosão discreta ocorreu e eu expirei de alívio por não ter pedaços de lente no olho. Deu-me um arrepio com tal imagem. Já cansada e nos limites do feitiço, prossegui ao frasco negro –Reducto!- Disse, sem energia. Como já tinha praticado várias vezes, a pouca energia não determinou a intensidade do feitiço. Decorreu bem e sem problemas, até que chegou o garfo cinza. Confiante de que ia ser bem-sucedida, pigarreei de forma convencida, mirei a varinha ao objeto e preparei-me –Reducto!- Gritei, exibicionista, mas claro, o espetáculo deu errado. Choveu pedaços de garfo pela sala inteira, o que era compreensível, se eu já não tivesse provocado precipitação na mesma aula. Tímida, tentei reunir os pedaços em meu redor, mas era inútil. Precipitei-me de novo às atividades práticas, para tentar remediar o mal. Pela mesma ordem de há bocado, tentei concertar os primeiros fragmentos, e assim sucessivamente. – Reparo!- Disse, com pontaria à pelúcia verde. Nada aconteceu. – Querida, o movimento está incorreto. Tente assim- A docente exemplificou com a sua própria varinha- Ah, certo! Obrigada!- Executei uma réplica exata da demonstração da professora e a pelúcia voltou ao seu estado original, como se nunca tivesse sido desintegrada. A professora elogiou a minha prestação, sorri e prossegui para o dado vermelho – Reparo!- Repeti, executando novamente os movimentos explicitados pela docente e sendo bem-sucedida. Confiante, prossegui para o temível garfo. Tentei uma, duas, três vezes, mas nunca conseguia. Estava destruído demais. Dirigi-me ao frasco preto –Reparo!- e consegui realizar o feitiço sem problemas. Por fim, a professora deu ordem que todos parássemos e reuniu-nos.

Foi o normal discurso do fim do ano, que eu achava sempre terno. Passávamos tanto tempo em Hogwarts e com os professores, que não podíamos evitar estabelecer laços com eles. Esta docente em particular era muito querida, tal como a sua filha Megan. Presenteou-nos com vários doces. Estava tão cansada, que esse factor se somou ao facto e ser gulosa e comilona por natureza. Enquanto muitos dançavam ao som de bonitas e contagiantes músicas trouxas, eu deliciava-me com varinhas de alcaçuz e sapos de chocolate, que eram a minha perdição… Ai, como eu adorava sapinhos de chocolate! Entusiasmada, vi o meu cromo. Eu não o tinha, mas também não fiquei contente por o ter. Era Yardley Platt, um assassino em série de duendes. Desinteressada nesse cromo, pousei-o no paninho de piquenique e fiquei a conviver, para variar, com os meus colegas. Todos estavam bem dispostos, pela primeira vez falavam comigo normalmente, e eu consegui entrar no ambiente amigável. Infelizmente, este durou pouco. Chegou a altura temida de sair. Com alguma tristeza, despedi-me da professora. –Boas férias, até para o ano, se Merlin quiser!- E ela retribuiu. Abandonei os jardins lentamente, depois de lhes enviar um pequeno beijo voador. Sim, as aulas de Feitiços haviam sido o palco de muitas humilhações, risos e insultos. Contudo, também de gargalhadas, aprendizagens, feitiços e conhecimentos, que não trocaria por nada. Depois de dar uma última olhada à professora e ao aspeto meio explodido dos jardins, continuei o meu caminho. O ano letivo estava mesmo quase a terminar!...




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Re: 3ª Aula de Feitiços

Mensagem por Evelyn M. V. Hotchner em Sab 27 Jul 2013 - 19:52



Destruindo e Reparando

Eu olhei em volta cuidadosamente interessada. Um murmúrio percorria o corredor enquanto alguns alunos iam para a sala de Feitiços, onde eu me encontrava sentada. "A professora está realmente atrasada" pensei sem emoção enquanto checava meu relógio "Estranho. Ela nunca se atrasa.". Megan foi até a mesa e então pegou de lá um pergaminho que eu não havia notado. Ela leu com cuidado e então suspirou, nos chamando para seguí-la. Eu o fiz sem questionar, mas começou um pequeno alvoroço entre os alunos do segundo ano e ela e Rufo explicaram algumas coisas para os mesmos. Como era covarde demais para me virar e chamar algum colega aleatóriamente, decidi perguntar direto para a fonte.

 - Megan. - a chamei devagar.

Ela se virou para mim, sem parar de andar, com um pequeno sorriso no rosto. Eu não parecia incomodá-la tanto quanto normalmente incomodava as outras pessoas e isso era uma das coisas que me fazia sentir mais segurança ao falar com ela.

