Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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1ª Aula de HdM

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1ª Aula de HdM

Mensagem por Tétis em Ter 11 Jun 2013 - 18:42

História da Magia

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Re: 1ª Aula de HdM

Mensagem por Nataly Killer Cavendish em Dom 16 Jun 2013 - 0:06




Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts

Professeur: Mlle Nataly Killer Cavendish --- História da Magia--- Tema: A Revolta dos Duendes




Sábado em Hogwarts, Cinco da manhã, desperto. Fazia frio e o sol ainda não havia dado os seus primeiros sinais. Aproveito a calmaria, me levanto para a minha higiene matinal. Eu já havia acostumado a usar aquelas vestes estranhas da escola, e para ser sincera, elas me aqueciam mais do que as delicadas vestimentas de Beauxbatons.

Passo no salão principal e faço a minha refeição solitária. A calmaria sempre fora minha amiga. Sigo para a sala com odor de mofo de História da Magia e me tranco por lá.

Passado-se vários minutos, o típico alvoroço é formado do lado de fora da sala. Olhando no relógio de bolso, termino a contagem regressiva e olho para a porta, fazendo-a abrir. Os alunos adentram aos cochichos e antes de o alvoroço aumente, me  levanto de minha mesa e fico diante da classe.

-Bonjour! Bom dia a todos. Sou a senhorita Nataly Killer Cavendish, em hipótese alguma me chamem pelo meu primeiro nome. Aqui sou a Senhorita Cavendish, Professora Cavendish, mas nunca, Nataly. Lecionarei a vocês História da Magia. -Faço uma pausa. Volto rapidamente a frente da turma. -Antes de mais nada, quero informá lhes que não estou aqui para ser amiga de aluno. Minha relação com vocês é apenas dentro da classe. Fora daqui, venham a mim apenas se for para sanar alguma dúvida grave, e quando eu digo grave, é questão de vida ou morte. -Franzo a testa, encosto as mãos em minha mesa, de frente para a classe, inclinando meu corpo para frente. -Durante a aula, não quero ouvir nada além do som de meus saltos ou de suas penas escrevendo sobre o pergaminho. Não exitarei em tirar nota de ninguém. -Olho para a porta, ela se fecha, um aluno fica do lado de fora, se lamentando. -Surpresos? Sim! Sou telecinética! E aquela porta -aponto-a - só será aberta as sete e cinquenta, não mais e não menos. Quero que respeitem, fazendo o máximo de silêncio enquanto estiverem aguardando. A mesma será fechada as oito e dez em ponto. - Volto para frente de minha bancada, com as mãos para trás. - Alunos aqui serão tratados por iguais. Não importa se é filho de fulano, irmão de sicrano, conhecido do irmão do avô de seu cachorro! TODOS serão avaliados da mesma maneira. - Ando até uma bancada, arrumo a gravata (a) aluno (a).-O uniforme de vocês deve estar sempre impecáveis, tanto o acadêmico  - O salto de meu sapato cria um som agudo quando toca o solo, sento-me em minha cadeira. -Para começar, quero que cada um se apresente. Nome, nacionalidade e equipe é suficiente. A começar pelo senhor (srta). -Aponto para o primeiro (a) aluno (a) da banca. Ouço atentamente a apresentação de cada um. Dou início a minha aula.

Gracejo a minha varinha e faço aparecer em letras cursivas “A revolta dos Duendes” que logo se dissipam.

