Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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1ª Aula de Astronomia

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1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Tétis em Ter 11 Jun 2013 - 18:34

Astronomia

Aula I
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Re: 1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Khal Hrazef em Sex 21 Jun 2013 - 21:13

Astronomia Aula I

O caminho do castelo até o campo de observação o qual o professor havia preparado para a aula daquela noite era um tanto escuro e deserto. Era uma trilha de terra batida rodeada por uma alta relva. Por vezes os alunos ouviam galopes e uivos ao longe, por outras viam na penumbra vultos de cavaleiros passando de relance mas nada e nem nínguem se aproximou deles.

Aos poucos os estudantes chegaram com suas pesadas mochilas carregando o telescópio portátil para uso na aula. A grande maioria se surpreendeu com a aparência equína do professor e deixava isto transparecer em suas faces perplexas.

[color:8efe=##99ccff]- Aproximem-se... Não fiquem com medo pois não mordo, a menos que realmente me irritem! - advertiu o professor fazendo um gesto para que os alunos chegassem mais perto.

[color:8efe=##99ccff]- Bem vindos a Aula de Astronomia, meus próximos me chamam Khal Hrazef... Vocês podem me chamar apenas de Khal... Deixem suas mochilas em um canto e armem seus telescópios aqui na relva. Teremos uma observação interessante esta noite.

Khal sentia a umidade pesar no ar e eriçar os pelos de sua parte equína. Deveria ser breve pois em poucas horas o campo estaria tomado por neblina... Os alunos, talvez alheios aquilo, montavam, ou pelo menos tentavam montar, seus telescópios. Quando observou que um número suficiente de objetos apontavam suas lentes para o estrelado céu, começou a aula propriamente falando:

[color:8efe=##99ccff]- Vejam esta faixa brilhante cheia de estrelas. Esta é a Via Láctea, a galáxia em que nós vivemos. Esta faixa densamente povoada por estrelas é o plano de nossa galáxia que indica aproximadamente onde está o centro dela. Todas as estrelas em nossa galáxia giram ao redor do centro da Via Láctea, assim como todos os planetas do Sistema Solar rodopiam ao redor do Sol.

Enquanto explicava, o professor mantinha seus olhos no céu e apontava para cima fazendo movimentos circulares com sua mão.

- Agora me digam. Neste mar de estrelas que temos sobre nossas cabeças, como diferenciamos as estrelas dos planetas? Vou dar uma dica, são dois aspectos diferentes... Quem pode explicar aos colegas sobre esses dois aspectos?

O professor ouviu atento as explicações e assim que a resposta correta se fez proferida, ele prosseguiu: - Então de acordo com os ensinamentos de nosso colega de classe, vamos tentar achar um planeta....

Alguns alunos correram afobados para o telescópio mas o professor os deteve: - Não, não... não usem o telescópio agora. Quero que procurem a olho nú... Achem um ponto que não cintila...

Em pouco tempo um dos alunos apontou para um canto do céu com entusiasmo.

- Vamos ver se nosso colega está correto. Olhem pelo telescópio naquela direção.

E alguns alunos ficaram um tanto decepcionados quando souberam que a minúscula bolota pálida com uma pequena mancha era o maior dos Planetas do Sistema Solar.

- Tenho o prazer de apresentá-los a Júpiter! … Não parece em nada com as fotos que os jornais publicam, eu sei... mais é assim que a vida é!

Agora o professor trotou elegantemente para um ponto ao norte onde os telescópios estavam.

- Aqui alunos!!! Sobre minha cabeça... Este ponto imediatamente sobre nossas cabeças na abóbada celeste é chamado Zênite e seu oposto, o que está imediatamente abaixo de nossos pés é o Nadir.... Bem, aqui no Zênite vemos a estrela Polar. A Estrela Polar faz parte da constelação de Ursa Menor e possui este nome por situar-se no Polo Norte celeste. Como tal, ela só pode ser vista no Hemisfério Norte e mesmo no Equador, ela se encontra próxima do horizonte, o que na prática inviabiliza sua observação. Como ela é fácil de ser encontrada no céu pelo seu brilho, em um dia que vocês estiverem perdidos sigam a Estrela Polar e estarão caminhando para o Norte.

O professor ficou de frente para a Estrela Polar e abriu os braços.

- Vamos vocês não estou estou brincando de Cristo Redentor!!! Todos olhando para  a Estrela Polar com os braços abertos também... - os alunos rapidamente deixaram seus telescópios e imitaram o professor.

- Estando a Polar a sua frente e lá sendo o Norte, qual ponto cardeal está as suas costas. - Rapidamente um grupo de aluno gritou ‘Sul’ com vontade animando o professor. - Muito bem... No lado direito temos o Leste. Lembrem-se, o Sol da manhã nasce no Leste... E no lado esquerdo é onde morre o Sol da tarde e lá seria o... - Os alunos gritaram ‘Oeste’ satisfazendo o professor.

- Muito bem, humanos!!! Supreende-me toda esta inteligência. Antes de liberar os senhores, gostaria de apresentar mais um conceito importante para as observações astronômicas: o conceito de Azimute e Altura.

O Professor fez um gesto apontando para o horizonte e abrindo amplamente o braço demonstrando toda a extensão de terra a frente.

- Nós estamos sobre o plano do horizonte. Este plano possui limites circunferenciais a nossa volta em 360º. Tendo o norte como o ponto inicial (0º), quantos graus precisamos para girar até o sul?- Khal soltou um riso de deboche. - As pequens cabeças humanas fundiram agora?... Vamos lá... Norte é 0º, vamos girando vagarosamente com o braço estendido até o Leste... 90º...  Todos concordam ou está difícil? … continuando até o sul, mais 90º … Então o ponto Azimute do Sul é 180º. Agora eu pergunto, uma estrela que está na direção Sudeste apresentaria quantos graus azimutais?... E a noroeste?...

O professor recebeu as respostas com satisfação e continuou a falar sobre altura.

- Altura representa a distância em graus do horizonte até o Zênite... Vocês lembram o que significa Zênite? Pois bem... O quadrante do horizonte ao zênite possui 90º e cada grau representa a altura da posição de uma estrela. Estando uma estrela exatamente sobre o oeste e exatamente na meia distância do horizonte ao topo da abóbada celeste, nós diríamos que esta estrela tem 270º de Azimute e 45º de Altura...

As caras não eram muito animadoras, mas Khal não esperava muito da fragilidade intelectiva de filhotes humanos... Foi só neste momento que notou que uma fina névoa se erguia sobre a relva.

- Chega por hoje, vocês tem muito para estudar! Por favor recolham seus materiais e retornem pelo mesmo caminho que chegaram aqui. Solicitei que alguns parentes e amigos montassem guarda pelo caminho, por isso não se preocupem com feras desde que fiquem no caminho até o castelo. Sigam sempre para o Leste. O castelo os esperam no Leste.

Dito isto o professor galopou para longe sumindo na neblina que já dificultava avistar as luzes fracas do castelo que tremeluziam ao longe. Os alunos acharam a trilha de terra batida que os levariam ao leste. Alguns foram rápidos na volta da casa, outros, conversando pelo caminho ou simplesmente se distraindo com seus pensamentos, se acharam perdidos.

A névoa ficou mais densa. O castelo já não era mais visível e esses alunos que ficaram para trás não sabiam se realmente estavam sobre a trilha ou não. A estrela polar brilhava fraca sobre o céu parcialmente encoberto pelo nevoeiro.

