Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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Lago Negro

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Lago Negro

Mensagem por Vênus em Sab 6 Jul 2013 - 17:28

Lago Negro



Pelo lado sul de Hogwarts, o Lago Negro, que realmente merece o título de negro por suas águas escuras e espelhadas de tudo o que chega perto dele. Na beira do Lago, pedras com musgo e algumas árvores deixam o local mais agradável ao mesmo tempo que obscuro, juntamente com as gramíneas verdes que nasciam calmamente pelo chão. Ao longe, bem no meio do Lago, dava para ver a lendária Lula Gigante se movendo calmamente sob as águas negras do Lago de Hogwarts.


Thanks Maay From TPO.
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Re: Lago Negro

Mensagem por Nataly Killer Cavendish em Sab 6 Jul 2013 - 18:00



Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts
Professeura: Mlle Nataly Killer Cavendish --- Aula História da Magia


Há dias em que você acorda bem. Há dias em que você acorda mal. E há dias em que você apenas acorda. Costumo ler as asneiras do Profeta Diário, mas o dia está peculiarmente distinto. A única coisa que leio e releio é a carta que recebi há dois dias atrás. Nunca precisei de ajuda, conselhos. Não choro na frente de ninguém, sempre fui durona, mas dessa vez, é impossível. É domingo, a manhã está linda, mas não para mim, não mesmo. Eu teria que lecionar História da Magia ontem, mas fora impossível. Apenas deixei um bilhete em cada sala, para que esse encontro de hoje acontecesse.

É caminhando pelos terrenos de Hogwarts, onde nunca imaginei estar novamente, que continuo a refletir. Sei que a vida é cheia de decisões, mas desta vez não foi assim. Queria ter podido ter a chance de dizer não, mas as coisas não são tão simples. Infelizmente elas não são.

Chego mais cedo, não há ninguém a beira do lado. Conjuro pequenos tocos de árvore, em forma circular. Os papéis que estavam em minhas mãos, coloco embaixo de pedras ao meu lado. Me sento de pernas cruzadas, meio de lado, com postura exemplar,  esperando as crianças chegarem.

Aos poucos, avisto pequenos rostos. Acabo por lembrar de mim, naquela idade...A vida fora dura. Ali, agora, seria o maior desafio de minha vida. Nunca pensei que precisaria de um momento como esse, sempre me achei autossuficiente. SEMPRE! Ser forte acima de todas as coisas era o meu legado, legado que agora havia mudado por completo. Não sei até quando essa conversa irá afetar os demais, mas a mim, é uma drástica mudança. 'Coragem, Nataly!', penso e logo começo a falar quando vejo que todos tomaram acento.

-Bom soir, melhor, bom dia, primeiro,segundo, terceiro e quarto ano. -Os reverencio com a cabeça. -Sejam bem vindos!Antes de tudo, obrigada por terem vindo. -Sinto meu coração começar a acelerar lentamente. -Vocês devem estar se perguntando o por quê dessa reunião repentina, em pleno domingo, com provavelmente a professora mais chata da instituição, correto? -Cochichos começam a ser ouvidos. -Se acalmem. Eu não os reuni para puni-los, senão ao contrário. -Ajeito uma mecha de meu cabelo que o vento soprara ao meu rosto. -Primeiramente, sei que muitos, senão 99,9% de vocês me odeiam. -Solto um riso de lado. -Não neguem, pois eu sempre escuto reclamações a meu respeito pelos corredores diariamente. -Passo uma mão sobre a outra, respiro fundo e prossigo. -Todos sempre questionaram os meus métodos e meu comportamento e quero explicá-lo a vocês, hoje, aqui e agora. -Esfrego uma mão na outra. -Eu não sou professora formada na Travessa do Tranco. Eu acredito em minha competência e por isso, sou tão rígida. Sou rígida pois quero capacitar pessoas e não apenas formar pessoas. Quero que vocês, independente do que escolherem para o futuro, sejam os melhores. E quero que se lembrem de mim, a professora chata, quando estiverem conquistado todos os seus sonhos. -Passo a mão em minha nuca. -Peço perdão se de alguma forma eu feri alguém. -Olho para cada um ali, talvez incrédulos com minhas palavras, sem saber que o pior ainda estava por vir. -Essa é a minha última aula que ministro a vocês. Essa é a última vez como docente. -Seguro as lágrimas. -Há dois dias, eu recebi uma carta com o selo do Ministério da Magia. Nela dizia que estava sendo recrutada para ser a nova Ministra da Magia e que um não era inaceitável. -Olho para o horizonte e logo volto ao meu foco. -Acontece que eu sei como é ser Ministro ou Ministra da Magia e eu perdi meu irmão de maneira covarde há muito pouco tempo. James sempre viverá em minha memória, mas a sua forma física me faz falta dia após dia. -Um lágrima cai, e eu a seco rapidamente. -Foi quando eu percebi que não sou feita de aço e tenho medo como qualquer um e decidi dividir tudo isso com vocês. -Outra lágrima rola, não faço questão de limpá-la. -Eu tenho marido, William, e tenho um filho maravilhoso, Kurt. Quando eu completei quatorze anos, eu engravidei. Um tanto quanto cedo, mas aconteceu. E eu só descobri quando estava na França, em meu curso de ballet. Por contratempos da vida, escolhi a minha carreira, abandonei Kurt para seguir meu sonho de dançar. Me arrependi assim que o fiz mas não havia como voltar atrás. -As lágrimas agora corriam soltas por minha face. Apanho um lenço para secá-las. - Julguem-me como um monstro, mas eu o procure por longos dezessete anos, amargurada, frustrada, sofrendo e passando pelos piores pesadelos de minha vida e eu o achei. -Soluço devido ao choro. -E meu filho é tão incrível, tão generoso, que me perdoou. Estamos nos conhecendo desde então. -Dou uma pausa. -Porém agora, com essa intimação, eu me sinto como se fosse perdê-lo novamente. -Pauso novamente, dessa vez, loga. -A vida de Ministra da Magia é muito instável. Lembro da vida de James e como tudo aconteceu e tenho medo. Tenho medo de que meu filho fique sozinho novamente, mas dessa vez, para sempre. -Seco as minhas lágrimas. -O intuito de trazer vocês aqui é para nos conhecermos mais. Assim como eu, a professora insuportável, -Dou uma risada e todos me seguem. - abri meu coração, quero que vocês abram o coração de vocês. Expressem seus medos, soltem. Com relação ao conteúdo, eu fiz um resumo e fotocopiei em pergaminho para que anexem ao seu material. Embaixo de cada pedra dessa, -Aponto ao meu lado. -está o equivalente ao seu ano. Quero saber quem será o primeiro corajoso a falar. -Sorrio.-E fiquem tranquilos que o almoço será servido aqui mesmo, excepcionalmente.

A relutância foi grande, até que um(a) corajoso (a) se levantou e se dirigiu ao centro da roda. Cada um teve uma maneira diferente de se expressar. Alguns levantavam, alguns permaneciam sentados. Confissões, cantos, poemas. Ouvi pacientemente cada um deles. As crianças tem a ensinar aos adultos muito mais do que a nossa capacidade possa crer. E foi assim que aconteceu. Cada pequena história me fez sentir que eu não estava sozinha e que é normal sentir medo e pedir ajuda quando necessitamos. Me ensinaram que devemos ter amigos, e não nos fechamos para o mundo, protegendo-nos com  nossa própria armadura inquebrável. Ninguém deve ser assim. A vida é curta demais para não ser aproveitada.

Ao final de tudo, os Elfos nos serviram um grande banquete. Após a ceia, peço que cada um diga “Eu te amo” as pessoas mais queridas. Em meio aquela linda confraternização, saio sem ser percebida, aliviada e agradecida por aquela manhã. Eu estava pronta para enfrentar o que o futuro me reservara.

Conteúdo 1º ano:


A História da Magia I

Incluem-se entre os fenômenos mágicos uma ampla variedade de práticas e crenças rituais, que constituem o núcleo de vários sistemas religiosos, atos de exorcismo e mesmo prestidigitação com fins de entretenimento. No primeiro sentido, a magia se entende como fenômeno social e cultural, presente em todas as civilizações, em algumas das quais convive com o pensamento crítico da era científica e tecnológica.

Magia é essencialmente um conjunto de representações ou atividades rituais supostamente capazes de influenciar os atos humanos ou o curso dos acontecimentos, por ação de forças místicas transcendentais. O animismo, ou seja, a convicção de que não existem diferenças essenciais entre seres animados e inanimados, costuma estar na base do pensamento mágico. As práticas mágicas incluem, assim, o uso de objetos especiais e a recitação de fórmulas mágicas. A natureza da magia, bem como sua função social e psicológica, é freqüentemente mal compreendida em virtude das múltiplas formas que ela assume e de sua relação com outros comportamentos religiosos. As incertezas decorrem em grande parte das idéias sobre evolução cultural e histórica do século XIX, que distinguem a magia de outros fenômenos religiosos e identificam-na com sociedades arcaicas e primitivas, ou como simples superstição sem significado cultural.

Em virtude dessa concepção, a magia foi tida como diversa de outros ritos e crenças religiosas. Sua semelhança e conexão essencial com eles -- uma vez que tanto as religiões organizadas quanto as crenças mágicas apelam para a influência das forças místicas externas sobre a existência humana -- passaram, portanto, despercebidas. Para dificultar a compreensão da magia, disseminou-se a idéia segundo a qual os atos mágicos carecem da natureza intrinsecamente espiritual própria dos atos religiosos, pois se fundamentam muito mais na manipulação externa do que na oração e constituem, portanto, um tipo mais simples e inferior de religiosidade.
Desse ponto de vista, existe uma diferença relevante entre magia e religião: enquanto esta se associa ao relacionamento entre os homens e as forças espirituais, em que o compromisso pessoal é básico, o procedimento mágico é visto principalmente como um ato técnico, em que o vínculo pessoal não é tão importante ou está ausente, embora a força que está por trás dos atos mágicos e religiosos seja a mesma.
A magia é freqüentemente confundida com a feitiçaria, especialmente na história das religiões européias. Os antropólogos modernos, no entanto, distinguem entre magia, que é a manipulação de poderes externos por meios mecânicos ou comportamentais para afetar outras pessoas, e feitiçaria, qualidade inerente ao indivíduo que apresenta, no entanto, os mesmos objetivos. A adivinhação, ou capacidade de entender os agentes místicos que afetam os indivíduos e o curso dos acontecimentos, difere da magia porque seu objetivo não é interferir nos acontecimentos, mas compreendê-los. O poder místico dos adivinhos e o poder que governa as forças mágicas são, no entanto, de mesma espécie.

História. A magia, em suas diferentes formas, parece integrar todos os sistemas religiosos conhecidos. . O conhecimento sobre a magia pré-histórica é limitado, em função da falta de dados confiáveis. Muitas pinturas e gravações em cavernas são tidas como representações de figuras entregues à prática da magia orientada para favorecer a caça e as atividades do feiticeiro. As informações sobre os fenômenos mágicos das antigas culturas orientais, greco-romanas, cristãs européias e das sociedades primitivas contemporâneas são muito mais completas. A maioria dos relatos sobre a cultura mesopotâmica e a egípcia chama de magia, ou formas de pensamento mágico ou mitopoético (relativo à criação dos mitos) todos os rituais registrados. Os faraós do Egito, por exemplo, reis divinizados, eram por isso mesmo venerados e tidos como capazes de controlar a natureza e a fertilidade. Seus poderes como mágicos, no entender dos estudiosos, eram expressão da onipotência real.
Na Roma antiga, muita importância foi dada à feitiçaria. Esse fenômeno parece ter resultado do desenvolvimento de novas classes urbanas, cujos membros dependiam de seus próprios esforços, tanto em termos materiais como mágicos, para derrotar os adversários e alcançar o sucesso. . Há registro de fórmulas mágicas na cultura romana para obter sucesso no amor, nos negócios, nos jogos e também proferir discursos persuasivos.

Há muitos registros históricos da Idade Média e de períodos posteriores sobre a magia. . Conforme se sabe a partir de estudos históricos e antropológicos recentes sobre feitiçaria, magia e sincretismo religioso, a magia é especialmente dominante em períodos de rápida mudança e mobilidade social, quando novas relações e conflitos pessoais assumem importância maior do que as relações familiares tradicionais, típicas de tempos de estabilidade. A Europa parece não ter sido exceção, especialmente quando a igreja, lutando para assegurar sua hegemonia, dirigiu acusações de prática de magia contra seus adversários.
Um dos aspectos mais conhecidos da magia européia, divulgado e combatido pela Igreja Católica, é a prática herética de fazer pactos com os espíritos malévolos. Característico da história da magia européia foi também o uso que se fez dela como parte da tradição hermética. Seguidores dessa tradição, mais identificada na verdade com a alquimia que com a magia, eram às vezes considerados magos diabólicos, cujos conhecimentos proviriam de um pacto com o demônio. A sociedade tolerava a maioria deles, no entanto, porque suas práticas, embora estranhas, eram tidas como parte da tradição hermética judaica e cristã.

Conteúdo 2º ano:


Os Fundadores de Hogwarts I

Godric Gryffindor
Godric Gryffindor nasceu em uma família tradicionalmente bruxa, na Inglaterra, em uma época em que poucos admitiam possuir magia em seu sangue, devido às perseguições. Não havia um ensino completo sobre magia, já que poucos bruxos arriscavam-se a ensinar e a aprender esta arte, por isso eram necessários vários duros anos de preparação. Então, ainda jovem iniciou seus estudos em escolas de bruxaria secretas por todo o pais.
Pouco se pode afirmar sobre sua vida durante sua adolescência e preparação, pois não há registros confiáveis por onde andou em busca de conhecimento. Tornou-se um bruxo bastante poderoso e dominava vários ramos da magia, principalmente a transformação.
Em parceria com Helga Hufflepuff, Rowena Ravenclaw e Salazar Slytherin, decidiram construir uma escola de magia escondida dos olhares trouxas e das perseguições que ainda ocorriam. Fundaram então Hogwarts Escola de Magia e Bruxaria, há mais de mil anos atrás, em uma data ainda incerta. Assim, passaram a buscar jovens com talentos em magia e, para um melhor crescimento do aluno como bruxo, os separavam em 4 casas de acordo com suas personalidades. As casas, representadas por cada um dos fundadores, eram Lufa-Lufa, Corvinal, Sonserina e Grifinória.

Durante muitos anos, como diretor-criador da casa Grifinória, Gryffindor foi o responsável pela seleção de seus alunos, assim como os outros diretores. Godric buscava em seus alunos ousadia, sangue-frio, nobreza e coragem e, por isso, o símbolo desta casa é um leão nas cores dourado e vermelho. Preocupado com a seleção futura dos alunos, ele tirou o próprio chapéu e tornou-o capaz de classificar os alunos imparcialmente, nasceu então o Chapéu Seletor. Ainda nessa época, Slytherin propôs a idéia de somente aceitar na Escola bruxos de sangue puro, isto é, de família de bruxos. Godric rejeitou a idéia, já que existiam filhos de trouxas que possuíam grandes talentos mágicos, e houve uma discussão entre esses dois diretores, que resultou na saída de Salazar da Escola.
Com o objetivo de evitar qualquer vingança futura de Slytherin, Godric deixou aos que lhe fossem mais fiéis a força e caminhos necessários à defesa da escola. Godric dedicou-se por completo a Hogwarts a partir de sua criação. Somente faleceu quando teve certeza de que ela se tornaria uma das melhores escolas de magia e bruxaria que poderia haver
Helga Hufflepuff
Filha de Phil Hufflepuff e Aranda Hart, recebeu como seu sobrenome Hufflepuff de seu pai como costume na Inglaterra. Conhecida por sua sinceridade, foi uma bruxa digna de suas vestes pois era muito ética e leal com seus amigos. Conheceu Godric Griffindor quando tinha apenas 5 anos, mas tarde se junto com Salazar Slytherin e Rowena Ravenclaw . Helga deu a idéia de formar a escola para bruxos, porém ninguém a levara a serio porque pensavam q era loucura dela, mas seus amigos gostaram de sua idéia e começaram a criar a escola é claro que de vez em quando aparecia algumas brigas entre eles, Helga uma vez teve uma briga feia com alguém do grupo e foi embora porém Grinffyndor mandou uma carta pedindo que ela voltasse. E ela o fez somente porque o projeto lhe encantava, em baixo um trecho da carta:

Querida Helga
Se temos algum problema, você é a única que pode resolvê-lo.