-Terceiro ano, estaremos focados durante o ano letivo no tema em questão. O assunto é amplo, por isso, o dividirei durante as aulas. Peço que peguem penas e pergaminhos para que possamos começar a aula. -Apanho o copo de água que se encontrava em minha banca e bebo boa parte do líquido. Começo. -Anotem o pontos que acharem relevantes. Bem, em 1365 a.C., muitos Duendes do Mundo formaram uma comissão onde tentariam tomar o poder para si próprios, tentando enfrentar os poderes de bruxos, mutantes e vampiros. -Começo a caminhar pela sala.-Um deles, o mais forte, sábio e poderoso, Glubkin, era a favor dessa Revolução, pois o tamanho de sua ambição se igualava ao tamanho de seus poderes. -Passo por outro aluno (a) que se encontra com a gravata desalinha e a arrumo. Logo dou continuidade. - Glubkin queria libertar o seu povo dos sacrifícios que eram obrigados a fazer pelos Vampiros, mas sabia que os bruxos eram contra os vampiros e tentavam libertar os Duendes havia séculos, mas o poder dos Vampiros da Antiguidade era maior e precisavam da ajuda dos mutantes para isso, porém eles não queriam se envolver nessa briga, considerando-se neutros. Dúvidas até aqui? -Nenhuma mão é levantada. Continuo minha narratória -Três anos mais tarde, em 1362 a.C., quando todos do mundo mágico sabiam da armação das criaturas, os mutantes entraram na briga contra os Vampiros para libertar os miseráveis Duendes. Mas nenhum ser mágico no mundo sabe do poder, dos mistérios e dos segredos dessas tais criaturas. Eles guardavam uma quantidade de poder em suas mentes tão sabias, que nenhum povo poderia enfrentar, sendo Bruxo, Vampiro ou Mutante.-Levito um livro que se encontra na prateleira e o faço cair ao lado de um aluno (a) que roncava durante a aula. O menino (a) salta da cadeira e a sala salta a gargalhar. - Senhor (stra.), tenha a decência de pelo menos não atrapalhar os seus colegas com seus roncos monstruosos. -O garoto (a) cora e se encolhe em sua mesa. -O resto da turma, cessaram-se os risos. -Levito o livro do chão e coloco-o na prateleira novamente. Continuo. - Entretanto, os Duendes ainda não queriam que a Revolução acontecesse. Tinham seus motivos, que nunca ninguém soube. E foi em 1352 a.C. que a Revolução estourou, os Duendes se revoltaram contra os Bruxos, Vampiros e Mutantes. Houve muitas mortes, muitos e muitos seres foram mortos, tanto mágicos quanto trouxas. -Volto a minha mesa. -Paramos por aqui hoje. -Abro o meu diário e faço a chamada. -Anotem, tarefa de casa.- Ouço reclamações. -Quero lembrar-lhes que estou com o diário em mãos e não serei piedosa em retirar notas. -O silêncio reina. Sorrio por dentro. -Quero uma pesquisa sobre quem foram Drumfartico , Junglon e Silvarrom. Classe dispensada. -Um grande barulho se forma na sala. Mantenho a porta fechada. -Sentem em seus lugares novamente. -Os alunos obedecem em meio a reclamações. -Pois bem, quero que saiam da sala agora, sem barulho. -A maioria me olha de cara feia, mas sai do recinto calados. Me tranco na sala novamente.





Nataly Killer Cavendish -MinistèreMinistre de la Magie Kurt mon :star:-Je t'aime, Will!  
   

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Re: 1ª Aula de HdM

Mensagem por Franccesca V. Lancaster em Ter 18 Jun 2013 - 23:16



1ª Aula de História da Magia

Ouço o despertador berrar ao meu lado. "Mas já?" Esfreguei os olhos na tentativa de espantar o sono imenso que tomava conta do meu corpo. Não havia descansado nada naquela noite. Por alguma razão, não consegui pregar os olhos por muito tempo. "Aulas em um sábado! Em um sábado!" Levantei de minha cama relutante enquanto fazia um coque frouxo em meus cabelos desalinhados. Estiquei os braços e pernas, mas ao invés de o sono diminuir com o movimento, aumentou. "O dia vai ser longo..."

Depois de já arrumada, segui para o Salão Principal para tomar café. Não consegui me concentrar na comida, tamanho era o meu sono. Meus colegas de casa falavam comigo e ficavam sem resposta porque eu estava praticamente dormindo de olhos abertos. 

- Fran, você está dormindo em cima da comida! - Falava alguém que eu não identifiquei sacudindo os meus ombros.
- Estou dormindo não! - Exclamei dando um pulo. - Que horas são? - Perguntei esfregando os olhos.
- 7:55. - O menino que me sacudiu falou. 

Saber a hora me fez dar outro pulo. "Chegaria atrasada na primeira aula de História da Magia? Não mesmo. Saí andando o mais rápido que pude em direção à sala de aula. Cheguei rápido. "Bem rápido." Sentei-me à uma das mesas do fundo da sala e com a cabeça apoiada em minha mão direita, fiquei aguardando o início da aula. "Olhos abertos! Olhos abertos! Vamos! Por favor!"