 - Sim, Eve? - ela perguntou.

Não me pergunte quando surgiu isso de "Eve". Megan simplesmente cismara de que uma diminuição estratégica sem base em anagramas do meu nome seria adequado para demonstrar a maior intimidade com ela do que a que eu partilhava com os outros. Não era exatamente incômodo, então eu não a desencorajava em me chamar assim.

 - Para onde estamos indo e por quê? - perguntei.

 - Jardim. A aula de feitiços vai ser lá hoje. - ela disse.

Eu assenti devagar e então desacelerei o passo, ficando mais ao fundo da pequena aglomeração de estudantes e deixando Megan conversar com seus amigos mais animados. Pouco tempo depois, eu estava chegando nos jardins. A professora Lillith estava sorridente como sempre, embora parecesse que algo, no fundo, a incomodava. "Merlin, essa mulher me assusta" pensei enquanto procurava um lugar para mim "Ela parece sempre tão feliz que quando ficar brava, eu quero estar bem longe". Sentei-me em posição de lótus no chão e então puxei meu pergaminho para o meu colo, o tinteiro perto do meu pé direito e a pena em minha mão direita. A professora nos cumprimentou, animada e bruscamente, como eu já estava quase me acostumando. Quase. Eu ainda dei um pequeno pulo no mesmo lugar, sujando a grama de tinta.

A mesma começou a nos dar uma pequena explicação após deixar claro quais seriam os feitiços aprendidos naquela aula. "Puxa!" pensei "Ela vai nos ensinar o Reducto! Eu li nas anotações do papai que esse pode ser um feitiço extremamente destrutivo! Ah, cara, eu estou começando a amar essa professora.". Eu estava mais animada agora e, quando a professora confirmou o que eu tinha lido sobre o feitiço ter o poder destrutivo, eu não consegui evitar um sorriso. Eu provavelmente era a pessoa mais sádica da classe. Continuei copiando a explicação da professora e parei para observar sua demonstração. "Isso. É. Irado!" pensei animada "O Reparo é legal também, mas eu realmente espero aprender rapidamente o reducto.". Ela então nos mandou praticar com algumas coisas contidas em um baú perto da mesma.

Levantei-me um pouco tarde, depois de guardar pacientemente minhas coisas, esperando que o tumulto sobre o baú cessasse. Andei calmamente até o baú e me abaixei para pegar um objeto. Felizmente ou não, só havia um: uma pequena caixa de aproximadamente vinte centímetros de largura e altura de madeira MDF. Eu segurei a caixa com cuidado e então a levei para perto do lugar onde eu estava. Procurei minha varinha nas vestes. Nada. "Será que está na mochila?" pensei enquanto abria a mochila para verificar.

 - Algum problema, dear? - a professora perguntou, gentil como sempre.

 - A senhora não vai acreditar, mas... - senti meu rosto formar uma expressão de frustração - Eu esqueci a minha varinha.

A professora me olhou, creio eu que meio surpresa. Ela então pensou por um momento enquanto eu fazia o mesmo. "Com a minha estrutura física e a minha agilidade, eu não poderei fazer surgir uma força de mais de 20N, mas eu ainda posso usar minha falta de massa muscular ao meu favor, sendo assim..." eu fui tirada das minhas contas pela voz adocicada da professora.

 - Aceite a minha, por favor. Sei que não conseguirá os melhores resultados, porém creio que poderá usá-la até o fim da aula. - ela me sorriu.

 - A senhora é muito gentil. - falei, pegando a varinha que ela me oferecia, um tanto surpresa - Obrigada, professora.

Eu me curvei em sinal de respeito e então me endireitei. A professora seguiu pelo jardim, dessa vez sem varinha, e então começou a falar com os outros alunos. Eu analisei a varinha na minha mão. Era com certeza mais longa e aparentava ser mais delicada. A minha varinha era de fibra de coração de dragão, ela aprendia as coisas mais rápido. Eu não sabia o conteúdo da varinha da professora. Isso me deixava incomodada. "Vamos lá, Evelyn." disse uma voz no fundo da minha mente "Varinha emprestada não se olha o conteúdo. Vai ter que se esforçar mais para conseguir bons resultados com uma varinha que não lhe pertence!". Eu concordei mentalmente e então me concentrei, lembrando das instruções da professora.

 - Reducto! - falei.

A caixa de madeira continuou intacta, como se nenhum feitiço tivesse sido lançado em sua direção. Eu podia tatear a varinha e sabia que ela parecia boa em minha mão, mas não conseguia sentí-la realmente. Não conseguia ter uma confiança na mesma. Ela parecia até estar meio relutante em ajudar.