Um uivo alto ressou ao redor. Sons de galopes pareciam se aproximar, falavam uma língua estranha e rude. Houve gritos e grunidos, era difícil saber em que direção vinham, uma hora estavam a direita, outra estavam atrás... De repente brilhantes olhos azul pálido rasgaram a névoa a frente dos alunos. Um rosnar ameaçador era acompanhado por uma coluna de fumaça que indicava um hálito voraz. A criatura soltou um uivo fino e aterrador e avançou para cima das crianças. Alguns gritaram, outros puxaram a varinha para se defender, e teve aqueles que se apenas se encolheram de medo, mas quando a fera havia saltado no ar para por as terríveis garras nos alunos, uma lança seguida por três poderosas flechas transpassou o corpo da criatura.

Um grupo de centauros surgiu e laçou a criatura que ainda agonizava. Da mesma forma que eles surgiram, sumiram arrastando o gigantesco lobo de olhos pálidos, mas um deles ficou para trás e se assustou quando viu que ainda eram seus alunos fora do castelo.

- Humanos idiotas!!! O que estão fazendo ainda aqui fora! Já não viram o quão perigoso é ficar aqui.

As crianças explicaram que se perderam e que nem o Castelo e nem a estrela polar não estava mais visível, dificultando seu retorno para casa.

- E esse pedaço de pau que vocês carregam... não serve para nada? - arguiu o professor debochando de suas varinhas mágicas, afinal para os centauros seres mágicos de verdade não utilizavam objetos para fazer magia.

- Já que vocês insistem em carregar isto, pelo menos façam bom uso!!! - disse rudemente. - Estiquem a mão e coloquem a varinha sobre ela. - Os alunos o olhavam pensando ser alguma brincadeira.

- Façam já... Já disse! … Agora diga com voz de comando e não de medo: “Me Oriente!”

Feito isto, as varinhas nas mãos estendidas rodopiaram todas apontando para uma única direção.

- Pronto! Elas apontam para o Norte!!! Agora vocês lembram o caminho que tem que ir?... Leste!!!.... vão para o Leste!!!... corram e só parem depois que atravessarem as portas do castelo.

Outro uivo ribombou próximo. Mais gritos e galopes pareciam se aproximar deles.

- Vão!! Já disse!!!

E os alunos seguiram correndo seus caminhos para Leste sem olhar para trás, até estarem sãos e salvos dentro das paredes do castelo de Hogwarts.


Considerações:
Todas as perguntas corretamente respondidas ganharão bonificação. O primeiro a responder de forma mais completa receberá os pontos.

A participação da parte final é opcional. Quem quiser ficar e enfrentar a névoa fique, quem quiser evanescer para o castelo, estejam a vontade.

Quem não tiver um telescópio em seus pertences perderá pontos.


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Re: 1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Christine L. Villeneuve em Dom 23 Jun 2013 - 11:55



1ª Aula de Astronomia


 Olhei aborrecida para o horário no pergaminho amachucado. Diversas disciplinas que pouco me diziam, seguiam-se, repetidamente e sem entusiasmo, ao longo dos tempos de aulas. Os meus olhos travaram ao ver o que teria nesse tempo. Astronomia. Sorri para o papel, pestanejei uma vez de forma acentuada e mordi o lábio, contente. Eu simplesmente amava esta disciplina, se não era a minha favorita, certamente estava próxima disso. Eu tinha uma grande curiosidade pelo que estava acima de nós. Será que alguma vez poderíamos explorar essa camada desconhecida? Ou a humanidade ficaria condenada a ser apenas um naco de carne entre a terra e esse tal enigma do espaço? Eu não percebia mesmo... Uma parte de mim sabia que tinha de haver um fim, mas... e depois desse fim? O que aconteceria? Tudo branco..? Impossível. Quem sabe, todo o universo continuava a expandir-se com uma velocidade super rápido, enquanto eu tinha os meus usuais pensamentos interrogadores. E fascinava-me saber que esses pontos de interrogação se poderiam tornar pontos finais em apenas algumas aulas...
O meu entusiasmo aumentou ainda mais quando soube que a aula seria no exterior. Agora que estava privada de Voo, não havia algo melhor que eu pudesse pedir do que, finalmente, uma lição de aprendizagem em comunhão com a natureza. Desta vez, não estava isolada e a chorar, mas sim rodeada de lufanos. E, pela primeira vez, eram eles que se sentiam aflitos para acompanhar o meu passo ansioso e apressado. Normalmente era eu que ficava ofegante e a correr para acompanhar os passos das pessoas altas. Todavia, eu estava tão em pulgas que me sentia capaz de voar.
Alcançámos um local de terra batida. À sua volta, relva alta fazia-me inspirar profundamente o odor puro e limpo do ambiente natural. A escuridão era muita, a suficiente para me fazer abrandar o passo e semicerrar os olhos, numa tentativa sem significado de conseguir ver no escuro. O telescópio abanava, teimoso, na minha mão esquerda, enquanto a direita pegava na mala carregada com livros, pergaminhos, tinta, pena... Foi preciso parar no campo de observação para me aperceber que estava ofegante. Tanto devido ao peso, tanto devido à velocidade.
Primeiramente, pensei que me tinha enganado a mim própria, monitora, e aos outros lufanos. Em vez de uma pessoa em carne e osso, estava uma criatura belíssima, porém assustadora. Eu sabia o que era. Um centauro! Fui das poucas lufanas a avançar, visto que os outros petrificaram receosos. De facto, eu não sabia a razão de ter medo de um centauro, eles são como nós, com a pequena excepção de terem quatro pernas e serem ligeiramente mais violentos.
O professor- deduzi ser o docente, pois a Astronomia era uma especialidade biológica dos centauros-incentivou os alunos a aproximarem-se. Se eu me aproximasse mais, acabava colada. Dei um risinho e arrumei a mochila num canto, como o professor ordenara. Peguei com mais firmeza no telescópio e sentei-me no solo de pernas cruzadinhas à chinês. Concentrei-me em montar o telescópio, o que sinceramente me pareceu mais fácil do que à maioria das pessoas. Como monitora, mas também amiga, resolvi ajudar algumas pessoas à volta, que tinham dificuldade. Virei-me para a frente quando a voz grave do docente iniciou um discurso cativante sobre a Via Láctea.
Era interessante saber que os planetas giravam todos em torno do sol. Mas também era estranho. Quem diria que a toda a hora, todo o momento, e naquele preciso instante eu estava a girar, girar, girar... Nem me parecia possível. E isso sim era fascinante. 
Uma questão surgiu. Teríamos de diferenciar um planeta de uma estrela. O que os fazia diferentes e os distinguia. Eu ainda não havia lido ou estudado sobre isso, mas por questões de lógica, ergui a mão bem alto e abanei-a. O professor deu-me a palavra.
-Estrela é um astro que possui e dissemina iluminação e calor e é composta, basicamente, por gases. Já os planetas não emitem luz própria, nem produzem calor, sendo estes fatores dependentes das estrelas.-O professor anuiu e continuou. Fiquei surpreendida comigo mesma, isso saíra naturalmente. Teria algo a ver com a minha habilidade de ver o futuro? Afinal a Astronomia também era algo muito relativo. Não quis distrair-me, e retornei à minha atenção. A aula estava a corresponder às minhas elevadas expectativas, até ao momento.
De seguida, com base na minha descrição, todos procuramos um planeta. Houve quem recorresse ao telescópio e fosse reprovado, mas eu fixei o céu e procurei genuinamente. Semicerrei os olhos e achei, um ponto não luminoso e pequeno, como um fruto seco. Estive quase a apontar, mas não queria dar muito nas vistas. Afinal, já respondera a outra pergunta. Alguns minutos depois, um(a) outro(a) aluno(a) chegou à mesma conclusão do que eu. Pegámos todos no telescópio e observámos o ponto inanimado e escuro. Era, sem dúvida alguma, um planeta. Apesar de pequeno, era grande. Sem dúvida, correspondia a um vasto planeta. Soube pouco depois que o seu nome era Júpiter.
Uma teoria mais complicada se seguiu. Zênite, o ponto que formava um ângulo de noventa graus com o observador, que correspondia também ao local onde se situava a estrela polar, o seu oposto Nadir, foram só apenas alguns dos nomes que passei a saber. 
Um momento peculiar seguiu-se. O professor abriu os braços, de uma maneira literalmente divida, e pediu-nos para fazer o mesmo. Um pouco constrangidos, eu e os outros alunos imitámos. À nossa frente estava o Norte. Logo atrás de nós, estava o sul. Se direita estava leste, esquerda estava oeste. Era uma simples questão de raciocínio. Sempre que a pergunta surgia, eu e um vasto grupo de alunos dizia a resposta.
Uma parte complexa tomou lugar. Graus e contas matemáticas já me eram mais complicados. Mas, se Norte era zero, Leste era noventa, Sul era cento e oitenta, fazia com que o sudeste fosse... Abanei a cabeça e parei de pensar. Era muita areia para o meu caminhão!
A partir dai, não percebi mais nada da disciplina. De vez em quando, conseguia entender partes dispersas, mas depois tudo se dissipava com observações posteriores. 
Olhei para o lado, ninguém parecia estar a perceber grande coisa. Uma névoa ameaçadora sobre a relva levou-nos a ser liberados. Arrumei um pouco lentamente os materiais, enquanto o professor se afastava.
A ilusão de popularidade de há pouco depressa se desvaneceu. De cabeça baixa, caminhei lentamente pela trilha, seguindo o leste com os conhecimentos adquiridos na aula. Cada vez se via menos. Haviam pessoas relativamente perto de mim. Como monitora senti que devia apressar os alunos, de modo a não ficarem presentes quando a neblina se agravasse. Porém, foi tarde. O castelo deixou de se ver e um uivo simplesmente aterrador fez com que eu deixasse cair os meus materiais todos e abrisse muito os olhos, petrificada de medo. Engoli em seco e, estupidamente lenta, apanhei os materiais caídos. Um dialeto que eu desconhecia soou em vozes agrestes. Peguei na varinha, dentro da mala rota, e pensei em lançar Lumus. Contudo, assim seria mais fácil localizar-me a mim e aos que estavam em meu redor. Vi alunos a correr, gritar, tirar varinhas... Seria impossível dar ordem que fosse. Uma criatura saltou e eu desatei a correr, abanando a varinha que deitava lampejos de mil e uma cores. Não sabia que feitiços eram, nem sabia se eram bons ou maus, mas eu simplesmente queria distância entre mim e aquelas criaturas. 
Uns alunos por trás de mim que corriam, mandaram-me a baixo, pois não me viam e estavam em pânico. Fiquei caída, a criatura aproximava-se mais e mais... Levantei-me, de cara cheia de terra e sujidade e cabelo idem. Felizmente, o professor chegou e deu-nos algum tempo, enquanto desprezava a nossa fraca capacidade de utilizar a varinha. Segundo as direções, disse decididamente "Me Oriente!", surgindo uma luz que apontava para norte, na ponta da varinha. Assim feito, dirigi-me a sul, servindo de referência para alguns alunos demasiado histéricos para raciocinar direções. Outros uivos soaram e até pareceu mentira quando o interminável caminho me levou ao portão salvador de Hogwarts. 
Entrara naquela aula completamente radiante e entusiasmada, e saíra suja, ofegante, suada e medrosa. Porém, realizada e extremamente orgulhosa da coragem que assumira. Uma nova faceta minha fora descoberta. Caminhei até um local calmo e quente de Hogwarts. Estava com os joelhos e as mãos esfoladas, da queda. Não era nada de grave e, certamente, não seria por isso que iria à Ala Hospitalar. 
Ainda sem acreditar no que acontecera, peguei no telescópio todo sujo e contei todos os alunos lufanos, apenas para ter a certeza que não faltava ninguém.




