Ambientação
Todo ser humano necessita de algo em que acreditar para que sua vida tenha algum sentido. Seja em vários deuses ou em um só ou até mesmo na inexistência de qualquer deus. Seja no bem, no mal, na vida após a morte ou em magia. Independente de qualquer que seja a crença, os humanos movem suas vidas em função dela. Entretanto, há um tipo especifico de humanos que têm a magia não como uma crença abstrata, mas como sua maior realidade.

A comunidade bruxa europeia vive em paz há algum tempo, desde que o Ministério conseguiu frustrar os planos da Irmandade das Trevas. Os comensais que sobreviveram ao rompante de raiva de seu chefe foram mandados para Azkaban para receberem o beijo dos dementadores. Porém os aurores não conseguiram capturar o líder da Irmandade, que anda livre pelo mundo já recrutando um novo exercito.

Não diferente, o Ministério da Magia já treina novos aurores para suprir a baixa que foi deixada pela última batalha contra os bruxos das trevas. Os chefes dos departamentos não mais estão fazendo vista grossa para os acontecimentos anómalos que outrora assombraram suas rotinas. O ministro em si se encarrega dos assuntos mais sérios e as pilhas de papeis em sua mesa estão cada vez menores.

Em Hogwarts, os antigos clubes de duelos e de poções foram reativados, mas não com a antiga ideologia de apenas aprendizado e lazer, e sim com a mascarada didática de treinar os alunos em combate, defesa e o que mais for necessário para prepara-los para uma futura batalha contra o mal.

Os sinais estão claros para as autoridades, os bruxos das trevas se movem à surdina e os jovens estudantes do castelo de Hogwarts são preparados para a guerra sem nem mesmo notar. Os dias sombrios estão por vir novamente. Bruxos, empunhem suas varinhas e as segurem bem, pois elas serão suas maiores e melhores aliadas nos dias futuros.
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1ª Aula de DCAT

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1ª Aula de DCAT

Mensagem por Tétis em Ter 11 Jun 2013 - 19:15

DCAT

Aula I
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Re: 1ª Aula de DCAT

Mensagem por Sophie Killer Cavendish em Dom 16 Jun 2013 - 21:14

Primeira Aula de DCAT.


O meu plano era o seguinte, sairia para tomar café e uma vez houvesse terminado iria para biblioteca e lá permaneceria até o horário da aula para o quarto ano, porém tive as minhas expectativas frustradas, e tudo aconteceu da seguinte maneira: Caminhei tranquilamente para o salão principal a fim de comer, sentei-me como de costume a mesa dos professores, o meu café da manhã se resumia a pães com manteiga e um café bem amargo e bastante quente.  Observei as crianças da mesa dos professores, eles geralmente não se incomodavam em me olhar, porém notei um comportamento diferente por parte do Sirius o meu filho caçula, todas as vezes que olhava pra ele, o mesmo desviava o olhar e a Lara e o Stefan aparentavam inquietude, e foi nesse momento que percebi que estavam me escondendo algo, a principio a minha vontade era levantar da cadeira e ir até as crianças, porém esperei calmamente, e uma vez que terminei o meu café e vi que o responsável pela travessura se preparava para se levantar, esperei que o mesmo olha-se pra mim, e acenei pedindo que esperasse. Não foi necessário, o zelador entrou minutos depois e me informou que o meu pequeno havia acendido fogos de artifício no pátio, levantei-me bruscamente da cadeira, e sai em direção à porta do salão, no meio do caminho retornei, agradeci ao zelador pela informação e retomei a minha busca, quando sai do salão o Sirius já não me esperava ,voltei aos meus aposentos e me joguei na cama, extremamente chateada.  

(...)

_Hey now, we’ve got to make it rain somehow, she told me to and showed me what to do she knows how to make it loud rain dance Maggie! –

Cantava descontraída, e pra minha surpresa quando entrei na sala, não havia nenhum aluno, assim seria melhor então sai pela sala organizando as mesas, coloquei todas em um canto da sala e depois caminhei em frente aos armários tentando lembrar o que era guardado em cada um deles, uma vez que todos os alunos haviam chegado desisti e decidi que outra hora abriria todos e por fim saberia o que era guardado nos mesmos. Todos os alunos haviam se concentrado no final da sala, então me posicionei na frente dos mesmos e comecei por fim a minha aula.

_ Bom dia , sou Sophie Cavendish, vim de Durmstrang e ensinarei as turmas do primeiro ao quarto ano, ou seja, só terão aulas comigo durante esse ano, antes de tudo quero que saibam que não tolero atrasos, mau uso dos materiais escolares e conversas paralelas, porém, por favor, não tenham medo caso tenham dúvidas quanto ao conteúdo, pois se o assunto for relevante a aula eu desejo saber e antes que esqueça eu desejo as boas vindas a todos os alunos . É o seguinte todos vocês devem está se perguntando por que as mesas e cadeiras estão no canto da sala , o conteúdo da aula de hoje se baseia na execução de um patrono, alguém saberia me dizer o que é um patrono ? – Esperei calmamente e uma mocinha da Corvinal levantou o braço de maneira tímida, acenei levemente e ouvi a sua resposta, estava correta, porém eu não queria que o conteúdo se baseasse apenas no que podia ser encontrado nos livros e sim na prática, pois na hora que se faz necessário os livros de feitiços não estão em nossas mãos.

