Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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1ª Aula de Herbologia

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1ª Aula de Herbologia

Mensagem por Tétis em Ter 11 Jun 2013 - 18:51

Herbologia

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Re: 1ª Aula de Herbologia

Mensagem por Kenton Willians Lancaster em Sex 14 Jun 2013 - 18:28

Primeira Aula de Herbologia

Aquele clima matinal em plena segunda-feira trazia consigo as primeiras rajadas de sol sobre o castelo de Hogwarts, seguido de um vento pouco gélido e um cheirinho de folhas de árvores, algo espetacular. Já fazia tempo que havia acordado esta, sendo uma mania, deixava-me descansando na cama e olhando para o teto cheio de poeira e rabiscos devido a madeira já velha. Nicolette dormia feito um anjo ao meu lado, seu sono pesado devido ao cansaço de carregar duas crianças na barriga, nossos dois anjinhos. O primeiro alerta do despertador foi dado, o que forçou Nicolette a se levantar, me encher de beijos e depois se vestir para seu trabalho no castelo, afinal, nossas profissões não era algo tão distante, tudo ligado à medicina bruxa. Depois que minha deusa havia lançado contra mim um travesseiro, eu foi, obrigado, a me levantar e vestir uma roupa decente para minha aula. Depois que estávamos pronto, fomos para o salão onde saboreamos a primeira refeição do dia, ela comendo tudo que engordava e eu, tentando, somente nos mais leves, afinal, os desejos de Nicolette eram muitos. Depois que havíamos terminado a refeição eu peguei meu rumo para as estufas enquanto ela tomava o rumo para a ala hospitalar onde exerceria sua amada profissão.

Depois de percorrer uma distância do castelo até o sítio das estufas eu adentrei ao local de aulas do terceiro ano, hoje seria um dia e tanto. Aguardei alguns minutos até que todos chegassem e se posicionassem na enorme mesa, enfim, a estufa de número três era quase idêntica a de número um, a diferença é que a quantidade de plantas no estudo do terceiro ano era maior. Logo após notar que uma boa quantidade de alunos comparecia no local, fiz questão de me pronunciar. - Bom dia alunos, creio eu que todos aqui me conhecem e ... também quero parabenizá-los por terem passado de ano, mas foi algo merecido, com toda certeza. - Digo fitando-os. - Antes de começarmos, alguém aqui tem alguma dúvida sobre o ano letivo? Sobre a disciplina? - Indaguei-os tentando convecê-los de levantar aqueles dedos pro ar, porém não tive o sucesso que eu queria. Girei-me e posicionei-me frente ao quadro, onde peguei um giz de cor qualquer e desenhei uma pequena planta e logo abaixo coloquei "Losna". - A Artemisia absinthium L, assim é chamada, ou então Losna, é uma planta que possui grandes características e também propriedades. A losna é uma planta muito usada na medicina bruxa, porém também leva a fama por causar até mortes no século XIX, motivo? O sabor amargo e seu licor alucinógeno causavam delírios, convulsões, tonturas e tremores aos que bebiam os chás preparados a partir da planta. - Enquanto eu dizia ia facilmente rondando toda a estufa fazendo assim com que todos ali pudessem me ouvir. - Nos tempos da Grécia Antiga essa planta era dedicada à Ártemis, deusa da fecundidade e da caça, o que deu origem ao nome científico da losna. Além disso, a planta também recebia variados nomes, desde absinto, erva-do-fel, sintro e erva dos vermes. - Dei uma parada e retornei ao quadro, a atenção dos alunos parecia estar perfeita, veremos até o fim de nossa aula. Bom, retornando, na lousa eu dei uma pequena complementada no desenho que eu havia feito.