Volte,
Grinffindor

Quando a escola ficou pronta, com todas as suas passagens secretas , Helga ficou muito emocionada quando viu os alunos do primeiro ano tendo suas primeiras aula Para ela foi a maior realização de sua vida, três dias antes de morrer ela havia dito q poderia morrer amanhã que morreria feliz porque seu maior sonho havia se concretizado. Sua casa é a Lufa-Lufa que quer dizer vento ou rajada de vento, o símbolo é um texugo, as cores são canário e preto e os moradores dessa casa se destacam por sua sinceridade e lealdade.

Conteúdo 3º ano:


A Revolta dos Duendes II

Foi um movimento que surgiu em 1287, quando o duende Louis Parret se irritou com seu dono, Grilly Bell e fugiu de casa, motivando muitos duendes a seguir seu exemplo. A revolta dos duendes começou em 1287, com a revolta de Louis Parret. Ele convocou todos os duendes para uma reunião urgente, e fez eles se darem conta do mal que seus donos provocavam a eles. Começou assim a maior revolta da história dos duendes. A "comissão" do movimento era composta pelos duendes Louis o irritado, Erasmo o pigmeu, Mariante o selvagem e Botelho o barbudo. Eles espalhavam cartazes contra os maus tratos aos duendes, assombravam trouxas e derrubavam famílias de bruxos.

Os duendes alegaram que seus donos os maltratavam, batiam neles e os feriam com um ferro em brasa nas orelhas com a marca da fazenda de seu dono. O ministério bem que tentou ajudar, fazendo leis de proteção aos duendes, milhões de artigos, mas o que eles queriam era que seus donos fossem presos por maus tratos a criaturas mágicas. Mas o ministério não tinha porquê prender os homens, já que não existira uma lei de proteção aos duendes até então.

Um dia o ministério teve que tomar medidas drásticas. Levou Louis a um "julgamento", para que seu dono fosse preso. Mas na verdade estava o levando para o local de sua morte, a comissão de eliminação de criaturas perigosas, onde o decapitaram. Desde então os duendes se aquietaram.


Conteúdo 4º ano:


Segunda Guerra Bruxa

Em Meados de 845 á 848 houve uma Guerra onde os Branquietais tiveram que enfrentar as Forças da União Germânica. Os Racitus que se uniram com a União Germânica e formaram um Exército mais forte permaneceu em silêncio até o final de 844, quando o Rei dos Bruxos da época (Kellying Smeetch) foi assassinado por eles. Então partiram em direção á Inglaterra (Chamada de Branquíeta) para enfrentá-los. O Povo Egípcio se interviu de alguma forma na guerra, o que acabou iniciando a extinção deles. A União Germânica invadiu terras da Inglaterra e do Egíto e tomou posse, mas ao ver que haviam matado todos no Egíto, largaram o país. A Guerra durou por 3 Anos até que os Branquietais resolveram acabar com a Guerra e Dewller Clodovith declarou Paz Mundial (ou quase). A União Branquietal e a União Germânica]] se uniram junto com outras fracas uniões e formaram a União Bruxa-Européia. No meio da Guerra foi descoberto uma das Maldições Imperdoáveis: Crucios por Lodo Flew quando errou o feitiço Kroacius (Que já não existe mais hoje). Ao Fim da Guerra foram descobertos os Trouxas. O que mudou para sempre a história bruxa.





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Re: Lago Negro

Mensagem por Evelyn M. V. Hotchner em Sab 6 Jul 2013 - 19:37



Desabafo na Aula

Eu ergui os olhos devagar para o céu de domingo. O sol começava a recuperar seu lugar de direito, expulsando a Lua de onde ela antes pertencera. "Claro que falando filosoficamente, pois se considerássemos os fatos, o sol e a lua jamais trocam de lugar realmente" pensei "Acordar cedo dia de domingo não deixou minha mente muito clara". Fui trazida de volta à realidade quando alguns alunos passaram por mim, indo para o Lago Negro. Lembrei-me que era lá que eu deveria estar, também, para a aula de História da Magia. Com um bocejo final, fui andando devagar para o Lago. Pela primeira vez, hoje eu acordara sem chorar. Eu tivera um sonho tão agradável...

Eu tropecei nos meus próprios pés, sendo tirada dos meus devaneios novamente e caindo de lado no chão. Resmunguei algo sobre como era irritante a realidade e como era ridículo ser uma francesa desastrada enquanto me levantava devagar e então conferia minha mochila para ver se não tinha quebrado nada. Por uma sorte absurda, não tinha, então continuei a caminhar, dessa vez prestando atenção onde pisava, com medo de escorregar novamente. "Se eu quebrar meu tinteiro, não vou ter como escrever e vou acabar levando bronca" pensei apaticamente. Quando eu cheguei ao local onde a professora se encontrava, o mesmo tinha tocos de árvores como bancos em semi-círculo. Eu resmunguei um pouco ao me sentar. Não queria passar pela solidão que fora a última aula.

Sentei com cuidado e coloquei a minha mochila perto dos meus pés, observando a professora com cuidado. Ela parecia... Mais frágil do que de costume. "Besteira, eu devo estar imaginando coisas" pensei simplesmente e então virei meu olhar para os alunos que chegavam. Surpreendentemente, alunos de todos os anos estavam chegando e se sentando nos troncos. A professora nos cumprimentou devagar em francês. Eu quase não percebi a troca de línguas, mas a mesma se corrigiu logo depois. Ela começou então a fazer o que parecia ser um discurso. Quando a mesma se disse a professora mais chata da escola, eu parei um segundo para pensar. Não a colocaria nessa posição, embora não tivesse realmente muito carinho pela professora.

Ela então começou a dar o discurso. No começo, pensei que seria uma explicação, mas daí percebi que o discurso era sobre a sua própria vida. "Mas por que a professora está falando da vida dela?" pensei "Por que abrir a mente com alunos?". Ela começou então a abrir não só a mente como o coração e nos pediu perdão por algo que talvez tivesse feito. Eu não tinha nada a perdoar na professora, então essa parte me passou despercebida. Ela então disse que seria sua última vez como docente, quase chorando. Meus olhos se arregalaram. O que faria uma professora largar a sua profissão assim? "Será que ela recebeu um convite para se juntar aos aurores? " pensei "Porque isso seria realmente muita sorte".

Ela então começou a contar sobre tudo e a chorar na nossa frente. Eu me encolhi. Não gostava de vê-la chorar. Ela me lembrou a minha mãe, no enterro do meu pai. Ela seria ministra, logo logo. E teria um final feliz. Eu sabia que teria. A vida não seria assim tão cruel, seria? Meu coração de repente deu a impressão de ficar pequeno e, embora eu soubesse que isso era puramente psicológico, não pude deixar de ficar incomodada com isso. A professora então nos pediu para abrirmos os corações e disse que havia deixado o conteúdo ali. Eu não suportava essa dor. "Então é isso" pensei "Está na hora de abrir o coração, depois de tudo.". Devagar, ergui minha mão, sendo a primeira. A professora assentiu, me dando permissão para falar.

 - Meu nome é Evelyn Marie Villeneuve Hotchner. - falei devagar - Meu pai era Aaron Hotchner. Ele era auror, um dos melhores. Ele se apaixonou pela minha mãe e, antes mesmo de casarem, eles me tiveram. Meu pai era apaixonado pela sua profissão e ele sabia que não podia largá-la, e também que a mesma era muito perigosa. Meus pais decidiram não casar. Meu pai e minha mãe se revezavam para ficar comigo. - minha voz começou a embargar - Meu pai gostava de me ensinar tudo o que ele sabia. Aos sete meses, eu conseguia andar. Ao fazer um ano, eu falei pela primeira vez. Meu pai me considerava um prodígio e me chamava de "Princesa". Ele costumava ler para mim, então, aprendi isso muito cedo também. Com um ano e onze meses, eu já lia. Ele gostava de ler coisas sobre lutas, duelos e mortes. Minha mãe preferia ficar comigo, me arrumar, assistir TV. Eu puxei ao meu pai e ele era... E continua sendo meu heroi. - as lágrimas corriam pela minha face e eu funguei devagar - Meu pai não gostava de encontrar minha mãe sempre no mesmo lugar, pois dizia que era capaz dos comensais nos encontrarem e nos matarem. Minha mãe achava que ele era paranóico. - eu solucei - Um dia, ele marcou de encontrar minha mãe para me devolver num prédio antigo, um tipo de hotel desativado à muito tempo. Assim que chegou, ele me puxou para um quarto e me fez sentar numa cama e se agachou para poder olhar nos meus olhos enquanto falava. "Fique aqui, princesa. Papai... Papai volta já, já.". Eu me levantei e disse que sentiria sua falta. Para mim, ele simplesmente me deixaria ali por um momento até minha mãe chegar. Porém, eu escutei barulhos. A porta estava fechada, mas eu era alta e consegui alcançar a maçaneta. Abri a porta um pouco, somente o suficiente para ver uma silhueta. Era o meu pai. Várias pessoas o cercavam e gritavam coisas com ele. Quando eu ia sair para perguntar o que estava havendo... - eu então comecei a chorar livremente, as lágrimas ensopando meu colo - Ele caiu no chão, morto. Ele nunca voltou. Um feitiço, um único feitiço, e uma pessoa tirou de mim o homem que eu mais amava. Palavras que para o comensal não faziam diferença gravaram essa imagem para sempre comigo. Um tempo depois, minha mãe chegou e me gritou. Foi quando eu comecei a chorar. É por isso que eu leio. Não sou corvina porque eu não amo ler. Eu amo meu pai. E desde aquelas palavras ditas pelo comensal, eu jamais tive vontade de ter amigos, e também não conseguia de qualquer jeito. Enquanto as garotas brincavam de boneca, eu me trancava sozinha e ficava lendo. Minha mãe nunca conseguiu me entender, e nem eu a entendo. Quase todo dia eu tenho o mesmo sonho. Eu queria ser auror, porque não queria deixar ninguém passar a dor que eu passei, porém minha mãe me proibiu. Ela não quer perder mais ninguém. E agora eu tenho essa decisão em mãos e é muita coisa. - eu então me abracei, sem conseguir falar mais.

A professora levantou de seu lugar e veio até mim. Ela enxugou minhas lágrimas enquanto eu buscava fôlego. Muita gente me olhava agora, sem palavras. Ninguém imaginava a minha história, disso eu tinha certeza. Então, após um tempo, eu consegui normalizar minha respiração e parar de chorar. A professora me perguntou se eu ficaria bem e eu assenti para ela, passando as costas das mãos nas minhas bochechas e então fiquei ali, para ouvir as histórias dos outros. "Como isso é bom" pensei simplesmente "Me sinto mais leve.". No fim, os elfos começaram a servir um banquete. Eu não comi, fiquei encarando um bolinho, simplesmente. Peguei o pergaminho com o conteúdo de História da Magia e então me dirigi à professora Cavendish.

 - Obrigada por me escutar, professora. - falei - A senhora vai fazer falta por aqui. E boa sorte.

Então coloquei minha mochila no ombro direito e saí dali, segurando meu pergaminho e voltando à minha rotina de estudo.


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Re: Lago Negro

Mensagem por Mary E. M. Drakhale em Sab 6 Jul 2013 - 22:02

Professora ou ministra?

O sol toma lugar no dormitório de Mary quando ela se lembra que a aula de História de Magia fora adiada para hoje, domingo. "Curioso", pensava ela "marcar uma aula para o Lago Negro" Se vestiu apressadamente, pois sabia que se relaxasse iria se atrasar. E se lembrava claramente (tinha memória fotográfica) que no bilhete da Srta. Cavendish ela falara para não atrasar. Fez uma trança nos cabelos, que estavam ruivos (ela adorava mudar a cor deles). Não comeu, entretanto. Na mochila colocou todos tudo o que sempre levava, mesmo tento certeza que não seriam efetuadas cópias.

Um grande fluxo de pessoas se dirigia para o Lago, incluindo as turmas posteriores: segundo, terceiro e quarto ano. Mary conhecia pouca parte dos mais velhos, porém reconhecem Evelyn, a menina que a ajudara sem nunca ter falado com ela. Não percebe, entretanto, que a menina cai no caminho, pois estava com um pouco de dor de cabeça. Os joelhos estavam um pouco inchados e os cotovelos ralados. Mas ninguém percebia isso já que Mary estava propositalmente agasalhada. Ao chegar no Lago, senta-se com cuidado, para não doer, em cima da mochila. "Nada vai quebrar, todos os vidros estão embalados em panos para evitar isso". A professora parecia apreensiva. Aos poucos, Mary percebeu que todos estavam lá, mesmo. Todos os anos, do primeiro ao quarto. "Isso não é normal. Alguma coisa vai acontecer."

Enquanto os outros chegavam, Mary percebeu que a professora estava sofrendo para não chorar. Mary sabia o que era isso. Todos chegam, afinal. O resultado são muitas pessoas sentadas, curiosas. A professora começa a contar de sua vida. "Ela deixará o cargo" Então revela que foi chamada para ser ministra da Magia. De início, Mary não acreditou, mas a expressão da srta. Cavendish era séria. Um orgulho incontrolável tomou conta de Mary quando ela pensou que teve uma aula com a futura ministra. Enfim, a professora se rende ás lágrimas. E depois pede que, assim como ela fizera, as pessoas abram seus corações para se sentir leves. Mary não fica animada. Sua vida era tão confusa, e o último acontecimento fora tão atual...Imitando os outros, começou dizendo seu nome:

-Meu nome é Mary Elizabeth Chase Gagerdoor. Minha mãe era bruxa e meu pai trouxa. Eles se conheceram nos Estados Unidos, onde me tiveram. Mas um dia meu pai fugiu, sumiu. Eu tinha dois anos. Não me lembro dele. Acho que ele ficou cansado de viver ao lado de uma bruxa, sei lá. -meu olhos se encheram de lágrimas -minha mãe ficou desesperada. Estava apaixonada por ele. Me deixou, então, em um orfanato, dizendo a todos que tinha me encontrado nas ruas. Foi a decisão mais precipitada que ela tomou em toda a vida. -agora as lágrimas escorriam meu rosto e se escondiam em meus cabelos ruivos  -fui adotada, então, pelos Gagerdoor. -olhei para meus irmãos e primos Gagerdoor ali presentes, sorrindo - mas logo minha mãe adotiva morreu. Eu tinha cinco anos. Passei a morar com meu pai e irmãos, nós nos damos muito bem. Quando completei sete anos, uma carta endereçada a mim chegou na casa onde morávamos. Era de minha mãe biológica. Ela me encontrara por buscas do Ministério e queria se reencontrar comigo. Meu pai Charles não gostou muito da ideia: nós tínhamos ficado muito próximos. Me encontrei com ela, e ela me explicara tudo. Deixei a casa Gagerdoor e morei com ela durante três anos. -as lembranças felizes apunhalaram meu coração. Agora meu olho deveria estar inchado e vermelho. - semanalmente ia visitar meus irmãos e pai, e mensalmente o resto da família Gagerdoor. Eu me encontrava completamente feliz. Anteontem recebi uma carta do Ministério informando a morte de minha mãe biológica. Meu desespero foi tão profundo que desmaiei, e até ontem estava internada na Enfermaria. E-eu não consigo acreditar que ela se foi.