_ Então a sua resposta está correta, e respondendo aos questionamentos silenciosos da turma, as mesas e cadeiras estão arrumadas da seguinte maneira, pois hoje aprenderão junto comigo a executar o feitiço do patrono, desde já eu aviso não é fácil, muitos de vocês poderão sair da sala sem conseguir, é um feitiço que exige prática, uma dose excessiva de boas lembranças e bastante paciência, então caso não consigam não se preocupem, pois com o tempo poderão obter resultados positivos.  É o seguinte eu quero que todos se espalhem pela sala, desfaçam os grupos formados e encontrem um lugar que possam me ver, mantenham uma distância significativa dos vossos colegas e prestem bastante atenção nos meus comandos, e claro não se preocupem, pois passarei entre todos e ajudarei no que for preciso e antes que possam começar as tentativas peguem as suas penas e pergaminhos e copiem o que copiarei no quadro. – Fui até o quadro e com um giz branco que peguei em uma das diversas gavetas que ficavam na minha mesa, comecei a escrever no mesmo.

"Expecto Patronum

O que é? Um ser de luz que protege contra Demetadores e Mortalhas – Vivas.  
Como é?  É branco-prateado e sua forma varia de acordo com cada bruxo.
Feitiço usado? O encantamento para sua criação é Expecto Patronum.

Observações:

Para executar o feitiço é necessário estar pensando em uma lembrança extremamente feliz, se não for extrema não haverá a possibilidade da execução do feitiço. Sendo assim o mesmo é uma reprodução dessa felicidade.
Por não serem humanos, os Dementadores não podem vencê-los.
É um feitiço complexo o que justifica o fato de que muitos bruxos só conseguem produzir um filete prateado em forma de escudo.
É o único feitiço conhecido capaz de conter uma Mortalha-Viva.
Pode ser usado como meio de comunicação. "


Enquanto todos copiavam pensavam no nascimento dos meus filhos gêmeos.

“_ Pelas barbas de Merlin, a mamãe esperou tanto por vocês que já estava começando a achar que não os veria tão lindos e meu, eu sonhei tanto com esse momento, o perfeito instante em que beijaria vocês , sem pensar no sangue que os envolve , olharia pro papai com os olhos cheios de lágrimas e sorriria! - Beijava os filhos em meio às lágrimas, houve tantas complicações no parto que passei a achar que não resistiria, e logo em seguida os meus filhos foram tomados de mim, pois começava a perder a consciência por tanto sangue perdido. _ Não foi dessa vez! - Quando ouvi as vozes dos meus irmãos, falei com um sorriso e quando abri os olhos estavam todos lá, marido, irmãos, alguns sobrinhos e os meus filhos, o menino nos braços do pai dormindo e a mocinha acordada era zelada pela tia que a tinha nos braços e cantava baixinho pra mesma dormir.” _ Expecto Patronum - Falou ao ergue a varinha e um gato persa que era o seu patrono saiu correndo serelepe pela sala em meio aos alunos, alguns ainda copiavam e pararam para olhar a pequena criatura que passeava pela sala, uma mocinha que estava concentrada copiando pulou assustada quando viu o mesmo , indo na direção dela, o resto da turma sorriu, inclusive eu e para conter os risos continuei rapidamente com a aula .

_ Então as coisas são feitas da seguinte maneira, você para e deixa vir à tona aquela lembrança extremamente feliz, pronúncia o encantamento corretamente e em voz alta e tudo feito. Podem começar o que estão esperando? Os que não terminaram de copiar terão alguns minutos antes de terminar a aula, não se preocupem. –
Os alunos começaram a tentar, e como esperava não foi fácil, comecei a caminhar pelos mesmos e corrigir as pronúncias erradas e obvio dizer mensagens positivas quanto à execução do feitiço, o tempo passou rápido e quando estava próximo ao final da aula, olhei no meu pequeno relógio de pulso a hora e quando tive uma noção do tempo que restava , decidi que já estava na hora de libera-los.  