Depois de alguns instantes, a professora nos cumprimenta e se apresenta. Sua expressão facial bem como sua fala me passaram a impressão de que ela era extremamente rigorosa. Encolhi-me quando ela disse que não queria ser incomodada fora da sala de aula. "Não que eu viva procurando incomodar professores..." Meus olhos pesavam, estava lutando contra a vontade de sair dali correndo e voltar para minha cama. "Ela não tem culpa de você não ter dormido ontem, Fran!" Passei a mão em meu rosto pela enésima vez, buscando despertar. "Não vou dormir! Não vou dormir! Não vou!" 

A professora fecha a porta deixando um colega do lado de fora. Arregalei os olhos. "Nada de atrasos..." Nada se ouvia dentro da sala a não ser a voz da professora e o som que seus sapatos faziam. Sentei-me mais ereta quando vi que ela arrumou a gravata de um colega e olhei para as minhas vestes. "Nada fora do lugar." Depois de se apresentar e explicar como queria que as aulas ocorressem, a professora Cavendish pediu que nos apresentássemos. Fiquei aguardando a minha vez tentando manter meus olhos abertos e quando ela chegou falei:

- Meu nome é Franccesca Villeneuve Lancaster, nasci em Florença, na Itália e sou da Lufa-lufa.

As apresentações seguiram até meu último colega. Quando a professora anunciou o tema da aula o meu sono triplicou. "Por que eu preciso disso? De que vai me servir no futuro?" Não sabia em que História da Magia me serviria no futuro, mas sabia que no presente, eu precisaria dela para passar de ano e uma coisa é certa: não pretendo passar minha vida repetindo anos e anos. "Não mesmo!" Pego um pergaminho e uma pena de dentro de minha bolsa e os deposito em minha mesa. Meus olhos queriam se fechar. Eu lutava com todas as minhas forças para mantê-los abertos, mas a cada palavra pronunciada pela professora, ficava mais difícil. Larguei a pena de um lado da mesa e sem conseguir mais lugar contra o sono, cruzei os braços sobre o pergaminho e deixei minha cabeça repousar sobre eles. "Só um cochilo e ninguém vai perceber..." 

Vi-me em um campo florido sobre uma toalha de piquenique. Havia uma garotinha ao meu lado. Ela sorria simpática para mim. Seus olhos azuis pareciam gritar por diversão. Seus cabelos loiros caíam sobre os ombros em cachos grossos. Senti uma vontade imensa de abraçar a menina. 
- Oi Fran! - Sua voz era aguda e extremamente, extremamente animada.
Ela olhava para mim esperando uma resposta com os olhinhos brilhando. De onde esta menina é? Ela parece com...
- Você! - Respondi por fim abrindo um sorriso enorme. Era eu, claro!
Quando ela percebeu que a havia reconhecido sorriu junto comigo. Não sabia o que falar e ela apenas sorria. Após alguns instantes de silêncio, a menina, levantou-se e estendeu a sua mão para mim. Segurei-a hesitante e me levantei também. 
- Para onde estamos indo? - Perguntei sorrindo enquanto era arrastada pela menina pequenina que era da altura da minha cintura. - Ei, aonde vamos? - Ela não respondia, apenas sorria me puxando.
O campo florido ficara para trás. Ela agora, havia soltado a minha mão e corria alegremente para o lado de um homem alto de olhos sérios, porém com um discreto sorriso nos lábios. Quando cheguei mais perto dele, ele me abraçou forte.
- Você veio. - Ele falou enquanto me abraçava.
Quem era ele? Me dei conta que uma pessoa desconhecida estava me abraçando e então o afastei. Ele não resistiu, quando desfez o abraço abriu um sorriso caloroso. 'Quem é este homem?' O silêncio tomou conta do lugar. Não conseguia desviar o olhar dos olhos sérios do homem. Sim, ele continuava sorrindo, mas seus olhos, que estavam fixos nos meus, pareciam repreender-me. 
- Quem...


BAM! Um livro despencara ao lado minha mesa. Dou um pulo e quase caio da cadeira. 

- Senhorita, tenha a decência de pelo menos não atrapalhar os seus colegas com seus roncos monstruosos. - A voz da professora Cavendish, séria, fez-me concluir que havia realmente dormido na sala de aula.