Perco a coragem de prosseguir, e a professora me cede um lenço. Agradeço e corro em direção aos meus dois irmãos e os abraço fortemente. Porém, me sinto aliviada. As dores pareciam ter sumido, junto com a tensão. Examino rapidamente o pergaminho que ela deixara com a matéria, mas não o leio. Minha cabeça estava amil. Estava tonta, novamente. Peço aos meus irmãos, ao final da aula, me ajudarem a ir para o Salão Comunal, onde eu me deitaria e dormiria um bom sono.
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Re: Lago Negro

Mensagem por Christine L. Villeneuve em Ter 9 Jul 2013 - 8:43



E a máscara caiu…

Eu soubera que a aula de História da Magia decorreria na zona do Lago Negro. Para além disso, todos os alunos do primeiro ao quarto ano deveriam estar presentes. Eu não via como é que isso poderia auxiliar ou ser útil no ensino da disciplina, contudo, aceitei a novidade com um sorriso. Era sempre bom variar, sobretudo quando me faria acompanhar de alunos com quem eu tinha uma relação de maior afetividade, como o meu primo-irmão Luc. Só a ideia de o poder ter a meu lado, e com isso uma sensação de proteção e amor, fazia-me a menina mais feliz do mundo. O que, claro, não era nem estava perto de ser verdade.

Tudo ficou mais estranho quando ouvi que não seriam necessários materiais alguns para a aula. Afinal, o que iríamos fazer? Comecei a ficar insegura, pois nada daquilo fazia sentido. Deixei-me ser guiada até ao Lago Negro pelo meu priminho. Ele convivia com os alunos de um ano mais avançado, por isso limitei-me a ficar afastada. Não o queria chatear, perturbar ou envergonhar. Permaneci sozinha na trilha, de olhos postos no chão, com um passo apressado e os pensamentos em algum outro mundo. Pouco tempo se passou até chegar ao lugar da aula, onde troncos para nos sentarmos se dispunham numa forma semicircular. A cada instante o clima ficava mais estranho. A professora parecia nervosa e abatida, a refletir interiormente, e decerto muito diferente da sua personalidade severa habitual. Limitei-me a sentar num dos troncos livres, dispensei cumprimentos indesejados e ergui a cabeça, olhando para o céu tão azul, tão livre, tão belo…. Leves burburinhos se ouviam, o que era incomum vindo de uma vasta multidão de adolescentes impacientes. Não querendo fazer figuras, baixei a cabeça em direção à professora, que iniciou um discurso que prometia ser distinto.

Tudo começou com uma explicação acerca dos métodos exigentes da professora. Ela achava que por isso todos a odiávamos, mas se isso era verdade, eu não era uma dessas pessoas. Eu gostava não só da docente, mas como da disciplina de História da Magia, e até agora não tinha nenhumas razões de queixa. Até porque, pelas suas próprias palavras, ela apenas nos queria preparar para o mundo lá fora, tornar-nos capazes e competentes. E a minha admiração por ela apenas aumentou, e, pelo que concluí das expressões de alguns colegas, o respeito deles pela professora criara-se nesse momento. Ela apenas era exigente por razões nobres e isso era de louvar. Aproveitaria melhor as suas aulas a partir daquele momento. Mas o pior foi saber que ela nos abandonaria. Aquela docente, uma aparente mulher respeitável e normal, tornar-se-ia ministra, assim como o seu falecido irmão James. Fiquei perplexa, pois estava à frente de uma figura de um respeito arrebatador, e que se tornaria na figura mais imponente do mundo mágico dentro de poucos dias. Mas a que custo? Uma lágrima escorreu no belíssimo rosto da senhora, ao tocar no assunto do seu irmão. Eu pouco sabia dele, à exceção que fora um homem com uma bondade, humildade e inteligência supremas. E não seria fácil igualar a sua perfeição como governante. O rumo da conversa mudou, quando ela virou o tema de conversa para a sua história. Vivera em França, como eu já sabia, e engravidara aos catorze anos de idade, abandonando o filho pelo seu sonho de dança. Por um lado, era bárbaro, por outro, compreensível. Era o mesmo que eu ter uma cria daqui a dois anos… Impensável, um pesadelo! Eu ainda brincava às bonecas, e de certeza que a professora Nataly não seria muito diferente. As lágrimas e os fungos foram escorrendo pelo seu rosto que já tanto experienciara. Uma força dentro de mim queria que eu me levantasse e abraçasse aquela senhora, tão forte, a conter tanto as emoções, e com uma vida tão, mas tão difícil. E agora, que seria ministra, tinha medo de abandonar mais uma vez o seu prodigioso filhote. Terminou o choro com uma risada, e eu consegui sorrir. Como a docente indicara, apressei-me à pedra do segundo ano e retirei de lá o pergaminho com a matéria, colocando-o no bolso. Foi então que petrifiquei. Iríamos fazer o mesmo que ela fizera: abrir o coração em frente a todos. Não sabia o que pensar, o que dizer, o que fazer. Eu tinha vergonha da minha história, era triste, sangrenta e inapropriada. Olhei para os pés e abanei-os, à espera que todos tomassem a vez e não desse tempo para mim. Finalmente, uma voz caridosa iniciou o seu discurso.

Era Evelyn Marie, a sonserina que eu admirava. O que aconteceu a seguir, foi algo que eu jamais imaginara. A sua história era tão triste que me emocionou. Passei a mão pelos olhos, tentando evitar que os mesmos humedecessem. E pouco a pouco, todos foram-se revelando. Invejei histórias sem problemas e felizes, como um filme, e senti cumplicidade com outras piores, tristes e enraivecidas. Não consegui escapar nenhum pormenor de nenhuma das histórias. Estava tão compenetrada, que nem reparei que quase todos já haviam aberto o seu coração. Era a minha vez. A minha tão horrível e temida vez. Engoli em seco, fechei os olhos por uns segundos e levantei-me, depois de pedir licença para ser eu.

- Olá a todos. O meu nome é Christine Ethlin Villeneuve, e, aparentemente, sou a menina mais feliz do mundo-Suspirei, com o coração a acelerar e os nervos a aumentar.- É de supor que uma monitora Villeneuve tenha a vida perfeita e seja popular e inteligente, mas, acreditem, estou muito longe disso. E o que vou fazer hoje é novo para mim. Vou abrir o meu coração e partilhar a minha história, como todos vós têm tido a amabilidade de fazer- Mentalizei-me do que ia fazer e prossegui- Eu nasci há doze anos atrás, na mansão Villeneuve. Eu não fui planeada, não era suposto eu ter nascido, por isso considero-me uma inutilidade e algo que nunca deveria ter existido… Como o parto foi em casa, os instrumentos e a técnica foram muito rudimentares, portanto a minha mãe acabou por falecer no processo. Eu sobrevivi por pouco e, atualmente, desejava nunca ter sobrevivido…- Todos me olharam surpreendidos.- O meu pai, eu nunca soube dele. O seu paradeiro é uma incógnita para mim, nem sei se ele é trouxa ou bruxo, rico ou pobre… Enfim, com isto, a minha irmã Hanna ficou a cuidar de mim. Ela é a pessoa perfeita. Doce, amável, sempre pronta para ajudar. Ela é um amor, e sempre a considerei a minha verdadeira mãe, porque afinal tem mais de o dobro da minha idade- Fiz um sorrisinho, que depressa se desvaneceu quando prossegui o discurso- Porém, Hannie, como eu a costumo chamar, morreu também- Fiz um longa pausa e fixei o chão, incapaz de olhar para quem quer que fosse. Eu não queria nem ia chorar, jamais faria isso em público. Os outros não queriam saber de mim, nem dos meus problemas. Ou pelo menos era isso que a minha depressão me levava a pensar…- Não sei ao certo como ela faleceu, pois nunca me informaram convenientemente. Agora devem-se estar a perguntar quem ficou a cuidar de mim. Para a minha grande felicidade, eu nasci no seio de uma família abastada e vasta, e fui adotada por Aimée, a antiga diretora de Hogwarts e atual assistente do Profeta Diário- Ouviram-se murmúrios de espanto- E, em todo o caso, tenho sempre a minha dinda, a alta inquisidora BrittBritt e uma mulher fantástica e muito dócil- Os murmúrios subiram de som e eu senti-me mal- Como se tudo isto, toda esta tempestade que me atormenta não fosse suficiente, eu tenho uma maldição. Eu sou Clarividente. Podem achar que isso é uma bênção, mas na verdade é o pior dom que alguma vez eu podia pedir. Eu… Eu vejo coisas. Coisas más. Elas perseguem-me. Eu tento ficar feliz, mas uma névoa e um desmaio atraem-me à escuridão. Eu tento afeiçoar-me a alguém, mas tenho medo que isso possa magoar essa pessoa. Tenho medo de tudo, até tenho medo do nada- Lágrimas queriam sair, mas eu não permiti. Supostamente deveria continuar o meu discurso, mas não me senti capaz.- Obrigada pela vossa atenção- Esbocei um sorriso amarelo e sentei-me no meu tronco. Alguns olhares estavam a penetrar-me. Limitei-me a brincar com as mãos e fingir que estava tudo bem. Como sempre.

Um banquete delicioso foi servido, contudo eu apenas petisquei uns doces aqui e ali. Ainda não comunicara com ninguém. Eu estava arrependida do que eu fizera, não devia ter dito nada daquilo. Não queria que sentissem pena de mim, nem nada disso. Havia pessoas com histórias bem piores do que a minha, e ainda assim conseguiam ser mais felizes do que eu. Eu era fraca, demasiado fraca até. E iludia-me ao pensar que esconder as lágrimas era ser forte. Antes pelo contrário. Eu só sabia que o meu mundo estava do avesso, não sabia o que fazer, precisava de alguém me abraçasse e dissesse que ia ficar tudo bem. Era só isso que pedia. Porque pedir Hannie de volta era impossível. Tão impossível que me rachava mais o coração a cada dia que passava. E um dia, ele quebrar-se-ia.

Quando todos se dispersavam, despedi-me da professora, desejei-lhe boa sorte e elogiei a sua personalidade e forma de ensino. Ia ter saudades da docente que me fizera a vida negra em Beauxbatons mas que se revelara uma das minhas favoritas em Hogwarts. Fui sozinha até Hogwarts, a matutar o que se passara. A máscara caíra e eu não podia fazer nada para a colocar novamente.




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Re: Lago Negro

Mensagem por Lucas B. Villeneuve em Sex 12 Jul 2013 - 16:05



A emotiva 2ª aula de HDM

Mais uma semana de pesadelos horrendos com sangue e gritos se passou. Era sempre assim na semana antes da lua cheia. Eu não conseguia dormir, meus batimentos cardíacos permaneciam sempre acelerados, eu sentia tontura nos momentos mais inoportunos, minha boca estava sempre seca e uma vontade inacreditável de chorar sempre me acometia quando o sol começava a se por. Às vezes eu paro para pensar em minha vida e acho que sou o ser humano mais azarado do mundo, mesmo que existam outros como eu por ai, duvido que existam lobisomens tão jovens. Essa maldição me maltrata, me machuca, me faz sofrer. Não é como se eu apenas detestasse ser assim, é que a licantropia era a marca de que eu possa ter sido a principal causa da morte de meu pai. Se eu não quisesse tanto ir acampar numa montanha, nós não teríamos encontrado aquele lobisomem, meu pai estaria vivo e eu seria feliz. Era isso que se passava por minha cabeça em muitas noites enquanto eu tentava dormir. Porém algumas coisas e pessoas existem para que pelo menos um pouquinho de felicidade possa se apresentar em nossas vidas. Assim era com minha mãe, tia Aimée e Lara. Três mulheres que me foram enviadas por Merlim para trazer amor à minha amarga e jovem vida.

Por mais incrível que possa parecer, eu estava ansioso para uma aula de História da Magia, pois no dia original da aula, a professora carrascona deixou um bilhete na sala dizendo que a aula seria no domingo na beira do Lago Negro. Por mais que eu detestasse saber que eu teria aula no domingo, fiquei muito curioso para saber o motivo de repentina mudança. Na manhã do dia em questão, tomei café, escovei os dentes na comunal e me dirigi até o Lago. A professora Cavendish já estava sentada nos esperando. Quando cheguei, já havia muitos ali. “Estranho. Primeiro, segundo, terceiro e quarto ano juntos? Por Merlim, que aula será essa?” Esperei até que a professora começasse.

Para minha surpresa e de todos, o que veio a seguir não foi uma aula chata ministrada pela professora mais chata e turrona de Hogwarts, pelo contrário, foi um tipo de desabafo emocional vindo de uma doce e batalhadora mulher. Era estranho ver aquele lado da professora Nataly, pois ela sempre fazia questão de se mostrar durona e autossuficiente. Mas ali ela parecia frágil e vulnerável. Enquanto ela falava, lágrimas escorriam por sua bonita face. Lembrei-me de tudo que eu pensara na noite anterior, de minha mãe, de tia Aimée, da noite fatídica na Índia em que meu pai se foi, na noite em que eu me transformei e fui parar na Ala Hospitalar machucado, no que Lara me disse naquele mesmo local. Era um misto de tristeza e felicidade que eu sentia enquanto lágrimas salientes desciam por meu rosto. Lembrei que estava em aula e as tratei de limpar rapidamente com as costas da mão. O mote da aula era que cada um contasse suas curtas histórias.