_ Ei , já está na hora de parar, é o seguinte vocês foram ótimos! Gostaram da atividade? Então os alunos que quiserem se retirar já podem fazer isso, quanto aos que não terminarão de copiar ainda resta dez minutos, porém não vejo problema em esperar, então não tenham pressa. Obrigada a todos pela aula e pelo esforço, e parabéns a todos, tanto aos poucos que conseguiram executar o seu patrono mesmo que rapidamente e aos outros que não conseguirão, pois tentaram e se tentaram só me resta a certeza de que um dia conseguirão, pois quando se trata de patronos o negócio é não desistir, então sejam perseverantes e boa sorte , e antes que esqueça eu quero receber de todos um relatório com as impressões dos mesmos sobre a aula, e desde já peço sinceridade, pois os mesmo me ajudarão a melhorar o ensino . – Houve certa correria depois de que pronunciei as últimas palavras, alguns pegaram os pergaminhos e as penas e passaram a escrever de maneira compulsiva, outros abanavam os rostos com as mãos a fim de tentar conter o calor e só depois pegaram as penas, esperei que todos terminassem os relatórios e quando tinha tudo em mãos sai da sala, contente pela aula que de certo foi bastante produtiva.  




Spoiler:

Apenas alguns avisos.

Postagens com menos de vinte linhas serão zeradas
Pontuo por criatividade, fidelidade à primeira postagem e interação então me surpreendam.
O que foi pedido em sala de aula espero receber por MP, o prazo pra entrega é dez dias, ou seja, se a aula foi postada no dia quinze só pontuo até dia vinte e cinco.
As mensagens devem ser identificadas da seguinte maneira: Nome do aluno- Casa- Ano.

E os pontos para as casas são atribuídos da seguinte maneira.

Melhor aula =   20 pontos
Melhor aula prática =  30 pontos

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Re: 1ª Aula de DCAT

Mensagem por Gary V. Lancaster em Seg 17 Jun 2013 - 3:07


  
1ª Aula de DCAT
Naquela manhã acordei meio sonolento a festa na comunal da grifinória da noite anterior tinha me deixado acabado e as poucas horas de sono não foram suficientes para me recuperar, mas no final todo o sono que sentia  compensava toda a diversão que tinha tido. Caminhei em direção ao banheiro onde optei por um banho gelado para me despertar... Coloquei as tradicionais uniformes folgados e sai em direção ao salão principal. 
 
Após tomar duas xícaras de café sai em direção a minha primeira aula do ano, a de Defesa Contra a Arte das Trevas. Três anos nessa matéria já tinha me rendido muitas experiências já tinha enfrentado diabretes, diabinhos e cinzais, nesses anos tinha ganhado algumas escoriações e hematomas  durante as mesmas.
 
Quando cheguei a sala encontrei Jhessy - Bom dia Jhessy! - falei meio roco, essa foi outra consequência da festa - Bom dia! - ela respondeu ajeitando levemente o cabelo. Entramos na sala logo percebemos que a configuração habitual da sala estava diferente havia um enorme espaço vago todas as cadeiras e mesas tinham sido entulhadas no canto da sala, por um momento pensei que a local estivesse vazia então percebi que alguém mexia nos armários da sala. Ao notar nossa presença a mulher que mexia no armário voltou a sua atenção para a nossa direção, parecia ter desistido daquilo que estava fazendo.
 
Seu nome era Sophie Cavendish fiquei a observar ela se apresentar processando mentalmente ela tinha lecionado na escola búlgara de bruxaria e que estaria à frente da matéria naquele ano “Mais um professor temporário” então ela explica o fato de as mesas e cadeiras estarem do jeito que estavam ela ensinaria sobre o feitiço do patrono.

Uma corvina conceituou corretamente o que seria um patrono. Saber que iriamos estudar novamente o feitiço do patrono não me animou muito, afinal todos ali tinha estudado esse feitiço no ultimo ano com o prof. Arthur Cavendish, aquilo também me  trazia a memória aquilo que tinha acontecido no dia em que haviam embaraçado para Hogwarts: A parada brusca do expresso e o céu empestado de criaturas disformes.

“Talvez seja uma boa oportunidade para treinar o meu patrono” a docente logo orientou que nos separássemos, obedeci ficando com no mínimo de três metros do aluno mais próximo de mim. Antes de começar os treinos copiei os conceitos que a professora escrevia no quadro, mas me restringi aos conceitos que juguei mais importante afinal já havia visto essa aula só precisava praticar.

Quando finalmente pude começar o treino respirei fundo –Expecto Patronum  – nada aconteceu me concentrei um pouco mais aparentemente os efeitos do café e do banho gelado tinha acabado –Expecto Patronum – um fio espectral prateado saiu da ponta da varinha.  Continuei a tentar a fazer com que o meu patrono corpóreo aparecesse, mas em nenhuma tive sucesso.
“Droga preciso de concentração.. deixem que as boas lembranças preencham você, Gary!” fechei os olhos “Eu corria pela floresta o céu a cima de mim estava claro não precisava  me  esconder, mostrado a minha própria natureza a de um lobo cinzento me senti com liberdade sem responsabilidade alguma tudo parecia mais simples” essa lembrança de um verão alguns meses atrás me fez ter uma felicidade interior abri um sorriso então disse – Expecto Patronum - a cabeça do meu patrono que era um lobo das Malvinas, saiu por alguns metros da sala e depois tão rápido como se formou ele se foi. “preciso praticar mais."