Losna e suas propriedades:


- Como podem ver queridos, a losna tem um grande nível tóxico, como eu havia dito anteriormente. O perigo dela é somente dois pontos, mas esse perigo se refere à planta e não a suas propriedades, por isso seu nível de perigo cai para dois. Além disso, a losna é uma planta aperitiva, vermífuga e estomacal, o que explica a utilização da planta no licor de absinto e vermute.
- Eu me aproximei da pequenina horta que ficava dentro da estufa, não era tão grande como a da estufa de número um, mas enfim. - Queridos, venham aqui, por favor! - Chamei-os para perto da horta onde havia uma variada quantidade de plantas, incluindo algumas losnas. - O objetivo de vocês nesta aula é simplesmente identificar a losna, colhê-la, colocá-la num vaso e depois fazer os tratos, regar, alimentar, e assim por diante. Se quiserem fazer em duplas podem, mas não excedam desse número. - Deixei-os com as plantas e com o tempo pro fim da aula, vendo cada um deles fazerem o que foi pedido.

Depois de um tempo longo, a primeira sineta das aulas toca, os alunos faziam os últimos preparos. - Bom alunos, coloquem uma etiqueta no vaso com seus nomes e suas casas, por favor, depois podem ir ! - Alertei-os enquanto os mesmos acabavam de regar a planta, e minutos depois pegavam o caminho para a próxima aula. Fiquei na estufa averiguando os vasos e somando suas primeiras notas do ano.

Informações para as Postagens:


* Aula com menos de 17 linhas serão desconsideradas.
** Não vou cobrar muito a ortografia, bem como eu também tenho pequenos erros.
*** Não quero erros no template, que causa difícil leitura, por favor.
**** Atenção quanto às cores do post.
***** A maior parte da nota será dada à interação e criatividade durante a parte prática.
****** A aula se encerra dia 29/06 ás 9:00.

Pontos para as Casas:


+ 20 pontos à melhor aula do aluno.
+ 20 pontos à melhor aula da aluna.
+ 30 pontos à melhor aula prática.



Última edição por Kenton V. Lancaster em Qui 20 Jun 2013 - 17:49, editado 1 vez(es)
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Re: 1ª Aula de Herbologia

Mensagem por Mel V. Lancaster em Qua 19 Jun 2013 - 17:43

Primeira aula de Herbologia

Entrei no Salão Principal, nem um pouco disposta para o café da manhã.  Apesar de não ter comido nada ontem, eu não tinha fome. Sabia que era errado, mas o que fazer, se a comida não descia? Sentei à mesa da Corvinal, cumprimentando os rostinhos conhecidos. Encarei a comida. Meu estômago revirou em protesto. Peguei um pedaço de pão e girei-o na mão. Levei devagar à boca, quando fui interrompida. Centenas de corujas invadiram o Salão Principal. Era o correio. Esperei, instintivamente, receber uma carta. Mas eu sabia que não receberia. Não tinha ninguém lá fora que se importasse o bastante para me escrever. A garota ao meu lado, Mary, que eu conhecera no banquete, recebera o Profeta Diário. Pedi para lê-lo e com sua permissão, usei o Jornal como uma desculpa para não comer. Distraí-me com a matéria sobre as novas Nimbus 2013, quando novamente fui interrompida. Alguém me cutucou. Virei-me e deparei com Megan. Ela estava muito fofa com aquele distintivo de Monitora. Ela me cumprimentou e roubou uma rosquinha, saindo logo em seguida. Revirei os olhos e dei um sorrisinho.

A professora Lillith, também diretora da minha amada casa, passou nos entregando a Grade de Horários. Ela me entregou a correspondente ao terceiro ano com uma piscadela. Além de ser minha tia, era também mãe daquela garotinha problemática e fofa. “Ah! Perfeito!” Parece que quando as coisas começam ruins vão ficando cada vez piores.  Devo admitir que a matéria que menos gosto é Herbologia, porém lá estava ela. Primeira aula do dia, primeira aula da semana, primeira aula do ano! Muito inspirador para o começo do ano letivo. Outra coisa também me chamou a atenção; História da Magia apenas no sábado. Essa foi uma matéria que eu gostara bastante no ano passado, portanto eu fiquei ansiosa para o sábado. Olhei no meu relógio e ainda eram 07h30min, mesmo assim decidi ir logo para a estufa. Peguei um copo com chocolate quente e o jornal da Mary. Eu não iria comer, não adiantava. Saí então para a minha primeira aula do ano. Herbologia.