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Re: 1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Ryan Lewis Schwartz em Dom 23 Jun 2013 - 16:04



Astronomia: Perdido e Assustado

Ryan iria para o dormitório se não fosse um de seus colegas avisar na hora em que entrara na comunal, que teriam aula de astronomia. Subiu ao seu quarto somente para pegar o telescópio desmontável, o livro de astronomia e alguns pergaminhos sem nada escrito. Desceu e, desajeitadamente, caminhou em direção aos terrenos do castelo. Pelo meio do caminho, encontrou um grupo de pessoas que também iriam para a aula. Com vergonha, simplesmente os seguiu, não ousando se aproximar. Seus sapatos logo estavam sujos de terra e a ameaça de tropeçar em uma daquelas raízes era muito grande.

No meio do caminho, o garoto parou para amarrar os sapatos. Um ruído extremamente estranho chegou aos seus ouvidos e o fez estremecer. Sabia que teria que ser corajoso, mas sua índole inocente não lhe permitia isso. Portanto, forçou-se a imaginar que seus amigos estavam em perigo e que para salvá-los, ele precisaria atravessar aquele caminho assustador. Respirou profundamente uma, duas vezes antes de se levantar e seguir em frente, seguindo as silhuetas ao longe.

"Por que a aula não poderia ser em um campo aberto?" - pensou.

Logo notou e relembrou o porquê disso. O professor era um centauro e, por ser uma criatura fascinante daquelas, não poderia ensinar em campo aberto. Seu bando poderia estar mais ao longe, distante dos humanos que conviviam com ele. Imaginou se o ser sofria de discriminação por parte dos outros de sua espécie. Esperava que não, pois já bastava os próprios bruxos digladiarem uns com os outros. Não entendia o porquê de discriminarem os nascidos-trouxas, já que eram tão bruxos quanto os sangues-puros, sem distinção alguma de poderes.

O docente começou a aula falando seu nome e pedindo para que os alunos montassem seus telescópios. Ryan teve um pouco de dificuldade, já que nunca tinha mexido em um desses antes. Depois de um bom tempo tentando montá-lo, - tinha encaixado muitas peças nos lugares errados - o garoto encaixou duas peças, uma perna e o apoio, nos locais certos e, baseando-se nas localizações destas, conseguiu montar o telescópio. Colocou o tripé deste em algum ponto na relva e começou a ouvir o que o professor dizia.

Alunos participavam ativamente da explicação, sendo que uma lufana explicou o que o docente queria. O centauro logo pediu para que, com base na descrição da garota, todos os alunos procurassem um planeta. Ryan iria mover-se para os telescópios, mas percebeu o olhar de reprovação do professor e então olhou para o céu, procurando um pequeno ponto que fosse menos brilhoso. Apontou para um pequeno ponto no céu, onde via alguma coisa que não parecia ser uma estrela.

- Ali! Acho que é um planeta! - disse.  

Todos, à mando do professor, olharam pelo telescópio. No momento em que Ryan pôs a lente em direção ao corpo que tinha visto e colocou os olhos no local certo para poder ver pelo instrumento, viu uma esfera que era listrada de branco e marrom. Imaginou que o planeta estivesse usando uma blusa de frio, daquelas que tias fazem com crochê. Riu baixinho e ouviu o nome do planeta: Júpiter. Não era o nome de algum deus que tinha ouvido falar em um programa trouxa? Parece que era. Anotou mentalmente para pesquisar sobre aquilo depois.

Ryan acompanhou com os olhos o movimento do centauro, que logo apontou para uma estrela no céu. Polar era seu nome. Indagou-se porque tinha aquele nome, mas logo encaixou as peças quando o professor disse que ela sempre aponta para o norte e que se chamava Polar por estar no Polo norte do plano celeste.