Chegando o final da aula a docente autorizou que os que não tinham terminado de copiar terminassem mão queria copiar aquela aula de revisão já tinha sido o suficiente. Pouco depois todos saíram da sala.






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Re: 1ª Aula de DCAT

Mensagem por Lucas B. Villeneuve em Qui 20 Jun 2013 - 0:44



1ª aula de DCAT

Não era tão difícil imaginar como eu acordara numa manhã fria em Hogwarts. Eu já tinha preguiça de levantar num dia normal, com temperatura agradável. Num dia frio como aquele, então... a preguiça estava triplicadamente duplicada. Levantei completamente zumbificado. Andava tão curvado que parecia um primata involuído arrastando os braços no chão. O banheiro do dormitório parecia se localizar a milhões de metros de distância. Quando eu finalmente cheguei, me joguei na banheira e tomei um banho demorado, pois passei grande parte dele dormindo. O salão estava cheio como de costume. Sentei em qualquer lugar da mesa da texugada e comi sem nem saber o quê. Vaguei meio sem rumo nos corredores até que um bando de guris do primeiro ano esbarrou em mim deixando-me no chão. E nem pararam pra ajudar! – Cês só podem tá de brincadeira! Não tem medo de tomar um Estupore no meio da testa, não, bando de guris! Affêr! Derrubam a pessoa e não tem nem a consideração de ajudar a levantar! – Levantei gritando pros alunos. Sério! Educação é uma coisa básica. E ainda tinham feito eu sujar a barra da minha capa da Lufa-Lufa. De leve, mas sujou. – Aff! Ainda fazem eu sujar minha roupa. Rezem pra Merlim não deixar eu encontrar vocês depois por ai. Bando de guris! – Falei baixinho enquanto me dirigia até a sala de DCAT.

 
- Close your eyes. Give me your hand, darling. Do you feel my heart beating? Do you understand? Do you feel the same or am I only dreaming? Is this burning an eternal flame? Say my name the sun shines through the rain. A whole life so lonely and then you come and ease the pain. I don't want to lose this feeling… Oooohhhh. – Fui cantando a música trouxa Eternal Flame, da banda feminina The Bangles durante todo o caminho até a sala. Não entrei cantando porque a professora era nova. Pelo menos eu nunca a tinha visto em Hog. Ela se apresentou como Sophie Cavendish e eu engoli um seco. Na verdade uns dez. Não podia ser. A Lara já havia me falado que a mãe dela era uma professora de Hogwarts, mas não que ela seria uma das minhas professoras. Como eu sei que ela é a mãe da Lara? Porque acho muito improvável que existam duas professoras Sophie Cavendish na mesma escola. Então só pode ser ela! Fiquei um pouco mais tenso depois dessa notícia.
 
Ela, como todos os professores novos, explicou o que ela gostava e desgostava, o que ela permitia ou despermitia e coisas assim. “Com certeza ela vai ter trabalho comigo.” Pensei mais que maliciosamente. Ela falou, falou e falou e eu imaginando como seria bom ter mousse de maracujá no almoço ou suco de maracujá ou torta de maracujá... Seria demais! Quando me dei conta, ouvi a professora falar em patrono. Opa! Patrono? Isso é tenso. Eu não estava com energia nem vontade para treinar o feitiço do patrono naquela hora da manhã. Porém, eu era um mero aluno sem meu kit mata aula. Foi apenas quando a Sra. Cavendish falou que eu percebi que as cadeiras estavam todas arrumadinhas no fundo da sala. Muito espaço sobrando. “Santo Merlim, eu vou precisar de ajuda nessa aqui.”
 
Ela explicou coisa que, pelo menos eu, já sabia. Pode não parecer, mas eu estudo. Por exemplo, eu já sabia executar, mais ou menos, o feitiço do patrono. Nada de patrono corpóreo ainda, mas eu já conseguia manter a luz branco-prateada por bastante tempo e já conseguia até movê-la. A professora Sophie copiou algumas coisas na lousa para que transcrevêssemos em nossos pergaminhos. Assim o fiz, mas claro, da maneira mais Lucas possível.
Pergaminho do Luc:

Feitiço do Patrono
O que é? Um ser de luz que protege contra Dementadores e Mortalhas – Vivas.
Como é?  É branco-prateado e sua forma varia de acordo com cada bruxo.
Feitiço usado: O encantamento para sua criação é Expecto Patronum.
Observações:
• Para executar o feitiço é necessário estar pensando em uma lembrança extremamente feliz, se não for extrema não haverá a possibilidade da execução do feitiço. Sendo assim o mesmo é uma reprodução dessa felicidade.

• Por não serem humanos, os Dementadores não podem vencê-los.

• É um feitiço complexo o que justifica o fato de que muitos bruxos só conseguem produzir um filete prateado em forma de escudo.

• É o único feitiço conhecido capaz de conter uma Mortalha-Viva.