Meus colegas estavam todos rindo. Encolho-me envergonhada e olho para o meu lado, Mel ria descontroladamente enquanto apontava para sua bochecha e depois para mim. Passei a mão na minha bochecha e ao olhar meus dedos, vi que estavam manchados de tinta preta. Após uma repreensão da professora, meus colegas cessam as gargalhadas e se voltam para seus pergaminhos. Dos que estavam mais perto de mim, pude notar olhares que me diziam que nenhum mico seria pior do que aquele. Passei as costas da mão na bochecha a fim de limpar a tinta e depois olhei para Mel que sorriu para mim, o que me fez entender que não estava mais tão suja. 

Claro que não dormiria novamente. "Nem que estivesse há uma semana sem dormir..." Ouvi a explicação que estava bem no fim. "Agora, isso não vai adiantar nada!" Era fato que eu precisaria estudar aquele assunto na biblioteca, mesmo que não gostasse da ideia. Perderia meu domingo, mas antes um domingo a um ano. 

A professora começa a chamada e quando chega em meu nome, ouço risadinhas atrás de mim. Respondo à professora e viro-me na direção das risadas com a cara séria. Os dois garotos que riam, pararam imediatamente e eu comemorei em silêncio enquanto enrolava o meu pergaminho. Ao fim da chamada, a professora anuncia tarefa de casa. Semi-cerrei os olhos numa mistura de fúria e tédio e abro o meu pergaminho novamente para anotar o que ela pedia. "Quem foram Drumfartico, Junglon e Silvarrom? Devem ser duendes. O assunto não é revolta dos duendes?" Nunca fiquei tão feliz com o fim de uma aula. Segurei um grito de felicidade, enquanto ouvia o barulho de conversas ao meu redor e me levantava contente. Olho para a porta, porém a mesma ainda estava fechada. Senti-me frustrada e quando a professora nos manda retornar ao nosso lugar, sinto vontade de gritar. "NÃO! NÃO!" Sento-me com a cara fechada em meu lugar novamente e então a professora diz que deveríamos sair calados. Fuzilo-a em minha mente e então saio dali calada. Só havia aprendido duas coisas naquela aula: a revolução dos duendes estourou em 1352 a.C. e eu não deveria dormir nas aulas de História da Magia novamente.
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Re: 1ª Aula de HdM

Mensagem por Mel V. Lancaster em Qui 27 Jun 2013 - 0:11

Primeira aula de História da Magia


Primeira semana de aula acabando e ela fora... Péssima. Havia muitos professores novos e as aulas foram todas teóricas, as pessoas importantes se afastaram de mim, agora Chris passava todo o tempo com o Lucas, e a Megan com o Rufo, para piorar, minha tia morrera. Esse era, sem dúvida, a concretização do meu maior medo, perder as pessoas que amo. Acordei totalmente desgostosa no sábado. ”Aulas no sábado? Por Merlin!” Mas, pelo menos, era da minha matéria favorita. Ano passado História da Magia conquistara meu carinho com as aulas da professora Vivyan. As melhores, sem dúvida. E eu estava com saudades de Vivyan, dos seus olhos verdes e marcantes e da sua elegância. Esperava que ela e HdM fossem o suficiente para, pelo menos por alguns instantes, me fazerem esquecer tudo aquilo que me colocava para baixo. Levantei da cama, vestindo em seguida o uniforme quente e confortável da Corvinal. O dia amanhecera com a temperatura um pouco mais baixa em vista da última semana, o que me acrescentava uma pitada a mais de ânimo. Coloquei na mochila o livro de História da Magia e joguei-a sobre as costas, saindo do dormitório logo após.

O Salão Principal estava um pouco mais vazio hoje, devido ao fato de ser sábado e a grande maioria dos alunos não terem aula nesse dia. Bufei e segui para a mesa da Corvinal. Eu voltara a comer depois de quase desmaiar e ser obrigada pelo meu pai, mas isso não significava que a comida voltara a ter o gosto que tinha. Comi uma pequena torrada com geleia de morango e tomei suco de abóbora. Já era um começo. Espiei as mesas de Sonserina e Lufa-lufa, buscando por Chris ou Eve ou Meg. Não era minha intenção falar com elas, apenas vê-las, saber se estavam sorrindo, se estavam felizes. Porém não avistei nenhuma. “Fazer o quê, né?” Me levantei e saí do Salão em direção à sala de História da Magia.