Envergonhou-se ao abrir os braços, mas quando percebeu que ninguém estava olhando para si, suspirou. Sem querer, um dos braços bateu em seu telescópio, o derrubando no chão. Fechou os olhos ao ouvir o impacto do instrumento com o chão, pedindo a quem quer que estivesse lá em cima que fizesse com que o professor não olhasse para si. Vendo que o barulho não chamou a atenção de ninguém, visto que estava no final do grupo e que os outros estavam mais concentrados no docente, agradeceu mentalmente.

Quando o professor estendeu os braços ao horizonte, Ryan tratou de agachar-se para levantar o telescópio. Depois de levantado, prestou atenção à explicação e ouviu as respostas dos colegas. Estava tudo indo calmamente para uma aula na floresta. O professor logo encerrou a aula e disse para que todos voltassem ao castelo. O lufano demorou para poder desmontar o telescópio e, quando ergueu os olhos, a névoa já estava muito densa e isso o impossibilitava de ver a estrela Polar e o castelo.

Dessa forma, ele começou a caminhar em círculos, sem saber o que fazer. Encontrou mais alguns alunos perdidos assim como ele e por um bom tempo andaram pela mata. Um uivo sombrio ecoou pelos céus. Ryan e mais alguns alunos tomaram coragem e tentaram ver o que poderia ter causado aquilo. A varinha tremia nas mãos do garoto assustado.

- O que será que foi aquilo? E o que faremos? - o garoto perguntou aos outros que o acompanhavam.

Logo viram uma criatura que não conseguiram distinguir o que era correndo atrás de um ser, também não distinguível por causa da névoa. Antes que Ryan tivesse tempo de reagir, - provavelmente ficando estático e com um líquido escorrendo do meio de suas pernas - uma lança atingiu em cheio o corpo do animal, sendo seguida por três flechas. O lufano pôde ver a garota que tinha respondido as perguntas deitada muito próxima do animal que agonizava. Notou também que era a monitora, pois vira o broche reluzindo pela pouca luz que ainda atravessava o nevoeiro.

- Ei! Você está bem? - Perguntou para a monitora.

Os alunos foram recebidos com um sinal de reprovação do professor. Gritando, ele mandou que os bruxos usassem a varinha para orientá-los. Ryan teve de respirar três vezes antes de ter calma o suficiente para conseguir pronunciar as palavras corretamente, tanto que gaguejou um pouco na primeira tentativa de dizer para a varinha orientá-lo. A segunda tentativa foi a que deu certo:

- Me oriente! - nessa hora, a varinha enrijeceu-se e girou, apontando para uma direção.

Se reuniu com o grupo de lufanos liderados pela monitora e, juntos, saíram dali.
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Re: 1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Evelyn M. V. Hotchner em Dom 23 Jun 2013 - 17:04

Primeira Aula de Astronomia

A primeira aula de Astronomia ia começar. Eu estava animadíssima e ao mesmo tempo nervosa. Não conhecia o estilo do professor e nem o que precisava saber nessa aula, então acabara lendo o livro de Astronomia mais vezes do que o normal, para tentar gravar tudo e não fazer feio para a sonserina. O único problema era: eu não sabia onde era a aula de Astronomia. Por sorte, eu era prima do monitor da sonserina. Foi fácil achá-lo. Eu então caminhei até Rufo e o cumprimentei.

  - Oi, prima. - ele disse.

  - Poderia me dizer onde fica a sala de Astronomia? - perguntei.

  - Ah, essa fica no meio da floresta. Tem uma trilha para a gente, se for seguindo não tem como errar. - ele disse simpaticamente.

  - Obrigada. - falei e então o deixei com seus amigos.

 Eu atravessei Hogwarts com pressa e medo. Era de noite. Nunca tinha tido uma aula nesse horário, mas fazia extremo sentido que a aula de Astrologia fosse à noite. Como iríamos ver os astros de dia? Bem, tecnicamente, o sol é um astro, porém seu extremo brilho dificultaria olharmos para ele, além disso um só astro não faz uma constelação, e precisávamos aprendê-las. Quando cheguei na beira da floresta, estava muito quieto e frio. Peguei minha varinha das vestes. Se eu ia entrar na floresta, era bom que fosse com alguma precaução e uma visão melhor.

  - Lumos.

 A ponta da varinha começou a brilhar. Agradeci mentalmente à professora Lilith por nos ensinar esse feitiço e então procurei a trilha. Ela estava lá, meio destacada. Comecei a andar. Esperava que não tivesse problemas, pois estava sozinha. Arrepios correram pelo meu corpo. Da última vez que estive aqui, tive que lutar contra lobos e aranhas gigantescas. Esperava que isso não ocorresse novamente, principalmente porque Carmin, Dexter e Jhessy não estavam ali para me ajudar.

 Eu tropecei bastante durante a trilha, fazendo uma pequena melança nas minhas vestes. Eu definitivamente era a francesa mais atrapalhada de toda a história. Por fim, cheguei ao lugar onde o professor se encontrava. Por um momento, tudo o que pude fazer foi encará-lo. Eu já tivera aula com professores antipáticos e rudes, com outros legais e dedicados, outros ainda meio malucos e super legais, mas, com um centauro? Nunca. Eu soltei um assobio baixo e então deixei escapar.

  - Um centauro como professor! - falei e então tapei a boca com a minha mão que não estava ocupada com a varinha - Desculpe, professor, mas é só que... Tenho a impressão de que suas aulas serão fascinantes.

 Feliz, me dirigi até um lugar perto dele e então me sentei no chão, começando a tirar as coisas da minha mochila. Meu telescópio e um manual de montagem do mesmo, meus pergaminhos, penas e tinteiros. Me ajoelhei e então puxei a varinha para mais perto de mim e do pergaminho, começando a ler as instruções de montagem. Não que eu não tivesse as lido antes, mas era sempre bom checar as coisas. Os alunos começaram a chegar, quase todos tão espantados como eu. O professor falou então pela primeira vez, nos advertindo e cumprimentando ao mesmo tempo.

 - Nox. - falei e então a varinha se apagou.

 Eu virei para olhar para o professor e ouvir suas palavras com atenção. Ele se apresentou e então deu as ordens que, mesmo sem saber, eu já tinha obedecido. Porém, meu telescópio não estava no lugar certo. Peguei-o e então fui até o canto que o professor tinha indicado. Com a luz fraca, demorou um pouco mais para que eu lesse as instruções e começasse a montar meu telescópio.

  - Ai! - falei.

 Eu tinha prendido meu dedo em uma das partes do telescópio e puxado rápido demais. Fui até a minha mochila, peguei o antisséptico e o band-aid que sempre carregava comigo e então fiz um curativo desajeitado, voltando para o meu lugar. Por fim, depois de alguns momentos, consegui montar o telescópio. Satisfeita comigo mesma, bati as mãos umas nas outras e ouvi a pergunta do professor. Minha mão se ergueu ao mesmo tempo que a de Christine, mas ela respondeu a pergunta. Abaixei a mão, chateada, e então o professor nos deu novas instruções: procurar um planeta.

 Um ponto não-cintilante, então? Ergui meus olhos e varri os céus com os mesmos. Por fim, quando eu o encontrei, Ryan falou alto onde ele estava. Lhe lancei um olhar chateado, mas voltei logo a encarar meu telescópio. Não era culpa dele que eu fosse lerda. O professor então nos deu novas instruções. Obedeci sem pensar duas vezes. Centauros eram conhecidos, pelo menos entre os bruxos, pela sua falta de paciência e respostas incrivelmente vazias. Ele então nos ensinou a como se orientar com o corpo. Incrível, simplesmente. O professor então fez outra pergunta. Inquieta, ergui a mão e comecei a falar mesmo antes que o professor me permitisse.