Durante o caminho eu bebericava o chocolate ao mesmo tempo em que lia as últimas notícias. A bebida quente caía no meu estômago vazio e me concedia uma energia que há tempo precisava.  Era até mesmo viciante. Contive-me antes de voltar ao Salão em busca de outro copo. Continuei devagar a caminhada. O dia estava bonito aos olhos da sociedade. Não aos meus. O céu estava limpo e com uma coloração azul clara. Pela luminosidade que o sol exalava já àquela hora, poderia concluir que seria um dia quente. Ou seja, um lindo dia típico de verão. Entre outras palavras, não me agradava. Mas atualmente era difícil encontrar algo que me agradava realmente. Indiferente, prossegui a caminhada.

Entrei na estufa encontrando parte da turma e o próprio professor. Dirigi-me para um dos cantos isolado da mesa em que os alunos faziam volta. Enquanto esperava, coloquei a pesada mochila no chão, não ligando para o fato de ele estar sujo de terra. Joguei o copo vazia numa lixeira que encontrei e por fim fiquei analisando as plantinhas. Acho que a única coisa que eu gostara em Herbologia era conversar com as plantas. A maioria não era educada, mas era uma ótima opção quando se estava solitário. Eu estava solitária. Mas não, não iria conversar com as plantas. Com o silêncio que fazia na estufa qualquer sussurro e atrairia atenção, e essa era a última coisa que eu queria. Não precisei ficar observando as plantas por muito tempo, logo o professor deu início à aula. Ele começou comentando que já o conhecíamos. Sim, era verdade. Kenton Villeneuve Lancaster. Meu tio, pai do meu primo Rufo, professor de Herbologia e agora, Vice-Diretor de Hogwarts. Mudei o peso do corpo para o pé direito. Ele nos parabenizava por termos passado de ano. Dei um sorriso triste e desinteressado. Eu gostei sim de ter passado, mas chegou um momento que isso não me importava mais. A dor era tão grande que por muitas vezes pensei em desistir da escola, da vida... O que não aconteceu, porque aqui estou eu.

O professor Kenton perguntou sobre uma possível dúvida que teríamos acerca do ano letivo. Hesitei em levantar a mão.  Obviamente eu tinha dúvidas e perguntas a fazer, mas eu não conseguia me recordar do quê exatamente. Eu não lembrava bem o que havíamos estudado no último ano, muito menos o que me confundira. Aliás, nenhum aluno se pronunciou, portanto fiquei quieta e aguardei. Ele, vendo que ninguém ia levantar a mão, pegou um giz e passou a desenhar na lousa. Abaixei e abri minha mochila, retirando o famoso trio: pergaminho, pena e tinta. Abri a tinta e molhei a ponta da pena. O professor desenhara uma plantinha, ao meu ponto de vista, uma planta como qualquer outra, ainda que me lembrasse bastante o alecrim só um pouco mais pontuda. Em baixo ele escreveu “Losna”. Esse nome não me era estranho. Poderia tê-lo ouvido em alguma aula de Herbologia. Mas a citação desse nome provocava em mim alegria e admiração. Não estava ligado à Herbologia, definitivamente. Então em lembrei. Estudei na primeira aula de Poções os Ingredientes utilizados e Losna foi uma delas. Depois de um tempo decorando, eu lembrava sua definição. “Planta herbácea, de cheiro penetrante, mas agradável. Seu sabor é aromático, mas muito amarga.” Isso me provava a grande ligação existente entre Poções e Herbologia, ainda que eu amasse a primeira e não fosse fã da segunda.