Esse era um dos únicos caminhos que eu conhecia em Hogwarts. Eu lembrava as passagens secretas que levavam até lá, portanto foi muito fácil localizar a sala de HdM. Ela ficava na parte Oeste do Primeiro Andar, um corredor à direita do quadro de uma velha bondosa. A porta da classe estava fechada. Não ousei abrir, é claro. Encostei-me à parede em frente dela e aguardei. ”Estou mesmo no corredor certo?” Era comum, mesmo antes do sinal bater, os professores deixarem a porta aberta. Rodeei o corredor com os olhos. Não havia dúvidas, era ali mesmo. Minha ideia se concretizou quando um aluno da Sonserina apareceu. Ele também pareceu desconcertado ao ver a porta fechada. Não falou nada comigo, apenas escorou na parede ao lado da porta e aguardou. Mais alunos foram chegando. Os que se conheciam comentavam o motivo daquilo, já a maioria conversavam entre si sobre outros assuntos, como Quadribol, Quadribol em Hogwarts, Vassouras, Quadribol novamente... Eu não podia deixar de me concentrar no que diziam. Mas após um deles escandalizar meu time, Holyhead Harpies, eu invoquei e passei minha atenção para um quadro de cinco bruxos dentro de um bar que jogavam Snap Explosivo. No exato momento que a carta explodiu, queimando a barba de um velho ruivo, a porta se abriu.

Não era a Vivyan. Eu fiquei paralisada. ”Por Merlin, onde está Vivyan?” Entrei devagar na sala e sentei à uma carteira bem perto da professora.  Poderia ter ocorrido um imprevisto, a bruxa talvez fosse apenas uma Substituta. Ou talvez, ainda que eu não quisesse pensar nessa possibilidade, ela era a nova professora de História da Magia. Suspirei. Ao nos cumprimentar, pude descobrir algo sobre ela, era francesa. Não sei dizer se isso me deixou animada ou triste. O Francês sempre fora uma língua que eu admirava, mas me trazia várias lembranças felizes e, ao mesmo tempo tristes.

” Bonjour, mon cher.”(Olá, querida) Com seu sorriso contagiante, a diretora do St. Mungus me saudava naquela manhã. Fiz uma reverência. “Bonjour, merreine.” (Olá, madrinha) A moça acenou negativamente com a cabeça. “Non, non, non. Il marraine. Marraine.”(Não, não, não. É madrinha. Madrinha.) Ela repetiu devagar.  Tentei pronunciar mas acabei embolando tudo, o que gerou algumas risadas de nós duas. “ É assim que visitará Paris? Chamando-me de merreine?” Tirei o xale de seus ombros e coloquei nos meus. Fiz uma pose, tentando imitá-la. “Permettez-moi, marraine. Marraine! É assim, certo?” (Permita-me, madrinha.) Ela revirou os olhos e recuperou seu xale. “Venez”(Vem)  E saiu da sala. “Ei, espera! O que significava Venez?” Corri atrás dela, mesmo sem sua resposta. As horas seguintes passamos aprendendo mais expressões que talvez fossem úteis. Em seguida ela me mostrou o trabalho de alguns estilistas francês que amava. Foi um dos últimos dias que passei em sua companhia, antes de sua morte.

O nome da professora era Nataly Cavendish. Ela deixou bem claro que não deveríamos chamá-la de Nataly, o que eu nunca faria. Mesmo com a permissão de alguns professores, eu fico receosa em chamá-los sem colocar Sr. ou Srta. na frente.   Foi quando ela confirmou que seria a professora de História da Magia que meu dia desandou. “Pelas perucas de Morgana, o que aconteceu com Vivyan?” Quando as coisas começam a dar errado, elas vão cada vez mais de mau a pior. Eu perdera todas as bruxas que admirava. Todas elas que foram um exemplo para mim. Minha mãe e minha madrinha, mortas. Agora Vivyan, sabe-se lá onde estava. Eu nunca descobriria o que aconteceu na noite em que elas foram presas pela polícia trouxa.