  - A altura de um astro é o ângulo que a direção com que vemos o astro faz com o plano do horizonte. Vai de 0º a 90º e pode ser medida com um astrolábio. Já o azimute é o ângulo que a direção do astro, marcada no chão,  faz com a direção do Norte no mesmo plano do horizonte. Vai de 0 a 360 graus e pode ser medido com uma bússola.

 Eu respirei fundo para recuperar o fôlego, feliz comigo mesma. O professor então começou a explicar o que eu havia dito, indicando algumas coisas e soltando uma risada. O professor então nos liberou, pedindo que estudássemos. Com certeza eu o faria. Seria essa a aula mais interessante que eu já tinha visto? Não, mas com certeza era uma das três mais interessantes. Arrumei tudo com cuidado e desmontei o telescópio com alguma dificuldade, guardando as coisas e então procurando minha varinha. Uma névoa densa se formava.

  - Ventus! - ordenei e uma rajada de vento limpa saiu da minha varinha e então eu a ergui novamente - Lumos!

 Uma luz saiu da minha varinha e então eu fui andando pela trilha. Por vezes, tinha que repetir o feitiço do vento, mas não tive maiores problemas em sair da floresta seguindo a tilha a não ser alguns tropeços. Agradecida e pesarosa pela aula já ter acabado, andei para o castelo novamente.


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Re: 1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Stefan C. Cavendish em Dom 30 Jun 2013 - 22:57

1ª Aula de Astronomia


Quando a ultima aula da tarde acabou, eu corri completamente cansado para o salão principal, eu precisava urgentemente de um pouco de comida. Meu estômago rosnava de tanta fome. – Calma, já estamos chegando. – Falei para mim mesmo enquanto apressava o passo para chegar o mais rápido possível no salão principal. E quando eu finalmente cheguei, eu fui barrado por Lara que surgiu de algum lugar que eu não vi e parou em minha frente falando que em dez minutos teríamos uma aula de Astronomia na Floresta Proibida. Gemi e falei: - Será que eu não posso faltar essa aula hoje? – Lara citou mamãe na conversa e eu logo falei: - Tá ta, eu vou pra aula de Astronomia. Só me deixa comer alguma coisa. – Ela revirou os olhos e me seguiu até a mesa da Sonserina, eu peguei duas maçãs e saí com Lara para a noite fria dos terrenos da escola.

O caminho até a clareira onde seria a aula era bastante escuro e até um pouco amedrontador. Lara se agarrou em meus braços e resmungou algo, eu revirei os olhos e falei: - Ninguém vai nos atacar, Lara. Estamos em uma escola, quem em nome de Merlin vai atacar alunos em aprendizado? – Lara deu de ombros e continuou agarrada em meu braço até quando chegamos e vimos o grande centauro nos esperando. Lara sufocou um gritinho e eu prendi a respiração, alguns alunos já estavam ali esperando a aula começar, mas eu fiquei meio receoso. Troquei um olhar com Lara e ela se apertou mais em meu braço e voltamos á caminhar até onde os alunos estavam e ficamos ali esperando algo acontecer.

A maioria dos alunos que chegavam, ficavam completamente surpresos com o centauro e quando alguns alunos hesitaram, o centauro falou para que eles se aproximassem. Olhei para Lara e esta me olhou de volta e então voltamos nosso olhar para o centauro. “Ele é o nosso professor?” pensei, ficando boquiaberto. E quando a ficha finalmente caiu, eu sussurrei: - Maneiro. – Lara olhou-me, bestificada e eu dei de ombros, abrindo um sorriso. O professor Khal nos deu as boas vindas e pediu para armarmos nossos telescópios um pouco mais á frente. Tirei a mochila das costas e tirei meu telescópio e fui até o local onde o professor nos indicou, e comecei á montá-lo. A primeira tentativa deu errada, eu desmontei-o e tentei mais uma vez, falhando. Na terceira vez eu consegui monta perfeitamente o telescópio. Lara ainda lutava com o seu, até que eu me aproximei e falei: - Não é assim, Cara de Paçoca. Coloca o telescópio ali em cima... – Fiz as mesmas coisas que havia feito quando montei o meu e quando terminei, voltei para o meu telescópio. O professor começou á apontar varias estrelas no céu, falando que vivemos em uma galáxia chamada Via Láctea e que todas as estrelas giram ao redor do centro desta, assim como os planetas do Sistema Solar giram ao redor do Sol. Arqueei uma sobrancelha, imaginando se isso estava acontecendo naquele momento, se estávamos girando, mas resolvi engolir aquela pergunta.

Eu ainda olhava para o céu quando o professor apontou mais uma vez para o céu e começou á fazer movimentos circulares, perguntando-nos se conseguíamos diferenciar as estrelas dos planetas. O professor falou que existiam dois aspectos diferentes para pra diferenciarmos e pediu para alguém explicar. Alguns tentaram responder, mas só um conseguiu acertar e eu rapidamente olhei para o céu para encontrar um planeta. Percebi que a maioria estava indo para os telescópios e eu estava indo junto com eles quando o professor nos repreendeu falando que queria que achássemos á olho nú. Um garoto apontou para o céu e o professor mandou olharmos com o telescópio, quando cheguei ao meu e o direcionei para o lugar onde o garoto havia apontado, percebi que realmente era um planeta. Logo o professor nos apresentou o maior planeta do sistema solar, Júpiter. Fiquei um pouco decepcionado que o maior planeta parecesse tão insignificantemente pequeno. O professor apontou para  um ponto ao norte e falou que sobre as nossas cabeças estava a abóbada celeste, chamada de Zênite e do lado oposto, no outro lado do mundo, está Nadir. Em Zênite podemos ver a estrela polar, que faz parte da constelação de Ursa Menor e tem esse nome por estar no Polo Norte celeste. Aquilo estava me deixando cada vez mais confuso aquilo era muito difícil. O professor falou que quando estivéssemos perdidos era só procurar a estrela polar, pois estaremos caminhando para o norte. O professor abriu os braços e mandou que fizéssemos o mesmo, assim o fizemos. Todos abriram os braços e o professor começou a explicar os pontos cardeais, perguntando que se tendo a estrela Polar á nossa frente, á nossas costas teríamos... – Sul! – Todos responderam em uníssono. Ele continuou falando que do nosso lado direito temos o leste, e para lembrarmos que o sol da manhã nasce no leste, e mais uma vez perguntou que o lado esquerdo é onde morre o sol da tarde e este lado seria o... – Oeste! – Respondemos mais uma vez. O professor acrescentou mais algumas observações astronômicas, o conceito de Azimute e Altura. “Pelas Ceroulas Rasgadas de Merlin! Isso é mais difícil do que tudo aquilo que ele já falou?” pensei olhando ao redor. O professor gesticulou para o horizonte e abriu os braços mais uma vez e falando que os limites circunferenciais á nossa volta era de 360º. O professor fez uma pergunta matemática na qual a maioria de nós ficou embasbacada e sem respostas. “Merlin, isso é mais difícil do que tudo o que eu aprendi na vida!” pensei fazendo uma careta á quase tudo o que o professor falava.

Enfim, o professor falou que o ponto Azimute do sul era de 180º, ai uma luzinha acendeu em minha cabeça. “O ponto Azimute é a metade da circunferência, os 360º divido por dois!” pensei, começando á  entender. O professor perguntou sobre a direção de uma estrela no sudeste, quantos graus ela apresentaria em Azimute. Eu levantei a mão e falei: - Ãm... 225º Azimutes, professor. – Falei, alguns também tentaram. Depois ele perguntou mais uma vez, só que desta vez ele perguntou á noroeste. Tentei fazer os cálculos mentalmente... “180 + 180 = 360 – 45 = 315” pensei só que demorei demais á responder, os outros já haviam respondido. Respirei um pouco, enquanto o professor dava o conceito de altura. O professor encerrou a aula abruptamente e pediu para que recolhêssemos os materiais e seguíssemos pelo caminho que viemos. Desmontei meu telescópio e coloquei-o de volta na mochila, ajudei Lara a desmontar o dela e sussurrei pra ela: - Foi legal a aula, não? – Lara revirou os olhos, resmungou algo e eu respondi com uma risadinha. Com os nossos equipamentos guardados, Lara e eu puxamos nossas varinhas, fizemos um floreio com a mesma e sussurramos: - Lumus! – Uma pequena pontinha de luz se acendeu em nossas varinhas e nós saímos, seguindo pela trilha de terra batida para o castelo.