O professor começou a explicar. O verdadeiro nome da planta era Artemisia absinthium L. “Meu santo Merlin, que nome é esse?” Eu obviamente não iria lembrá-lo, então escrevi, com uma letra horrível, no pergaminho. Ele disse que ela era bastante usada na medicina bruxa, o que me fez olhar novamente para o desenho com um pouco mais de doçura. Não pude deixar de me recordar dela, o que doeu. “Ela” fora uma Medibruxa, a melhor que já conheci. Na verdade foi a única que conheci, mas isso não importa. Tinha até me ensinado algumas coisinhas, como a poção de cura simples e o feitiço Episkey. Balancei a cabeça afastando isso da minha mente. Prof. Kenton falava agora sobre essa plantinha ter causado mortes antigamente. Isso atraiu minha atenção, pois não fazia sentido para mim. Mas ele explicou o motivo. Eles faziam o chá dessa planta, e seu licor alucinógeno causavam delírios, convulsões... Anotei isso no Pergaminho, recordando de outra planta, o Acônito. Ela também era uma planta medicinal e, ao mesmo tempo um veneno. Dei de ombros, concluindo que não havia nenhuma ligação nisso.

Prosseguindo a aula, o professor fez um comentário que atraiu totalmente minha atenção, me fazendo gostar daquela plantinha. Ela fora dedicada à Ártemis na Grécia Antiga. Dentre todos os deuses do Olimpo, minha segunda deusa favorita depois de Atena, era ela. Não hesitei em copiar isso no pergaminho, ainda que tivesse a consciência que não esqueceria. Por um momento até considerei a possibilidade de chamá-la por seu nome verdadeiro, que era em homenagem à deusa. O professor continuou, citando outros nomes que a planta também recebia. “Como o professor consegue decorar tudo isso?

Ele então se dirigiu para o quadro e anotou algumas propriedades da Losna ao lado do desenho dela.  Anotei tudo, para depois analisar. “O que é Classificação Herbológica?” Eu puxei na memória qualquer coisa ligada a isso, mas não lembrei nada. “Resistência: três asteriscos! Por Morgana, o que isso significa?” Mas não precisa ser um mestre em Herbologia para notar um ponto. Pela grande quantidade de asteriscos em Toxicidade, isso provava que ela era muito tóxica. Mas não fazia sentido o valor do Perigo ser pequeno. Acabei de copiar e aguardei, ansiando pela explicação do professor. Ele então explicou que o perigo retratado era em função à planta e não às suas propriedades. Ok, eu não entendi muito bem, mas não quis perguntar.

-Além disso, a losna é uma planta aperitiva, vermífuga e estomacal, o que explica a utilização da planta no licor de absinto e vermute. – franzi as sobrancelhas. Quantas aulas de Herbologia eu andei faltando? Eu tinha a consciência de não ser muitas. Mas, por Morgana, o que essa frase queria dizer? O professor nos levou então para uma pequena horta localizada dentro da estufa. Guardei o pergaminho e a pena dentro da mochila, fechei-a e segui com a turma para lá. Ele passou nossa primeira tarefa do ano. Deveríamos identificar a Losna presente na horta e tratar dela. Respirei fundo. “Hora de por a mão na terra”.

-Acredito que você busca uma planta vermífuga e estomacal, não tenho certeza se é o caso dessa aí. – ajoelhei ao lado de Franccesca. Ela era irmã do prof. Kenton, mas não herdara o talento e o amor para plantas como ele. Ela deveria ser minha tia, mas pela aproximação com minha idade, eu a considerava uma prima. Agora ela estava tentando colher uma planta que eu tinha certeza não ser a Losna. Descurainia, talvez. Falei aquilo sorrindo, com a certeza de que ela não ia entender nada, assim como eu. –Não? – Fran largou a planta. Acenei negativamente com a cabeça. – A Losna parece mais com um alecrim. Acho que poderia ser essa. – apontei para uma planta no centro da horta. –Isso não parece um alecrim pra mim. – pensei um pouco então estiquei o braço e peguei uma folha da planta que eu julgara ser a Losna. Aproximei do nariz, sentindo seu cheiro. Não vi nada penetrante, muito menos agradável. Não havia cheiro naquela planta, senão terra. –Você tem razão. – joguei a folha de volta na horta. “Que o professor não me veja fazendo isso”.