• Pode ser usado como meio de comunicação.
Para começarmos, eu deveria pensar na memória mais feliz que eu tinha. Eu sabia qual, mas aquela era a mais feliz e a mais triste. Eu não gostava de lembrar daquela noite. Não mesmo. Foi a noite em tudo terminou e a maldição começou. Eu tinha memórias bem felizes em meu estoque. Inclusive uma bem recente. Posicionei-me em um lugar da sala distante dos outros e fechei os olhos para melhor lembrar daquele dia.
 
“A biblioteca estava não muito cheia. Fui até lá para ler mais sobre feitiços anti-lobisomens e talvez encontrar uma possível cura. A esperança era sempre a última a morrer. Peguei um que me pareceu interessante e sentei numa mesa qualquer para ler. De repente, por uma feliz coincidência do destino, uma amiga, Lara, aparece por lá e me pergunta sobre minha prima Mel. Eu não sabia onde a Mel estava, mas ofereci ajuda. Começamos a conversar. Conversamos, conversamos, tocamos as mãos, olhamo-nos olhos nos olhos e, por graça de Morgana apaixonada, a garota pela qual meu coração acelerava e que me tirava o sono por ocupar minha mente dia e noite, disse que não parava de pensar em mim. Merlim, meu coração pulou pela boca e começou a dançar na mesa da biblioteca de tanta felicidade.”
 
Com essa memória, ergui minha varinha, abri os olhos e pronunciei o feitiço. – Expecto Patronum. – Uma fumaça branca saiu. Tentei mais algumas vezes para que uma bola branco-prateada saísse da ponta de minha varinha e se pusesse a uma pequena distância. Movi a varinha e vi que eu ainda tinha controle sobre a mobilidade do espectro, mas eu queria saber qual era a forma de meu patrono. Eu esperava um texugo, mas se ele fosse teimoso como eu, não me obedeceria. Desfiz o feitiço depois de alguns segundo e me concentrei na memória mais uma vez. Sorri. – Expecto Patronum. – A bola agora se apresentou como um espectro sem forma definida, mas era, com certeza, maior. A mobilidade estava mais complicada de manter. Eu já suava e me sentia cansado. O feitiço se desfez sozinho depois do que me pareceu uns trinta segundos. Sentei no chão para descansar e a Sra. Cavendish veio me perguntar se eu estava bem. – Estou sim, senhora Cavendish. Só um pouco cansado, mas estou bem. Obrigado. – Levantei e tentei novamente. A mesma coisa aconteceu. “Será que essa não é uma memória feliz o suficiente? Não é possível.” Concentrei-me para lembrar a noite da morte de meu pai.
 
“Tudo aconteceu há pouco mais de três anos. Estávamos, meu pai Louis e eu, há poucos metros de altura, ainda na base de uma das montanhas da Cordilheira do Himalaia, no que chamávamos de momento masculino, no qual eu e ele viajávamos para qualquer lugar apenas nós dois, sem a minha mãe. Naquele ano, queríamos algo mais natural, mais contato com o planeta em toda sua naturalidade. Fomos até a Índia. Escolhemos o Nanda Devi, um dos montes do Himalaia, exatamente o terceiro mais baixo, pois não é muito escolhido por trouxas, assim, a qualquer perigo, meu pai poderia usar magia sem se preocupar em apagar muitas memórias. Acampamos numa altura aproximada a uns dois mil e setecentos metros. À noite, pedi que papai tocasse violão ao calor de uma fogueira para que cantássemos. Foi o que fizemos. A lua cheia estava tão grande que chegava a hipnotizar. Meu pai me deu os acordes certos para uma música de uma banda trouxa de rock, The Beatles, Yellow Submarine. E eu, com minha voz ainda bastante aguda, acompanhei com a letra: In the town where I was born/Lived a man who sailed to sea/And he told us of his life/In the land of submarines… Mas, de repente, após ouvir barulhos perto de onde estávamos, meu pai pediu-me para entrar na barraca e fechar a cortininha que servia de porta. Não quis obedecer e sentei no chão fazendo birra dizendo que não queria dormir. Papai, pressentindo o perigo, pegou-me pelos braços e tentou me levar à força, porém, enquanto ele sussurrava alto para que entrasse porque estava em perigo, um ser grotescamente assustador, com aparência lupina, mas caminhando em duas patas e sem nenhum pelo, babando e com enormes garras, apareceu uivando alto e, numa inacreditável velocidade, deu uma patada em meu pai, que foi arremessado para longe e, antes que eu pudesse ao menos gritar, desferiu uma mordida em minha panturrilha esquerda, perto de meu tornozelo. Gritei de dor. Meu pai, um animago ilegal, tomou sua forma de urso panda e começou a lutar com a criatura. Golpes de patas e garras e dentes de ambos os lados. Algum tempo depois, a criatura, com sua cabeça fortemente chocada contra uma pedra, cai desfalecida, sem vida. Meu papai voltou à forma humana e enviou seu patrono, também um panda, para avisar alguém. Foi só o que consegui ver. Minha visão escureceu e fiquei tonto até desmaiar. Acordei com a melhor sensação de minha vida. Ainda na montanha, minha mãe me abraçava calorosamente. Senti todo aquele amor fluir por meu corpo e me deixei ser amado. Depois, fui informado da morte de meu pai e de que aquele ser era um lobisomem. E de que eu, a partir dali, também era um. Hoje, para suplantar a morte de meu papai e o fato de eu ser um lobisomem, lembro de mim e do meu pai à beira da fogueira cantando Yellow Submarine, minha música favorita, e do amor que senti emanar de minha mãe em meu corpo.”
 