Eu em muito me emocionei quando minha priminha Chris levantou e começou a falar. Pobre Chris. Eu me achava a pessoa mais infeliz do mundo por ter perdido meu pai. Mas ela perdera seu pai, sua mãe e sua irmã. Sem saber e provavelmente sem querer, ela me dera um tapa emocional. Outros falaram. Era impressionante quanta gente perdera ou o pai ou a mãe em Hogwarts. A safra de alunos dessa geração estava realmente tristonha. Depois de vários, me pronunciei:

- Olá a todos. Meu nome é Lucas Bringstrow Villeneuve, do quarto ano e texugo com muito orgulho. Eu fiquei sentado esse tempo todo decidindo se eu falaria ou não e depois de ouvir a minha priminha Chris, resolvi também desabafar um pouco. – Minha voz, por algum motivo, começou a embargar. – Bom, eu nasci há 14 anos na França. Meu pai é... quer dizer, era francês e minha mãe britânica. – Dei uma pausa inexplicável. – Minha mãe se chama Lívia Bringstrow, a atual diretora do Saint Mungus. Ela é uma mulher incrível, sabe. Assim como minha tia Aimée, que cuidou de mim por um tempão. Eu, como os mais próximos costumam ver, sou bastante alegre, brincalhão, gosto de estar sempre sorrindo e fazendo os outros sorrirem também. Mas isso parece que dura só até o anoitecer.  – A primeira lágrima caiu. – Eu só comecei a frequentar Hogwarts ano passado, porque eu tenho um problema de saúde que me deixa muito fraco e minha mãe e tia Aimée ficaram com medo de me mandar para cá e minha situação se agravar. Por isso estudei dois anos em casa mesmo, na mansão Villeneuve. Foram dois anos sem nem mesmo conseguir interagir com meus próprios primos, que perambulavam pela mansão o tempo todo. Nunca tive amigos por isso. – Mais lágrimas. – Há mais ou menos três anos, eu viajei com meu pai para o que eu e ele chamávamos de momento masculino, pois sempre viajávamos só eu e ele, sem a mamãe. Eu adorava. A gente fazia isso desde quando eu tinha três anos. Pois bem, a gente foi para a Índia, acampar a mis ou menos dois mil e setecentos metros de altura em uma das montanhas da Cordilheira do Himalaia. Tudo estava perfeito. A lua estava muito cheia e muito grande, eu e meu pai estávamos ao redor de uma fogueira, ele com um violão tocando e eu cantando Yellow Submarine da banda trouxa The Beatles. – Parei de falar para cantar um trecho da música enquanto lágrimas discretas escorriam de meus olhos. – Enfim, do nada, um lobisomem nos atacou. Meu pai, para me proteger, se empurrou para dentro da barraca, mas eu, teimoso, saí para ver o que acontecia. Meu pai, animago ilegal, um panda, lutava contra o lobisomem. Eu vi a parte branca do pelo da forma animaga de meu pai manchada de muito vermelho. Num golpe, talvez de sorte, meu pai comprimiu a cabeça do lobisomem contra uma pedra e ele morreu. Meu pai estava muito ferido e morreu no local também. Estava frio e eu desmaiei. Quando acordei, estava nos braços de minha mãe, aconchegado, amado. O que eu senti enquanto minha mãe me abraçava naquele dia é a melhor lembrança que tenho. Sempre que ela me abraça, eu me sinto a pessoas mais amada do mundo. – Contei, omitindo a parte em que o mesmo lobisomem que matou meu pai me transformou em igual. – Aqui, eu me sentia só até que conheci uma grifina muito especial. O nome dela é Lara. Ela me ajuda a cada dia a passar pelas dificuldades da vida aqui em Hog. Grande amiga, a Larinha. – Eu queria, mas não podia dizer que éramos namorados. – Enfim, agora eu já conheço pessoas que eu gosto muito como o Gary, que me ajudou contra uma criatura na Floresta Proibida e não deixou que eu morresse, a Jhessy, que me ajuda nas matérias, o Rufo, que eu conheci a pouco, mas que é muito legal apesar de querer me matar sempre que eu bagunço o cabelo dele, minha priminha Chris... acho que isso. – Finalizei. – Ah! Eu não posso esquecer de uma coisa. – Ergui um braço no ar e falei num tom mais alto: - Dale, texugada! – E sentei novamente. Aquilo quebrou um pouco clima tenso da aula e arrancou algumas risadas.

Depois de muitas outras histórias, o almoço foi servido ali mesmo. Eu, como de costume, comi bastante. Ao final, a professora pediu para que disséssemos “eu te amo” às pessoas queridas. Me aproximei da Lara discretamente e sussurrei em seu ouvido: - Eu te amo. E sempre vou amar. – Dei uma piscadela antes de me distanciar. Fui até a Chris, que estava sozinha em um canto. Não era por pena, mas por ternura. Ela era tão jovem... Não precisava passar por aquilo tudo sozinha... Assim como eu. Senti que eu deveria falar com ela. Por trás, abracei-a dizendo: - Eu te amo, sabia priminha? Você não precisa passar nada sozinha. Seu primão... melhor, seu irmãozão tá aqui pra isso. E sempre vai estar. – Dei um beijinho no rosto dela. – Lembre-se sempre disso. – Depois, Chris seguiu seu caminho sozinha e eu preferi não incomodá-la novamente. Fui até a professora Nataly e a desejei sorte em sua nova carreira. – Professora, não se preocupe. Seu filho vai saber sempre que a senhora o ama. A gente sempre sabe. – Num arroubo de coragem, ternura ou talvez loucura, dei um beijo em sua bochecha e despedi-me, não sem antes pegar o pergaminho com o conteúdo da matéria.


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Re: Lago Negro

Mensagem por Rufo Villeneuve Lancaster em Sab 13 Jul 2013 - 0:34

Emoção, é?

Acordar cedo? Sério isto? E foi com esse pensamento que acordei pela manhã de domingo. Após uma cansativa semana de aulas, devo ir ao lago negro — local adorado por mim, mesmo sendo onde deparei-me com um centauro que havia sequestrado uma jovial sereia. Meu sono estava sendo interrompido, muitas das vezes, por roncos aleatórios vindos de Stefan, vice-capitão do time sonserino de Quadribol, cujo capitão sou eu. — Stefan, acorde, cara! Você ronca. Isto não é legal! — o sono ainda era notório em minhas falas, até mesmo em meu corpo. Caminhei até o banheiro com as pernas fracas e meu rosto estava despencando em demasia. Devo admitir que, se não fosse pelos roncos do meu companheiro de dormitório, ainda estaria dormindo, mesmo que levemente. Mas, diga-me, o que um pouco de água não faz? Assim que despejei o cálido líquido sobre minha pele pálida, acordei, desta vez definitivamente. Algumas manchas surgiam ao envolto de meus dois azulados olhos, sinal de que pouco dormi. Nem as bruxuleantes chamas à lareira eram capazes de fazer-me dormir ontem à madrugada, hoje vejo o resultado. Executei total higiene pessoal, mesmo que definhando aos poucos.

O lago seria alcançado em momentos vindouros, caso minhas passadas fossem rápidas. O problema é que a brisa da manhã estava tão cálida, mas tão cálida que meus dentes colidiam uns com os outros, causando leve dor, além da ardência em minha sensível e pálida pele, agora pálida em excesso. As copas das árvores farfalham ao colidir com o forte ar. Os verdejantes campos de Hogwarts costumavam ser convidativos, lembro-me de muitas caminhadas por ali. Caminhos que me levaram ao campo de quadribol, levaram-me para o ar. Voar. Há algo melhor?

Deparo-me com alguns troncos dispostos e disponíveis no solo às margens do lago de águas negras. Águas que são moradias de monstros horripilantes, assim como o lago congelado de Durmstrang era. Lembranças do meu antigo instituto ainda deixam-me desconfortável. E eu cheguei a pensar que me formaria naquele rígido local. Ora, quanta burrice. Ingênuo, talvez. Rumei até um tronco, o mais longe possível das águas. Fora lá que vira a sereia ser sequestrada.

Algo estranho estava ocorrendo. Percebi assim que um aluno pequenino penetrou onde estávamos e acomodou-se em um tronco próximo do meu. Estávamos misturados, é isto? Haviam, também, alunos de estatura elevada, inclusive Lucas. Eu descobrira o segredo do mesmo, o que não deveria ter mencionado. Descobri de modo "ilegal" e não sou orgulhoso de tal descoberta. — Bom dia — cumprimentei nossa professora de História da Magia, que, por sinal, era francesa, acho. Quando ela cita algo como "obrigado por terem vindo", reviro meus azulados olhos. Éramos obrigados, não?

As falas vindas da professora tinham certo peso em mim. O filho dela crescera sem mãe. Algo tristonho, não? Sim. Não sei como seria viver sem os abraços calorosos de minha mãe, sem os conselhos, sem as privações. Bom, terei de viver deste modo. — Morte — sussurrei, relutante. Minha voz soou inaudível, o que é bom. Assim que me recuperei, notei que as falas da professora já estavam avançadas e que havia perdido muitas delas. Ela havia aberto seu coração? É, acho que me perdi. Um aluno levantou-se. Evelyn, minha prima. Senti um tremor em meu corpo. Eu conhecia seus medos, não eram poucos. Suas palavras foram expressas com muita dor. Eu senti a dor. Dor de perder um parente. Dor incomparável.

Muitos foram depois dela. Não senti coragem de me levantar e contar o que mais me perturbava. Será que, contando tudo o que me atormenta, o atormento esvairia? Impossível. Minha dor, meus pensamentos paranoicos eram muito reais e extremamente fortes, não seriam expulsos com tamanha facilidade. Abrir meu coração? Ora, profundo, sim? Levantar-me não seria algo propício para falar. Permaneci sentando. — Eu sou...— meu tom de voz soou alto. Muito alto. Bastante alto para capturar a atenção de todos que procuravam um aluno corajoso. — Eu sou Rufo Villeneuve Holmes Lancaster. É o meu primeiro ano em Hogwarts. Estudei em Durmstrang, o instituto destruído. Sabem como é ser bem recebido, possuir amigos, sabem? É, isto é legal. O que não é legal é vê-los apavorados. Vê-los sentir o peso de algo tão amado sendo destruído. Mas, me digam, era apenas um colégio, não? Não. Era algo importante para mim. Um ano perfeito em um colégio perfeito. Meu primeiro ano escolar. Isso é só o começo de minhas mágoas. Minha mãe, como devem saber, fora a enfermeira daqui. E o que ocorrera com ela também é sabido, creio. Era uma noite alegre. Fui selecionado para Sonserina. Havia ganhado monitoria. Minha primeira ronda. Encontrei a monitora-chefe, Jhessy, pelo caminho até o térreo e fora lá onde decidimos continuar juntos. Eu deveria ter voltado aos aposentos comunais, não deveria prosseguir. Fora no primeiro andar onde encontrei uma porta entreaberta. A porta da enfermaria, curioso, não? Aproximei-me e me arrependo profundamente de o ter feito. À frente apenas o cheiro de morte sendo inalado por minhas narinas. Encontrei minha mãe sobre seu próprio sangue. Olhei seus olhos sem foco. Despenquei. Aquelas imagens ainda me atormentam — e as imagens voltaram ao meu encontro. Lágrimas rolavam em meu pálido rosto. Por que estaria contando todos esses dolorosos eventos para todo mundo? Havia esquecido de minha parte tímida? — E-eu não sei o-onde encontre coragem de estar di-dizendo isto. O meu maior medo é que algo aconteça com meu pai e eu seja levado para um orfanato por mais uma vez. Sim, eu sou adotado. Orfanato é o meu maior medo   — todos olhavam-me, o que serviu como um fator para parar de falar. Todos estavam me conhecendo, afinal? Eu não gostaria de ser conhecido. Não, não.

O silêncio reinou. Muitos foram os próximos, até que chegou Lucas. O garoto cujo segredo fora descoberto por mim, o que me deixou desconfortável em demasia. Eu deveria guardá-lo com todas as minhas forças, assim como ele também deveria guardar o meu. Entendi cada palavra vinda do lufano e penso que quando o mesmo citou "lobisomem" apenas eu e Gary entendemos. Não me senti esfomeado como sempre estive quando era hora do almoço. Pelo contrário, ignorei aqueles pratos todos. Deveríamos dizer "eu te amo" para os mais queridos, é isto? Meu pai não estava por ali, então a principal declaração deveria ser feita  em momentos vindouros. Quem são os importantes, afinal? Pensei, de imediato, em Megan. Mas declarar-me de modo tão trágico não era como desejei. Passei pela garota, por fim, sem falar-lhe. Rumei até Evelyn. Hesitei em me aproximar, a dor era liberada de seu corpo apenas com um olhar. — Pode parecer estranho, eu sei. Mas, de certo modo, eu lhe amo. Amo esse seu jeito lunático, sei lá   — e a abracei. A sinceridade era fortemente encontrada em minhas palavras.

O próximo abraçado seria Lucas, decidi. Assim que o avistei, senti vontade de chamá-lo de Lupus, porém percebi que, se alguém ouvisse, o segredo seria descoberto. Apenas aproximei-me de meu novo amigo e iniciei minhas falas. — Pode parecer estranho, mas eu lhe amo, cara   — sorri. Lucas bagunçou meu cabelo, o que tornou-se habitual. Ignorei a fúria que brotava em meu corpo, sorrindo. Capturei, por fim, o pergaminho e me afastei. Alguns ainda olhavam-me com certo pesar. Segui pela orla da floresta proibida, pensando. Iria procurar meu pai, decidi, então.

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Re: Lago Negro

Mensagem por Brandon S. M. Drakhale em Sab 13 Jul 2013 - 10:59

Confissões em Conjunto


Brandon andava pelos corredores do castelo em direção à sala de História da Magia,os corredores estavam monotonamente calmos e silenciosos.
Brandon olhava atentamente os cantos da escola buscando encontrar Mary, mas por um desconhecido motivo a irmã não estava por perto. Quando avistou a sala de aula, para a surpresa do garoto, suas portas se encontravam trancadas, mas quando chegou mais perto, reparou em um bilhete afixado na porta.
"Caro alunos, nossa aula será no Lago Negro, não se atrasem."
Brandon ficou surpreso com a repentina mudança do local da aula, mas se dirigiu aos terrenos. Assim que saiu pela enorme porta principal, uma leve brisa bateu no rosto do garoto, ela tinha cheiro de grama recém cortada e de água, muitos diziam que água não tinha cheiro, que era inodoro, mas para Bran, ela tinha um cheiro particularmente agradável e familiar.
O garoto caminhava pelo gramado bem cortado em direção à margem do lago Negro, de longe o garoto já a avistava alguns alunos já acomodados em pequenos troncos. Quando finalmente lá ele chegou se acomodou ao lado de Mary, que parecia um tanto quanto animada nesse determinado dia.
-Bom dia!- Disse o garoto com um tom alegre, fitando as águas escuras do lago.
-Bom dia.-Disse a corvina abraçando-o.
A professora se encontrava sentada de frente aos alunos, tinha feições um pouco preocupadas, mas após a chegada a maioria dos alunos , ela finalmente deu início a aula.
Primeiramente, ela desejou-os um bom dia , e começou um desabafo. Ela disse aos alunos que muitos ali não gostavam dela, em um certo modo, ela não havia realmente deixado uma boa impressão em sua primeira aula, mas até suas feições estavam diferentes nessa nova aula,contou aos alunos a história de seu irmão James, que segundo ela, morreu em um ato heróico, enquanto contava essas histórias familiares e pessoais, lágrimas corriam pelo seu rosto, Brandon estava realmente com pena dela,ela parecia um tanto quanto desesperada, mas ouviu atentamente todo seu desabafo. Após o término de seu desabafo emocional, ela pergunta aos alunos, quem era corajoso o suficiente para contar , seus temores, desejos, segredos e etc. Fez-se silêncio, até que Evelyn a garota da ponte resolveu contar seu temores, ela contou de seu pai ,que foi auror, e passou para o próximo, assim foi seguindo os desabafos em conjunto, até que chegou a vez de Brandon. O sonserino levantou-se confiante e começou:
-Bem,meu nome é Brandon Frederick Gagerdoor , sou da casa Sonserina , do primeiro ano. Meu pai, é o professor Charlie, ele leciona Trato de Criaturas Mágicas, eu nasci na Irlanda, tenho um irmão- O garoto desvia seu olhar para Ryan que estava um pouco mais a frente- E uma irmã - Acena para Mary ao seu lado - Assim que completei 10 anos, meu pai me contou que eu tinha uma irmã, até então só sabia que tinha um irmão, e esse estava em Hogwarts, meu pai disse-me que ela não era filha de minha falecida mãe, era filha de uma trouxa americana, que eu não conheço, minha reação, primeiramente, foi de espanto, pois nunca imaginava uma coisa dessas,mas após o espanto passar, veio a tona a felicidade de ter mais um membro em minha família. Quando meu pai me contou que eu a veria em Hogwarts, fiquei bem feliz, e nosso encontro foi realmente emocionante- Uma pequena lágrima escorre no rosto do garoto nesse momento - Mary,é uma garota incrível, que eu agradeço sempre por a ter conhecido, ela é amorosa, e se preocupa a fundo com seus entes queridos.- Faz uma pausa estratégica -Esse assuntou , dei-me por encerrado, agora quero falar do quesito amor. Todos me criticam por eu me apaixonar com facilidade, dizem que sou muito novo e inexperiente para isso, mas eu discordo totalmente, acho sinceramente que sou muito novo, para ficar dando amassos pelos corredores, mas não para amar verdadeiramente, me acho maduro o suficiente para saber diferenciar o amor sentimental do amor carnal, mesmo sabendo que um gerará o outro. Bom...é isso.-O garoto se senta e ouve atentamente o próximo aluno. Após todos os alunos terem acabado seus desabafos,a professora diz para cada um dos alunos dissesse "Eu te amo" para quem você verdadeiramente amasse, Brandon foi até sua irmã, a abraçou e disse ao seu ouvido:
-Mary, eu te amo!- Lágrimas corriam por seu rosto.
-Brandido, eu também te amo, muito.-Disse a corvina em um tom singelo. Após os dois finalmente se largarem, Ryan chega até eles , abraça os irmão e diz:
-Eu amo vocês, meus irmãos!-Os três Gagerdoors, ficam ali abraçados até que elfos domésticos chegam com um banquete, eles se satisfazem e saem abraçados pelos terrenos de Hogwarts