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Re: 1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Rufo Villeneuve Lancaster em Seg 1 Jul 2013 - 19:34

Astronomia

Todos os instrumentos necessários para uma proveitosa aula de Astronomia estavam sendo carregados por mim, alguns no interior de minha mochila que, por sinal, encontrava-se extremamente pesada. Enquanto já marchava para as dependências externas do castelo, deparo-me com Evelyn.

Oi, prima — falei. Conversas com Evelyn vêm sendo cada vez mais escassas, eu não sabia o por quê.

Evelyn perguntou onde ela poderia encontrar a sala de Astronomia. Bom, não seria bem uma sala convencional, assim como as outras. — Ah, essa fica no meio da floresta. Tem uma trilha para a gente, se for seguindo não tem como errar — e expus um sorriso, rindo abafadamente. É, há boatos de que o professor seria um centauro, centauros não conseguem subir escadas em espirais até a mais alta torre do castelo.

As dependências externas de Hogwarts estariam desertas caso não fossem os segundanistas que rumavam para o local onde as aulas de Astronomia aconteceriam. As árvores possuíam estaturas elevadas e as folhas das mesmas dançavam ao encontrar-se com a brisa gélida rotineira daquele horário. Locomovi com passadas rápidas até encontrar com uma trilha rodeada com alta relva, aproximando-me dos outros alunos, afinal manter-me camuflado é uma ótima estratégia para desviar olhares desconfortáveis. Cheguei ao local demarcado pelo professor — que, como todos os botados diziam, é um centauro —, usufruindo de um semblante surpreso, mesmo porque centauros não eram vistos diariamente.

U-um cen-centauro! — brado. Um professor centauro não é comum, bom... Em Durmstrang não eram vistas tais criaturas com tamanha facilidade. Se aqui em Hogwarts os boatos se tornam realidade, imaginem em Durmstrang, onde boatos diziam que haviam dragões em um remoto local dos terrenos. Aproximar-me de um dragão poderia ser mortal. E me aproximar de um centauro, poderia?

E o homem-cavalo diz para não ficarmos com medo, cuja boca não possui a função de mordiscar. Depositei minha mochila sobre a superfície gramínea e inicio ensaiadas movimentações com minhas mãos, montando o telescópio que havia sido retirado do interior da mochila anteriormente. Em questão de poucos minutos, o telescópio jazia em seu perfeito estado e posição, pronto para ser usado para uma "interessante observação", como o professor dizia. Mirei minhas íris azuladas nos alunos que estavam ao meu envolto, todos prosseguiam tentando montar seus telescópios e alguns já o tinham feito. Em minhas constantes alterações de foco, notei Megan travando uma batalha contra o seu instrumento astronômico. Megan é uma companheira de rondas, amiga e, atualmente, adentrou ao time de quadribol cujo capitão sou eu. Sorrio e avanço até tal.

Posso ajudá-la? É algo simples de se fazer — digo sutilmente, pousando minha mão sobre seu ombro direito. — Posicione essas partes inferiores como se fossem pilares, olhe. Viu? Simples, não? — o objeto já estava em seu posicionamento correto. — Creio que já saiba como terminar com a montagem... Bom, vou voltar ao meu lugar antes que o professor me devore. Vejo você depois, então? — ouço sua afirmação e, sorrindo, retorno ao meu telescópio já montado com perfeição.

Nos minutos seguintes, não descolei meu olhar de Megan. Seus graciosos movimentos e sua doce voz me hipnotizaram e fui congelado, digamos assim. O professor iniciou com suas falas, dando-nos uma breve explicação. Uma pergunta fora feita e uma aluna a respondeu. Desejei respondê-la, porém, minha irritante distração impediu-me, ela sempre o fazia. Inclinei-me e olhei pelo telescópio, procurando um planeta. O que vi possuía incrível e em massa luminosidade. As palavras de desaprovação do homem-cavalo vieram em seguida, deveríamos encontrar um planeta a olho nu. Descolei-me do telescópio e elevei meu olhar ao céu. A luminosidade estava deveras menor, claramente. Pontos cintilantes foram notados, muitos deles. Deveríamos encontrar um que não cintilasse. Eram tantos... Como eu iria encontrar um misero ponto dentre tantos outros? Semicerrei meus olhos, analisando profundamente cada ponto perceptível ao céu, entretanto, o tão requerido parecia fugir de meu olhar. "Agora podemos utilizar o telescópio, é isso?", tais palavras foram formadas em minha cabeça e pigmentos rosados surgiram em meu rosto, sinal de que uma leve irritação tomava meu corpo. "Eu sempre soube que centauros não eram confiáveis... E sei que não irei gostar deste que temos como professor. Ugh!", o controle fora tomado de mim e pensamentos inescrupulosos iam aparecendo e aparecendo.

Inclinei-me novamente, olhando pelo telescópio ao ponto indicado pelo homem-cavalo. É, o mesmo não possuía luminosidade igual ou superior aos outros pontos, comprovando o que o aluno houvera dito anteriormente. Estávamos olhando para um planeta. Estávamos olhando para Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Reviro meus olhos, permanecendo-os vidrados às estrelas. Brilhantes e... Lindas, assim como Megan. Olhei para onde a mão do tutor indicava e ouvi o conceito de tal ponto, ouvindo, também, o conceito do ponto oposto. Não tardou para meus braços estarem abertos e ouvidos procurando apurar qualquer outra instrução do professor.

"Sul!", minha mente gritava, porém não liberei som algum. O homem-cavalo questionava-nos, bradando suas palavras. "O meu período tímido já havia passado. Eu não sou mais primeiranista! O que estou fazendo?", turbilhão de pensamentos surgiram e então... — Oeste! — minhas palavras soaram altivas em demasia. E por que eu estaria gritando? Insano, é.

E mais conceitos vinham por aí... Azimute e Altura, no caso. Levei minha mão direita até minha mochila e, de seu interior, retirei minha pena de repetição rápida, levitando-a e dando-lhe ordens expressas para copiar todo e qualquer conceito vindo do professor. "O professor, no caso, é o centauro. Só para reforçar!", sussurrei. Khal entregou os dois conceitos, seguidos por movimentações de seus braços, cujas funções seriam orientar-nos e deixar claras as suas falas. Assim que se deu por finalizado, desmontei meu telescópio, notando as partículas impuras vindas do solo gramíneo e barroso nas partes inferiores do instrumento. — M-m... Targeo — sussurrei. Tais partículas foram sugadas por minha varinha e, dando-me por satisfeito, guardo o telescópio na mochila.

Desmontá-lo não é problema, não? — murmuro, direcionando o som até Megan, sorrindo. Ela, por sua vez, desmontava o telescópio com tamanha facilidade, fazendo-me achar que o seu desconhecimento para com montá-lo poderia ser falso ou algo parecido. Ou ela havia aprendido, é uma hipótese.