- Expecto Patronum. – Incrivelmente, aquela foi a hora que matei minha curiosidade. Todos os patronos que eu já tinha visto, até mesmo o do meu colega de ano, Gary, que era um lobo, pelo menos a cabeça de um, eram espectros esvoaçantes que pareciam uma fumaça prateada. O meu apareceu diferente. Um bebê panda em espectro branco-prateado, mas nada esvoaçante. Na verdade ele não saiu voando de minha varinha. Ele meio que caiu da ponta direto no chão e tentou ficar em pé. A coisa mais fofa do mundo! Lembrou-me minha priminha Chris. Ele olhou pra mim por alguns segundos e puf! Sumiu. Mesmo bastante cansado eu me preparei para tentar novamente. Nada feito. A professora mandou parar, pois a aula já chegava ao fim. Ela pediu também um tipo de relatório avaliando a aula. Sentei e fiz o tal relatório. Depois, fomos liberados. Nossa, eu estava realmente cansado e um pouco suado. Terminei o relatório e sai da sala.

 

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Re: 1ª Aula de DCAT

Mensagem por Jhessy Pierce Cavendish em Sab 29 Jun 2013 - 20:31

4º ano - Defesa Contras as Artes das Trevas - Aula #1

Um barulho repentino e insistente vindo do outro lado do dormitório me acordou naquela madrugada. Olhei em volta tentando identificar a causadora do barulho à tempo de ver uma garota abrir uma das janelas e receber de uma pequena coruja cinza um bilhetinho. "Isso lá são horas de trocar recadinhos??" -pensei, fuzilando a garota que estava toda contente após ler o conteúdo daquele bilhete. Ela, sem se preocupar com nada, deitou em sua cama e mais uma vez caiu em sono profundo, enquanto eu fiquei deitada, rolando de um lado à outro na cama pelo que me pareceram hora sem conseguir permanecer de olhos fechados. Para ajudar na ocasião, ainda fui obrigada a ouvir os roncos de Clover, vindos da cama ao lado. "Bem que ela podia ter escolhido uma cama um pouco mais afastada da minha!" Pela cortina entreaberta da janela por onde a coruja havia entrado, vislumbrei um pequeno filete de luz do fraco sol que iluminava os terrenos de Hogwarts a clarear o parte do dormitório e pássaros a voar livremente ao redor da torre. Empurrei a coberta para o lado e me sentei a beira da cama para calçar as pantufas azuis que ali estavam desde a noite anterior. Esfregando os olhos para afastar o restante do sono, caminhei até a janela e pelo vidro dei uma olhada nos terrenos antes de abrir por completo as cortinas, clareando uma parte maior do local e acordando algumas garotas que me olharam de cara feia. - Ah.. Não queremos chegar atrasadas nas aulas, não é mesmo? Devemos honrar nossa casa, meninas!- falei sarcasticamente para para algumas delas que resmungavam em suas camas, mas olhando principalmente para a que recebera o bilhetinho mais cedo. Já de costas para elas revirei os olhos. "Se ela não me deixou dormir, por que eu deveria deixá-la?" - pensei enquanto seguia para o banheiro.

De banho tomado, roupas vestidas e cabelos penteados, materiais arrumados na mochila e mochila nas costas segui para o Salão Principal, onde, juntamente com os outros corvinos, me deliciei alguns cookies de chocolate e um pouco de suco de limão enquanto ouvia as conversas vindas de todos os lados.  O dia havia começado irritante, continuado chato e agora estava entediante, mas bastou uma olhadinha na minha grade de horários e "Oba!!" a ansiedade tomou conta de mim. É verdade que nunca fora muito fã das aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas, mas esse ano não teria um professor de cara feia olhando para mim, teria aula com minha tia e isso me deixava mais tranquila em comparecer àquela aula. Engoli rapidamente o restinho do suco em meu copo, peguei mais um cookie de chocolate antes de deixar o Salão Principal.