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Re: Lago Negro

Mensagem por Stefan C. Cavendish em Sab 13 Jul 2013 - 12:56

A Emotiva Aula de História da Magia


O meu sono era tão profundo que eu chegava á roncar, mas eu nunca cheguei a saber até este momento: - Stefan, acorde, cara! Você ronca. Isto não é legal! – Acordei desnorteado com as reclamações de Rufo. Olhei para os lados e percebi que a maioria dos alunos estavam acordados também e foi ai que percebi que hoje iríamos tem uma aula de História da Magia. “Ótimo! Vamos ter aulas até nos fins de semana!”- pensei levantando-me de mal humor. Andei lentamente até o banheiro e tomei um banho rápido de água gelada para pode despertar. Quando terminei minha higiene matinal, eu corri para a aula que seria á beira do Lago Negro.

Os terrenos de Hogwarts estavam frios, os ventos gélidos faziam os meus cabelos voarem e se despentearem. “Nossa, deve ser algo muito importante para a professora querer dá a aula em um domingo, á beira do Lago Negro e neste frio ártico que está fazendo!” – pensei caminhando á passos largos e esfregando as mãos nos braços. Lara chegou por trás de mim, dando-me um susto: - Ficou louca? – Ela revirou os olhos e se agarrou em meus braços e continuamos á caminhar até que chegamos ao Lago Negro. Havia vários tocos de árvores em que os alunos estavam sentados. – Perai. O que o Sirius ta fazendo aqui, Lara? – Ela parou e olhou atentamente para o lugar. Os tocos de arvores eram ocupados por alunos de todos os anos de Hogwarts. Lara viu o garoto da Lufa-Lufa que estava conversando com ela outro dia e corou. Olhei-a atentamente e quando ela percebeu, ela simplesmente me puxou para nos sentarmos nos tocos próximos. A professora, que já deveria estar ali antes de todos nós, deu as boas vindas á todas as turmas e fez a pergunta que eu tinha feito á mim mesmo em pensamento. “Isso, professora. É isso que eu quero saber!”- pensei, prestando atenção ao que ela iria falar. Pela primeira vez eu vi o sorriso da professora Cavendish, ela ficou bem mais jovial do que era, ela falou que não estava ali para nos punir. A professora anunciou que esta seria a sua ultima aula e eu fiquei de boca aberta, assim como Lara que olhava incrédula para a professora. “Mas o que?! Como assim, ultima aula?” – pensei olhando de Lara para a professora.

A professora Cavendish continuou falando que havia recebido uma carta do Ministério da Magia e que ela havia sido recrutada para ser Ministra da Magia. Todos ficaram de boca aberta com essa novidade, que provavelmente era em primeira mão. Ela começou á relembrar de tio James, que foi um ótimo ministro da magia e foi assassinado covardemente há muito tempo. Eu ainda me sentia mal pelo tio James e ainda me sentia um lixo por não ter ido ao seu enterro, pois fiquei em estado de choque ao descobrir sua morte. Meus olhos estavam marejados de lágrimas ao relembrar de meu tio, mas preferi não demonstrar fraqueza, passei a manga das vestes nos olhos e enxuguei as lágrimas e continuei á prestar atenção ao que a professora falava. Ela continuou á contar sobre sua vida, a idade com que teve Kurt, como teve que abandoná-lo para seguir o sonho de ser dançarina de ballet, e que depois de 17 anos ela o reencontrou e a perdoou. Fiquei um tempo parado, olhando os acontecimentos ao meu redor. Lara estava enxugando os olhos, estava chorando como a maioria estava fazendo. A professora chamou minha atenção ao falar que o intuito de termos ido até ali, era do de nos conhecermos mais, de abrirmos nossos corações para os outros. Ela anunciou que fez resumos sobre os assuntos equivalentes ao nosso ano letivo e que estes estavam fotocopiados e guardados em baixo de pedras ao lado dela. Então ela pediu para que nos levantássemos e falássemos. Vários o fizeram, poucas pessoas faltavam e eu não sabia bem o que falar, minha vida parecia tão pequena e sem acontecimentos extremos, a não ser pela morte do tio James. Quando um garoto do 1º ano terminou de contar suas angústias, eu me levantei de onde eu estava e fui até a frente da sala e dei um sorrisinho para a professora e me voltei para a sala, falando: - Eu sou Stefan Cavendish, e tenho uma vida maravilhosa, não tenho do que reclamar. Meus irmãos e minha mãe são as pessoas mais importantes que eu tenho em minha vida. E como eu e Lara somos gêmeos, somos mais apegados, temos nossas contradições, mas nunca ficamos com raiva um do outro. Mas temos uma coisa do quê falar. Nosso pai que nunca vemos, vive trabalhando em algum lugar do planeta do qual não conhecemos e quando recebemos uma carta dele é sempre uma reclamação de alguma coisa, nunca é sobre alguma coisa boa que fizemos. Lara é a que mais sofre com isso, e eu não sei bem por que, mas eu quero que ela venha aqui e tente falar, nem que seja o mínimo. – Olhei na direção de minha irmã gêmea que estava aos prantos e ela se levantou e ficou ao meu lado, falando todas as suas angústias. Eu estava ao lado dela, chorando junto o mais silenciosamente possível para não atrapalhá-la e quando ela terminou, eu abracei-a e voltamos para o nosso lugar.

Quando todos terminaram de falar, os elfos começaram á servir o almoço, mas tanto eu quanto Lara não quisemos comer. Quando os que estavam comendo terminaram, a professora pediu para falarmos 'Eu te amo' para as pessoas mais queridas. Eu, que estava abraçado á Lara, sussurrei em seu ouvido: - Eu te amo gêmea. E quero que nunca, de nenhuma forma, nos separemos. – Lara voltou á chorar e eu, com um sorriso no rosto também chorei. O garoto da Lufa-Lufa se aproximou de Lara quando eu me levantei para ir pegar duas fotocopias do assunto do 2º ano, e quando eu me aproximei e escutei um fragmento da conversa: - E sempre vou amar. – Ele se afastou e eu me aproximei de Lara e falei: - O que ele queria com você, Lara? – Ela acenou negativamente com a cabeça e voltou á me abraçar. Percebi que a maioria dos alunos estava indo embora. Olhei ao redor e vi meu irmão mais novo sentado sozinho, eu limpei a garganta e falei alto: - Ei, Sirius! Vem, vamos voltar pro castelo. – Ele se levantou e veio até nós, e juntos voltamos para o castelo.



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Re: Lago Negro

Mensagem por Lara Chevalier Lockwood em Sab 13 Jul 2013 - 21:36

Emoção e mais emoção em HDM

Era final de semana. Domingo, foi bem no domingo que a professora de HDM resolveu da sua aula, não sei por que raios ela escolheu logo o domingo de manhã mais era preciso acordar e ir. Levantei cambaleando entre as camas do dormitório e me dirigir para o banheiro. Estava frio, não queria nem a pau tomar banho gelado, fiquei um bom tempo embaixo do chuveiro curtindo aquela agua quente e pensando, pensando na vida nas aulas e principalmente naquela manhã eu pensava em meu gêmeo “como contar a ele sobre eu e o Lucas?”, era a pergunta que não saia de minha cabeça, ele iria virar uma fera. A cena da aula de herbologia veio em minha cabeça quando ele pediu para Lucas ficar longe de mim, aquilo cortou meu coração. Definitivamente eu necessitava contar a ele o quanto aquele lufano era importante para mim. No meio dos meus devaneios sou interrompida por um grande grito:

– Lara, você vai perder a aula. A claro a aula, me sequei escovei os dentes e fui arrumar. Coloquei  agasalhos simples e segui para o lago negro. “Por Morgana, o que realmente a professora quer com a gente nesse frio em pleno domingo no lago negro, isso é maldade com os alunos”. Estava andando descontraída pensando e observando alunos de todas as turmas indo em direção ao lago, “realmente muito estranho”, senti um frio em meu estomago ao pensar que veria o Lucas, melhor ao pensar que Stefan veria o Lucas.

Era cedo de mais, mais mesmo assim eu não perdia a graça de um bom susto e com Stefan a minha frente resolvi começar a manhã bem, sorri pensando em mil coisas para fazer mais nenhuma veio em minha mente até que escutei a voz de Caterine atrás de mim. Pimba. Andei mais depressa e cheguei atrás dele o dando uma rasteira. – Stefan, Caterine com um rapaz do 4º ano. – Stefan me olhou querendo me matar mais logo desconversei e grudei em seu braço. Fomos para a aula no meio da floresta.

- Perai, o que o Sirius ta fazendo aqui, Lara? – Stefan me pergunta e eu antes dele se tocar já tinha me tocado no caminho ate a lago.
- Você não percebeu alunos de todos os anos vindo para cá? Pensei que você tinha percebido mano. – Digo varrendo meu olhar pelo local.
“Lucas”. Corei. Como meu coração pulou quando eu o vi e, Stefan percebeu me olhando  com o  mesmo olhar da aula de herbologia. O puxei para um tronco e sentamos ali. Avistei Jhessy também fiz sinal para ela sentar com a gente, e ela também fez um sinal de logo depois vou ai.

Surpreendi-me com a aula da Professora nataly, ela não estava com sua armadura, ela estava sendo a tia Nataly aquela mulher sensível. Ela disse que seria sua ultima aula e eu fiquei boquiaberta “como assim ultima aula?”, olhei para Stefan e sua expressão estava quase igual a minha. Tia nataly começou a falar sobre o tio james e eu não contive as lagrimas. Lembrei que não fui para seu funeral, e de como eu sofri com sua partida. Tia nataly estava chorando e tenho certeza que todos os Cavendish’s ali presentes estavam do mesmo jeito. Falou do Kurt, falou sobre a dança. Não estava contendo minhas lagrimas, quando seu depoimento terminou as limpei respirando fundo tentando me controlar, mas, era apenas o começo.  A professora pediu para que nós alunos compartilhasse nossas tristezas, alegrias, disse também que a aula estava fotocopiadas e no final de todo poderíamos pega-las.

Os depoimentos começaram, conhecia alguns de vista, alguns estudavam comigo. Meus olhos lacrimejaram com aqueles depoimentos. Mais um me chamou a minha atenção. O de Lucas. Com todo o convívio que eu e ele estávamos tendo  eu não sabia de sua vida pessoal e de como foi sofrida. Eu estava perplexa com o que ele contou e a vontade de ir ali li abraçar foi tremenda, a vontade crescia a cada palavra que ele falava. Quando ele disse sobre me eu criei uma coragem de não sei aonde, para falar também e foi ele que me deu aquela coragem. Como eu me arrepiei com seu depoimento.

As maiorias dos alunos já tinham falado e o Stefan depois de um menino do primeiro ano se levantou e foi para o meio da roda e começou a falar. As lagrimas já estavam em meus olhos, ele disse sobre meu pai. Eu não me dava bem com ele há muito tempo. Surpreendi-me quando ele me chamou para falar junto com ele. Eu treni, nunca falei sobre isso, e muito menos no meio de tanta gente melhor no meio de todos os alunos de Hogwarts. Olhei para Lucas e então levantei.

- Bom dia, pra quem não me conhece me chamo Lara Chevalier Cavendish e sou gêmea desse garoto lindo aqui do meu lado. – Sorri para Stefan. – Ele não é a cara da irmã?– Fiquei mais perto dele e continuei. – Bem eu tenho uma vida linda eu acho, tenho uma mãe perfeita e que é o tudo da família, tenho primos e tios perfeitos que eu amo bastante. Tenho um padrinho que eu posso dizer que é o meu pai, o considero muito, muito mesmo ele é tudo para mim. – As lagrimas começaram a surgir. – Vocês devem está pensando, mas Lara você já tem pai! Sim eu tenho um pai, mais ele não é presente, como meu irmão disse ele está viajando pelo mundo e eu não sei onde ele está se está bem. Desde pequena eu e ele não nus dávamos bem, às vezes eu acho que ele só queria ter filhos homens. Eu sou a única filha mulher e esse garotinho ali. – Apontei para o Sirius. – também é nosso irmão. Quando eu era pequena eu sempre era a frágil a criança chorona ou a criança mimada, mais eu não ligo para isso, aprendi a não ligar para o que ele acha. Quando eu completei três anos minha mãe me colocou em uma escola de Ballet, é sim, eu danço. Ele não foi a favor disso, ele não era a favor de nada que eu fazia e odiava a dança, ele ainda odeia tenho por mim. Quando nossa família mudou para o castelo Cavendish ele ficou radiante com isso, eu iria largar a dança e iria virar a marionete dele, mais isso não aconteceu graças aos meus tios. Nossa família posso dizer que tem arte no sangue a maioria tem algum talento com a dança o canto o teatro. – Agora estava com meus olhos em tia Nataly. – Eu não gosto de falar sobre isso e já to falando de mais, ainda tem gente querendo se expressar. O que eu queria mesmo dizer é que eu tenho dois pais um que eu não sei onde está e que não liga pra a família e que sempre que escreve briga e que depois que a filha dele começou a se interessa  pela arte parou de falar com ela. E outro que é tudo para mim, ele sim é meu pai e ninguém irá dizer que não é. – Não queria mais falar, não mesmo. – Mais eu prefiro não ligar para isso, mais. Tenho pessoas especiais ao meu redor que tornam minha vida linda, feliz e perfeita. E agradeço todos os dias por ter entrado para Hogwarts, aqui estão meus verdadeiros amigos.

Terminei de falar limpando as poucas lagrimas em minha face, olhei para Stefan que estava triste ao meu lado, ele me abraçou e nos dois voltamos para o nosso lugar. A professora pediu para fizer ‘eu ti amo’ para as pessoas especiais ali presentes, eu nunca disse eu ti amo para o Lucas e esse seria o momento disso. A comida foi servida e eu e meu irmão não estávamos com fome, belisquei algumas  Stefan me abraçou dizendo que me amava.
- Eu ti amo irmão, e nunca iremos nus separar. Nunca. – Começamos a chorar como dois bebês, ficamos um bom tempo ali abraçados. Stefan foi pegar os pergaminhos que a professora tinha falado sobre o assunto da aula. Ele pegou um para me e outro para ele.