Pisoteei pela superfície gramínea, encontrando-me na trilha preparada pelo professor para o fácil encontro com o local das aulas. Os alunos estavam em seus grupos e/ou em suas duplas, os mesmos avançavam pela trilha, sorridentes e falantes... Até que uma delas liberou um grito de desespero. Semicerrei meus olhos, procurando algo que poderia ser o causador de tal grito. Dois alunos corriam, voltando pela trilha. — Accio Nimbus 2001! — gritei. Um segundo, dois segundos... O clima tenso dominou-me e desejei total prontidão de meu feitiço. Com um impacto razoável, minha vassoura encontrou com minha mão direita. Meus pensamentos estavam obscuros, eu não iria ficar para ver algo acontecendo ou pior, algo acontecendo comigo. Posicionei-me sobre o material feito de madeira negra e, com um brusco impulso, descolei meus pés do chão. — Adeus. Nos vemos no café da manhã! — sussurro. Encontrei-me sobre a neblina e nenhum som bruto era notório.

"Eu possuía idade pouco superior para com nove anos. Papai estava ao meu lado esquerdo, segurando-me, impedindo minha colisão ao chão. "Há anos, muitos deles, os pais ensinavam seus filhos a como voar, não será diferente conosco, filhote", dizia o senhor meu pai. A vassoura na qual eu estava montado era de design elevado e prática ao extremo. Com um leve impulso, descolei-me do solo barroso e levantei voo, caindo segundos depois, sendo impedido de machucar-me por uma feitiço usado por meu pai. Aquilo fora repetido por diversas vezes, até que consegui equilíbrio e não fui jogado ao chão. Papai pulou de alegria, chamando-me de "orgulho do papai"."

Parei de devanear, deveria ir ao castelo. E minha experiência com vassouras acaba de me ajudar por mais uma vez. Os archotes acesos do castelo possuíam luminosidade elevada e notória para quem olhasse para o castelo do lado exterior. Avancei sentindo a brisa cálida em meu rosto, parando pouco à frente da ponte coberta, seguindo com passadas rápidas. — Por fim, salvo.



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Re: 1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Megan B. Lancaster em Seg 1 Jul 2013 - 23:31

Primeira Aula de Astronomia

Faltavam poucos minutos para as nove da noite, quando terminei de arrumar minha mochila para ir à aula de Astronomia. Apesar do peso do telescópio em minha mochila, continuei a andar pelo lado de fora do castelo. Um pequeno grupo de alunos do segundo ano seguia a minha frente e apenas os acompanhei, mas com passadas mais lentas. Mantinha certa atenção enquanto percorria o trajeto até o local combinado para a aula, minha propensão a quedas estava bastante grande, ainda mais no breu que estava do lado de fora da escola aquela hora da noite.

Pensava no quanto eu iria gosta da disciplina, sempre me pegava pensando e admirando o céu durante a noite e observando o brilho das estrelas. Principalmente as cadentes, que eram as minhas favoritas. Logo o grupo que estava a minha frente se dispersou, e percebi que havíamos chego ao nosso destino. Devo citar que o professor era um Centauro? Creio que não, qualquer um que o observasse perceberia isso é claro. Mas não me espantei com tal fato. Dona Lilith, minha mãe, já havia comentado sobre o novo professor de Astronomia.

Me dissera o quanto “evoluídos” eram os centauros, acerca da magia, bem mais do que nós, é claro. Tal fato era tão interessante sobre as criaturas, que nem o uso da varinha eles faziam. Lhe cumprimentei com um aceno de cabeça, em sinal de respeito e mantive silêncio. Soltei a mochila no chão, ao meu lado, com excesso de cuidado. Não arriscaria de danificar meu telescópio praticamente inutilizado. Quando a aglomeração de alunos em volta do professor Khal era demasiada, ele resolveu por iniciar a aula.

Sua primeira ordem foi para que iniciássemos a montagem dos telescópios que trazíamos conosco. Abri a mochila e tirei da mesma o objeto e comecei sua montagem. Junto ao mesmo havia um pequeno pergaminho com instruções para a montagem. Mas nada, não estava conseguindo realizara montagem do equipamento. E no momento não me vinha à mente nenhum feitiço simples que pudesse ser usado para a montagem.

Até que sinto um toque em meu ombro e me viro para ver o que se sucedia. Era apenas meu colega de casa, Rufo, oferecendo gentilmente seu auxilio. O garoto então me explica e mostra manualmente como deveria proceder na montagem. – Você fez isso parecer tão simples. Obrigada. – Falo baixo, parecia mais sussurrar comigo mesma do que realmente falar com o colega. Quando termino armar sua estrutura, sorrio em agradecimento a ele.

Volto a concentrar minha atenção no professor. Observava então atentamente por onde o professor indicava, ajustando o telescópio para ter a visão perfeita da faixa de estrelas e toda a sua imensidão. Segundo o que ele nos explicava esta era a Via Láctea, nossa galáxia. Era indescritível a beleza da visão que se postava diante de nosso olhar. Murmurava apenas algumas palavras, muito baixo é claro, de surpresa e admiração pelo o que via através do aparelho.

Ele então nos explicava sobre como “funcionava” realmente todo esse apanhado de estrelas. Eu apenas assentia a cada palavra mencionada pelo mesmo e continuava a admirar o céu daquela maravilhosa noite. Professor Khal então lançou-nos uma pergunta. Pelos conhecimentos que obtive durante a leitura do livro de Astronomia e as varias consultas a outros exemplares na biblioteca, rapidamente levantei minha mão ao alto, mas infelizmente não fui a única.

Christine e Evelyn também resolveram responder a questão proposta. Então abaixei minha mão, dando vez a lufana responder. Quando Christine terminou sua resposta, o professor nos propôs um desafio, encontrar a olho nu, um planeta. Ele vetou o uso do telescópio durante a busca pelo corpo celeste. Ouvi a voz de outro texugo dizer que havia encontrado um planeta, se tratava de Ryan. Procurei então observar o pequeno ponto ao qual ele apontava na imensidão negra do céu.

O professor então nos pediu para verificarmos se o texugo estava correto. Segurei o telescópio e guiei sua lente até o tal local onde Ryan havia apontado anteriormente. E lá estava, o pequeno e distante Júpiter, segundo o professor nos informara. Não poderia acreditar que aquele e tratava do maior planeta de nosso sistema solar, parecia mentira. – Então para observarmos os outros deve ser quase impossível! – Murmurei baixo, esperando que tivesse sido algo inaudível aos outros alunos. Apesar de toda a sua grandeza diante de nós o planeta parecia tão insignificante junto às estrelas.

Ele então continuou com suas explicações e eu somente o acompanhava com o telescópio. O próximo corpo celeste a ser observado foi a estrela Polar. Ele nos explicou sua ligação com o gélido Pólo Norte e como sua visualização era mínima no Equador, devido a sua proximidade com o horizonte. Segundo o que o professor Khal nos falava, devido a sua fácil localização no céu, por conta de seu brilho, se a seguíssemos em caso de estarmos perdidos, estaríamos caminhando em direção ao Norte.

Enquanto continuávamos a observar a mais brilhante estrela, o professor abriu seus braços, como se fosse receber um abraço imaginário. Pediu então que repetíssemos seu gesto. Soltei o telescópio e me pus a fitar a estrela, na mesma posição que o professor, o imitando. Era uma cena um tanto cômica, mas com a sua ajuda, conseguiríamos descobrir os quatro principais pontos cardeais. Ele nos perguntou a sobre qual ponto cardeal se encontrava às nossas costas naquele momento.

De imediato, junto com alguns outros colegas respondi: – Sul! – Continuando, nos explicou que à nossa direita estava o Leste o que fazia, obviamente, do nosso lado esquerdo o Oeste. O professor já estava quase nos liberando, mas antes nos passou um simples conceito do que significava Azimute e Altura. Khal então nos exemplificava os 360 graus a partir do horizonte, onde 0º era entendido como o ponto inicial de toda a trajetória.