Mordisquei o último pedaço quando encontrei com Gary em frente a porta da sala de aula. - Bom dia! - respondi ao cumprimento do grifino, torcendo para que não tivesse chocolate preso em meus dentes. Ajeitei uma mecha de cabelo atrás da orelha tentando não demonstrar o quanto ficava nervosa perto dele e entrei na sala, dando um leve sorriso par a moça que remexia algo nos armários da sala. - Bom dia tia So.. Bom dia professora! - tropecei entre minhas palavras. A docente me lançou um olhar severo. "Ai Jhess, sua tonta! Ela pode ser sua tia, mas aqui é professora e ponto!" - minha mente tagarelava à mim mesma enquanto eu procurava uma mesa para me sentar.. "Epa! O que aconteceu na sala?!" - olhei para as cadeiras amontoadas no fundo da sala e voltei meu olhar a docente que agora nos cumprimentava. Após o se apresentar e dizer quais comportamentos gostaria e quais não gostaria de presenciar durante sua aula, disse também que a aula iria se basear na execução do patrono. "Oba! No último ano eu não consegui.. Quero muito saber a forma de meu patrono!" - imaginava formas e mais formas que meu patrono poderia tomar ao sair de minha varinha e acabei não percebendo que a docente havia feito uma pergunta, consequentemente, não conseguindo respondê-la antes de outra pessoa. "Pelo menos ela é da Corvinal! Corvinos representando sempre!" - sorri com esse pensamento. Logo em seguida, a professora explicou que a sala estava com todo aquele espaço livre pois tentaríamos executar o feitiço do patrono. Escutei atentamente as orientações da professora e então caminhei até o canto da sala, distante o suficiente dos outros alunos para que não acontecesse de um atrapalhar o outro. Após mais alguns conselhos ela começou a copiar algo no quadro. "Copiar como?? As carteiras estão todas amontoadas ao canto da sala.. Nem dá para apoiar nelas!" - pensei olhando ao redor da sala, e seguindo a maioria dos alunos, tirei meus materiais da mochica, molhei a ponta da pena e, apoiando a folha de pergaminho na parede à qual eu estava perto, comecei a copiar tudo que tia Sophie havia escrito no quadro. "Mas que coisa, não?! Parede, chão.. Tudo servindo de mesa hoje!" - minha mente teimava em tagarelar sozinha enquanto eu copiava, meio que distraída. Virei-me para ler o conteúdo da ultima linha no quadro quando vislumbrei um vulto meio prateado pular ao meu lado. Meus olhos se arregalaram e até deixei minha pena cair no susto. "É apenas o patrono de sua tia, Jhess.. Calma!" - recolhi minha pena ouvindo as risadas ecoarem pela sala. Confesso que eu mesma soltei um risinho nervoso enquanto terminava de copiar. Guardei novamente minhas coisas na mochila assim que fomos liberados para treinar.

Virei-me de modo a não conseguir ver ninguém mais além da professora, tentando me concentrar e vaguei por entre minhas lembranças, voltando alguns anos atrás.  "Eu estava nos jardins do castelo Cavendish brincando com meus primos. Brittany e Arya estavam sentadas em um banco nos olhando. Corríamos pelo gramado brincando, mas parei ao ouvir o barulho do portão se abrindo e o barulho daquele assobio que eu conhecia muito bem chegar até meus ouvidos. - Chord?! - falei virando e me deparando com meu irmão mais velho a entrar nos terrenos castelo. Eu realmente achava que ele, assim como meus pais, jamais voltaria para casa, mas ali estava ele, e sem dúvidas éramos muito apegados. Ele abriu os braços para mim e eu corri em sua direção pulando em seu colo. Ele bagunçava meus cabelos e me enchia de cócegas, o que me fazia soltar muitas gargalhadas." - lembrando da minha alegria ao rever meu irmão me permitir sorris. - Expecto Patronum! - e nada aconteceu. Tentei mais uma vez, e novamente nada! "Mais concentração.." Fechei os olhos me permitindo vislumbrar aquela cena como se eu estivesse presente lá, no passado. As brincadeiras de meu irmão.. Minhas risadas espontâneas.. - Expecto Patronum! - e consegui visualizar um filete de luz branco-prateado deixar minha varinha, riscando o ar a minha frente e desaparecendo em seguida. "Como o professor explicou na festa do ano passado.. Talvez tenha que ser uma lembrança específica.. A mais feliz de todas! Mas.. será que eu consigo?!" - lembrava de alguns conselhos que o antigo professor havia lhe dado, mas me peguei perdida no fim de uma rua com dois caminhos diferentes a serem seguidos, qual eu escolheria? Seguir o primeiro caminho e continuar a tentar com aquela lembrança ou seguir a segunda opção e mudar a lembrança, permitindo-me lembrar da pessoa mais importante de minha vida, mas que um dia havia simplesmente me abandonado? Fechei os olhos calmamente, sentindo o tremor em minhas mãos e um extremo nervosismo tomar conta de mim. Suspirei profundamente duas vezes e me permitir vagar mais uma vez em minhas lembranças, muitos anos antes.