Estava olhando para o nada quando vi Lucas ao meu lado dizendo que me amava e sempre iria amar, ele me surpreendeu me fazendo tremer e meus olhos lacrimejarem. – Eu ti amo pra sempre.– Disse baixinho rezando para que ele tivesse escutando.  Ele saiu indo em direção a Chris e Stefan já estava ao meu lado. – ta olhando pra onde?- Desconversei. - O que ele queria com você, Lara? – Balancei a cabeça e o abracei. O pessoal já estava indo embora Stefan chamou Sirius que estava sentando um pouco longe. – Irmãozinho ti amo, viu. – baguncei a cabeça e começamos a andar, vi Jhessy e fui até ela. – Ti amo prima. – A abracei e voltei para meus irmãos. Nos três saímos dali.





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Re: Lago Negro

Mensagem por Megan B. Lancaster em Sab 13 Jul 2013 - 23:39

Segunda Aula de História da Magia, ou melhor, nossa história!

A aula da professora Cavendish havia sido transferida de dia e horário, por tal motivo, me empenhava ao máximo para orientar os alunos do primeiro ano para conseguirem chegar ao local indicado. Era meu dever como monitora e assim faria. Escoltava um pequeno grupo de alunos da Corvinal e Sonserina que pareciam meio alheios pelo fato de a aula não ocorrer em uma sala de aula normal e sim à beira do Lago Negro. Estremeci só de lembrar a ultima vez que estivera ali, a noite em que ouvi o uivo arrepiante vir da floresta e quando Rufo e eu corremos perigo. Mas tentei afastar qualquer pensamento que afetasse a minha concentração na ‘aula’.

Ao quanto percorríamos o trajeto até a beira do lago, de longe já poderia ser avistado pequenos troncos de arvores perfeitamente posicionados em um circulo. Estranhei ainda mais o fato de termos aula juntamente aos outros anos escolares. Apressava alguns retardatários, pois sabia o quanto a professora era rígida e pontual. – Vamos criaturas, mais rápido! – Alguns me olharam meio assustados e apenas continuei a caminhar, não queria perder a pose de durona. Cumprimentei silenciosamente a professora e sentei-me juntamente a outros alunos do segundo ano.

Quando finalmente sentei, parei para observar mais atentamente o lugar à minha volta. O balançar das arvores que estavam perto e o barulho calmo do lago, era tão .. confortante. Direcionei então meu olhar a professora. Sua postura e elegância eram invejáveis a qualquer criatura. E apesar de sua fama de ‘malvada’, eu até sentia certa ‘simpatia’ por ela.  Quando começou a contar o motivo pelo qual havia convocado a todos ali, naquela linda manhã de domingo. Olhei para alguns colegas e vi varias expressões de confusão e descrença. Dei de ombros e voltei minha atenção a ela.

Começou por falar o verdadeiro motivo de toda a sua exigência para conosco e o porquê agia de tal maneira. E então algo surpreendente ocorreu. Ela contou que aquela era a ultima aula que ministraria para todos ali. Olhei para os colegas e percebi que todos se encontravam tão confusos e incrédulos quanto eu. Sua voz estremeceu rapidamente e notei seus olhos marejarem. A noticia mais bombástica e a menos real que poderíamos receber estava sendo despejada a nós ali. “A professora Cavendish.. Ministra da Magia!”. Ajeitei-me sobre o pequeno tronco e suspirei em total descrença ao que ouvia. Há tempos não se tinha noticia de quando o novo Ministro empossaria e assumiria a responsabilidade diante do Ministério.

E saber que a nossa professora, que parecia tão frágil e delicada demais para tal ato assumiria, era realmente inacreditável. Ninguém falava nada, apenas o que se ouvia era o barulho no lago e o farfalhar das folhas das árvores. Foi naquele momento então que fiquei sabendo que a senhorita Nataly era irmã do antigo Ministro, que fora brutalmente assassinado. Ela falava sobre ele e a dor em suas palavras era facilmente notável. Os outros Cavendish ali presente pareceram não respirar por um milésimo de segundo. Tentei entender tal sentimento, a perda de alguém não era fácil e eu gostaria realmente de não ter que passar por tal momento.

Mas estava tão sujeita a perda quanto eles. Meu pai era o Auror-chefe e tinha a profissão mais arriscada no mundo. Um nós se formou em minha garganta, há quanto tempo eu não via meu pai. Sentia sua falta, mais do que poderia um dia imaginar. E saber que a qualquer momento poderia perdê-lo era algo devastador.  Eu parecia estar no piloto automático, apenas respirava e de vez em quando, observava o lago perto de nós. Eu não gostava de pensar no que me aconteceria se eu perdesse meu pai. Apesar de toda sua rispidez e exigências, ele era o melhor pai do mundo.

Quando me dei conta, a professora já contava a todos um pouco de sua história de vida. E pude então perceber que apesar de sua aparência frágil e delicada, ela era uma mulher forte. A vida lhe ensinara a ser assim, ensinara da maneira mais difícil. Foi quando ouvi ela falar sobre Kurt. “Não pode ser! Kurt é filho da professora Nataly!”. Fiquei em total estado de êxtase e não pude reprimir um sorriso. Havia conhecido ele no Camp no verão passado, uma das melhores pessoas deste mundo. Eu concordava silenciosamente com todos os adjetivos que ela usava para descrevê-lo. Dava para sentir toda a emoção que a professora sentia, e o quanto suas palavras eram expressas de forma tão verdadeira.

Ela então passou a palavras para nós, alunos, e pediu para que cada um abrisse seu coração e expressasse suas emoções, indiferente de quais fossem. Respirei fundo e percebi que poucos se mexiam. Evelyn foi a primeira e com sua história, percebi o quanto eu ‘reclamava de barriga cheia’, sua dor era a que eu mais temia sentir. Eu com toda a certeza não suportaria lidar com a perda de alguém tão próximo, ainda mais se tratando do meu pai. Suspirei e tentei manter a calma, não deixar transparecer meu desespero ao notar o que poderia me ocorrer.

E conforme os colegas iam abrindo seus corações, eu me sentia um tanto quanto ‘perfeita’ demais e me irritei comigo mesma. Quantas vezes eu havia reclamado de tudo o que acontecia comigo e sem nem ao menos perceber a vida das pessoas à minha volta. Eu era egoísta demais. Senti meu coração apertar com cada história contada. Meus olhos encheram d’água e logo abaixei o rosto, limpando qualquer vestígio do que pudesse ser uma lágrima. “Sua estúpida!”.

Quando chegou minha vez eu simplesmente travei. Levantei-me lentamente do tronco e encarei alguns colegas. “Se eles conseguiram, por que eu não?”. Respirei fundo e resolvi por não focar meu olhar em ninguém ali. Olhei para o lago e toda a sua calmaria momentânea. – Eu sou Megan Villeneuve Hugh e tenho certeza que a grande maioria de vocês já deva me conhecer. E também deve ser do conhecimento de vocês que sou filha da professora Lilith e do Auror-chefe do Ministério, Jon. Bom, creio que levo uma vida tranqüila e feliz. Afinal, vivo naquela mansão enorme cheia de primos para incomodar o dia todo e quando não estou com eles, estou junto ao meu irmão mais novo, Bran. É, sou a filha mais velha e por tal ‘titulo’, grandes responsabilidades recaem sobre mim. E sei que apesar de parecer imatura, feliz demais ou até metida, possuo grandes medos. – Respirei fundo pensando no que falar, meu coração se apertou ao lembrar-me novamente do meu pai. – O principal deles é perder meu pai. Ele a todo o momento corre grande risco de vida e tudo o que eu mais temo é a chegada de uma carta do Ministério avisando sobre isso. – Minhas ultimas palavras foram ditas de forma engasgada, eu não conseguia mais pensar nisso. – Mas apesar disso, sou feliz por ter grandes amigos e muitos irmãos aqui em Hogwarts, não sei o que faria sem cada um de vocês. – Sorri e baixei meu tom de voz, quando finalmente terminei de falar, me sentei novamente e ‘viajei dali’.

Pensava em sair correndo dali e ir de encontro à minha mãe e lhe abraçar fortemente. A vontade de chorar me consumia, ou talvez fosse apenas saudades, mas mesmo assim, era insuportável. E assim, aos poucos, íamos conhecendo um pouco mais de todos os que ali estavam. Até mesmo os que eram mais chegados a mim. Era incrível o quão pouco conhecíamos de amigos e parentes, mesmo convivendo todos os dias com os mesmos.

Quando os depoimentos cessaram, fora servido um banquete ali mesmo, à beira do lago. Um momento incrível de confraternização e muito mais acolhedor do que aqueles vividos no salão principal. Quando a professora retomou a palavra para si, pediu para que expressássemos o nosso amor aos mais queridos ali, com um simples “eu te amo”. Respirei fundo e fui de encontro a minha melhor amiga, Evelyn. Lhe abracei fortemente e nada disse, não precisava. Assim que lhe soltei, procurei por minha companheira de quarto, a garota mais fofa de todo o mundo, Christine. A pequena garotinha retribuiu meu abraço e eu apenas sorri. Estava junto das pessoas mais especiais do mundo para mim. Não seria nada sem elas, disso tinha certeza.

Distribui alguns dos pergaminhos que a professora tinha deixado para nós, com o conteúdo da aula e me despedi novamente de meus entes queridos. Aquela tinha sido a aula mais ‘incrível’ do ano. Tão simples, mas ao mesmo tempo tão significativa. Desejei sorte à professora, de todo o meu coração. Tinha plena certeza que ela seria bem sucedida em sua nova empreitada.


Última edição por Megan Villeneuve Hugh em Seg 15 Jul 2013 - 19:56, editado 2 vez(es) (Razão : Esqueci do acento em "incrível", socorro D:)



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Re: Lago Negro

Mensagem por Ryan Lewis Schwartz em Dom 14 Jul 2013 - 13:55



HDM - Só não confesso aquilo.

Ryan estranhou a falta da aula de História da Magia naquela semana. Por mais que tivesse muito medo da professora, ele sabia que aquilo não era normal para uma pessoa exigente daquelas. Portanto, ao ver o aviso do encontro no lago negro, desconfiou-se na hora. Não era normal terem aula de HDM fora do castelo. Ao chegar no local combinado, o garoto sentou isolado em um canto, ainda desconfiado do que poderia vir a seguir. Viu outras pessoas se aproximarem e reconheceu seus irmãos no meio delas.

"Por que eles estão aqui? Não era para estarem nas aulas do ano deles?", pensou.

Quando todos os alunos chegaram no local, a professora, que até então estava calada, começou a falar. Falou que fora requisitada para ser ministra, mas que tinha medo de levar o mesmo fim que seu irmão e deixar o filho, um tal de Kurt, sozinho novamente. Depois, ela pediu para que todos revelassem seus anseios, seus medos. Evelyn começou, falando de um assunto extremamente difícil para ela: A morte do pai. Depois, outras pessoas também falaram sobre as mortes de parentes queridos e Ryan se surpreendeu por Mary, sua irmã, ter desmaiado quando ele não estava aqui.

Depois de Megan terminar seu discurso, Ryan percebeu que era sua vez de contar. Brandon e Mary olhavam para si o incentivando a falar. Mas não sabiam que tinha uma coisa que ninguém, nem mesmo eles, poderia saber. E o pobre garoto não sabia como desviar o assunto, já que ele saiu escondido de Hogwarts com o pai para ir ao hospital. A caixinha com suas injeções pesava cada vez mais dentro do bolso do terno que usava como uniforme. Resolveu então falar da sua mãe que morrera.

- Meu nome é Ryan Lewis Gagerdoor. Sou o primogênito do professor de TCM com uma trouxa. - Começou. - Eu sempre tive uma infância como outras quaisquer, apesar de sair menos que as outras crianças. Minha mãe era uma pessoa tão amorosa... Mas, dois anos atrás ela foi diagnosticada com... Es-Es-Esclerose Múltipla. Ela viveu até bem mais do que o previsto, disseram os médicos para meu pai. Eu, como garoto curioso, ouvi tudo. E, de certa forma, era eu quem passava mais tempo com ela, por motivos que não posso dizer. Bran também passava muito tempo com ela, não é mesmo, irmão? E então, eu fui selecionado para Hogwarts. - Uma lágrima saiu de seu olho direito, mas ele não deixou que outras saíssem. - Casa Lufa-Lufa, a mesma casa do meu tio Tony. Fiz um resto de ano bom e passei no provão. Queria mostrar a ela que eu tinha passado para o segundo ano mesmo tendo entrado no final do ano letivo. Mas... - Pausou-se, tentando encontrar palavras que não o abalassem tanto. - Não deu. "Ela foi para um lugar melhor", meu pai disse. Eu não acreditei. Até hoje, parte de mim não quer aceitar que ela se fora. Eu consegui ser capitão do time esse ano, mesmo com o meu problema contra. Estou tirando notas boas, orgulhando minha casa e tentando fazer o meu melhor! Mas... Ainda há uma parte de mim que quer desistir de tudo. Ainda há uma parte de mim que veste pijamas de elefante e que sorri com um doce qualquer, para poder não esquecê-la. Ainda há uma parte que quer ser criança para sempre, para não deixá-la perecer na memória. E, eu sou grato por ter uma família tão boa, mas...

Parou de falar, abaixando a cabeça. Puxou uma parte da caixinha para fora do bolso, indagando a si mesmo se falaria do seu outro problema. Resolveu guardá-la de volta no local, sem coragem para falar que era um doente. Levantou-se e foi atrás de abraçar seus irmãos, para esquecer de toda essa dor que sentia. O jogo se aproximava de forma rápida e isso o angustiava muito. Só esperava que nada desse errado, que nenhuma cor vermelha inconveniente aparecesse na hora.

- Eu amo vocês, meus irmãos. - Disse, apertando os dois contra si na esperança de acalmar seu coração.

Antes de saírem, Ryan pegou o conteúdo da aula e puxou a irmã para o lado, falando:

- Mary, me desculpe. Digamos que eu não estava no castelo no tempo em que ficou na enfermaria. Me desculpe por não ter a visitado...

Ela sorriu levemente e puxou o braço dele, num sinal de perdão. Reuniram-se novamente com Bran e juntos desfrutaram do banquete ali servido.
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Re: Lago Negro

Mensagem por Jhessy Pierce Cavendish em Ter 16 Jul 2013 - 19:06

2º aula de HdM: surpresas e confissões.

Mais um dia se iniciava e ali estava eu, de pé, em pleno fim de semana, me arrumando para mais uma aula daquela semana. Sim, era para ser nosso dia de folga, mas alguns dias antes, ao me encaminhar para a sala de História da Magia, deparei-me com um bilhete pregado à porta que dizia que a aula ocorreria na manhã de domingo e, ao conversar com alguns alunos dos outros anos, descobri que essa tal aula seria para todas as turmas ao mesmo tempo. Tentei várias vezes entender o que a professora iria fazer para ter de juntar todas as turmas, mas em se tratando daquela pessoa que eu conhecia muito bem e que sabia que não tolerava o mínimo de barulho ou bagunça em sua aula, tinha certeza que surpresas estariam por vir.