A Srta. Cavendish ditava suas regras. Ela era extremamente rigorosa. Não poderíamos criar uma relação com ela além de aluno-professor, nem fazer barulho, nem respirar... Eu parei de prestar atenção no que ela falava e passei a observar como ela era. Uma mulher talvez com seus trinta anos de idade, cabelos loiros naturais e os olhos eram da cor dos meus. Era um belo rosto, mas também frio e rude. Ela sentou-se na cadeira. Eu tinha perdido todas as suas instruções, mas por Merlin, elas eram realmente necessárias? Ela, como eu já esperava que fizesse, queria que nós nos apresentássemos. Foi assustador quando esta apontou o dedo para mim, pedindo que eu começasse. Todas as coisas erradas que fiz passaram como um filme pela minha cabeça.  ”Calma, é só se apresentar” Respirei fundo e falei: -Meu nome é Mel Villeneuve Lancaster, sou britânica e tenho o prazer de defender a Corvinal. – Já tinha feito isso antes, mas não sob o olhar de uma professora severa e isso era suficiente para me deixar nervosa. Graças a Merlin falei a frase sem tropeçar nas palavras. As apresentações prosseguiram e eu me senti aliviada de não ser mais o centro das atenções.

Abri a mochila e retirei meus materiais, posicionando-os à mesa. Eu já esperava uma aula totalmente teórica, portanto molhei a ponta da minha pena do tinteiro e escrevi a data no canto superior direito do pergaminho. As apresentações acabaram e Srta. Nataly fez surgir o tema da nossa primeira aula no ar, A revolta dos Duendes. Franzi a testa. Se não me enganava já havia estudado sobre isso no primeiro ano. Na verdade, não fomos ensinados por um professor titular, mas um substituto. De qualquer formar eu sabia um pouco sobre o assunto. Mas era tão pouco, devido a minha memória brilhante, que não fazia muita diferença. Dei de ombros e escrevi o título, A Revolta dos Duendes, no topo do pergaminho.

Após dar alguns avisos, a professora começou a ditar a matéria. Apoiei meu rosto no braço esquerdo e comecei a copiar o que ela dizia. A matéria era até interessante, eu prestei atenção, juro, porém o sono foi inevitável. Há muito tempo atrás, os Duendes queriam tomar o poder para eles. Há destaque para Glubkin (escrevi o nome dele errado no pergaminho), que queria livrar os duendes dos serviços que eram obrigados a fazer para os Vampiros. Por um momento eu estranhei isso, afinal os Vampiros que eu conhecia não tinham nada de especial para obrigar alguém a fazer alguma coisa, muito menos Duendes que são invocados. Eu até tirei o rosto do cotovelo para prestar atenção no que ela diria a seguir. A professora explicou que naquela época os Vampiros eram mais poderosos. Bem, não foi exatamente com essas palavras, mas eu cheguei a essa conclusão. ”O que aconteceu com os Vampiros desde então?” Enfim, essas criaturas não queriam envolver-se na briga com os Duendes.

A professora perguntou se havia alguma dúvida. Rodeei a sala com os olhos. Ninguém teve coragem suficiente para levantar a mão. Eu muito menos. Assim que ela voltou a narrar a matéria, deitei a cabeça na mesa. Lembrando o pouco que eu estudara sobre A Revolta dos Duendes no Primeiro ano, eu concluí que não havia nada sobre Vampiros ou Mutantes no que aprendemos. Mas eu com certeza já ouvira o nome Glubkin, apesar de não significar muito, pois todos os duendes tinham nomes parecidos. Voltando a história, os Mutantes apoiaram os duendes na briga contra os Vampiros. Sinceramente, a esse ponto eu esquecera quem eram os Mutantes e por que eles estavam nessa guerra. Bocejei. ”Tenho que prestar atenção!” Ela estava falando sobre os poderes e saberes que eu julguei pertencerem aos duendes. Estava repassando isso para o pergaminho, com uma letra absurdamente feia, quando algo hilário aconteceu.

Ouvi um baque ao meu lado e ergui a cabeça da mesa, assustada. -Senhorita, tenha a decência de pelo menos não atrapalhar os seus colegas com seus roncos monstruosos. – vou tentar explicar o que houve naquele momento. Fran nunca gostou das aulas de História da Magia, nem de qualquer aula teórica. Era de se esperar que ela adormecesse, pois não era a primeira vez que isso ocorria. Mas ser acordada pela professora que a repreendeu por estar roncando, foi diferente. Não era minha intenção rir próxima a Srta. Nataly, vai que ela tira alguns bons pontos da Corvinal? Mas infelizmente isso não é algo sobre qual temos controle. Desatei a rir. Ri ainda mais quando reparei que tinha uma mancha preta no rosto da lufana. Ela não percebera esse pequeno detalhe então eu tive que avisá-la. Fazer o gesto com esse intuito foi o suficiente para cessar meu riso. Ela limpou o rosto com o dorso da mão e virou-se para mim. Dei um sorriso alegre e pisquei, confirmando que toda a tinta havia saído. Apesar de tudo o que estava acontecendo, ver aquele mico que Fransccesca pagara foi o suficiente para eu ganhar meu dia.