Segundo sua explicação, a qual eu acompanhava fielmente, Leste contava como o nonagésimo grau. Foi então nesse milésimo de segundo que desviei meu pensamento e me perdi em seu raciocínio. Suspirei irritada tentando tomar a linha de raciocínio novamente, pegando apenas o fim da explicação do tutor. O professor prosseguiu com seu discurso sobre Zênite, Azimute e outros inúmeros termos técnicos do ramo da Astronomia. Eu tentava a todo custo o acompanhar na explicação, então continuei em silêncio, ouvindo suas explicações.

Então o clima no ambiente mudou totalmente, o professor pareceu ficar mais preocupado e um pouco tenso. Ele então encerrou a aula, nos dispensando e pedindo para que fizéssemos o mesmo caminho de volta ao castelo. Assenti e me virei para o telescópio. Será que enfrentaria outra batalha para desmontá-lo. Esperava sinceramente que não. Vi alguns colegas fazerem tal ação e decidi por tentar. É, não fora tão difícil afinal. Ouvi as palavras de Rufo sobre como não era complicada a desmontagem do equipamento.

Não sei por qual motivo corei com suas palavras, ele não havia dito nada de mais. Apenas sorri de volta e guardei meu material. Coloquei a mochila nas costas e puxei a manga de minhas vestes. O tempo do lado de fora do castelo parecia incrivelmente gélido. Saquei minha varinha e recitei um – Lumos! – para iluminar o caminho de volta. Caminhando pela trilha atrás de alguns companheiros de classe, voltei ao castelo. Dei uma última olhada para o lado externo do castelo e me virei adentrando Hogwarts, indo em direção a comunal.



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Re: 1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Caterine Poésy Romaric em Dom 7 Jul 2013 - 0:06



Primeira Aula de Astronomia-Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts




-Eu não sei de quem foi a ideia maluca de nos mandar para o meio da floresta e ainda mais a essa hora. Lá é cheio de bichos e nós estamos apenas no segundo ano. Além do que tem todo esse material pesado para carregar durante léguas. Isso cansa a minha beleza! Cat, fale alguma coisa. -Essa era Clover falando sem parar durante o caminho até a aula de Astronomia.

-Clover, vem cá, você queria que a aula de astronomia fosse durante o dia? -Caterine balança a cabeça em negativo. -Vamos, deixa de ser mole e ande. -A pequena saca a varinha. -Lumus. -Conjura. -Vamos adentrar na floresta agora e vai ficar escuro. Fique atras de mim.

As duas caminharam um cado e se perderam no caminho. Deram cinco voltas e não acharam o local. De repente, Caterine para.

-Clover...-Fala baixinho.- Disfarça e começa a andar de volta. Há um centauro bem a nossa frente. -
Dizia olhando o dorso da criatura.

-Caterine! -Berrou Clover. -Achamos o local da aula!

-Cala a boca, Clover. Tem um centauro ali. -Sussurrou mais uma vez.

-E por que todos os alunos estão ao redor do centauro, Cat?-Disse indo em direção.

-Clover, volta aqui! Ah não! In Albis de novo, não! Me ajuda, Morgana. -A veela saiu em direção da amiga.

Para surpresa de Caterine, o centauro em questão era o professor de Astronomia. 'Que babado! Não me sinto mais tão deslocada!. Seu nome era Khal Hrazef , mas preferia ser chamado de Khal. A pequena se sentiu confortada. Ser uma criatura mágica em meio a tantos bruxos não é fácil. As pessoas tendem a fazer piadas maldosas e no caso de Caterine, falar que ela usava o seu dom para fazer com que todos os meninos se apaixonassem por ela, o que não era verdade. 'Morgana, obrigada por mais essa!', pensava montava seu telescópio. Ela era familiarizada com o instrumento pois seu pai costumava observar as estrelas com ela, quando pequena, e lhe ensinar o que podia.

Caterine observava pela lente do telescópio, enquanto o professor falava da Via Láctea, linda e cheia de estrelas. Falou também sobre a translação terrestre. ''Sinto sua falta, papai.. O professor lança uma pergunta que Caterine sabia de cor: Qual é a diferença de uma estrela para um planeta. Uma aluna lufana responde. 'Estrela é um astro que possui e dissemina iluminação e calor e é composta, basicamente, por gases. Planetas não emitem luz própria, nem produzem calor, sendo estes fatores dependentes das estrelas , repetia mentalmente com a companheira.

O senhor Khal pede que os alunos encontrem um planeta. Ali! Júpter. Caterine iria abrir a boca quando outro aluno da lufa-lufa apontou para o local. Júpter é apresentada a todos, que são autoriados a olhar pelo telescópio. Será que papai ainda ver isso de onde ele está?

É explicado sobre Zênite e Nadir, sobre a estrela Polar e a Ursa Menor. A Estrela Polar é uma estrela guia, ou seja, se estiver perdido, poderá se localizar por ela. 'Ou se localizar pelo Cruzeiro do Sul, caso esteja no hemisfério sul.'

De frente para a turma, o professor abre os braços e ordena que todos façam o mesmo. Caterine obedece. O professor lança outra pergunta: Estando a Polar a sua frente e lá sendo o Norte, qual ponto cardeal está as suas costas. ? Sul!- Todos dizem em uníssono. Ele prossegue dizendo que no lado direito temos o Leste e que onde o sol nasce. O sol então morreria? -Oeste- Todos gritam.

Mais perguntas são lançadas, dessa vez sobre angulação para localização dos pontos cardeais. Caterine decide apenas ouvir as respostas de seus colegas. Estava com o pensamento em seu pai, e não queria arriscar nenhuma resposta errada. O professor dispensa a classe e some na névoa. Caterine desmonta seu telescópio.

-Seguir para o leste? -Perguntou para Clover. -Mas não há mais estrelas no céu e muita névoa! -Pensou. -Acho que devo montar meu telescópio novamente.

-Faça isso rápido, Cat. Eu já estou muito assustada. -Clover se aproximava da veela, tentando se proteger. -Se bem que todos parecem tão perdidos quanto nós!

De repente, ouve-se sons de uivos e de galopes. Se aproximando As duas amigas se abraçam e soltam um grito estridente.

-Eu não quero morrer, Clover!-Disse a veela quase chorando.

-Eu também não, Cat.- Respondeu no mesmo tom.

Permaneceram abraçadas até perceberem que professor Kharl e um grupo de centauros abate a criatura.

-Lobos Selvagens, Clover!

-In Albis, Cat.

As duas tremiam de medo, quando o professor deu uma bronca no grupo, orientando-os sobre o uso da varinha. Mal terminaram de ouvir a explicação do docente. Esticaram a sua varinha a proferiram “Me Guie.”. Deram as mãos e saíram correndo como loucas até o castelo.


Narração-Minhas Falas-Fala de Outros-'Pensamentos'






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Re: 1ª Aula de Astronomia

Mensagem por Khal Hrazef em Dom 7 Jul 2013 - 12:03

Notas:

Christine E. Villeneuve - 9,0 (+10 pts para Lufa-Lufa pela resposta. Incompleta, mas foi uma resposta)

Ryan L. Gagerdoor - 9,0

Evelyn M. V. Hotchner - 8,0 (Respondeu uma pergunta que sequer existiu. Sinceramente não entendi se sua intenção era realmente responder a pergunta ou demonstrar conhecimento)

Stefan C. Cavendish - 8,5 (+10 pts para Sonserina pela resposta. Houve uma resposta incorreta, mas pelo menos tentou.)

Rufo Villeneuve Lancaster - 9,5

Megan Villeneuve Hugh - 9,0 (+10 pontos para Sonserina pela resposta correta).

Caterine Poésy Romaric - 8,0
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Re: 1ª Aula de Astronomia

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