No café da manhã só se falava disso, todos estavam igualmente curiosos e desconfiados de algo que pudesse vir a acontecer nessa aula. "Será que aquela professora chata vai dar uma bronca em todo mundo?" "Será que quer todo mundo junto pra fazer a gente passar vergonha?" "Affe, nunca vou gostar das aulas dela!" - eram comentários que podiam ser ouvido por alguns alunos em todo o salão principal e aquilo me fazia sentir uma vontade enorme de me levantar e dar uma bronca naqueles que faziam esses comentários, mas preferi ignorar aquele assunto que reinava à minha volta e tomar meu café da manhã normalmente. "Não seria nada legal eu arrumar confusão bem na frente de todo mundo! E eu também sei bem como tia Nataly é quando quer disciplina! Não posso culpá-los por achar isso.." - refletia enquanto engolia algumas tortilhas de limão. Assim que alguns alunos começaram a se levantar e seguir para fora do castelo, visto que todos teriam o mesmo destino e sabendo que a professora detesta atrasos, tratei de apressar os alunos da corvinal e seguimos juntos para a aula de História da magia, que ocorreria desta vez não numa sala de aula comum, mas sim nas margens do Lao negro.

Lá chegando avistei a docente sentada e diversos tocos de árvores dispersos à sua frente, tratei logo de escolher um e sentar, não correria o risco de ficar de pé. Neste mesmo instante avistei Lara, minha prima, me chamando para sentar junto à ela e Stefan, seu gêmeo,mas logo um garotinho sentou-se no toco para o qual ela apontava. Fiz um sinal com a mão dizendo que depois falava com ela, pois agora a professora já estava começando a falar, cumprimentando-nos e agradecendo nossa presença ali. Comentou algo sobre ser a professora mais chata e eu dei um sorrisinho de lado enquanto ouvia os cochichos, os mesmos do salão principal talvez, voltarem rapidamente. Pediu calma, disse que estava ciente de que a grande maioria ali odiava ela e suas aulas e disse que queria explicar o por que ela era daquele jeito, e seus gestos entregavam que ela estava levemente nervosa. "Espera ai! Nataly Killer Cavendish dando satisfação aos alunos? Ela não costuma ser assim em seu ambiente de trabalho.. Nem mesmo em casa ela gosta de que todos saibam das coisas que faz e de seus motivos! O que aconteceu?" - logo minha curiosidade aflorou. Se minha boca se abriu levemente em choque quando ela anunciou que aquela seria a última aula que nos daria, imagino que meu queixo quase tenha ido ao chão quando ela contou que fora chamada, praticamente obrigada, a ser a nova Ministra da Magia. - Mi-ministra? - sussurrei para mim mesma, não escondendo estar surpresa e assutada. Sim, assustada. Não havia muito tempo que meu tio, antigo Ministro da magia havia perdido sua vida covardemente, e quando ela citou isso em sua fala, meus olhos lacrimejaram instantaneamente. Tocar na morte de tio James me fazia lembrar de todas as coisas ruins acontecidas em minha vida. Tia Nataly continuou a falar, falou sobre o Tio Will, seu marido e sobre Kurt, seu filho e a pessoa mais perfeita de todo o mundo. Me surpreendi quando ela contou toda sua história para todos ali, desde de a gravidez de Kurt, sua paixão pela dança, as escolhas erradas e as novas decisões que tomou. Sim, eu já conhecia aquela história, sabia o quanto havia sido difícil a reconciliação dos dois e também já havia espiado algumas vezes enquanto ela dançava sozinha na sala de teatro do Castelo Cavendish e sabia o quanto ela dominava aquela arte. As palavras seguintes da docente fizeram aquelas lágrimas acumuladas em meus olhos escapulirem e rolarem por minhas bochechas, não queria de maneira alguma perder mais alguém importante na minha vida.

Quando ela pediu para que todos abríssemos nossos corações ali, a primeira coisa que pensei foi "Não.. Não vou conseguir falar na frente de todos. Duvido que alguém vai ter essa coragem que ela teve!", mas fui surpreendida. Evelyn, aluna da sonserina foi a primeira a levantar, contou-nos toda sua triste história, a perda de seu pai, e mais lágrimas rolaram por meu rosto ao me lembrar do meu. Logo depois foi a Mary, corvina, quem falou, seguida de Chris, Lucas, que me fez dar um sorriso fraco ao falar de mim, Rufo, que fez mais lágrimas caírem de meus olhos ao me lembrar de quando entramos os dois na Ala Hospitalar e encontramos vossa mão falecida, um garoto chamado Brandon, Stefan e Lara, meus primos gêmeos, Megan e por fim Ryan, meu parceiro de aventuras. Assim que Ryan se sentou, ninguém mais parecia querer falar nada, e alguns olharam para mim, inclusive a professora. Enxuguei meu rosto e ajeitei-me no toco onde estava sentada. Não me levantei, mas falei num tom para que todos pudessem ouvir.

- Bem.. Creio que todos vocês me conhecem e devem estar se perguntando o por que de eu estar chorando sem nem mesmo ter falado nada ainda.. Claro, a "monitora-chefe de Hogwarts, vinda da famosa família Cavendish não tem motivos para se sentir mal". - fiz sinal de aspas com os dedos. - É ai que muitos se enganam.. Minha vida está bem longe de ser perfeita. Eu nasci na Holanda, onde fiquei a morar com meus pais. Eramos apenas nós três.  Passeávamos juntos, brincávamos juntos, fazíamos tudo juntos. Eu era uma criança feliz.. Depois que completei quatro anos, meus pais me levaram pra um lugar.. Um castelo. Lembro até hoje de meu pai me chamando de princesa, e dizendo que aquele era o castelo em que eu iria morar. Ele me deu um beijo na bochecha e, dizendo que voltaria em breve para me buscar, se foi, me deixando nos braços de um homem que ele disse ser meu tio e uma moça, que era minha madrinha.. Esse homem, era James Killer Cavendish, o ex-ministro da magia. E foi ai que minha vida mudou.. - lágrimas saltaram de meus olhos mais uma vez. - Nem meu pai nem minha mãe voltaram para me buscar. Eu vivo até hoje no lindo Castelo Cavendish, mas as vezes eu preferia não morar num castelo.. Preferia estar na mesma casinha que morava com meus pais.. Eu não sabia o que havia acontecido com eles.. Ninguém sabia. Podiam estar vivos, ou não.. - passei o polegar em meus olhos tirando aquelas lágrimas que me atormentavam. Respirei fundo e continuei. - Tio James cuidou de mim como se fosse meu pai. Minha madrinha também é como uma mãe pra mim, mas ela sempre foi meio durona sabe.. - dei um sorrisinho fraco olhando para tia nataly. - Lá no castelo, eu descobri que tinha 3 irmãos: os gêmeos Chord e Brittany e a Arya. Todos haviam sido deixados por meu pai lá. Alguns anos depois, mais dois de nós chegaram ao castelo, a Emily e o Derek. Foi nosso elfo quem os recebeu, e ninguém teve notícias de meus pais, mesmo sabendo que ele esteve no castelo, e foi ali que eu decidi que não.. Aquele homem não era mais meu pai. Que pai seria esse, que abandona os filhos sem dar justificativas e, quando aparece, tem que ser as escondidas? - mais uma lágrima rola livremente por meu rosto. Não me importei. - Só depois que desisti de passar horas sentada perto das janelas olhando para fora esperando ele voltar, e quando parei de achar que eram eles toda vez que chegava alguém eu consegui ser mais feliz. Passei mais tempo com meus primos, que até hoje tem que me aturar. - olhei para Lara, Stefan e Sirius ali sentados. - Passei mais tempo com meus irmão também.. Recebi minha carta de Hogwarts. Comecei a estudar, fiz amigos, conquistei a tão querida monitoria.. Mas aquelas lembranças me atormentavam a todo momento, foi então que eu peguei o hábito de estudar o tempo inteiro, ao menos assim, consigo parar de pensar e me torturar com coisas do passado. Mas infelizmente, nem isso tem adiantado. Há um ano, minha vida se transformou em um caos. - parei e observei as águas do lago. Sem olhar para ninguém continuei a falar. - Meu irmão, Chord, seguiu o mesmo rumo que nossos pais.. Arrumou suas coisas, e sem dar motivos concretos foi embora! E ele deixou claro que não poderia voltar. Passei dias chorando por causa disso, e na verdade até hoje choro lembrando dele. Tio James, que era diretor aqui de Hogwarts, sempre estava por perto em minhas trapalhadas, e adorava implicar comigo quando eu fazia algo errado. Era engraçado.. - sorri lembrando-me das brincadeiras que ele fazia comigo. - Ano passado, porém, ele assumiu o cargo de Ministro da Magia.. Ano passado foi também o ano em que eu mais me meti em confusões e aventuras aqui em Hogwarts. As férias estavam se aproximando, e eu não via a hora de chegar em casa e poder contar todas minhas histórias para ele.. Infelizmente não foi bem assim que aconteceu. Desci alegre para tomar café da manhã certo dia, e então, ao ler uma matéria no profeta diário, descubro que meu tio.. Meu verdadeiro pai, estava morto. - lágrimas rolavam por meu rosto, agora pingando em minhas vestes. - Naquele dia eu perdi meu chão. Queria poder voltar no tempo.. Mas também, o que eu, uma simples garota que estava no terceiro ano poderia fazer? - voltei a olhar para todos ali presentes. - Agora.. Minha madrinha, uma das únicas pessoas que me restaram, está a assumir o cargo que era de Tio James, e eu tenho muito medo de perdê-la também. - eu estava chorando de soluçar, e muitos olharam para mim de forma curiosa. - Sim.. A professora Nataly é minha madrinha, e eu não quero perder ela também! - enxuguei meu rosto, levantei e fui até ela, abraçando-a. Fiquei ali, sentindo-a acariciar meus cabelos enquanto os últimos alunos falavam algumas palavras.

Quando tudo acabou, o almoço nos foi servido ali mesmo. Me delicieis com alguns pedaços de frango assado e suco de limão. Eu não mais estava chorando, mas meus olhos e meu nariz encontravam-se vermelhos. Devia estar parecendo uma palhacinha. Comi um pedaço de pudim antes que o almoço fosse retirado dali, e quando isso aconteceu, tia Nataly pediu para que disséssemos eu te amo para as pessoas mais importantes. Abracei-a forte e disse que a amava muito. Em seguida alguns alunos vieram lhe desejar boa sorte e eu me afastei, encontrando Lara no meio da bagunça. - Também te amo, cara de fuinha! - abracei-a e baguncei seus cabelos. Stefan logo a puxou e eu mostrei a língua para ele antes deles se afastarem. Aquela era nossa maneira de gostar um do outro, implicando. Faltava apenas mai uma pessoa para quem eu gostaria de dizer isso, mas provavelmente não teria coragem de falar na frente de todos, muito menos queria estar com a cara vermelha de chorar. Voltei então à procurar minha madrinha, mas a mesma já não estava mais ali. Seguindo os outros alunos voltei para o castelo.

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Re: Lago Negro

Mensagem por Caterine Poésy Romaric em Sab 20 Jul 2013 - 18:12



A Magia da Nossa História



Manhã de sábado em Hogwarts. Caterine se da o luxo de levantar um pouco mais tarde que o de costume: às seis da manhã. Como de praxe, acorda Clover. Teriam aula naquela manhã.

-Clover, acorda! -Disse em tom baixo, sentando-se em sua cama e retirando-lhe cobertor.

-Quando você vai parar com essa mania de me acordar cedo, mesmo em dias de sábado? -Respondeu a outra retirando o tapa olho do rosto. Puxa o cobertor para si novamente. -Vai dormir e me deixa quieta.

-Clover, temos aula hoje, esqueceu? -Retirou o cobertor novamente. -Aula com a senhorita Cavendish. Muááááá. -Imita um fantasma.

-É verdade. -Clover se senta na cama de uma vez. -Caterine, você é a minha agenda humana! -A loira olha agradecida para a veela. -Aliás, que estranho essa aula hoje, não? Não me parece ser o tipo de aula da senhorita Nataly. -Disse se levantando da cama.

-Sinceramente? Ai tem! - Enroscou o o braço no de Clover e saíram para o banheiro.

(…)

-Garoto, com licença. Todos estão indo para a aula de História da Magia? -Perguntou a um garoto do quarto ano.

-É estranho, mas sim. -O garoto deu com os ombros e seguiu o seu rumo. Caterine voltou-se para Clover.

-Estamos indo para o lugar certo, In Albis. -Avistou ao longe, as margens do Lago Negro, um aglomerado de alunos. -Eu falei que hoje as coisas não seriam normais. -Suspirou.

Quando chegou ao local, tomou um dos assentos. A senhorita Nataly sempre fora uma incógnita para Caterine, mesmo quando a menina vivia no castelo Cavendish.  A maioria dos alunos permaneciam calados, todos sabiam o temperamento da professora. O silêncio foi quebrado pelo cumprimento estranhamente doce vindo da professora.  Ela estava diferente, parecia outra pessoa. Isso foi confirmado quando a professora começou a falar. Caterine não odiava aquela professora, a achava apenas severa demais. Mas ao ouvir a sua explicação para tanta rigidez, entendeu. 'A senhorita Cavendish está pedindo perdão?' . Incrédula com aquilo, olhou para Clover que parecia tão surpresa quanto ela. 'Ministra da Magia????'. Os alunos se entreolhavam assutados. Alguns choravam. Caterine lembrou de tudo o que vivera no castelo Cavendish. James sempre implicou com ela. Queria queimar a barra de seus vestidos. Eles viviam brigando, mas no fundo, se gostavam muito. Quando ele faleceu de maneira bruta, Caterine não pode ir ao seu funeral. 'O senhor Tumnus faz muita falta. '. Pensou no apelido carinhoso que o chamava. Agora a senhorita Nataly estava abrindo o seu coração, diante de todos. Ela tinha medo da morte, de deixar seu filho Kurt, amigo de Caterine e uma pessoa maravilhosa, e o seu marido, o senhor William, que fora professor de canto da veela em Beauxbatons. Caterine nem imaginava que eles eram casados. Era estranho, mas Caterine se achava parte da família Cavendish. Morou lá por muito tempo. Era difícil para ela segurar as lágrimas. O discurso da senhorita Nataly fora comovente e a vez de abrir o coração fora passado aos alunos. Caterine não queria tocar em assuntos tão delicados. Feridas seriam abertas. Seu choro se intensificou. Incrivelmente, ela não estava solitária. Todos tinham algo triste para ser contado. 'Seja a mulher de seu reino.'. Essa frase marcara sua vida. Após alguns discursos, tristes, decide se levantar e contar a sua vida.

-Olá. Sou Caterine Poésy Romaric. -Seca as lágrimas com a testa da mão. -Eu tinha uma família feliz. Muito feliz mesmo. A família veela perfeita.  Papai, mamãe, minhas irmãs, minha sobrinha e meus primos vivíamos felizes em nossa casa. Sempre foi tudo lindo. -Soluçou. -Minha irmã Chloé se casou com James Cavendish. Ele foi um bom amigo, mesmo implicando comigo todo o tempo. Quando Chloé se mudou para o castelo, eu me mudei com ela. Ela sempre foi o meu exemplo de vida. Queria ser como ela quando crescesse. -Seca as lágrimas mais uma vez. -Eles viviam felizes. Ele se tornou ministro e ela diretora de Beauxbatons. Minha irmã do meio, Clarie era a subdiretora e eu, aluna na acadêmia. Existe vida melhor? -Deu com os ombros. -Mas Chloé e James começaram a brigar muito e se separam e ela abandonou a escola. Ela enlouqueceu, engravidou e sumiu. Clarie reencontrou o pai de minha sobrinha Marishka, e juntos sumiram. Eu fiquei sozinha na academia. Voltei a morar com meus pais e primos. -[/color]Começa a soluçar sem controle. - Meus primos Carmin e Dexter se apaixonaram. Papai enlouqueceu. Tentou matar Carmin aqui dentro de Hogwarts. Mamãe revelou que eles nunca foram irmãos de verdade. Dexter foi adotado e criado como gêmeo da Carmin.  Ninguém sabe por onde ele anda. -[/color]Dá uma pequena pausa, pega um lenço que a senhorita Nataly havia presenteado ainda em Beaxbatons.  Seca as lágrimas. Respira. -Hoje eu estou tentando sobreviver. Me desculpem. -

A menina se sentou e tentou parar de chorar. Tentou muito. Haviam mais coisas que a perturbavam mas ela não iria falar ali, jamais. Na hora em que a professora disse que era para que todos dissessem uns aos outros que se amavam. Caterine correu até Clover, que já vinha em sua direção.