-Não é essa, não?- Fran me mostrou uma que estava bem próxima de nós duas. Coli uma folha e senti o odor, como tinha feito antes. Se não era aquilo que diziam em: “De cheiro penetrante, mas muito agradável” eu não sabia o que mais poderia ser. –Acho que sim. – ela pegou a folha da minha mão, sentindo o cheiro. –Que cheiro era pra ter? – perguntou, com um sorriso. –Esse? – dei de ombros. Ela, então, pegou uma muda e se levantou. Fiz o mesmo, logo após. Cortei, com a mão mesmo, um ramo até grande. Quando tentei levantar, porém, tropecei na minha própria mochila e caí na horta. O único intuito que tive foi colocar o braço na frente. Fiquei do pescoço ao pé completamente suja de terra. Acabara de atrair a atenção da turma que ria descontroladamente. “Ain! Por que sou sempre eu, Merlin?” Recompus-me e levantei. O professor aparecera e, olhando para minhas vestes completamente sujas e as plantas despedaçadas no lugar da horta onde eu caíra, percebeu o que acontecera. –Ah não, não! – pensei, por um momento, que ele iria perguntar-me se estava bem, mas ao contrário, ajoelhou-se em frente à horta. –Não! Minhas plantinhas! Minhas ervas! – saí de fininho dali para perto de Franccesca que ainda estava se recuperando do seu ataque de riso.

Balancei as vestes, tentando tirar um pouco a terra, mas não foi suficiente. Fran me entregou um vasinho e eu joguei a muda da Losna lá dentro. –Vou precisar de terra pra colocar aqui... – Revistei a estufa em busca de um local, que não fosse onde o professor estava tentando recuperar suas plantas recém-destruídas por uma garota distraída. –Por que não usa a terra que está na sua roupa? – brincou Fran, fazendo-me rir. Em seguida, nós duas conseguimos pegar terra em um saco aberto que deveria estar ali para isso mesmo. Com o auxílio de uma pequena pá, coloquei a terra no vaso e ajeitei a muda da Losna dentro. –Será que é assim mesmo? – perguntei à minha prima.  A garota deu de ombros. –Sinceramente? Eu não me importo.  Não vejo em que isso me será útil mais tarde. – pensei um pouco pelo seu ponto de vista. Quando eu precisaria de Losna? “Poções, é claro.” – Pode ser útil em poções. Não sei bem em qual poção específica ela é usada, mas é um ingrediente importante. – ela parou de ajeitar a terra no vaso e me encarou. –Mel, eu simplesmente odeio, Poções. – ela falou isso sublinhando a palavra “odeio”. –E definitivamente nunca vou precisar fazer isso. – eu tinha esquecido, mas a Fran já me falara isso antes. Se eu não me enganava, sua matéria favorita era Feitiços, certo? E ela odiava Poções, Herbologia, História da Magia...

Com a minha Losna já pronta no vaso, fui à busca de um regador. Encontrei um azul de tamanho médio não tão longe de onde estávamos. Molhei a terra do vaso e coloquei-o em cima de um pratinho, deixando a água escorrer. Fran pegou o regador, fazendo o mesmo. –Estamos esquecendo algo? – Minha prima perguntou. –Acho que não... – um garoto da Grifinória pediu o regador e Fran lhe entregou. Foi nesse momento que o sinal tocou. “Ai que alívio!” Seguindo as recomendações do professor Kenton, abri minha mochila, pegando a pena e uma etiqueta. Escrevi rapidamente: Mel Villeneuve Lancaster – Corvinal, e colei no vaso. –Te vejo mais tarde, Fran. – entreguei o vaso para o professor e saí correndo em direção ao castelo. Antes mesmo da próxima aula, eu precisava trocar minhas vestes sujas de terra.
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Re: 1ª Aula de Herbologia

Mensagem por Franccesca V. Lancaster em Sab 22 Jun 2013 - 16:42



1ª Aula de Herbologia

Minha cama parecia me abraçar implorando que eu permanecesse nela por mais tempo. "Isso seria ótimo... Mas não posso!" Ainda de olhos fechados, estiquei as pernas e quando o fiz recebi uma mordida de Ella que estava deitada nos meus pés, por reflexo, dei um pulo e abri os olhos. "Um dia eu mordo você só pra você saber como dói!" Assim que me sentei na cama, Ella saiu de onde estava e tomou posse do meu travesseiro. 