"O fim da tarde já havia chegado e minha mãe, meu pai e eu estávamos andando pelo gramado de um parque, no meio de muitas árvores. De repente soltei de suas mãos e corri, me escondendo atrás de uma árvore. Meu pai correu atrás de mim e eu pulava na sua gritando 'buuu' e ele fazia cara de assustado e depois corria atrás de mim querendo me pegar. Eu sorria e corria para trás de minha mãe, abraçando suas pernas e ela rodava de um lado para o outro, não deixando que papai se aproximasse de mim, mas por fim ele a enganou e me capturou, me levantado com as mãos e me rodando acima de sua cabeça enquanto eu esticava meu bracinhos rindo e me sentindo como um livre passarinho, com o vento batendo em meu rosto e bagunçando meu cabelos ainda mais. Meu pai me colocava de volta ao chão, e olhando para o alto vi um pontinho brilhoso o céu. - Papai, papai! O que é aquela coisa lá em cima? - levantava meus bracinhos como se fosse alcançar. - Aquilo é uma estrela, minha princesinha. - ele me pegava no colo mais uma vez. - Pega uma para mim mamãe? - olhei para minha mãe com a carinha mais fofa do mundo. - Oh, meu amor.. As estrelas ficam muito, muito alto. Nenhum bruxo jamais conseguiu pegar uma. - disse ela, e eu fiz uma carinha triste, pensativa. - Mas para você eu prometo que vou tentar pegar uma, tudo bem meu bebê? - continuou ela e eu sorri. - Tudo bem mamãe.. Não precisa não! Prometo que quando eu crescer, eu vou ser a melhor bruxa de todas e vou subir lá em cima e pegar uma estrela pra você e outra pro papai! - falei sorrindo para os dois. Mamãe se aproximou mais nos abraçou. Sorri para eles mais uma vez e falei docemente: - Você são os melhores pais do mundo! Amo vocês! - passei o braço em volta do pescoço de cada um e percebi que minha mãe chorava. - Também te amamos princesinha! - disse meu pai antes de me dar um bejinho na bochecha e do outro lado de meu rosto minha mãe fez o mesmo." - lembrei da noite anterior à que eles haviam me deixado no castelo Cavendish aos cuidados de meus irmãos e meus tios. Era uma lembrança que eu evitava o tempo todo, mas que quando eu mais precisava, era a ela que eu me agarrava. Por mais que me deixasse triste lembrar de meus pais, aquela lembrança me trazia uma sensação reconfortante, como se eu pudesse estar ali, mais uma vez com meus pais, sentindo o carinho deles. Levei a mão a bochecha tentando sentir aquele toque e só então percebi quem uma gota d'água havia escapado de meus olhos.

- Expecto Patronum! - bradei com a varinha levantada e ao abrir os olhos vislumbrei mais uma vez o filete de luz sair da ponta de minha varinha e riscar o ar à minha frente, mas dessa vez ele não se dissipou rapidamente, mas sim foi se contorcendo à minha frente até tomar por completo a sua forma. - Oh.. Que-que lindo! - sussurrei olhando para o pequeno pássaro de luz branco-prateado que havia se formado no ar e voava livremente ao meu redor deixando um pequeno rastro de branco parecido com fumaça por onde passava. Minhas lágrimas se misturaram ao meu riso enquanto eu girava em torno de mim mesma acompanhando os movimentos de meu patrono, que alguns minutos depois, sumiu. A docente apareceu ao meu lado me dando os parabéns por ter conseguido. Dei um sorriso amarelo à ela que enxugava carinhosamente meu rosto. Em seguida a ouvi pronunciar que já era hora de parar. Ajeitei meu cabelo enquanto ouvia suas últimas palavras. "Farei esse relatório ainda essa tarde para ficar logo livre de tarefas!" - com esse pensamento eu seguia para o Salão Principal, afinal, todo aquele esforço havia me deixado com muita fome!

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Jhessy Pierce Cavendish Schwartz
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Re: 1ª Aula de DCAT

Mensagem por Sophie Killer Cavendish em Dom 30 Jun 2013 - 18:24

Notas



Gary V. Lancaster 8,0: Então gostei da sua aula, porém acho que pode melhorar quanto à interação e a criatividade, fora isso parabéns.

Jhessy Pierce Cavendish 10,0: Aula ótima atentou para a escrita, descreveu os espaços, e interagiu com os colegas. Continue assim, está de parabéns!

Lucas B. Villeneuve 9,0: Adorei as suas lembranças e tentativas de execução do feitiço!

(...)

Então, as notas foram somadas da seguinte forma.

1,0 ponto do resumo.  
9,0 da postagem.  ( 3 Criatividade, 3 Narração, 3estrutura )


Pontos extras:

Melhor Post: Jhessy Pierce Cavendish - 20 Pontos para a Corvinal.
Melhor Post quanto à estrutura: Lucas B. Villeneuve - 20 Pontos para a Lufa – Lufa.

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Re: 1ª Aula de DCAT

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