 - Sabe, eu me sinto idiota conversando com uma varinha, mas me dá uma força, por favor. Literalmente. Eu preciso destruir aquilo. - falei.

Eu então apontei a varinha novamente enquanto me aproximava um pouco mais da caixa e me concentrei.

 - Reducto! - falei.

A caixa estremeceu um pouco, como se estivesse recebendo um pequeno golpe.

 - Vamos lá, sei que você pode mais que isso, eu vi! - falei e segurei a varinha com mais força - Reducto!

A tampa da caixa se abriu, sendo segurada pelo seu pequeno fecho de ferro.

 - Por favor! - pedi enquanto me concentrava - Funciona! Reducto!

Para a minha surpresa, a caixa então se agitou com força e a varinha recuou no meu braço, me fazendo dobrá-lo com pressa enquanto uma dor se espalhava na minha junta. A dor, porém, foi ocultada da minha mente quando um sentimento de alegria se espalhou pelo meu sistema: a caixa sofrera danos. Real danos. Ela não chegou a se despedaçar, mas pelo menos estava com alguns amassados, como se tivesse sido pisada por um pé realmente grande.

 - Vamos lá, você faz ainda melhor que isso! - falei animada e então me concentrei novamente - Reducto!

Eu soltei uma exclamação de dor e de felicidade quando meu braço foi empurrado para trás com força e a caixa se dividiu em aproximadamente cinco pedaços. Eu avaliei criticamente a cena. Considerando o poder do feitiço, eu deveria conseguir fazer a caixa em pedaços, porém haviam algumas coisas para se considerar naquele momento em relação à caixa: sua continuidade física, a homogeneidade do material, a isotropia e outros fatores básicos de resistência de matéria. Dei de ombros, considerando o resultado satisfatório com a varinha de outro bruxo e na primeira aula em que fazia o feitiço. "Agora é a parte dois." pensei "O reparo.". Eu então me concentrei em me lembrar das instruções da professora Lillith e apontei minha varinha para os pedaços da caixa no chão.

 - Reparo!

Porém, os pedaços de madeira nem se moveram. Eu senti minha frustração transparecer no meu rosto e então suspirei fundo, tentando me concentrar novamente. "O movimento" me avisou uma voz dentro da minha cabeça "O movimento está errado.".

 - Reparo!

Mesmo fazendo o movimento, os pedaços de caixa não se moveram. Então eu percebi o problema. Normalmente, ao lançar um feitiço, eu sentia um tipo de energia deslizar pelo meu braço, se conectar à varinha e então podia sentir a varinha emanando aquela energia. Porém, a varinha não parecia muito feliz e, quando a energia ia em sua direção, ela se recusava a absorvê-la.

 - Ora, vamos. - falei, puxando a varinha para perto de mim - Parabéns pelo que fez anteriormente. Agora só precisamos reparar esses pedaços. Creio que não será difícil para você. - eu então a apontei novamente - Reparo!

Porém, os pedaços da caixa se moveram, se juntando mais um pouco, e então pararam do nada. "É como se..." pensei "Uma rota não estivesse sido programada e eu tentasse botar no piloto automático.". Então me veio o estalo. Eu precisava não só me concentrar como estabelecer uma rota. Imaginar os pedaços se juntando e os pedaços da caixa formando uma só caixa novamente.

 - A gente consegue. - falei para a varinha e então me concentrei - Reparo!

As peças começaram a se mover. Eu as imaginei com cuidado as peças se unindo devagar, os pedaços de madeira se encaixando e, por magia, sua estrutura se ligando novamente. Devagar e preguiçosamente as peças se moveram, obedecendo minha imaginação. Eu podia sentir a magia fluindo pela varinha. Era, com certeza, o momento em que eu mais me sentira uma bruxa em toda a minha vida. A tampa da caixa, antes dividida, caiu com um "poc" baixo em cima da mesma. Eu então sorri, feliz e satisfeita.

 - Parabéns, varinha! - falei.

Algumas pessoas se viraram e me encararam com medo, mas eu me deixei ficar feliz pelo meu sucesso na execução do feitiço. Eu então fui até a professora.

 - Olá novamente, dear. - disse ela com um sorriso.

 - Eu acabei. Posso voltar ao castelo para pegar minha varinha? - perguntei.

 - Vamos começar um pequeno jogo agora. - ela disse gentilmente - Vá para o seu lugar, sim? Não daria tempo de que você buscasse sua varinha.