- Como você é folgada! - Falei tirando-a de cima da cama para arrumá-la.

As outras meninas já estavam acordadas, o que fez me preocupar com as horas. Olhei para o relógio e vi que o mesmo marcava 6:55. "Nada de atraso..." Vi que muitas estavam agitadas, talvez por ser o primeiro dia de aula. Depois de um banho quente rápido, segui para o Salão Principal onde mordisquei um pãozinho. "Volta às aulas. Aulas... aulas..." Eu estava animada, por mais que odiasse ter que passar um bom tempo em uma sala de aula prestando atenção em coisas que, em sua maioria, eu esqueceria rapidamente, ter o que fazer me deixava animada. Olhei o meu horário e toda a animação fora-se. A primeira aula do ano seria de Herbologia. "Começando o ano com dois pés esquerdos." Se tinha algo que me desanimava em questão de segundos, eram as plantas. Não entendo como Kenton gosta tanto delas, de verdade.

Durante o caminho para a estufa de número 3, onde a aula ocorreria, eu fiz de tudo para não chegar. "Querendo faltar à primeira aula? Justamente a primeira aula do ano?" Quando estava bem próxima à estufa respirei fundo, pois em instantes meus pulmões seriam preenchidos com um ar com cheiro de terra e mato. "Não pode ser tão ruim. Não pode!"

Entrei na estufa torcendo o nariz. "O cheiro, a umidade... Parecia que elas faziam de propósito!" Acomodei-me e cumprimentei, de longe, o meu irmão com um meio sorriso. "Odeio isto daqui. Simplesmente, odeio!" Em poucos instantes, ele começa a aula nos cumprimentando. Quando ele pergunta se alguém de nós tinha alguma dúvida a respeito da matéria, fiz uma careta. Dúvidas? Claro que tenho, mas não me importo..." Assim como eu, ninguém se pronunciou e então ele começa a aula em si.

Losna. O assunto seria a Losna. Ele explica como ela obteve este nome, suas propriedades e tudo o mais. "Eu deveria anotar isto?" Peguei um pergaminho para anotar alguns pontos, os destacados por ele no quadro. Ele explica também que a Losna era utilizada em licores, o que me fez esboçar uma careta. "Como alguém usaria um licor que pode o deixar alucinado? Balancei a cabeça de um lado para o outro enquanto via Kenton nos chamando para a pequena horta. Aula prática. Não!" Teríamos de identificar e cuidar da planta da aula. Aquilo não era nada, nada animador. Aproximei-me mais da horta e me ajoelhei para pegar a planta que eu julguei que fosse a correta. Tentei puxá-la e enquanto o fazia, escutei:

-Acredito que você busca uma planta vermífuga e estomacal, não tenho certeza se é o caso dessa aí. - Ouvi a voz de Mel, minha sobrinha ou prima, ao meu lado.

Não havia entendido uma vírgula do que ela havia falado, então numa expressão de pura dúvida, olhei para ela e perguntei:

- Não? - Ela negou e eu bufei frustrada.
- A Losna parece mais com um alecrim. Acho que poderia ser essa. - Falou apontando para uma planta.
- Isso não parece um alecrim pra mim. - Falei fazendo uma careta.

Ela pega uma folha e então a leva ao seu nariz. Pela a expressão que ela fez em seguida, aquela não era a planta que procurávamos. Ela confirma o que eu pensara e joga a folha na horta. Olhei ao meu redor. "São todas tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo..." Observei uma que estava bem próxima de onde estávamos.

- Não é essa, não? - Mel repetia o que fizera com a planta anterior, desta vez sua expressão era diferente.
- Acho que sim. - Ela fala e eu pego a folha de sua mão e a levo ao meu nariz. O cheiro era igual ao de qualquer outra planta, para mim.
- Que cheiro era pra ter? - Pergunto girando a folhinha em meus dedos.
- Este? - Mel responde dando de ombros.