-Eu te amo In albis. Te amo muito, minha amiga-irmã. -Disse abraçando Clover

-Eu te amo muito Cat-Cat, minha amiga irmã. -Clover retribui o abraço.

Caterine olhou para o sonserino, que estava ocupado demais. Mas havia outra pessoa muito importante para Caterine, importante demais. Procurou-a no meio de tantos. Ela estava sozinha, com um olhar triste.  A veela correu até ela, abraçou-a sem que ela esperasse.

-Sophie, eu te amo! -Deu-lhe um beijo no rosto. Sophie corou e ficou surpresa.

Antes que a menina falasse algo, a veela sai correndo do lugar. Precisava ficar só. Eram muitas emoções para um só dia. Esquecera de pegar até o conteúdo disponível mas sabia que Clover pegaria para ela.



Narração-Minhas Falas-Fala de Outros-'Pensamentos'






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Re: Lago Negro

Mensagem por Sophie T. G. Villeneuve em Dom 21 Jul 2013 - 1:08

"E de tristezas vou viver. Aquele adeus não pude dar."

Aquela manhã não seria como uma manhã qualquer. Havia em mim uma angústia diferente das anteriores. Não sei se seria pelo fato de irmos numa aula da Professora Cavendish num lugar totalmente ou pelo fato de ser apenas mais uma das muitas que senti durante os últimos anos. Eu estava diante daquele espelho redondo e escovava meus cabelos espessos. Enquanto contemplava minha imagem naquele reflexo, era como se eu visse duas pessoas diferentes. A que eu era, e a que as pessoas viam através de minhas atitudes. "Até o mais felizes por fora tem sua parte quebrada por dentro, Sophie. É a vida, infelizmente." - Pousei a escova por sob a plataforma da penteadeira e visualizei meus materiais em cima da cama. Levantei-me do refletor á minha frente e caminhei até a bolsa. Comecei a colocar os livros dentro, bem como, penas e pergaminho. Alguns esboços de ensaios e resumos jaziam juntamente com os pergaminhos intocados. Juntei todos estes e guardei no interior do objeto. Tendo tomado a bolsa nas mãos, segui na direção da saída do dormitório e posteriormente, da sala comunal da Grifinória. Nem mesmo meu chá de lírios eu pretendia tomar aquela manhã. Eu apenas queria caminhar pelos arredores da escola e seguir para a aula depois. Eu queria caminhar, não por mera diversão ou coisa parecida, mas sim por querer e esperar encontrar algo que me fizesse dar um sorriso e esquecer que só haveria dor na minha vida. Passei pelo grande salão e avistei uns dois rostos conhecidos. Caterine estava com a sua amiga na mesa da Corvinal e Sirius também compunha a mesma mesa. A primeira, acenou-me mesmo a distância e retribuí rapidamente. Continuei a caminhar em passos rápidos e uma leve camada de orvalho cobria o terreno. Observei isso ao cruzar o grande portal de saída do átrio interno da escola. O inverno estava chegando, não havia dúvidas ao contemplar aquela paisagem calma e inquietante. Apertei os braços em volta dos livros e de meu próprio corpo. Alguns alunos perambulavam também em volta dos terrenos e passei direto por um grupo de garotos que provocavam um menino menor. Pela primeira vez não iria me meter em algo, por mais que isso não me parecesse agradável. Desci um pouco uma pequena elevação e passei em frente a cabana do Guarda - caça. Uma chaminé expelia fumaça e deixava um rastro no ar gélido. Uma horta ficava ao lado e a observei por algum tempo.

Parei em frente a entrada da orla pertencente á floresta proibida. As enorme árvores erguiam-se por sob uma vasta extensão de terra. Parecia loucura, mas eu sentia que precisava estar ali. Uma forte dor de cabeça me assolou momentaneamente e elevei as mãos á testa, permitindo assim que os livros caíssem no chão. Minha cabeça rodou e terminei por cair ajoelhada diante dos meus materiais. "Aquela dor de novo. Eu não aguento mais isso." - Abri a bolsa vorazmente e procurei o bloco de anotações. Uma pena foi o que peguei em seguida e foi quando os rabiscos começaram. "O que está havendo comigo? Preciso parar." - Minhas mãos não me obedeciam e me entreguei a sensação mais do que esquisita. Deixei que meu corpo se manifestasse a sua forma e desejo naquele momento. Os segundos foram correndo e minha mão seguida automática na superfície áspera do pergaminho. Senti a respiração ficar mais acelerada, bem como o coração. Os rabiscos foram seguindo e momentos depois senti meu corpo travar, como se algo tivesse parado. Eu agora estava diante de uma página do meu bloco totalmente rabiscada e contemplei o desenho(abstrato). Os vários riscos formavam duas letras M e uma figura a qual julguei feminina, compunha o resto do desenho. "Uma mulher e duas letras M? O que isso pode significar?" - Dei por mim que eu praticamente me atrasaria para a aula da Srtª Cavendish. "Ai não, vou levar pontos negativos." - Comecei a jogar tudo dentro da bolsa, inclusive o desenho. Não tive tempo para organizar normalmente as coisas. Foram de qualquer jeito. Apanhei meu livro de História da magia e comecei a correr, subindo o pequeno monte até a direção oposta a qual me encontrava. Optei por seguir a trilha que ficava por trás da estufa de herbologia de número cinco, a mesma que ocultava o caminho que o Sr. Lancaster nos mostrara na aula de sua matéria anterior. O solo estava um pouco lamacento e por pouco não escorreguei na pequena descida. Corri o mais rápido que podia suportar e minhas vestes foram salpicadas pela lama recente. Avistei vários alunos reunidos numa área próxima do lago negro: -Me desculpe, Srtª Cavendish. Por favor, não tive intenção. Eu juntava minhas mãos em estado de nervosismo e súplica. Me espantei ao ouvir: -Tudo bem, Srtª Villeneuve. Acomode-se. "O que está havendo com ela?" - Olhei absolutamente espantada e segui sua ordem.

"Não estou a crer no que ouço." - Estando já sentada num tronco livre, olhei atentamente para a Srtª Cavendish e me estatelei quando notei que a mesma estava a contar sua história. Pior do que isso, ela estava demonstrando sentimentos. Sentimentos esses que eu ouvi muitas pessoas julgarem ser inexistentes ao passar por diversas conversas nos corredores do colégio. Meus olhos estavam esbugalhados e tentando me atentar á realidade, olhei ao redor e notei a presença de muitas pessoas desconhecidas. Eram dos anos maiores. Cruzei as pernas delicadamente e mantive minha postura ao voltar as atenções para a Srtª Cavendish. "Pessoas quebradas, talvez eu esteja começando a me entender." - Minhas feições ostentavam dó diante daquela história toda, entretanto foi quando ela falou que nós deveríamos nos introduzir ali que me senti congelar num mar de lembranças frias e desconcertantes. "Não vou primeiro, nem se meu pai aparecer aqui e me ordenar." - Pensei olhando a primeira pessoa se candidatar a falar. Eu os ouvi com total e tal zelo que esqueci de que precisava fazer o mesmo. Me emocionei com a história da garota lufana que possuía um dom ao qual tinha por maldição. Lembrei-me de mim minutos atrás e quando se passaram alguns alunos mais, foi a vez de Caterine. Foi nesse momento que senti meu coração apertar. Eu já amava tanto a minha amiga e não queria que aquela dor a assolasse daquele jeito. Direcionei um olhar terno e carinhoso para ela. "Permaneça forte, amiga." - que pensamento irônico e desproporcional este que acabara de ter. Observei quando Cat se abraçou com a mesma garota loira do grande salão. Dei um sorriso meigo e voltei a encarar o chão. "As pessoas sempre vão ter alguém, estúpida. Você passou a não ter há muito tempo." - Então fui surpreendida pelo abraço de Caterine e milhões de coisas passaram-se em minha cabeça, já conturbada: -Eu te amo, Sophie. Automaticamente eu tornei a dizer: -Eu te amo também, garota dos Beatles. Foi tarde, tendo em vista que ela se afastou antes mesmo de ouvir um obrigado de minha parte. Um garoto finalizava seu momento e foi nesta oportunidade que levantei-me e decidi que se iria magoar-me com lembranças, seria ali e agora.

Já de pé, respirei fundo e comecei a falar: - Olá, primeiramente um bom dia. Eu me chamo Sophie Turner Grey Villeneuve, tenho onze anos e sou do primeiro ano, pertencente á Grifinória. Eu não sei como definir-me, visto que a última vez que ousei tal coisa acabei por descobrir que fui abandonada. Eu sou inglesa com raízes Francesas e cresci num povoado londrino. Morávamos juntos, eu, mamãe e papai. Acho que a conhecem, ela é enfermeira atual e substituta da Srtª Lancaster. Que descanse em paz. Minha vida era muito boa, não que ainda não seja, mas quando estava para completar quatro anos de idade meu pai foi embora e abandonou a família. Eu não entendi aquilo por muito tempo, não mesmo, até mesmo porque eu acreditava que o amor que depositei nele, teria de volta. Não foi o que houve. Anos mais tarde eu me isolei do mundo e tenho feito isso até hoje. Quando fiz dez anos meu presente de aniversário foi a verdade. Eu era filha de um homem que ostentava o vício na bebida e no carteado. Ele nos deixou por acreditar que não era a vida que ele queria ou deveria viver. Eu segui minha vida, fiz o que deveria e prometi para mim mesmo que não importava o quão difícil fosse, daria para a mamãe a vida que ela merecia. Nem que isso me custasse a vida. Se eu já era fechada, isso ficou totalmente mais atenuado quando completei a idade que agora tenho, onze. Eu sei que eu aparento ser esquisita, sei que muitos riem de mim quando passo nos corredores e fazem piada comigo. Mas é aí que eu percebo que o problema não está na dor de rejeição, mas sim, no fato de ser tão ruim que nem mesmo aqueles que deveriam ser seus amigos não estão nem aí. Isso não é muito diferente de quando vivi no subúrbio de Londres, não. Vi que muitos riram de mim na primeira aula de Herbologia quando falei com aquelas plantinhas com tal e tamanha emoção, mas é que eu passei três anos da minha vida confessando toda dor que assolava meu coração para uma mudinha de margaridas que havia no pequeno canteiro da mamãe que com zelo cuidei por praticamente vários anos. É lamentável uma pessoa chegar a este estado, eu sei. Se quiserem rir, fiquem á vontade. Eu me acostumei com isso. Juntei as mãos em frente do corpo e continuei falando: -Vivemos num mundo no qual amor se tornou sinônimo de falsidade e onde os sentimentos ficaram cada vez mais escassos diante das mentiras contadas por pessoas portadoras de má fé. Acham que nunca me questionei por ser dessa forma, estranha? Eu o faço desde que me formei como garota. Mamãe me criou de uma forma a saber que me fizesse saber que sempre há alguém com problemas que os meus no mundo. Agora eu acredito nisso. Acredito ao olhar para vocês, para a Srtª Cavendish. Peço perdão se cometi gafe em suas aulas e pela forma como cheguei atrasada esta aula. Peço desculpa a todos vocês, aqueles que estudam comigo e os outros. Me perdoem se eu pareci insuportável, prepotente, cheia de soberba. É que as vezes você só queria ouvir um "olá", "Como vai você?". Pois na vida nós terminamos por nos esquecer o que verdadeiramente importa. E eu fui uma garota que não teve nada que pudesse esquecer. E ás vezes eu só preciso de alguém que me dê um abraço e diga que vai ficar tudo bem, por mais que eu saiba em meus devaneios mais profundos que não vai. Obrigado.

Me sentei no meu lugar e nenhuma lágrima caiu por meu olhos. Eu não precisa nenhum pouco delas. Quando nos foi indicado, segui até o monte de fotocopias do primeiro ano e retirei um pedaço de pergaminho para mim. Aproveitei que não haviam muitos alunos próximos da professora por conta do banquete que começara a ser servido: -Srtª Cavendish? Mantinha minhas mãos cruzadas nas costas: -Sim? Me aproximei um pouco mais: -Eu gostaria de dizer que não importa para onde vá, espero que seja muito feliz. Eu sei que o mundo lá fora parece assustador. Os adultos também tem medo, certo? Gostaria que soubesse que no momento em que trancou aquela porta da sala de feitiços na primeira aula de História da Magia, eu quis ser você. Eu queria estar por cima e não marginalizada como toda a vida. Ela me olhava sem dizer nada: -Mas o que quero dizer é, no momento em que entrou por aquela porta me fez ver que havia dor em você. Porque apenas eu sabia a dor que eu sentia e peço perdão por minhas palavras ousadas. Puxei o desenho do bloquinho que havia feito mais cedo e coloquei na mão dela: -Eu fiz isso um pouco mais cedo. Não me chame de esquisita, por favor. Ela me olhou e segurou com calma o papel: -Mas como? Balancei a cabeça negativamente: -Eu não sei. As vezes é como se a cabeça fosse explodir e você não aguentasse mais estar nesse mundo. É uma canção tristes com notas musicais de uma melancolia anterior. Observei uma lágrima escorrer por seu olho: - Você vai ser uma grande ministra Srtª Cavendish, grande é pouco perto do que vai fazer por todas estas pessoas. Não falo isso por bajulação, mas porque eu vejo a grande mulher que você é, e o quanto eu quero exatamente assim quando crescer. Percebi que eu estava chorando, pela primeira vez em oito anos: -Eu vou sentir sua falta. Num momento de impulso, circundou a maior num abraço e se permitiu chorar como uma criança que era, mas havia esquecido: -Me desculpe. Corri e peguei meus materiais, subindo a encosta e encostei numa grande árvore longe o suficiente. Lágrimas começaram a cair por sob minha face que já não conheciam o choro há muito tempo. " Talvez você precisasse apenas disso, Sophie.".

Minhas falas - Pensamentos - Outros


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Re: Lago Negro

Mensagem por Nataly Killer Cavendish em Dom 21 Jul 2013 - 1:41


Queridos alunos,


Obrigada por comparecerem a esta aula. A grande surpresa é que todos os que postaram, terão 10 como nota.

Porém, premiarei as Casas Corvinal, pelo post de Jhessy Pierce Cavendish

e Grifinória, pelo post de Sophie T. G. Villeneuve, com 30 pontos cada, pelos melhores posts.

Um até breve a todos. Continuem dando o seu melhor em todos os momentos de suas vidas.

Grata,

Nataly Killer Cavendish
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Nataly Killer Cavendish -MinistèreMinistre de la Magie Kurt mon :star:-Je t'aime, Will!  
   

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Nataly Killer Cavendish
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