A professora Cavendish retornou com a aula. Cocei o olho, me preparando para prestar atenção à professora. Apesar do apoio dos mutantes, os Duendes ainda não queriam que a revolução acontecesse. Os motivos ninguém sabe. É claro que qualquer coisa que aconteceu e não se sabe o motivo ou os detalhes, atrai a atenção das pessoas. A curiosidade e a vontade de descobrir tiraram, nesse momento, todo o sono que eu tinha. Mas ela apenas ditou a data de quando a Revolução começou, e citou que muitos seres, Bruxos, Vampiros, Mutantes e Trouxa, foram mortos. Então a aula foi encerrada, provavelmente os detalhes sobre a Guerra seriam na próxima aula. Respirei fundo e peguei o pergaminho para analisar o resultado. Minha letra estava tão feia a partir da quinta linha, que me deu agonia e eu tive que parar. Enquanto ela fazia a chamada, concluí que não haveria mais nada e guardei os materiais. Na minha vez, obviamente, falei um “Presente” não muito alto, porém o suficiente para ela ouvir. A chamada acabou e eu aguardei que ela nos liberasse. Mas ao invés disso, ela passou um dever de casa para a próxima aula. ”Aff!” Puxei a pena e o pergaminho da mochila e escrevi de qualquer jeito no canto inferior, tentando usar o mínimo possível de palavras. Esse trabalho, ainda que não me orgulhasse, provavelmente faria no último dia, ou seja, na próxima sexta. Era uma pesquisa sobre Drumfartico, Junglon e Silvarrom. Por esses nomes, vamos dizer... maravilhosos, eu poderia jurar que eram duendes. Assim que ela nos dispensou, guardei novamente o pergaminho e a pena e me levantei. Joguei a mochila nas costas e já ia em direção à porta quando ela nos fez voltar. ”Ah não!” Revirei os olhos e voltei, contra a minha vontade, para a carteira que eu sentara. Ela mandou que saíssemos sem fazer barulho. Cruzei os braços e andei devagar até a porta. Eu, sinceramente, nunca fiquei tão feliz em fazer aqueles pequeno percurso para fora da sala de História da Magia.
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Re: 1ª Aula de HdM

Mensagem por Nataly Killer Cavendish em Dom 30 Jun 2013 - 17:44

Notas - 1º Aula
---Professeur: Mlle Nataly Killer Cavendish
Classe: Etiquette
Segundo Ano

Após avaliação das atividades, sabendo que N1 (Nota do post em sala) + N2 (Nota da Tarefa para Casa) / 2 = X segue meu parecer. A saber:


Corvinal

Senhorita Mel V. Lancaster

-Post perfeito. Alavancaria nota melhor se o trabalho tivesse sido efetuado.

Pesquisa: = 0,0 -Não efetuado
Aula = 10,0

Nota Final: 5,0 + 2 pontos de bonificação pela nota



Lufa-Lufa

Senhorita Franccesca V. Lancaster

-Aula impecável. Ousadia na interação, bem elaborada, criativa, engraçada. Perfeita! Parabéns!

[b]Pesquisa:
= 8,0
Aula: = 10,0

Nota Final: 9,0 + 10 pontos de bonificação pela nota




-------------------------------------------

-O aluno que melhor se sair em classe leva + 5 pontos para sua equipe:Senhorita Mel V. Lancaster
-O aluno com o post mais bem estruturado leva + 5 pontos para sua equipe: Senhorita Mel V. Lancaster ]
-O aluno que me surpreender leva + 10 pontos para sua equipe: Senhorita Franccesca V. Lancaster

Total de Pontos Extras

Corvinal: 12 pontos
Grifinória: Não houve pontuação extra.
Lufa-Lufa: 20 pontos
Sonserina:. Não houve pontuação extra



* Dúvidas MP !


[b]GrataPela Atenção!Boa semana a todos !!!



Nataly Killer Cavendish -MinistèreMinistre de la Magie Kurt mon :star:-Je t'aime, Will!  
   

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Nataly Killer Cavendish
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Re: 1ª Aula de HdM

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