Eu assenti e então voltei para o meu lugar. "Ela é realmente uma pessoa muito boa" pensei "Tão boa que me faz pensar se não tem uma outra personalidade escondida aí dentro e que essa personalidade é de psicopata". Eu então dei de ombros e escutei com atenção as instruções da professora. Devagar, fui até a fila e então esperei pacientemente a minha vez. Quando a mesma chegou, eu fui até o baú que estava cheio novamente e resolvi escolher coisas mais frágeis. Puxei uma chícara decorada verde com o emblema da sonserina, uma outra decorada de vermelho com o emblema da grifinória, uma outra xícara azul decorada com o emblema da corvinal, um pequeno pote de algo preto que me parecia cerâmica e por fim um telefone fixo de trouxas de cor cinza. Eu coloquei as coisas com cuidado no chão, espalhadas cuidadosamente e me posicionei, dobrando o braço direito levemente, afinal minha junta já estava doendo.

 - Vamos lá, varinha. Você consegue. - falei apontando para a primeira xícara - Reducto!

A xícara foi para trás, assim como meu braço, e se partiu ao meio. Eu fiquei nervosa. A professora me observava criticamente. Eu então passei para a próxima xícara, a da sonserina. Até me deu pena, mas me concentrei, segurando a varinha com força.

 - Reducto!

A xícara se quebrou em cinco partes e então eu olhei para a professora, que falava com sua pena. Respirei fundo, passando para a xícara da corvinal.

 - Vamos lá, varinha. - falei - Reducto!

A xícara se dividiu em vários pedaços dessa vez, de modo que não consegui contar tão facilmente como antes. Onze partes de xícaras e algumas lascas de porcelana se espalhavam pelo chão. Eu respirei fundo. Agora eu precisava destruir o pote.

 - Nós podemos. - falei - Reducto!

O pote se quebrou como se um gigante tivesse pisado em cima dele. Eu contei rapidamente e me dei uma estimativa de oito pedaços. Passei para o telefone fixo. Com certeza seria o mais difícil de todos. Eu estava começando a suar de nervosismo. Respirei fundo e me concentrei.

 - Vamos lá, varinha, vamos lá. - murmurei - Reducto! - berrei então.

Eu pude sentir a magia sair de mim bruscamente e meu braço recuou com força. Acertei o telefone em cheio. O telefone se soltou do seu lugar, voando e então voltando por causa do fio. A parte que continha os números afundou significavelmente, além de se dividir e seu fios saírem do lugar. Eu sorri, aliviada, mas então lembrei que eu teria que reconstruir tudo aquilo. "Mas que bosta de dragão, justo quando eu estava feliz." pensei e suspirei. Já cansada, fui até o início da fila de coisas e então me concentrei. Imaginei a xícara se juntando e então se unindo novamente por mágica.

 - Reparo!

A xícara se uniu novamente. Eu olhei para a professora, que parecia murmurar algo como "Ponto positivo" para sua pena. Eu então fui até a outra xícara. Ela seria mais difícil, porém eu tinha certeza que poderia conseguir.

 - Reparo!

Imaginei com cuidado a xícara se unindo novamente por magia, e assim aconteceu. Eu respirei fundo e então segui para a próxima. Agora, seria consideravelmente mais difícil, afinal tinha as lascas para considerar dessa vez. Eu me concentrei e imaginei a xícara ficando inteira novamente.

 - Reparo!

Dessa vez, não obtive um sucesso tão grande. A xícara se colou novamente, mas as lascas continuaram no chão, sem rumo. Acabou que a xícara tinha agora alguns furinhos. Eu olhei para a professora e então continuei. Agora seria relativamente mais fácil: o pote não havia soltado lascas.

 - Reparo!

Eu imaginei o mesmo ficando inteiro novamente e foi o que aconteceu. Eu respirei fundo. Agora era o pior: o telefone.

 - Vamos lá, estamos indo bem! - falei para a varinha - Reparo!

Eu imaginei os fios entrando no lugar novamente, a placa que havia se soltado se encaixando, os números voltando da pequena cratera que havia se formado e então o telefone voltando para o gancho. Não saiu exatamente assim. O telefone acabou se rearrumando, porém a cratera continuou lá e o telefone se consertou, porém não voltou ao gancho. Eu olhei para a professora, que anotou o resultado e então voltei para o meu lugar. Por fim, a professora promoveu um piquenique com um discurso bonito. Eu então lhe entreguei a varinha para a professora e a encarei.

 - Obrigada, professora. - falei - Sabe, não só pela varinha. A senhora é a pessoa mais gentil e legal que eu já conheci. Tanto que me dá medo.

Eu então me afastei depressa e me escondi atrás de alguns alunos, comendo sozinha. No fim, eu puxei minha mochila e saí, cansada, da aula. "É, acho que eu poderia dizer que isso foi legal." pensei.


Evelyn Marie Villeneuve Hotchner


Sonserina | Filha da Jennifer | Amante de livros e gatos | Artilheira


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Evelyn M. V. Hotchner
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