Pego uma muda e sigo para a mesa. Quando Mel vai fazer o mesmo, cai. Não consegui segurar o riso. Quando Kenton viu o estrago que ela fez, ao invés de se preocupar com sua aluna, que poderia estar machucada, preocupou-se com as plantas. Minha risada só aumentou. Levei minhas mãos à boca numa tentativa, obviamente falha, de conter o riso. Minha barriga doía quando Mel chegou perto de mim, tentei parar de rir cobrindo a boca com as mãos, novamente. Entreguei-a um pequeno vaso para que ela colocasse sua muda já recuperada de toda a risada. Quando ela pergunta qual terra ela deveria usar eu olho para ela e falo:

- Por que não usa a terra que está na sua roupa? - Mel ri de minha piada de mal gosto e em seguida, pegamos a terra que usaríamos de um saco que estava por ali.

Olhei para a planta que estava em minhas mãos e só consegui pensar que aquilo tudo era desnecessário e que queria sair dali. "Este cheiro me incomoda! Muito!" Tentei deixar a planta o menos torta possível. "Por que isso tem que me irritar tanto?" Mel me pergunta se estávamos fazendo de maneira correta. Olhei para o meu vasinho: a Losna estava torta e acredito que o vaso estava cheio demais. "Não me parece certo, mas..." Dei de ombros e a respondi:

- Sinceramente? Eu não me importo. Não vejo em que isso me será útil mais tarde. - Falei rolando os olhos.

Ela menciona Poções. A Losna era utilizada em alguma poção que ela não se recordava. "POÇÕES?!" Levantei a cabeça que estava voltada ao vaso desajeitado e a voltei para a menina.

- Mel, eu simplesmente odeio, Poções. E definitivamente nunca vou precisar fazer isso. - Falei semi-cerrando os olhos e em seguida voltando minha visão ao vaso.

"Poções. Odeio poções justamente porque muitos ingredientes são plantas." Eu tentava deixar a planta menos desajeitada, mas infelizmente não conseguia deixá-la ao menos reta. Resmunguei durante alguns instantes até que desisti de tentar. "Se quer ficar torta, que fique!" Precisava regá-la. Ao meu lado, Mel já o fazia. Esperei que ela terminasse e então pego o regador que estava com ela e molho a terra que agora, encharcada, derramava sobre a mesa. "Isso é nojento!"

- Estamos esquecendo algo? - Pergunto olhando o meu vaso com uma careta e então Mel nega.

Aquilo estava simplesmente desastroso! Tirei um pouco da terra que caía, com a pá e tentei arrumar a Losna pela enésima vez. "Por que ela simplesmente não fica no lugar que eu quero?" Estava prestes a gritar quando um garoto pede o regador. Se eu gritasse com o garoto por perto ele, certamente, acharia que eu era louca ou coisa do tipo. "Na verdade, esse pensamento iria, provavelmente, passar pela cabeça de qualquer pessoa que eu gritasse perto..." Entregue-lhes o regador e então a sineta se faz ouvir. Segurei o grito, desta vez de felicidade, mais uma vez e então ouço Kenton dizer que deveríamos etiquetar nossos vasos. "Terei que entregar isto?" Fiz uma careta e depois peguei uma etiqueta. Depois de escrever meu nome e Lufa-lufa na mesma, coloco-a no meu vaso. "Vaso nada, nada atraente..." Depois de me despedir de Mel, entrego o vaso etiquetado e totalmente desastroso à Kenton e saio dali.
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Re: 1ª Aula de Herbologia

Mensagem por Kenton Willians Lancaster em Sab 29 Jun 2013 - 8:14

Notas - Terceiro Ano



Mel V. Lancaster - 10: O que posso dizer a não ser, maravilhoso ?

Franccesca V. Lancaster - 10: Fantástico, outra aluna exemplar e que tenho orgulho da Lufa Lufa.

+ 20 pontos para a Corvinal graças à Mel V. Lancaster.
+ 20 pontos para a Lufa Lufa graças à Franccesca V. Lancaster.

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Kenton Willians Lancaster
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Re: 1ª Aula de Herbologia

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